Segundo apuraram os defensores, após a incursão do GIR todos os presos dos dois pavilhões foram submetidos à revista geral sob violência física e psicológica.
Josmar Jozino
Colunista do UOL
05/10/2023
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| Penitenciária de Valparaíso, localizada no Oeste Paulista tem capacidade para 873 presos, mas tem atualmente a custódia de 1.042 sentenciados |
As denúncias de agressões foram feitas ao Nesc (Núcleo Especializado de Situação Carcerária|), subordinado à Defensoria Pública do Estado de São Paulo.
Quatro defensores estiveram no presídio no mês passado e ouviram relatos dos presos. A Secretaria da Administração Penitenciária afirmou ao UOL que apura as denúncias.
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| Penitenciária de Valparaíso tem capacidade para 873 presos, mas tem atualmente a custódia de 1.042 sentenciados de alta e altissíma periculosidade |
Segundo apuraram os defensores, após a incursão do GIR todos os presos dos dois pavilhões foram submetidos à revista geral sob violência física e psicológica. Os prisioneiros narram que no pavilhão 1 as agressões aconteceram das 7h às 9h e no pavilhão 3, das 9h às 11h.
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| Oficiais Operacionais do Gir trabalham dentro da legalidade e com extremo profissionalismo |
Corredor polonês
Os presos contaram que os agentes pronunciaram xingamentos, desferiram socos, chutes e golpes com cassetetes.
Eles disseram ainda que foram obrigados a ficar nus e a correr num corredor polonês, enquanto os homens do GIR disparavam balas de borracha e bombas de efeito moral.
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| Marca nas costas de preso que relatou ter sido agredido - Imagem: Reprodução/Defensoria Pública |
Os detentos afirmaram que levaram chineladas no rosto e receberam vários chutes, enquanto um agente pichava a palavra GIR no lado direito da parede da cela 317.
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| Marcas de lesão nas costas de preso que relatou ter sido agredido - Imagem: Reprodução/Defensoria Pública |
Os presidiários afirmaram também que o ingresso do GIR nos pavilhões contou com o apoio de cães ferozes.
Eles acrescentaram que não têm condições de identificar os agressores, porque os agentes usavam toucas ninjas e capacetes.
Em nota enviada ao UOL, a Secretaria da Administração Penitenciária afirmou que, "assim que a denúncia de agressão a presos chegou ao conhecimento da direção da Penitenciária de Valparaíso", a unidade abriu um procedimento apuratório "a fim de checar a veracidade do fato e, se houver, a responsabilidade dos agentes nesse episódio".
Fonte: UOL
O Grupo de Intervenção Rápida
Mais uma vez a denúncia descreve o uso excessivo da força pelo GIR, com agressões verbais e físicas, abusos de autoridade e uso de técnicas e equipamentos não letais de forma potencialmente letal, nós não somos iguais a eles, não trabalhamos com vingança, não somos os vingadores da sociedade.É vergonhoso saber e ver a forma que se comporta uma Instituição Pública: Ao condenar e apontar, criticar eu afirmo, eles não conhecem a realidade do sistema penitenciário e como crime se enraiza.
E mesmo assim protocolaram a denúncia, que na visão da Defensoria Pública do Estado de São Paulo, por meio dos Núcleos da Situação Carcerária (Nesc), e pela visão e argumentação dos criminosos.
O crime não quer que o Gir atue nas Unidades Prisionais, não só o Gir, qualquer outra Força de Segurança Especializada. Mesmo sendo o Gir, um Grupamento pautado pelo profissionalismo e técnica, que não se compara a época que os Choque da Polícia Militar invadia as Unidades Prisionais e impunha a disciplina na força da bala e pancadas de cassetetes.
Porém cada dia que passa se torna mais difícil fazer parte da Segurança Pública, pois o crime não se importa de ir para cadeia, mas querem ter somente as regalias, jumbos à vontade e visitas íntimas que são apenas concessões previstas na LEP, mas que se tornaram leis paralelas.
Desabafo de um polícia penal do Gir - anonimamente












Muito simples, o ladrão não quer ver o gir? Só não dar novidade...
ResponderExcluirMenos! Mané!
Excluirpelo visto vc é um paga pau de ladrão né zé ruela
ExcluirSenhores defensores, oque vcs estão falando?, tomaram a CR de Birigui e fizeram carinho no funça?, eu vi oque ficou parecendo a corte na cabeça do colega....
ResponderExcluir