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04 novembro 2017

BRASIL: Um dos suspeitos de atirar contra agentes penitenciários em Contagem/MG é detido

De acordo com a polícia, um dos agentes baleados na última terça-feira (31) reconheceu o atirador.



Por G1 MG, Belo Horizonte
04/11/2017 
Marlon da Silva Mendes foi detido no aglomerado Vila Barraginha

Um dos homens suspeitos de atirar contra dois agentes de segurança da Penitenciária Nelson Hungria, em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, foi detido na tarde deste sábado (4). De acordo com a Polícia Militar (PM), um dos agentes baleados na última terça-feira (31) reconheceu o suspeito como atirador.

Ainda de acordo com a corporação, militares participavam de operação no Aglomerado Vila Barraginha, no bairro Cidade Industrial, em Contagem, quando perceberam que o homem de 23 anos fugia deles.

Ao ser alcançado pelos militares, ele afirmou ter fugido por ser suspeito do atentado contra os agentes penitenciários da Nelson Hungria.

Segundo informou a corporação, o suspeito foi encaminhado para a delegacia de Contagem.
Relembre o caso

Dois agentes penitenciários e um adolescente foram baleados na última terça-feira (31), próximo à Penitenciária Nelson Hungria, em Contagem. Segundo informou a Polícia Civil, ele foram alvo de represálias de detentos da unidade.

Penitenciária Nelson Hungria, em Contagem/MG




A ordem do ataque teria partido de três detentos que foram impedidos de acompanhar o enterro do pai.

Na data do atentado, os dois chegavam para trabalhar, no início da manhã, quando foram baleados por dois criminosos em uma caminhonete. Um adolescente de 13 anos que ia para a escola também foi ferido no pé, sem gravidade. Ele foi atendido e recebeu alta no mesmo dia.

Natan Gomes da Silva, de 41 anos, levou um tiro no abdômen e outro na perna. Ele já recebeu alta. Welber Vasconcelos Xavier, de 40 anos, levou um tiro no rosto e continua internado.

Imagens de um circuito interno de segurança de um condomínio do bairro Nova Contagem mostram os suspeitos pedindo informações para chegar à BR-040, logo após o crime.

Os dois fugiram pela rodovia em direção a Ribeirão das Neves em uma pick-up vermelha, que ficou com marcas do tiroteio.

De acordo com o delegado Christiano Xavier, um dos agentes feridos chegou a registrar um boletim de ocorrência depois de receber ameaças dos presos que não puderam ir ao enterro do pai.
Após o ataque, os três detentos envolvidos foram transferidos para presídios em cidades diferentes.



Fonte: G1

E ISSO É SÓ O COMEÇO, AINDA É POUCO: Preso que confessou matar jovem durante carona marcada por WhatsApp é agredido em presídio

Jonathan Prado sofreu corte no supercílio e foi transferido para cela isolada em unidade prisional de Frutal (MG). Ele contou para Polícia que amarrou e arrastou corpo de radiologista Kelly Cadamuro.


Por Bárbara Almeida, G1 Triângulo Mineiro
04/11/2017 19h03  


Jonathan Pereira do Prado estava foragido de penitenciária e confessou o latrocínio da jovem Kelly Cadamuro
 (Foto: Reprodução/TV TEM)


O homem que confessou roubar e matar a jovem Kelly Cristina Cadamuro, de 22 anos, durante uma carona combinada por WhatsApp, foi agredido por outros presos em uma cela no Presídio de Frutal (MG).

Detentos do Presídio de Frutal espancaram o acusado de matar a jovem Kelly Cristina Cadamuro, 22 anos, assassinada na quarta-feira (1), às margens da MG-255. Jonathan Pereira do Prado, 33 anos, foi agredido mesmo estando recolhido no seguro (local para onde são levadas pessoas ameaçadas de morte). 

Por ordem dos detentos, os presidiários que estavam na mesma cela foram obrigados a agredi-lo, sob pena de sofrerem retaliações. Os presos não aceitam Jonathan, que confessou o crime, na cidade.

De acordo com os agentes, detentos de outros presídios da região também são contrários a presença dele em suas unidades. Eles avisaram que se houver transferência vai haver rebelião. A saída, segundo o que apuramos, é mantê-lo em uma cela na própria Delegacia de Polícia Civil.

Ainda de acordo com a Seap, a direção-geral da unidade prisional instaurou um procedimento administrativo para apurar as circunstâncias e responsabilidades pela agressão.

Utilizando um aparelho celular, o jornalista registrou a imagem no instante em que ele aguardava para prestar
 depoimento sobre o caso



Após a identificação dos agressores, eles passarão pela Comissão Disciplinar e sofrerão sanções administrativas. De acordo com a Secretaria de Estado de Administração Prisional (Seap), o fato ocorreu na noite desta sexta-feira (3).


Jonathan Pereira do Prado, de 33 anos, teve um corte no supercílio e precisou ser atendido por uma enfermeira da unidade prisional. Após agressões, ele foi transferido para cela isolada.

Ainda de acordo com a Seap, a direção-geral da unidade prisional instaurou um procedimento administrativo para apurar as circunstâncias e responsabilidades pela agressão. Após a identificação dos agressores, eles passarão pela Comissão Disciplinar e sofrerão sanções administrativas. A Secretaria não soube informar quantos foram os presos que agrediram Jonathan.

Kelly tinha 22 anos e viajava para encontrar com namorado em Minas Gerais
 (Foto: Reprodução/TV TEM)



A radiologista de 22 anos foi dada como desaparecida na última quarta-feira (1º) depois que saiu de São José do Rio Preto (SP) com destino a Itapagipe (MG) para encontrar com o namorado, que chegou a alertá-la por mensagem para que tivesse cuidado na viagem.

O corpo dela foi encontrado em um córrego entre Itapagipe e Frutal na última quinta-feira (2) sem a calça e com a cabeça mergulhada na água. Jhonatan foi preso no dia do crime em São José do Rio Preto e foi identificado como sendo o passageiro da carona.

Polícia ouve namorado

A Polícia Civil de Minas Gerais ouviu neste sábado (4) o namorado da vítima, Marcos Antônio da Silva, e voltou a visitar o local onde o corpo da jovem foi encontrado. De acordo com o delegado chefe do 5º Departamento de Polícia Civil, Heli Andrade, foi solicitado que Jonhatan não fosse transferido de presídio para que seja realizada uma reconstituição do crime.

Kelly contou à namorado em últimas conversas que estava abastecendo veículo (Foto: Marcos Antônio
 da Silva/Reprodução/Arquivo pessoal)



"Seguimos as investigações e hoje continuamos em deligências. Ouvi o namorado da moça que está com o estado emocional muito abalado. Soube da agressão contra o Jonathan e que ele estava bem enfaixado, mas vamos voltar a falar com ele só na próxima semana, quando pretendemos realizar uma reconstituição. Por isso é importante que ele permaneça aqui na nossa região", esclareceu.

Depoimento

O rapaz confessou à Polícia em depoimento ter agredido a radiologista e explicou que a jovem ficou seminua porque a calça saiu das pernas enquanto ele a arrastava para o córrego. A calça foi encontrada pela polícia a 3 Km do corpo. A declaração de óbito obtida pelo G1 apontou que ela morreu em decorrência de asfixia e estrangulamento. Jonhatan foi preso com outros dois homens que também são investigados por participação no crime.

"Ele admitiu ter feito uso do WhatsApp para armar o crime. Após marcar a viagem, ele esperou chegar até um trecho sem movimento da rodovia para pedir que ela parasse o carro para ele urinar", explicou. Ainda de acordo com a Polícia Civil, o homem relatou que, após a vítima estacionar o carro na estrada, ele começou a dar socos no rosto dela.

O suspeito estava foragido desde março de um presídio de São José do Rio Preto e responde por outros oito crimes.

Calça de Kelly Cristina Cadamuro foi encontrada suja e amassada
 (Foto: Samir Alouan/Rádio 97 FM/Pontal Online)





Fonte: G1

LA VEM DELAÇÃO NOVAMENTE, VAMOS TER QUE PAGAR MAIS UMA..:Preso na Papuda, Geddel quer fechar delação premiada, diz revista

De acordo com a coluna Radar, da Veja, o ex-ministro já teria acionado a procuradora-geral da República, Raquel Dodge


JULIANA CAVALCANTE
04/11/2017 18:22


É fato. Ex-ministro e amigo de Michel Temer há 20 anos, Geddel Vieira Lima procurou o Ministério Público para
tentar um acordo de delação premiada.



Encarcerado no Complexo Penitenciário da Papuda, o ex-ministro Geddel Vieira Lima estaria tentando fechar um acordo de colaboração premiada. De acordo com a coluna Radar, da revista Veja, o delator em potencial foi à Procuradoria-Geral da República (PGR) já durante a gestão de Raquel Dodge. As informações foram publicadas na sexta-feira (3/11).

Geddel foi preso no começo de setembro, em Salvador (BA), por ordem do juiz Vallisney de Souza Oliveira, da 10ª Vara Federal do DF. O encarceramento do ex-ministro teve como um dos principais motivos a descoberta de um apartamento com R$ 51 milhões em espécie.

O peemedebista, que até então estava em prisão domiciliar, foi transferido para o Complexo Penitenciário da Papuda.

Preso na Papuda, Geddel quer fechar delação premiada, diz revista


No pedido de prisão, o Ministério Público Federal (MPF) classificou Geddel como “criminoso habitual” e afirmou que o ex-ministro “continua praticando” delitos”. “Mesmo detido, ele [Geddel] poderia, como efetivamente o fez, manter contatos com outros envolvidos nos crimes”, declarou o órgão em documento.

Alguns dias após a prisão de Geddel, aliados do governo mostraram preocupação com a possibilidade de o ex-ministro tentar uma delação. Segundo auxiliares próximos ao presidente Michel Temer, Geddel estaria instável e, após o episódio da apreensão milionário no bunker, mais suscetível a falar.



Fonte: Metrópoles

PARA RIR OU PARA CHORAR? MAS ALGUÉM VAI ASSINAR : Preso foge uniformizado de penitenciária no ES e deixa recado em inglês em quadro: 'sinto muito'

Foto com mensagem atribuída ao foragido circula em um grupo de policiais no WhatSapp. Secretaria da Justiça disse que apura o fato.



Por G1 ES
04/11/2017 18h25  


Penitenciária Estadual de Vila Velha III, Complexo do Xuri


A foto de um quadro com uma mensagem em inglês atribuída a um preso que fugiu do Complexo do Xuri, no Espírito Santo, circula em grupos de policiais no WhatSapp. Osvaldo Marinho Barreto, de 49 anos, fugiu da Penitenciária Estadual de Vila Velha III, nesta quinta-feira (2), segundo a Secretaria Estadual da Justiça (Sejus).

Mensagem supostamente escrita por preso antes de fuga (Foto: Arquivo pessoal)



Nas mensagens do grupo, ainda há informações de que ele conseguiu fugir usando o uniforme de um agente, pela porta da frente do local.

A Sejus informou que a corregedoria está apurando as circunstâncias da fuga do interno, mas não respondeu se ele saiu utilizando uniforme nem se deixou o recado em inglês no quadro. Também não foi informado qual tipo de crime ele cometeu.

A mensagem supostamente escrita pelo preso no quadro da biblioteca da penitenciária, onde ele trabalharia, é uma despedida com tom de desculpas aos amigos que deixou, aos quais se refere como "família".
O detento Osvaldo Marinho Barreto, 49, fugiu nesta quinta-feira (02) da Penitenciária Estadual de Vila Velha III
(PEVV III), no Xuri



“Olá, amigos. Eu sinto muito, eu tenho que fazer isso. Desejo a vocês o melhor nesta vida. Nunca esquecerei vocês. Vocês continuarão em minhas orações todos os dias. Com amor, Osvaldo”, diz o recado.

Buscas

A Sejus informou que o fugitivo está sendo procurado pela Polícia Militar, que está fazendo buscas.

As pessoas que tiverem informações sobre o foragido devem entrar em contato com o Disque-Denúncia, por meio do telefone 181.

O fato também será comunicado ao juiz da Vara de Execução Penal e ao Grupo Especial de Trabalho em Execução Penal (Getep), do Ministério Público Estadual.

Informações circularam em grupo de agentes (Foto: Reprodução / WhatSapp)






Fonte: G1

Polícia suspeita que corpos no Morumbi são de 'tribunal do crime'

Recentemente, ao menos quatro corpos com indícios de execução foram despejados na área do 89.º DP (Portal do Morumbi)



Felipe Resk, O Estado de S.Paulo
03 Novembro 2017 | 18h41


Renault Logan branco foi encontrado em chamas na Rua Ribeiro Lisboa, no bairro Fazenda Morumbi,
 por volta das 4h40 da terça-feira, 1º de novembro Foto: MARIVALDO OLIVEIRA/CÓDIGO19



SÃO PAULO - A Polícia Civil suspeita que os corpos encontrados na região do Morumbi, na zona sul de São Paulo, são de vítimas do "tribunal do crime", que julga acertos de contas da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). Em menos de cinco meses, ao menos quatro corpos com indícios de execução foram despejados na área do 89.º Distrito Policial (Portal do Morumbi).

O caso mais recente foi registrado às 4h06 de quinta-feira, 2, na Rua Leonor Quadros, no bairro Vila Tramontano. Lá, policiais militares encontraram um veículo em chamas, com um corpo no porta-malas. Também havia cápsulas de armas de fogo nas imediações.

Cerca de 24 horas antes, os PMs já haviam sido acionados para uma ocorrência semelhante na Rua Ribeiro Lisboa, bairro Fazenda Morumbi, a cerca de um quilômetro de distância. No local, avistaram um Renault Logan incendiado. O cadáver foi encontrado com as mãos algemadas.

No dia 12 de outubro, por volta das 6 horas, policiais acharam um corpo na Rua Mario Watanabe, que estava escondido em uma mata. A vítima apresentava sinais de agressão e havia sido alvejada por disparos de calibre 9 mm. Os criminosos teriam usado um Chevrolet Classic na ação.

Já no dia 19 de junho, na Rua Colégio Pio XII, também no bairro Fazenda Morumbi, os policiais localizaram um Ford Fiesta em chamas, onde havia um corpo carbonizado no porta-malas e cápsulas de arma de fogo. Os casos são investigados pelo Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP).

Ao Estado, investigadores afirmaram que o tribunal do crime acontece na favela de Paraisópolis, instalada no Morumbi. O local é considerado um reduto do PCC, que controla o tráfico de drogas da região.

Antes, no entanto, os criminosos se deslocavam até locais mais distantes para "desovar" os corpos, onde não havia sistema de monitoramento ou de segurança, segundo investigadores. Agora, os policiais acreditam que imagens de câmeras podem ajudar a Polícia Civil a identificar os suspeitos.



Fonte: Estadão

03 novembro 2017

SE PREPAREM QUE VEM MAIS UM GOLPE: Governo Federal encolhe salários de servidores do Distrito Federal e mais 18 estados

Levantamento feito pela Fenafisco (Federação Nacional do Fisco Estadual e Distrital) aponta que servidores de 18 estados mais Distrito Federal sofrerão perdas salariais em razão do aumento da alíquota previdenciária.



Por Ricardo Callado - 
03/11/2017 - 17:57:52

A nova regra vale para quem ganha acima de R$ 5.531,31.



A Medida Provisória 805/2017, editada quarta-feira pelo presidente Michel Temer, aumenta a contribuição para 14%. Em 15 estados mais Distrito Federal – Mato Grosso do Sul, Pará, Amapá, Espírito Santo, Paraná, Paraíba, Roraima, Alagoas, Tocantins, Rio Grande do Norte, Mato Grosso, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Maranhão – as alíquotas serão acrescidas em 3% (dos atuais 11% para 14%), o que corresponde a mais de 27% de aumento; em outros três estados – Sergipe, Pernambuco e Bahia – a majoração é um pouco menor.

A MP, que já entrou em vigor e será analisada pelo Congresso Nacional, embora se refira expressamente aos servidores federais, acaba afetando também os estaduais e distritais, visto que as alíquotas para esses servidores não podem ser menores do que as praticadas no âmbito federal, por força de dispositivo constitucional. A nova regra vale para quem ganha acima de R$ 5.531,31.

Preocupada com a questão, a Fenafisco articula com o Senador Paulo Paim (PT/RS) emenda para suprimir da MP o aumento da alíquota previdenciária para os servidores da União, Estados, DF e municípios.

O aumento não se justifica, pois a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Previdência, finalizada no último dia 25, apontou que não existe déficit na área. Após seis meses de trabalho, o relatório da CPI comprovou que os números apresentados pelo governo para justificar a Reforma da Previdência estavam errados e foram maquiados pelo governo.

“O dinheiro da previdência tem sido usado para outras ações dentro do governo. Com isso, o servidor corre o risco de aumentar a sua contribuição, mas, quando chegar o momento de receber a aposentadoria, será visto com peso pela sociedade”, afirma Pedro Lopes, diretor de Assuntos Parlamentares da Fenafisco.


Fonte: Contexto Exato

DR. José Marques Diretor do Departamento Jurídico do Sindcop em vídeo dá esclarecimentos sobre a Ação do Ale

Nesta sexta feira, dia 03 de outubro, após uma reunião da Diretoria do Sindcop, o Dr. José Marques fez questão de gravar um vídeo dando esclarecimentos sobre o andamento da Ação do Ale, tirando as dúvidas dos associados e dos diretores da Entidade também.

Eduardo Blasques, Leandro e Dr. José Marques

Dr. Marques esclarece sobre a obrigatoriedade do cumprimento de sentença por meio de primeiramente existir a necessidade de se fazer o apostilamento e só então, com a definição de quantia certa, haver o cumprimento da obrigação de pagar. Na ocasião também esclareceu sobre a reclamação contra a Juíza do Feito.






Agentes penitenciários flagram arremesso de celulares e drogas para dentro de presídio em São Vicente, SP

Flagrante ocorreu Centro de Detenção Provisória (CDP). Ninguém foi preso.


Por G1 Santos
03/11/2017 19h26  Atualizado há 51 minutos

Celulares e drogas foram apreendidas em presídio (Foto: Divulgação/SAP)



Agentes penitenciários que atuam no Centro de Detenção Provisória (CDP) de São Vicente, no litoral de São Paulo, flagraram o arremesso de celulares, acessórios e drogas para dentro da unidade, na madrugada desta sexta-feira (3). Ninguém foi preso.

Segundo a Secretaria da Administração Penitenciária (SAP), os agentes fizeram varreduras no local e encontraram três celulares, um carregador, um fone de ouvido, três porções de maconha e uma porção grande de cocaína.

Todo o material foi encaminhado ao 1º Distrito Policial de São Vicente para a elaboração de boletim de ocorrência e demais providências. Os responsáveis por jogar os objetos para dentro da unidade não foram identificados.

Centro de Detenção Provisória (CDP) de São Vicente





Fonte: G1

Parabéns a todos os Profissionais envolvidos na apreensão, e também do plantão em geral, pois a força vem do grupo. Parabéns a Todos.

BRASIL: Presos fogem da Penitenciária Estadual de Londrina/PR, durante horário de visitas

Conforme a direção do local, os dois fugitivos pularam um muro de oito metros de altura, na tarde desta sexta-feira (3).


Pedro Marconi
Reportagem Local
03/11/2017 17h47  
 
 Unidade 1 da PEL (Penitenciária Estadual de Londrina)


Uma fuga foi registrada na manhã desta sexta-feira (3) na unidade 1 da PEL (Penitenciária Estadual de Londrina), na zona sul da cidade.

 Segundo apurou a reportagem, três presos conseguiram pular o muro do local, que dá acesso a um terreno que guarda alguns carros. Um detento foi recapturado e outros dois escaparam em um veículo Corsa, de cor cinza, com placas de Santo Antônio da Platina. O motorista os esperava do lado de fora e eles fugiram sentido PR-445.


A FOLHA entrou em contato com a direção da PEL 1, porém funcionários da penitenciária afirmaram que ninguém iria se manifestar sobre o caso e apenas confirmaram que houve a fuga. Não foi informado, entretanto, a quantidade de presos e como isto ocorreu. A reportagem não conseguiu contato com o Depen (Departamento Penitenciário do Paraná).

Familiares de detentos que faziam a visita tiveram que sair após a fuga. Eles aguardaram por mais de três três horas informações se poderiam voltar para o presídio, mas foram comunicados que a visita não poderia mais acontecer nesta sexta e que os presos estavam bem. Segundo populares, uma outra fuga aconteceu há menos de um mês no local.

No início de setembro, três presos tentaram fugir da PEL 1 utilizando uma corda improvisada com lençóis. A ação foi frustrada pela Polícia Militar. O único detento que conseguiu escapar foi recapturado logo em seguida com uma fratura no pé em uma casa no jardim Acapulco, também na zona sul de Londrina.



Fonte: Folha de Londrina

BRASIL: RIO GRANDE DO SUL FAZ NOMEAÇÕES DE AGENTES PENITENCIÁRIOS PARA AMENIZAR CRISE NO SISTEMA PRISIONAL

Nomeação de agentes penitenciários para o RS é publicada no Diário Oficial do Estado Eles passarão por um curso de formação com duração de cerca de três meses. Estimativa é que servidores comecem a trabalhar entre fevereiro e março de 2018.

Por G1 RS
03/11/2017 

Nomeação de agentes penitenciários foi publicada no Diário Oficial do RS (Foto: Reprodução/DOE)


Foi publicada no Diário Oficial do Estado desta sexta-feira (3) a nomeação de agentes penitenciários aprovados em concurso público no Rio Grande do Sul. No último dia 26 de novembro, o governo gaúcho anunciou que convocaria 480 servidores para atuar na Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe).

Os servidores convocados foram aprovados em um concurso realizado neste ano. São 450 para o cargo de agente penitenciário e 30 para o cargo da agente penitenciário administrativo.
"Vamos totalizar o ingresso de mais de 1,1 mil agentes penitenciários. É uma das maiores reposições da história recente", escreveu o governador José Ivo Sartori em sua conta no Twitter, no dia do anúncio.

De acordo com informações da Secretaria de Segurança Pública, os servidores terão de passar por um curso de formação com duração de cerca de três meses, que deve ter início já em novembro. A estimativa é que os novos servidores comecem a trabalhar entre fevereiro e março de 2018.
Com o chamamento, o governo pretende "mudar a realidade" da superlotação nos presídios do estado.

Leia mais: Mais de 30 presídios estão interditados no RS, diz Susepe

Medidas para esvaziar delegacias e viaturas

Uma das medidas adotadas pelo governo para retirar presos que aguardam vagas em presídios das delegacias e viaturas policiais, foi abrir mais vagas no Complexo Penitenciário de Canoas (Pecan), na Região Metropolitana, que ainda não foi totalmente liberado para receber apenados.

Imagem das celas do presídio em Canoas (Foto: Karine Viana/Palácio Piratini)



As 400 vagas abertas no módulo 2 começaram a ser preenchidas na noite de domingo (29). Enquanto os novos agentes penitenciários não estiverem aptos a atuar, policiais militares trabalham na segurança no local. Depois, será realizada a substituição.

Segundo nota divulgada pela Secretaria de Segurança Pública (SSP), a gestão da penitenciária segue sob responsabilidade da Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe).

Servidores ligados à Amapergs, sindicato que representa os agentes penitenciários, foram à Pecan para protestar contra a medida do governo. Uma nota foi divulgada, justificando que o efetivo da Brigada Militar deveria estar combatendo a criminalidade nas ruas.

A Secretaria de Segurança ressaltou que o número de PMs na Pecan 2 é menor do que o efetivo que hoje faz a custódia de presos em viaturas nas delegacias, e que ação do governo vai garantir a liberação dos veículos para o policiamento ostensivo e a segurança dos policiais.



Fonte: G1

BRASIL: RIO GRANDE DO SUL, CRISE SEM FIM: Oito detentos fogem do Presídio Estadual de Sarandi no RS

Fuga foi percebida por agentes penitenciários por volta das 3h desta sexta-feira (3). Um túnel foi encontrado dentro de uma cela.


Por G1 RS e RBS TV
03/11/2017 

Túnel foi descoberto dentro de cela no Presídio de Sarandi (Foto: Divulgação/Susepe)


Oito detentos do regime fechado fugiram do Presídio Estadual de Sarandi, Região Norte do estado, na madrugada desta sexta-feira (3).

Agentes penitenciários suspeitaram de uma movimentação estranha e verificaram o sistema de videomonitoramento. Eles viram um preso pulando a cerca de proteção e, ao irem até o local, foram surpreendidos por disparos.

"Os disparos viriam de dois veículos, que teriam dado apoio", diz o delegado penitenciário Everson Cardoso.

Depois da ação, uma revista foi realizada nas celas. Os agentes penitenciários, então, constataram a fuga dos oito apenados, além de descobrirem um túnel. "Eles fugiram por esse túnel", salientou o delegado.

Na cela haviam 14 detentos, ou seja, seis não conseguiram escapar.
Os fugitivos são Adilson Roque dos Santos, Adriano Augusto de Abreu Martins, Alexsandro Hoppe Siqueira, Emerson Barreto Vicente, Kevin Eduardo Santos da Silva, Luis Carlos Rodrigues Antunes, Rudinei de Moura e Wagner Rolin.

O delegado não soube especificar a quais crimes eles respondem. Até o fim da manhã, nenhum deles havia sido localizado. O presídio abriga 234 apenados. Um procedimento disciplinar administrativo foi instaurado para investigar o caso.

Túnel cavado por presos deu acesso ao pátio (Foto: Divulgação/Susepe)





Fonte: G1

BRASIL: Agentes penitenciários baleados em Contagem/MG foram alvo de represália de presos

De acordo com a Polícia Civil, três detentos ameaçaram um dos agentes após terem sido impedidos de acompanhar o enterro do pai; eles foram transferidos da Penitenciária Nelson Hungria.

Por MGTV
03/11/2017 

Penitenciária Nelson Hungria, Contagem/MG



Os agentes penitenciários baleados na última terça-feira (31), próximo à Penitenciária Nelson Hungria, em Contagem, foram alvo de represálias de detentos da unidade. De acordo com a Polícia Civil, a ordem do ataque partiu de três detentos, que foram impedidos de acompanhar o enterro do pai.

Os dois chegavam para trabalhar, no início da manhã, quando foram baleados por dois criminosos em uma caminhonete. Um adolescente de 13 anos que ia para a escola também foi ferido no pé, sem gravidade. Ele foi atendido e recebeu alta no mesmo dia.

Natan Gomes da Silva, de 41 anos, levou um tiro no abdômen e outro na perna. Ele já recebeu alta. Welber Vasconcelos Xavier, de 40 anos, levou um tiro no rosto e continua internado.

Imagens de um circuito interno de segurança de um condomínio do bairro Nova Contagem mostram os suspeitos pedindo informações para chegar à BR-040, logo após o crime.

Os dois fugiram pela rodovia em direção a Ribeirão das Neves em uma pick-up vermelha, que ficou com marcas do tiroteio.

De acordo com o delegado Christiano Xavier, um dos agentes feridos chegou a registrar um boletim de ocorrência depois de receber ameaças dos presos que não puderam ir ao enterro do pai.
Após o ataque, os três detentos envolvidos foram transferidos para presídios em cidades diferentes.

Agentes Penitenciários da Nelson Hungria protestaram contra tentativa de homicídio de colegas
(Foto: Reprodução/TV Globo)



Ataques a forças de segurança na Grande BH

No mesmo dia, outros dois ataques a agentes de segurança foram registrados na Região Metropolitana. A Polícia Militar disse que eles não têm relação com o tiroteio de Contagem.

Em Sabará, na Grande BH, cinco suspeitos tentaram invadir um presídio localizado no bairro Caieiras. Eles atiraram contra os agentes e fugiram. Ninguém ficou ferido e nenhum suspeito foi preso.

Na capital mineira, a casa de um coronel da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) foi alvo de tiros ainda na madrugada desta terça-feira (31), conforme boletim de ocorrência. Suspeitos teriam atirado seis vezes contra o imóvel. Ninguém ficou ferido.



Fonte: G1

FAMÍLIA ACUSA DIRETORIA DE DEMORA EM ATENDIMENTO: Polícia investiga morte de detento após passar mal em Centro de Detenção Provisória de Piracicaba/SP

Rapaz de 22 anos aguardava julgamento por porte de drogas; ele morreu de hidrocefalia na Santa Casa da cidade.



Por G1 Piracicaba e Região
03/11/2017 


Centro de Detenção Provisória (CDP) de Piracicaba (SP)



Polícia Civil investiga a morte de um detento após ter passado mal no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Piracicaba (SP). Matheus Henrique do Carmo, de 22 anos, foi atendido no pronto-socorro do bairro da Vila Rezende com fortes dores de cabeça e fraqueza.

Após ser transferido para a Santa Casa, ele não resistiu a um quadro de hidrocefalia. A família do detento acusa a diretoria do CDP de ter demorado a encaminhá-lo para atendimento médico.

Segundo Priscila do Carmo Cândido, irmã do jovem, Carmo foi preso em julho deste ano com pouco mais de 190 gramas de maconha. Ele aguardava o julgamento no CDP, que estava marcado para acontecer no dia 16 de novembro.

A última vez que Priscila viu o irmão dela foi no domingo (15), e segundo a irmã, Carmo já se queixava de estar passando mal. “Ele estava muito doente, com dor de cabeça, vomitando e dor nas costas, e estava com febre.

Aí nesse dia eu saí chorando, e no outro dia cedo, meu pai e meu irmão foram lá pedir pelo o amor de Deus pra internar meu irmão, que o Matheus estava morrendo”, conta.

Priscila ainda afirma que passou a ligar constantemente para o CDP solicitando atendimento médico para o irmão, mas que só ouvia da diretoria da instituição que ele já estava sendo cuidado e que não havia motivo para se preocupar.

Ao insistir por informação, cerca de uma semana depois, a família foi comunicada que o rapaz estava com uma infecção e que foi internado na Santa Casa. Na instituição, a informação era de que o rapaz foi levado para a Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) em coma. O jovem não resistiu e morreu na quinta-feira (26).

Família e amigos fizeram protesto em frente ao CDP após morte de detento em Piracicaba
 (Foto: Priscila Cândido/Arquivo pessoal)





“Aí nós fomos lá, o médico chamou nós e falou que meu irmão entrou com um estado muito gravíssimo, que se ele tivesse entrado com mais tempo, dava 100% de chance [de recuperação] e que ele não iria assinar o laudo do Matheus, porque ele não sabia o que ele tinha”, conta Priscila.

O exame do Instituto Médico Legal (IML) detectou a hidrocefalia no jovem, mas ainda não se sabe o que teria provocado o problema. Priscila diz que o irmão nunca se queixou de agressões no CDP, mas que também era um jovem saudável que nunca havia passado por problemas sérios de saúde. O jovem foi enterrado no domingo (28) no Cemitério Primavera.

Sem entender o que houve, Priscila questiona a demora no atendimento ao irmão. A família chegou a fazer um protesto em frente ao CDP, após o enterro do jovem, exigindo melhor tratamento para os detentos.
“A gente quer compartilhar isso com muita gente para as pessoas verem o que está acontecendo. Ele era trabalhador, nunca estuprou ninguém, nunca roubou, nunca foi uma pessoa má. Ele era réu primário. O problema dele era ser viciado em maconha. [Agora falar] que não tinha carro pra poder dar assistência médica pra ele, é muito descaso isso, é muito desumano.”

“Por que ficou sem dar informação de tudo que se passou na vida do Ma [Matheus], enquanto ele era vivo? Agora morto eu não posso fazer mais nada. Nós estamos tudo em luto, nós não estamos acreditando.” - Priscila Cândico, irmã do detento.

Atendimento

Após a morte do jovem, a Santa Casa da cidade registrou um boletim de ocorrência na Polícia Civil informando que Carmo, que era motoboy, deu entrada no hospital pouco antes das 15h no sábado (21) vindo do pronto-socorro, com cefaleia e perda de força nos membros. O jovem foi transferido para a UTI e morreu às 19h45 da quinta-feira. Questionada, a Santa Casa afirmou que não poderia se pronunciar a respeito por ele ser um ex-presidiário.

A Secretaria de Administração Prisional (SAP) afirmou que o preso deu entrada no CDP de Piracicaba no dia 19 de julho deste ano, “sendo que no mesmo dia passou por atendimento médico de inclusão, ocasião em que não reportou qualquer queixa ou reclamação sobre seu estado de saúde.

Ressaltamos ainda que o reeducando não se encontrava acamado ou ainda permaneceu internado no setor de enfermaria, no período que esteve recolhido na unidade”.

A SAP afirma ainda que, desde que o preso reclamou de dores, não deixou de passar por atendimento, descrevendo o seguinte roteiro que consta na ficha do detento:

Mensagens durante protesto por morte de detento em Piracicaba (Foto: Priscila Cândido/Arquivo pessoal)



“16/10/2017: passou por atendimento com médico da unidade, ocasião em que referiu queixa de dores no corpo e gripe, fora avaliado pelo médico que prescreveu medicação relacionada e solicitou exames médicos complementares. 18/10/2017: atendimento com equipe de saúde para acompanhamento e procedimento de Hiperdia (Auferir Pressão). 20/10/2017: passou novamente por avaliação com médico da unidade, reclamando de dor, e assim foi encaminhando do para avaliação médica no Pronto Socorro Municipal, retornado para a Unidade no mesmo dia. 21/10/2017 (Sábado): o preso retornou ao setor médico da unidade, sentindo dor, sendo imediatamente encaminhado para a UPA (Unidade de Pronto Atendimento) mais próxima, de onde fora encaminhado para a Santa Casa de Piracicaba, onde permaneceu até a ocorrência de seu óbito.”

A SAP confirma ainda a morte por hidrocefalia, informado por parecer médico da UPA, que segundo a Secretaria, “não tem relação a qualquer incidente ou trauma (briga), vez que a hidrocefalia ocorre geralmente em virtude de um bloqueio na circulação do líquido, fazendo com que a pressão na medula e no encéfalo aumente e sua causa pode estar relacionada com fatores genéticos, ambientais ou herança multifatorial.”

A nota diz ainda que “a unidade conta com duas equipes médicas completas, três médicos clínicos, um médico psiquiatra, dois enfermeiros, quatro auxiliares de enfermagem e dois dentistas, que prestam atendimento indistintamente a toda a população carcerária do CDP”.

Investigação

A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP) informou que o caso foi registrado como morte suspeita pela Delegacia Seccional de Piracicaba e encaminhado para o 4º Distrito Policial do município, onde está sendo investigado em inquérito policial.

“A equipe aguarda os laudos dos exames necroscópicos para saber as causas da morte. Por enquanto, não há suspeitas e nem a necessidade de laudos complementares, que podem ser solicitados no curso das investigações”, afirma a nota.



Fonte: G1

QUAL AFINAL O OBJETIVO DA PROGRESSÃO DE PENA?? Homem que matou jovem após combinar carona responde por 8 crimes e era foragido desde março

Jonathan Pereira do Prado não retornou ao presídio após uma saidinha temporária, segundo a Polícia Civil de Rio Preto. Corpo de Kelly Cadamuro foi enterrado em Guapiaçu (SP) no início da tarde.




Por G1 Rio Preto e Araçatuba
03/11/2017 14h05

Kelly Cadamuru foi morta ao dar carona para Minas Gerais a homem desconhecido
(Foto: Reprodução/TV TEM)


O homem que confessou ter matado a jovem Kelly Cristina Cadamuro, de 22 anos, que desapareceu após dar carona combinada pelo WhatsApp, estava foragido desde março deste ano do Centro de Progressão Penitenciária (CPP) de São José do Rio Preto (SP), quando foi solto em uma saidinha temporária, segundo informações da Polícia Civil de Rio Preto.

Jonathan Pereira do Prado já responde por oito crimes: furto, roubo, estelionato, extorsão, ameaça, lesão corporal, apropriação e uso de moeda falsa. Ele admitiu ter entrado em um grupo de WhatsApp com a intenção de roubar e matar a jovem.

Em entrevista à TV TEM nesta sexta-feira (3), o delegado Fernando Vetorazo, responsável pela investigação, acredita que o crime foi premeditado, e agora vai apurar a participação de mais pessoas.

“O Jonathan entrou no WhatsApp e chamou a menina para a carona, disse que ia com a esposa. Mas ele premeditou o crime porque levou uma corda. Chegando perto de Itapagipe, ele cometeu o crime. Disse que foi aleatória a escolha da vítima, mas não acreditamos, porque ele entrou no grupo, esperou ela oferecer a carona, se fosse apenas para roubar o carro teria feito com outro”, afirma.
Jonathan Pereira do Prado estava foragido de penitenciária e confessou o latrocínio da jovem Kelly Cadamuro
(Foto: Reprodução/TV TEM)




Além de Jonathan, outros dois homens foram presos em três bairros da zona norte de Rio Preto na madrugada desta sexta-feira (3).

Kelly desapareceu na tarde de quarta (1°) e o corpo foi encontrado nesta quinta-feira (2), em um córrego entre as cidades de Frutal e Itapagipe, em Minas Gerais.

O corpo foi velado durante a manhã desta sexta-feira em Guapiaçu, onde Kelly morava com a família, e o enterro foi realizado no cemitério da cidade por volta das 13h.

Corpo de Kelly sendo levado para ser enterrado em Guapiaçu (Foto: Heloísa Casonato/G1)



Namorado alertou

O namorado da radiologista, o engenheiro civil Marcos Antônio da Silva, chegou a demonstrar preocupação com a viagem, mandando mensagens no celular. Em uma delas, pediu para ela ter cuidado.

De acordo com o namorado, Kelly saiu de São José de Rio Preto (SP) com destino a Itapagipe na quarta-feira (1º) para passar o feriado prolongado com a família de Marcos.

O engenheiro relatou que, durante as últimas mensagens trocadas com Kelly, na noite de quarta, a jovem escreveu, por volta de 18h35, que estava iniciando a viagem e que uma menina havia desistido da carona.

Já às 19h23, ela voltou a enviar notícias, comunicando que estava abastecendo o veículo. A última vez que Kelly acessou o aplicativo foi às 19h24.

“Ela era acostumada a viajar e compartilhar carona e, geralmente, me mandava foto de quem era a pessoa que iria acompanhá-la. Dessa vez, como foi uma moça que ligou para ela combinando por telefone, não tinha imagens.

Na ligação, ela me contou que iria esta moça e o namorado dela, mas, na hora de embarcar, só o rapaz apareceu. Eu sempre ficava preocupado com ela e mandei mensagem pedindo para ela tomar cuidado. Às 20h23, voltei a procurá-la e ela não apareceu mais”, contou o engenheiro civil.

Conversa entre Kelly Cristina Cadamuro e o namorado Macos Antônio da Silva; Itapagipe, Frutal, Guapiaçu, MG,
 SP, WhatsApp (Foto: Marcos Antônio da Silva/Reprodução/Arquivo pessoal)


Desaparecimento

Parentes contaram à polícia que Kelly participava de um grupo de carona e tinha combinado de levar um casal para a cidade mineira. Na hora da viagem, a mulher desistiu e foi apenas o homem.
O último contato que a moça fez com a família, ainda de acordo com a polícia, foi quando parou para abastecer o veículo em um posto de combustíveis na BR-153. Depois disso, a família diz que perdeu o contato com ela.

Câmeras do circuito de segurança de um pedágio em Minas Gerais mostram a moça passando pela praça de pedágio dirigindo. Logo depois, o carro volta, mas aí é um homem que está ao volante.

A polícia encontrou o carro da jovem abandonado e sem as quatro rodas, o rádio e o estepe em uma estrada rural entre São José do Rio Preto e Mirassol (SP). A moça ainda continua desaparecida e a polícia faz buscas pela região. O corpo da Kelly foi encontrado na tarde desta quinta-feira (1º).

Kelly Cristina Cadamuro com o namorado Marcos Antônio da Silva, Frutal, Itapagipe, Guapiaçu, MG, SP
 (Foto: Macos Antônio da Silva/Reprodução/Facebook)






Fonte: G1

SOBRE FUGA OCORRIDA NA CIDADE DE MARÍLIA: SAP cometeu irregularidade em fuga, diz sindicato

O Sindasp (Sindicato dos Agentes de Segurança Penitenciária do Estado de São Paulo) afirma que a SAP (Secretaria de Administração Penitenciária) cometeu irregularidade no caso que culminou com a fuga de preso do Hospital das Clínicas de Marília nos últimos dias.



3 de novembro de 2017 
Marilia Notícias

Luciano Novaes Carneiro, diretor regional do Sidasp, denuncia SAP (Foto: Divulgação)


De acordo com o diretor administrativo da regional da entidade sindical Luciano Novaes Carneiro, agentes penitenciários não podem fazer acompanhamento de presos. No entanto, de acordo com Carneiro, era exatamente o que estava acontecendo na terça-feira (31) quando o detento José Ricardo Alves Santos, de 29 anos, fugiu.

Um agente penitenciário acompanhava Santos durante sua internação no HC, mas aguardava fora da ala de doenças infecciosas onde o preso estava. Santos foi preso em 2007 e cumpria pena de 11 anos e 4 meses de prisão e tem longa ficha criminal envolvendo furtos e roubos.

“Não é atribuição dos agentes fazer acompanhamento de preso, não consta isso na legislação. O que acontece é abuso moral nas penitenciárias, onde os agentes são praticamente forçados a fazerem acompanhamento”, denuncia o sindicalista.

De acordo com ele, é importante que os agentes se sindicalizem para que a entidade tenha mais força para lutar por seus direitos. Após a fuga a Polícia Militar havia sido mobilizada, mas não conseguiu capturar o fugitivo. Até esta sexta-feira (3) o Marília Notícia ainda não havia sido informado de uma possível localização do procurado.

Na ocasião da fuga, a SAP informou que “foi instaurado procedimento apuratório preliminar e disciplinar para elucidação dos fatos, assim como lavrado Boletim de Ocorrência e comunicado o Poder Judiciário. A Corregedoria Administrativa do Sistema Penitenciário abriu uma apuração sobre a ocorrência”.

Questionada sobre os apontamentos do Sindasp na quarta-feira (1), a pasta não respondeu até esta sexta.
José Ricardo Alves Santos (Foto: Divulgação)




Fonte : Marília Noticias

SERA ?? Sistema prisional tem que ser destruído,diz ex-juiz que vive há 19 anos ameaçado pelo tráfico

O juiz federal Odilon Oliveira, 68, viveu grande parte de sua carreira ameaçado por traficantes e criminosos. Lavrador até os 17 anos, foi promotor de Justiça antes de atuar em Ponta Porã (MS), na divisa com o Paraguai. 


Eduardo Militão

Colaboração para o UOL, 

em Brasília 03/11/2017 04h00

Aposentado, o juiz federal Odilon Oliveira ainda vive sob escolta por conta de ameaças


Também foi corregedor do presídio federal de Campo Grande (MS). Vive sob escolta da Polícia Federal há 19 anos, depois de condenar uma série de traficantes. Mesmo aposentado, é acompanhado por três PFs - a Justiça determinou que, por motivos de segurança, ele ainda terá escolta por tempo indeterminado. 

Negociando para ser candidato pelo PDT-MS para um cargo ainda indefinido, Oliveira tem uma fórmula para conter as rebeliões prisionais: estimular o empresariado a atuar na ressocialização dos detentos, dando vantagens a quem contratar presos em suas firmas.

"Se todo mundo vira as costas, [o bandido] vai fazer o quê? Vai roubar novamente, vai traficar, e assim por diante", afirma

Para ele, o problema da violência no Rio de Janeiro passa pela contenção do tráfico de drogas nas fronteiras do país e há que se manter as UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora). Ele é contra a legalização da maconha, como fez o Uruguai, porque entende que isso vai aumentar o consumo e ampliar o contrabando de drogas.

Seu último ato como juiz, antes de se aposentar, em outubro, foi ordenar a prisão preventiva do ex-ativista político italiano Cesare Battisti, condenado na Itália por assassinatos --ele nega os crimes.

Na entrevista a seguir, ele elogia magistrados que têm perfil "linha dura", como Sergio Moro e Marcelo Bretas, e diz que o Brasil "teve uma sorte danada" de contar com Moro na Operação Lava Jato.

UOL - O que o sr. acha que está acontecendo no Rio? Quais as causas e soluções?

Odilon Oliveira - Primeiro, tem que manter as UPPs [Unidades de Polícia Pacificadora]. O Rio é um problema crônico, só que a solução não está no Rio. No Rio, é paliativo: tem que ter ações sociais e o Estado tem que se fazer presente. O Estado está ausente há muito tempo. Mas a solução definitiva... a engrenagem da criminalidade são drogas e armas. Se você cortar suprimentos na fronteira, vai reduzir a criminalidade urbana em 30% em todo o território nacional. Droga e arma são responsáveis por quase metade da violência urbana do Brasil. E elas vêm da fronteira.

O senhor é favorável às mudanças no regime prisionais?

O sistema prisional tem que ser destruído. Ele é a última fase que compõe o Estado repressor. Se ele não funcionar adequadamente, toda a luta do Estado repressor fica perdida. O sistema penal começa no Congresso Nacional, que faz as leis, depois passa pelas polícias, pelo Ministério Público, pelo Judiciário, aí vem o sistema penal. E atualmente não funciona. O sistema prisional está material e moralmente podre. Quem manda nas prisões estaduais é o crime organizado.

Caixões de presos mortos no Compaj, em Manaus


Como controlar rebeliões como as que ocorreram no início do ano no Norte e no Nordeste?

Existem várias maneiras de se curar isso. Primeiro, a prevenção. As famílias brasileiras estão muito desamparadas pelo Estado. Tem que haver prevenção, o remédio fundamental, o saneamento básico, isso tem que haver. Para consertar as prisões, tem que ter estrutura que ofereça segurança.             

Nas prisões federais, não entra nada lá, absolutamente.

Eu fui corregedor do presídio federal de Mato Grosso do Sul durante quatro anos. Ali não entra nada. Nas prisões estaduais, muitas vezes,infelizmente, a própria estrutura já facilita... ou dificulta a administração. Não tem como você evitar que entre: é muito difícil.

Outra coisa é que, nas prisões estaduais, você tem uma quantidade enorme de presos para poucos agentes penitenciários. De acordo com o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), tem que ter uma média de 5 presos por agente. Tem prisão estadual com 50, 100 presos por agente. Isso não funciona. Não tem como demonstrar sua autoridade com escassez tamanha de funcionários.

Tem também que haver no sistema a profissionalização das pessoas. E você não profissionaliza sem a participação da classe empresarial, que é geradora de riqueza e de emprego. Tem que profissionalizar o preso. Suponhamos que o seu vizinho vá para a prisão. Você espera que, após os cinco anos de prisão, ele volte completamente recuperado, mas não acontece isso. Ele vai voltar completamente revoltado. 

"O sistema prisional está material e moralmente podre. Quem manda nas prisões estaduais é o crime organizado"

Odilon Oliveira, ex-juiz federal

O que o sr. acha sobre empresas contratarem detentos?

A lei diz o seguinte: é facultado à classe empresarial ou a quem quer que seja atuar na recuperação e na ressocialização de presos. Só faculta. Como há uma discriminação muito grande da sociedade em relação a detentos, principalmente por tráfico, essa norma vira lei morta. Tem que haver uma imposição. Você, empresário, vai recuperar tantos presos, você vai dar emprego a tantos...

Profissionaliza e recupera. E você vai ter o que em troca? Um incentivo fiscal. É você, empresário, não pagar de acordo com o que você recebeu ou, em relação a todas as pessoas que você empregou, recuperou e profissionalizou, você não vai pagar a contribuição patronal. Vai pagar a contribuição previdenciária só do empregado.

"Mas isso é pouco", podem dizer. Você vai fazer o seguinte: quando precisar de um empréstimo, sua empresa vai ter o empréstimo de um banco público. Em vez de você pagar 10% de juros, vai pagar 2%. Tem que ter esse incentivo para obrigar as empresas. Senão, você não profissionaliza. 

O Brasil tem quase 700 mil presos precisando de profissionalização. E voltam piores. Aí acontece a reincidência, porque o sujeito tem o direito natural de viver. Se todo mundo vira as costas, vai fazer o quê? Vai roubar novamente, vai traficar, e assim por diante. Tem muitas soluções viáveis ao sistema prisional.

O senhor fala de contratação de presidiários ou ex-presidiários?

Dos dois. As empresas atuariam na profissionalização. Não tem como profissionalizar sem a participação das empresas. Enquanto está cumprindo pena, precisa profissionalizar por meio de Senai, Senac e essas coisas. [Hoje] Fica só na teoria. Tem os cursos profissionalizantes e tal. Mas é tudo na teoria.

Uruguai descriminalizou a maconha e hoje a vende em farmácias. Essa solução serviria?

É uma loucura que não leva a nada. Já conversei com muitos viciados em outras drogas e é verdade o que dizem os psiquiatras. A maconha pode ser uma porta de entrada para outras drogas. E o governo do Uruguai recolhe imposto sobre isso. Isso é moralmente reprovável porque vou recolher impostos sobre a dor alheia. A maconha vai matando a pessoa aos poucos, destruindo o cérebro  dela. 

A quantidade de impostos que vai se recolher não vai dar para cobrir o que o SUS [Sistema Único de Saúde] vai gastar com aquele doente. Existe uma estimativa de que, sendo liberado o uso, haveria um aumento de quatro vezes. [Em Portugal, que legalizou as drogas em 2001, o consumo de maconha subiu de 7,6% para 11,7%; e o de cocaína, de 0,7% para 1,3%, segundo pesquisa feita em 2013 pela Associação Brasileira de Estudos sobre Álcool e outras Drogas.]

Liberar o comércio não reduziria o tráfico e a violência?

Não. Se liberar, vai aumentar o tráfico. É o contrário. Por quê? Vamos supor que a partir de hoje traficar drogas não seja mais crime, certo? Todo mundo vai traficar muito mais, em grande quantidade. Não vai ser crime [de tráfico], mas vai ter contrabando, igual aos cigarros. Com a maconha, a mesma coisa. Isso não acaba, só aumenta. Em vez de eu pagar imposto sobre a maconha que vou importar, vou trazer clandestinamente.

" O governo do Uruguai recolhe imposto sobre isso [a venda de maconha]. Isso é moralmente reprovável porque vou recolher impostos sobre a dor alheia " 
Odilon Oliveira, ex-juiz federal

Mandar prender o italiano Cesare Battisti foi o último ato como juiz de Odilon Oliveira


O senhor mandou prender Cesare Battisti. Defende a extradição dele?

Se o Comitê Nacional de Refugiados (Conare) levar a sério o que ele praticou, a extradição dele, o cancelamento do refúgio dele é certo. Ele estava se ausentando do país sem autorização do governo brasileiro e a lei é muito clara. É motivo de cassação imediata. Segundo, ele ofendeu a ordem pública porque estava se ausentando com dinheiro além do limite legal, que é de R$ 10 mil. Tem dois motivos contra ele para cassação imediata de seu refúgio. Cassando o refúgio, será imediatamente extraditado, porque existe decisão do Supremo [Tribunal Federal] em vigor.

O que ele praticou justifica a decisão do Conare?

Completamente. A lei que trata dos refugiados relaciona esses dois motivos como causa de cancelamento. Foi sua última decisão antes de se aposentar? Minha última assinatura foi essa.

Como se sentiu?

A gente que trabalha como juiz [foi magistrado federal por 30 anos] não considera importante essa ou outra causa. Para a sociedade, logicamente, tem importância. Mas para o juiz é a mesma coisa.

Battisti deu entrevista dizendo que pode sair do Brasil a hora que ele quiser. Ele está certo?

Ele pode sair a hora que ele quiser. Se ele deixar o Brasil, vai perder a condição de refugiado. Ele pode renunciar [a essa condição]. Se ele sair do Brasil, está renunciando tacitamente e, aí, pode ser extraditado.

Qual conceito de família o senhor defende?

Eu não critico nenhum conceito. Respeito a todos. Agora, sou pessoa tradicional de princípios bíblicos. Então, em palestras, eu sempre defendo o conceito tradicional bíblico de família, pela família. Mas eu já falo logo: não estou aqui para reprovar este ou aquele perfil de família, cada pessoa vive como quer.

Qual sua formação?

Sou católico.

Um eventual governo de Odilon Oliveira se basearia em princípios de conceito de família, de enfrentamento a drogas, de saúde e educação?

Não. Todos são administrados e são destinatários, igualmente, de proteção do Estado. Não pode haver discriminação de espécie nenhuma .

Os juízes Marcelo Bretas (responsável pela Lava Jato no Rio) e Sergio Moro (em Curitiba) durante filme
inspirado na força-tarefa


Nesses 30 anos, qual seu momento mais difícil no combate ao crime? Nunca teve medo?

Nesses 30 anos, nunca achei nada difícil. A gente de vez em quando ainda sente certo receio. O medo é igual à dor. Você tem que dar graças a Deus por sentir dor porque ela é anúncio de alguma coisa. O medo também anuncia alguma coisa. O que você tem que fazer é saber administrar o medo para que não se transforme em pavor, mas se transforme em receio, apenas isso.

O CNJ lhe concedeu escolta por tempo indeterminado. O senhor já disse que sua mulher não gosta da escolta. O senhor pretende continuar com ela?

A pretensão é ficar sem. Ninguém gosta de escolta, é a pior coisa na vida, porque você elimina sua vida. Sou casado há 42 anos, e vivo com alojamento de policiais dentro de casa há 19, metade da minha vida conjugal. Isso complica. O bom mesmo é sem escolta, porque aí você tem liberdade. Hoje você sacrifica sua liberdade. Os policiais sempre foram extremamente profissionais. Há um revezamento constante a cada 60 dias. Não dá para você fazer [amizade]. Às vezes, o pessoal vai embora e você não soube nem o nome.

Como é a rotina? Eles tomam café junto com o senhor, ficam na porta?

Não. Os agentes têm o alojamento deles. Minha casa tem três pavimentos. Ficam lá embaixo. Eles têm autonomia deles, fazem o revezamento para almoço, telefonam e pedem almoço. Não tenho ligação nenhuma. Eles acompanham toda a movimentação da rua com câmeras e tal... há uma harmonia bem cordial no relacionamento profissional. Minha mulher se acostumou. Constrange muito, constrange bastante, mas a gente vai tocando.

O senhor defende uma força-tarefa como a da Lava Jato para crimes organizados como tráfico, contrabando e homicídio?

O Brasil tem que se apegar a qualquer tábua de salvação porque está no meio do mar, bem perdido com relação à criminalidade. As batalhas estão sendo vencidas pelo crime organizado. O Brasil tem que se cuidar para não ter uma guerra final. O Brasil trata o crime organizado com descaso muito grande, teria que se interessar mais.

A colaboração premiada pode ser usada para contrabando, tráfico, homicídio?

A colaboração premiada é fundamental. Não é só o Brasil que usa. Para tudo, tráfico, contrabando, lavagem, como diz a Convenção de Palermo [realizada pela ONU na Itália em 2000]. Em determinados casos de homicídio, como os praticados por grupos de extermínio, tem que ter a colaboração, ou você pode não conseguir nada. O sucesso da Lava Jato é devido à disposição de Polícia Federal, Ministério Público e polícia, esse meio especial de investigação, que é a colaboração premiada, e outros que foram adotados.

Qual sua visão sobre magistrados como Sergio Moro, em Curitiba, Marcelo Bretas, no Rio, Alderico Rocha, em Goiânia, Hélder Girão, em Boa Vista, e Fausto de Sanctis, em São Paulo, que acabaram se expondo?

Conheço todos pessoalmente, principalmente o Sergio Moro. Todos têm uma formação ética e moral muito boa e são muito competentes. O Moro por exemplo conhece a doutrina e a jurisprudência americana quase tanto quanto conhece a brasileira. É muito preparado. O Brasil teve uma sorte danada de ter essa Lava Jato nas mãos dessas pessoas. 

A Lava Jato está produzindo um efeito muito grande, material e pedagógico. O Fausto de Sanctis [ex-juiz da Operação Satiagraha e desembargador que recentemente foi transferido para uma turma criminal do TRF-3] é um juiz desse nível. Sempre foi muito qualificado. Atuou no combate à corrupção. É um juiz muito duro mesmo.

O senhor será candidato a governador em 2018?

Vou ser candidato a governador ou ao Senado. Pelo PDT provavelmente, já está quase acertado.

O que falta para o senhor decidir se sai para Senado ou governo?

Tratativas finais. Eu tenho que escutar a sociedade. Não pode ser uma decisão individual.





Fonte: Uol