Aline Bugni foi baleada na cabeça em Cajamar, Grande SP. Policial penal Felipe Bugni diz que mulher cometeu suicídio, mas principal hipótese é feminicídio. Ele está preso por agressão.
Por Abraão Cruz, TV Globo e g1 SP — São Paulo
29/09/2026
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| Duas armas foram apreendidas (ao centro) no caso da morte da professora Aline Bugni. Feipe Bugni, seu marido, é investigado por suspeita de feminicídio - Imagem: Reprodução |
O marido dela, o policial penal Felipe Bugni, de 40 anos, é investigado por suspeita de feminicídio. Ele alega que a esposa cometeu suicídio, mas a principal hipótese da Polícia Civil, que registrou o caso como morte suspeita, é a de assassinato. A filha do casal, de 6 anos, também estava na residência no momento do disparo.
Felipe está preso preventivamente por determinação da Justiça por ter agredido o pai e o irmão de Aline e por violência psicológica contra a mulher.
A polícia ainda tenta identificar se a marca do disparo na parede é do mesmo tiro que matou Aline. O projétil ficou sobre a cama. A Polícia Técnico-Científica faz exames para esclarecer essa dúvida.
As armas foram encontradas pela Polícia Militar (PM), que atendeu a ocorrência, embaixo da cama.
Outra imagem, feita após a chegada dos socorristas, mostra Aline caída no chão, com as duas mãos vazias e sem nenhuma arma por perto. A foto não será divulgada na reportagem por ser considerada forte.
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| Polícia tenta identificar se a marca do disparo na parede é do mesmo tiro que matou Aline, o projétil ficou sobre a cama - Imagem: Reprodução |
Morte é investigada
Felipe disse à polícia que Aline usou uma das armas dele para tirar a própria vida. Ele afirmou que estava em outro cômodo quando ouviu o disparo e encontrou a mulher caída e ensanguentada.
A polícia realizou exames residuográficos nas mãos de Aline e Felipe. As armas foram apreendidas e encaminhadas para perícia, e o corpo foi levado ao Instituto Médico-Legal (IML) para necropsia.
Na delegacia, segundo o registro da ocorrência, Felipe permaneceu em silêncio sobre a morte. Ele negou violência psicológica contra a mulher e afirmou que o relacionamento do casal era bom.
Policial penal teve a prisão convertida em preventiva após morte da esposa em Cajamar/SP
Filha do casal
A filha do casal contou a profissionais de saúde que estava no quarto quando os pais discutiram. Depois do disparo, viu a mãe caída no chão. A menina então chamou o avô, que mora no andar debaixo da casa, e disse que a "mãe morreu".
Horas antes da morte, o pai de Aline, José dos Santos, de 65 anos, havia chamado a Guarda Civil Municipal (GCM). Segundo o relato feito à polícia, Felipe teria usado spray de pimenta contra a porta e a janela da casa do sogro. Os agentes foram ao local, conversaram com o policial penal e depois foram embora.
Após isso, ocorreu o disparo. José e Tiago Santos, irmão de Aline, contaram que foram agredidos com socos por Felipe quando entraram na casa. A Polícia Militar (PM), que havia sido chamada para atender a ocorrência, deteve o policial penal por agressão e ameaça.
A família afirma que Aline queria se separar de Felipe e nega que ela tivesse intenção de tirar a própria vida.
A equipe de reportagem tenta contato com a defesa de Felipe para comentar o assunto.
Fonte: G1
Vídeo: Fala Brasil

















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