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26 setembro 2026

Holandês e colombiano rendem agentes e fogem de Bangu 08; mas são recapturados

Dois detentos escaparam do Presídio Joaquim Ferreira de Souza. Um policial ficou ferido durante a ocorrência. Gerel Lusiano Palm foi preso no Brasil por tentativa de homicídio na Holanda e, segundo apurou a TV Globo, é investigado por tráfico internacional de drogas.

Por Leslie Leitão, TV Globo

26/09/2026

O holandês Gerel Lusiano Palm fez parte da lista de procurados da Interpol e foi investigado pela
DEA, órgão norte-americano, por envolvimento com tráfico internacional de drogas - Imagem: Arquivo pessoal
O holandês Gerel Lusiano Palm, procurado pela Interpol e por tráfico internacional de drogas, fugiu neste sábado (26) do Presídio Joaquim Ferreira de Souza, uma das unidades do complexo de Bangu 8, na Zona Oeste do Rio. Outro preso, um colombiano, também escapou. Os dois foram recapturados. Um policial ficou ferido durante a ocorrência.

Segundo informações obtidas pela TV Globo, Gerel estava classificado como “faxina”, preso autorizado a exercer atividade laborativa, apesar de ser considerado de altíssima periculosidade. Ele e o colombiano Juan teriam aplicado um golpe conhecido como “mata-leão” em um policial penal da Corregedoria que estava em serviço pelo Regime Adicional de Serviço (RAS) e tomado a arma do agente.

Os dois presos teriam rendido o policial que estava na guarita da parte de trás da unidade. Eles subiram na guarita e desceram de “tereza”, uma corda improvisada.

Presos subiram na guarita e desceram de “tereza”, uma corda improvisada - Imagem Foto: Arquivo pessoal
Na sequência, os dois presos teriam pulado para uma área externa de acesso ao lixão. Segundo a fonte, cinco carros ligados ao Comando Vermelho (CV) aguardavam os detentos para dar apoio à fuga. Ainda de acordo com a informação, Gerel seria levado para o Complexo da Penha, na Zona Norte do Rio, onde ocorreria o resgate. Juan, de nacionalidade colombiana, foi recapturado logo no início da fuga.

Gerel foi localizado e preso em seguida, com apoio de um helicóptero da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core).

Em nota enviado ao g1, a Secretaria de Estado de Polícia Penal (Seppen) informou que a Corregedoria da Seppen vai instaurar procedimento para apurar todos os fatos.

Gerel Lusiano Palm foi preso pela Polícia Federal em 2021, aos 38 anos, em um apartamento na Barra da Tijuca, também na Zona Oeste do Rio.

Na época, o nome dele constava na lista de Difusão Vermelha da Interpol por uma tentativa de homicídio e porte ilegal de armas. Ele também era procurado por tráfico internacional de drogas.

A prisão foi realizada por policiais federais do Núcleo de Cooperação Policial Internacional (Interpol/RJ), com apoio da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) e do Centro de Cooperação Policial Internacional da PF no Rio.

Palm havia sido condenado pelo tribunal de Oost-Brabant, na Holanda, em 14 de janeiro de 2021, a 20 anos de prisão por tentativa de homicídio doloso e porte ilegal de arma de fogo. Ele também respondia a outro processo por um homicídio ocorrido em 2015.

Segundo as informações da época, o holandês também era procurado pela DEA, órgão norte-americano responsável pela investigação de crimes relacionados ao tráfico internacional de drogas.

Após a prisão, Gerel Palm foi levado para o sistema penitenciário do Rio de Janeiro, onde aguardava a extradição para a Holanda.

O holandês Gerel Lusiano Palm, de 38 anos, foi preso pela PF na Barra da Tijuca, nesta quarta-feira (07/07/2021) - Imagem: Reprodução

O que diz a defesa do holandês

Em nota, a defesa de Gerel Lusiano Palm repudiou a determinação de sua extradição para a Holanda e classificou como desproporcional a prisão do holandês, que já dura cinco anos no Brasil. Os advogados negam qualquer ligação dele com o Comando Vermelho ou com organizações criminosas ligadas ao tráfico de drogas no Rio.

A defesa afirma ainda que Palm é casado com uma brasileira e pai de duas crianças, uma delas com uma grave malformação do sistema nervoso central, que necessita de cuidados médicos permanentes.

Segundo os advogados, a extradição não poderia ser executada enquanto estiverem pendentes os pedidos de asilo territorial e de reconhecimento da condição de refugiado. A defesa também sustenta que há uma determinação internacional para suspender a entrega de Palm à Holanda e questiona a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF).

Os advogados afirmaram que recorrerão às instâncias nacionais e internacionais para tentar impedir a extradição.

Colombiano condenado a 40 anos por matar policial e holandês tentam fugir de presídio de Bangu no Rio e são recapturados - Imagem: Divulgação

Holandês procurado pela Interpol e colombiano condenado por matar policial: quem são os fugitivos de Bangu 8

Os dois detentos que fugiram na tarde deste sábado do Presídio Joaquim Ferreira de Souza, em Bangu 8, na Zona Oeste do Rio, acumulam condenações por crimes graves e histórico de atuação no tráfico internacional. O holandês Gerel Lusiano Palm, conhecido como “Holandês”, já foi alvo da Interpol e da agência antidrogas dos Estados Unidos (DEA), enquanto o colombiano Juan Estebán Avendaño Perez foi condenado a 40 anos de prisão na Colômbia pelo assassinato de um policial e é apontado como integrante do Cartel de Medellín.

O holandês ligado ao Comando Vermelho

Gerel Palm foi preso pela Polícia Federal em julho de 2021, em um condomínio de luxo na Barra da Tijuca, para cumprimento de um mandado de prisão com finalidade de extradição. Na época, seu nome integrava a lista de Difusão Vermelha da Interpol, mecanismo utilizado para localizar foragidos internacionais, e ele também era procurado pela DEA por suspeitas de envolvimento com o tráfico internacional de droga.

A captura foi realizada por agentes do Núcleo de Cooperação Policial Internacional (Interpol/RJ), com apoio da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE).

Palm havia sido condenado pela Justiça de Oost-Brabant, na Holanda, a 20 anos de prisão por tentativa de homicídio e porte ilegal de arma de fogo. Além dessa sentença, também respondia a outro processo por um homicídio ocorrido em 2015. Desde que foi preso no Brasil, aguardava no sistema penitenciário fluminense a conclusão do processo de extradição.

Luciano de Lima, policial penal também conhecido como 'Bonitão' - Imagem: Reprodução

Investigação apontou suposta rede para barrar extradição

O nome do holandês voltou ao centro das investigações da Polícia Federal em 2024, durante a Operação Anomalia, que apura uma suposta articulação do Comando Vermelho para impedir sua entrega às autoridades holandesas.

Segundo o inquérito, o ex-secretário de Governo Alessandro Pitombeira Carracena teria coordenado um esquema envolvendo o delegado federal Fabrizio Romano, a advogada Patrícia Carvalho Falcão — responsável pela defesa de Palm — e o policial penal Luciano de Lima Fagundes Pinheiro, conhecido como “Bonitão”.

Delegado da Polícia Federal Fabrizio Romano foi preso na Operação desencadeada pela Polícia Federal - Imagem Reprodução
De acordo com os investigadores, a esposa de Palm teria entregue R$ 150 mil em espécie para viabilizar um pedido de refúgio que impediria a extradição. A PF afirma que Fabrizio Romano e Luciano teriam recebido R$ 15 mil cada como adiantamento e que outros R$ 150 mil seriam pagos a cada um caso o plano fosse bem-sucedido.

A investigação teve origem na análise dos celulares de Gabriel Dias de Oliveira, o Índio do Lixão, e de Luiz Eduardo Cunha Gonçalves, o Dudu, assessor do traficante TH Joias. Os investigados respondem por suspeitas de organização criminosa, corrupção ativa e passiva, tráfico de influência e lavagem de dinheiro.

Colombiano condenado por matar policial

Juan Estebán Avendaño Perez foi condenado pela Justiça colombiana a 40 anos de prisão pelo assassinato do policial Juan Camilo, cometido em 2010. Conforme as investigações, ele devia cerca de 10 milhões de pesos colombianos ao agente e teria planejado o homicídio para evitar quitar a dívida.

Após o crime, fugiu para Santiago, no Chile, onde permaneceu até 2016. Naquele ano, passou a viver no Rio de Janeiro.

Segundo investigações das polícias Civil e Federal, Juan Estebán integra o Cartel de Medellín e atuava como elo entre a organização criminosa colombiana e traficantes brasileiros envolvidos no comércio internacional de drogas.

Presos subiram na guarita e desceram de “tereza”, uma corda improvisada - Imagem: Reprodução

Alerta da Interpol

O colombiano foi identificado durante uma investigação da 11ª DP (Rocinha), que apurava o tráfico de drogas na comunidade da Zona Sul. Os policiais descobriram que ele frequentava a região, mas não encontraram registros em bancos de dados nacionais.

Ao consultar a Interpol, as autoridades brasileiras confirmaram que Juan Estebán estava na lista de alerta vermelho e era procurado pela Colômbia. A prisão ocorreu na casa de sua companheira, na comunidade da Muzema, na Zona Oeste, em uma operação conjunta das polícias Civil, Federal e da Interpol, após mandado expedido pelo Supremo Tribunal Federal.

Fonte: G1/ Jornal O GLOBO

22 setembro 2026

Criminosos usam senha de juíza para evitar prisão de suspeito de ser 'Escorpião do PCC'

OUTRO LADO: Advogado de Alex Leandro Bispo dos Santos afirma desconhecer o caso e nega que ele integre a facção, o nome do réu foi trocado em base de procurados da Justiça; tribunal gaúcho diz que foi alvo de ação hacker.

Rogério Gentile

Rogério Pagnan

22/09/2026

Preso apontado como integrante do PCC acusado de jogar a namorada do décimo andar de um prédio - Reprodução/Inquérito policial
São Paulo - O Tribunal de Justiça de São Paulo afirma que credenciais vinculadas a uma juíza do Rio Grande do Sul foram usadas para adulterar, no BNMP (Banco Nacional de Medidas Penais e Prisões), o mandado de prisão do empresário Alex Leandro Bispo dos Santos, conhecido como Baianão ou "Escorpião do PCC".

A principal suspeita é de uma ação hacker, segundo a Justiça gaúcha. Com alterações, o cadastro do réu passou a exibir o nome e o CPF de outra pessoa. Na prática, Alex deixou de constar como procurado quando seu nome era consultado pelas polícias do país.

A adulteração foi descoberta depois que o Ministério Público paulista percebeu, em 16 de setembro, que o mandado de prisão de Alex não aparecia mais no BNMP.

Ele é réu sob a acusação de matar a companheira, Maria Katiane Gomes da Silva, 25, em novembro do ano passado. Segundo a investigação, ele teria jogado a jovem da sacada do apartamento onde viviam, no décimo andar de um prédio na Vila Andrade, zona sul de São Paulo. A polícia diz que ele é membro do PCC (Primeiro Comando da Capital).

Mulher morre após cair de prédio em SP; câmeras mostram agressões


A defesa do empresário nega o crime e afirma que a jovem cometeu suicídio. Nega também que ele pertença à facção criminosa.

Em 6 de agosto deste ano, o juiz Antonio Carlos Pontes de Souza concedeu liberdade provisória ao empresário, e ele foi solto. O Ministério Público recorreu, e o desembargador Hermann Herschander restabeleceu a ordem de prisão no dia 10 de agosto, citando a "periculosidade" do acusado.

A fraude no mandado de prisão teria ocorrido no dia 23 de agosto. Uma verificação do TJ-SP constatou que o RJI (Registro Judiciário Individual) de Alex foi alterado por meio da senha e do login de uma magistrada da cidade de Planalto, no Rio Grande do Sul.

Segundo a Justiça gaúcha, as credenciais teriam sido "hackeadas/roubadas" e usadas também para modificar e assinar outros documentos fraudulentamente.

O episódio foi encaminhado ao CNJ (Conselho Nacional de Justiça) para investigação. À Folha, o CNJ disse que não comenta casos específicos.

O Ministério Público informou que, até o momento, não foi identificado o responsável pela fraude e que Alex é considerado foragido. O cadastro foi corrigido.

O advogado do empresário, Eugênio Malavasi, afirmou desconhecer a alteração no banco nacional e disse ter tomado conhecimento do episódio pela reportagem. Segundo ele, Alex sabe da existência do mandado de prisão e aguarda o julgamento de recursos para decidir sobre uma eventual apresentação à Justiça.

Dinheiro encontrado em apartamento de 'Baianão', suspeito de feminicídio - Imagem: Reprodução/Inquérito policial
Além da acusação de homicídio, o nome de Alex dos Santos também foi citado durante as investigações relacionadas ao financiamento do filme "Dark Horse", que trata do ex-presidente Jair Bolsonaro.

A Favela Conectada Serviço e Tecnologia, empresa da qual ele era sócio, foi subcontratada pelo ICB (Instituto Conhecer Brasil), da empresária Karina Ferreira da Gama, em um contrato de R$ 108 milhões com a Prefeitura de São Paulo para a instalação e operação de pontos de internet sem fio em comunidades. 

Foi nesse projeto com o município que a empresa de Santos, a Favela Conectada Serviço e Tecnologia Ltda., foi subcontratada pelo ICB por até R$ 12 milhões para implantação de 2.000 pontos de wi-fi em comunidades das zonas oeste e sul da capital paulista. Um extrato obtido pela Folha aponta o pagamento de R$ 2 milhões em 7 de julho de 2025.

Karina é a produtora do filme. A polícia suspeita que parte desses recursos foi direcionada para a produção da obra.

As empresas negam irregularidades.

Produtora de 'Dark Horse' contratou acusado de integrar PCC em projeto da Prefeitura de SP

Segundo órgãos de inteligência da polícia, o empresário é membro relevante da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital) no estado.

Na ficha policial de Santos constam ao menos três condenações por roubo, que o levaram a passar por 13 presídios em quase 13 anos no sistema. As condenações somam 34 anos.

Também conhecido como Baianão, Santos acumula prisões e processos desde 2003, quando completou 18 anos. Nessa época, foi preso sob a suspeita de participar do sequestro-relâmpago de Roberto Calmon de Barros Barreto Filho, sobrinho do então senador Eduardo Suplicy (PT).

Agressor  e vítima dentro do elevador onde novas agressões ocorreram - Reprodução/Câmera de monitoramento
De novembro de 2012 a dezembro de 2017, por exemplo, ele ficou na Penitenciária 2 de Presidente Venceslau, no interior de São Paulo, local onde desde 2006 o governo passou a concentrar presos apontados como lideranças do PCC. Nesse mesmo período, estava na unidade Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, apontado como chefe máximo da facção criminosa.

Após ficar um período em Mirandópolis 1, Santos ganhou liberdade em novembro de 2018. No final do ano passado, porém, voltou à prisão, agora sob suspeita de feminicídio. Em novembro de 2025, segundo a investigação, ele teria jogado a namorada, Maria Katiane Gomes da Silva, 25, da sacada do 10º andar de um apartamento na Vila Andrade, região do Morumbi.

Nesta nova prisão ele também foi enviado para unidade onde estão membros do PCC, em Iperó. A distribuição de presos por unidades ocorre após autodeclaração do preso sobre sua ligação com facções.

No inquérito sobre feminicídio, uma testemunha apresentou a gravação de uma discussão entre Alex Santos e Maria Katiane. No áudio, ele afirma: "tenho escorpião do PCC", em referência a uma tatuagem.

"Alex também possui duas tatuagens, de uma carpa e de um dragão, que no contexto das facções criminosas, possui um significado. A combinação de ambos os símbolos reforça a ideia de um membro que superou grandes desafios e alcançou um status elevado ou superior dentro da facção", diz um relatório policial.

Especialistas sobre PCC afirmam que o grupo não usa tatuagens para identificar seus membros. Alguns usam determinados símbolos por conta própria para assumirem sua ligação explícita com o crime.

Fonte: Jornal Folha de São Paulo

20 setembro 2026

Candidatos denunciam falhas em teste do concurso da Polícia Penal de São Paulo

Em nota, a Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) informou que as denúncias estão sendo analisadas.

Por Lilian Grasiela | da Redação

20.09.2026

Imagens de candidato que teria sofrido queda durante a realização do TAF - Imagem: Reprodução
Candidatos que fizeram Teste de Aptidão Física (TAF) para concurso da Polícia Penal nas dependências de uma universidade de Bauru, no último dia 6 de setembro, entraram em contato com a redação para reclamar das condições em que a prova eliminatória teria sido realizada, em pista com lama, buracos e irregularidades no piso, e com a presença de cachorros no trajeto. Em nota, a Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) informou que as denúncias estão sendo analisadas.

Segundo relatos feitos pelos candidatos, a situação da pista onde o teste foi feito colocou em risco a integridade física dos participantes durante a execução dos exercícios e fez com que o princípio da isonomia não fosse respeitado, já que os TAFs teriam sido realizados em condições melhores em outros municípios.

"Há vídeos e fotografias que registram as condições da pista, inclusive imagens de candidatos que teriam sofrido quedas durante a realização do TAF, possivelmente em razão das condições do local", disse um deles, que terá a identidade preservada. "As condições da pista, somadas à chuva e aos obstáculos existentes, podem ter interferido diretamente no desempenho dos participantes".

Os denunciantes afirmam, ainda, que a banca organizadora tem histórico de questionamentos e processos judiciais relacionados à realização de concursos anteriores, motivo pelo qual eles defendem uma apuração independente sobre esta etapa. Eles afirmam que enviaram e-mail à organização e não obtiveram resposta.

O Sindicato dos Policiais Penais do Estado de São Paulo (Sinppenal) também entrou no caso solicitando esclarecimentos e defendeu que a isonomia não teria sido respeitada. "Durante a aplicação, um grupo de candidatos realizou a prova sob forte chuva. A pista, encharcada, tornou-se tão escorregadia que provocou quedas e lesões, incluindo deslocamento de ombro de um dos candidatos", revela em postagem em sua página oficial.

"Enquanto esses candidatos arriscavam a segurança em uma superfície sem aderência, outros grupos fizeram os mesmos testes com a pista seca e em condições adequadas. A diferença não foi de desempenho ou de preparo, mas sim de sorte".

O Sindicato também criticou a alteração da ordem dos exercícios. "O edital previa expressamente que o tiro de 50 metros seria o terceiro exercício da sequência. No dia da prova, ele foi alocado para ser o primeiro exercício do dia", explica.

"A consequência foi imediata: quem não atingiu o índice necessário no tiro foi eliminado logo no início, sem ter a chance de realizar as demais etapas. Uma decisão que pode parecer uma simples reorganização logística, mas que funcionou como uma peneira sumária antes mesmo de o candidato poder demonstrar seu preparo completo".

Condições da pista onde a prova em Bauru foi aplicada - Imagem: Reprodução

Resposta

Em nota enviada pela assessoria de imprensa, a Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) informou que a Comissão Especial de Concurso Público da Polícia Penal analisa as denúncias apresentadas e, em caso de irregularidades, adotará medidas cabíveis.

"O Instituto AOCP, organizador do concurso, informou que, por conta das fortes chuvas, foi registrado um atraso na primeira bateria da prova, mas logo houve normalização das condições adequadas para a realização dos testes", diz a SAP.

"Com relação às alegações de tratamento desigual nas condições de realização do TAF em outros municípios, a empresa comunicou que a alteração na sequência de realização dos exercícios foi realizada em todos os locais de aplicação, sem distinção entre os candidatos", complementa.

Fonte: JCNET

18 setembro 2026

Vídeos: Preso foge do HGP, é perseguido pela Polícia Penal e acaba capturado com ajuda da ROMU em Paraupebas/PA

Um preso que estava internado sob custódia no Hospital Geral de Parauapebas (HGP) tentou fugir da unidade na manhã da quinta-feira (17), provocando uma grande movimentação nas proximidades do hospital.

Portal Pebinha de Açúcar

Publicado 18/09/2026

Vídeos registrados por câmeras de segurança mostram momentos em que o criminoso
 que tentou fugir da Polícia Penal foi capturado com apoio da Guarda Municipal de Parauapebas
O criminoso que estava sendo acompanhado por agentes da Polícia Penal conseguiu driblar a vigilância e se evadir da Unidade de Saúde, quando se iniciou uma fuga pelas ruas próximas ao HGP.

Vídeos que circulam em grupos de WhatsApp registraram parte da perseguição. Durante a tentativa de fuga, agente da Polícia Penal que fazia a custódia do preso efetuou disparos.

A ocorrência também mobilizou a Guarda Municipal de Parauapebas. Agentes da ROMU (Ronda Ostensiva Municipal) auxiliaram na ação e o fugitivo acabou sendo alcançado e capturado pouco tempo depois.

Inicio da perseguição

Fuga chamou atenção nas proximidades do HGP

A correria e os disparos chamaram a atenção de moradores, motoristas e pessoas que estavam nas proximidades do hospital. As imagens da perseguição rapidamente começaram a circular nas redes sociais e aplicativos de mensagens.

Apesar da captura, ainda não foram divulgadas informações detalhadas sobre como o preso conseguiu fugir do HGP, o motivo de sua internação e as circunstâncias específicas em que os disparos foram efetuados pela Polícia Penal.

Recaptura

O preso foi novamente colocado sob custódia após a ação que contou com o apoio da Guarda Municipal.

O Portal Pebinha de Açúcar acompanha o caso e mantém espaço aberto para manifestação oficial dos órgãos envolvidos.

Fonte: @pebinhadeacucar/Portal Pebinha de Açúcar

17 setembro 2026

Secretaria de Administração Penitenciária exonera coordenador suspeito de desvio de recursos em SP

Jorge Luiz do Carmo Nogueira, ex-coordenador de Administração da Sede da Polícia Penal, foi exonerado após suspeita de desviar recursos da pasta; ele responde a apuração preliminar que pode resultar em demissão.

Milena Vogado

17/09/2026

Nogueira era o responsável por gerir as contratações da SAP e designava servidores como gestores
das parcerias, ele tinha também responsabilidade sobre compras e acordos milionários -Imagem: Reprodução
A Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) de São Paulo exonerou, em 28 de agosto, o coordenador de Administração da Sede da Polícia Penal, Jorge Luiz do Carmo Nogueira. Ele ocupava um cargo comissionado e é suspeito de desviar recursos da pasta.

Segundo a secretaria, o ex-coordenador responde a uma apuração preliminar sobre os fatos, procedimento que está em andamento e pode resultar em processo de demissão definitiva.

Em 3 de setembro, a SAP cessou o pagamento do adicional de periculosidade de 30% sobre o salário-base de Nogueira. O benefício é garantido por lei a trabalhadores expostos a risco acentuado de morte.

Pelo cargo que ocupava, Nogueira era responsável por gerir as contratações da SAP, incluindo a designação de servidores para atuar como gestores de parcerias. Essa atribuição lhe dava responsabilidade sobre compras e acordos de valores elevados.

Quatro dias antes de ser exonerado, o então coordenador definiu os gestores de um contrato firmado pela secretaria sem processo licitatório, no valor de R$ 1.264.724,00, para a aquisição de granadas destinadas aos Grupos de Intervenção Rápida (GIR). Não há notícia de irregularidade nessa contratação.

Nogueira trabalhou na Penitenciária Masculina de Bernardino de Campos como policia penal e
também como diretor do Centro Administrativo - Imagem: Reprodução
A defesa do servidor não foi localizada até o momento. O espaço permanece aberto para manifestação.

A investigação está a cargo do Ministério Público de Contas do Estado de São Paulo, que apura o suposto desvio de recursos públicos. O caso corre em sigilo.

A SAP informou que o procedimento interno segue em andamento e que a exoneração não representa conclusão sobre o mérito das suspeitas. O ex-coordenador pode apresentar defesa no curso da apuração.

O adicional de periculosidade havia sido concedido porque as atividades do cargo envolviam exposição permanente a risco. Com a exoneração, o pagamento foi interrompido.

A secretaria não divulgou detalhes sobre o andamento da apuração preliminar nem sobre eventuais desdobramentos do caso.

Carreira na SAP: Atuou como Agente de Segurança Penitenciária e Diretor II do Centro Administrativo da Penitenciária de Bernardino de Campos

Fonte: METRÓPOLES

Policial penal reage a assalto e dispara contra criminosos na zona sul de São Paulo

Suspeito baleado era procurado pela Justiça com cinco mandados de prisão pendentes.

Balanço Geral Manhã|Do R7

17/09/2026 

O policial penal foi cercado por quatro individuos simulando estarem armados em duas motocicletas, e reagiu atirando, acertando um dos criminosos, os demais fugiram - Imagem: Reprodução
Um policial penal foi alvo de uma tentativa de assalto enquanto voltava do trabalho com sua esposa na zona sul de São Paulo. 

Cercado por quatro criminosos em motocicletas que fingiram estar armados, o agente reagiu ao ataque e disparou contra um dos suspeitos.

O criminoso ferido foi levado para um hospital da região e está em estado grave; ele era procurado pela Justiça com cinco mandados de prisão pendentes. Os outros três envolvidos conseguiram escapar.

Moradores locais expressaram preocupação crescente com a segurança da área. Na última semana, uma mulher também sofreu uma abordagem semelhante ao do policial enquanto retornava do trabalho à noite. 

A polícia investiga se há ligação entre os casos ou se eles são obra de uma gangue atuante no local.

Matéria jornalística

Fonte: R7

16 setembro 2026

Polícia Civil apreende nova arma de policial penal agora réu, e gravador de imagens de bar

Policiais civis estiveram na casa do policial penal, no bar onde ele estaria trabalhando como segurança e na casa dos donos do bar, que podem ser investigados por fraude processual.

Agência Trio Notícias

16/09/26 

Revólver, munições, coldres e aparelhos celulares foram apreendidos pela Polícia Civil, nesta
quarta (16), em ação ligada à investigação contra o policial penal que alvejou homem
em frente a bar, em Araçatuba/SP - Imagem: Polícia Civil/Divulgação
A Polícia Civil de Araçatuba (SP) apreendeu um revólver, munições e dois celulares na casa do policial penal Gledson David Corassa Alves, 39 anos, acusado de matar a tiros Robert Ronald Ramos Vieira, 29, a noite de 30 de agosto.

O nome do acusado do crime está sendo divulgado porque a Justiça aceitou a denúncia do Ministério Público e agora, ele passa a ser réu em processo, que pode levá-lo a julgamento pelo Tribuna do Júri. O policial penal alega legítima defesa, tese que não ficou configurada para a Polícia Civil e para o Ministério Público. 

A apreensão aconteceu durante a “ Operação Verum” , que é verdade, em latim, para cumprimento do quarto mandado de busca e apreensão. A ação é coordenada pelo delegado Marcel Basso. Além da casa do policial penal, as equipes também estiveram no bar que fica na frente do local onde aconteceu o crime, no cruzamento da rua Pedro Álvares Cabral com a avenida Waldemar Alves.

Policial penal de folga é preso suspeito de matar homem a tiros em bar em Araçatuba (SP)  - Imagem: Reprodução/Câmera de segurança

Mentiram

A polícia acredita que os donos deste estabelecimento teriam mentido ao declarar em depoimento, que o réu pelo crime de homicídio seria um cliente assíduo do estabelecimento, pois ele próprio disse em depoimento, que fazia segurança no local. Por isso a operação foi denominada Verum.

Ainda segundo a polícia, os donos do bar disseram que não possuíam imagens relacionadas aos fatos ocorridos naquela noite. As imagens que foram obtidas pela polícia que mostram a abordagem do policial à vítima e os disparos, são de câmeras de outro imóvel.

Por isso, durante as buscas, também foi apreendido o aparelho de DVR, que é o gravador das imagens do sistema de monitoramento do estabelecimento comercial. Durante a operação foram apreendidos ainda dois notebooks, um tablet e oito celulares.

A Polícia Civil cumpriu buscas no bar onde o policial penal estaria trabalhando como segurança - Imagem: Divulgação/ Polícia Civil
Perícia

Dois desses celulares foram encontrados em um armário que estava trancado, na casa do policial penal. Os aparelhos serão encaminhados para perícia, assim como o revólver calibre 357, que foi apreendido na residência dele junto com 13 munições, dois carregadores de munição e cinco coldres.

Sobre a arma, a análise inicial apontou que ela está registrada, mas não consta se é em nome do policial penal. Não está descartada a possibilidade de ele ser CAC (Caçador, Atirador Esportivo ou Colecionador). Caso não seja confirmada a documentação em nome dele, ele poderá incorrer no crime de posse ilegal de arma de fogo de uso restrito.

Investigação

Como o inquérito já foi concluído, a Promotoria de Justiça apresentou denúncia, que já foi aceita pela Justiça, um novo inquérito será instaurado a partir das apreensões realizadas na manhã desta quarta-feira.

O delegado informou que nesse inquérito, será investigado entre outras coisas, os possíveis crimes de fraude processual a falso testemunho por parte dos responsáveis pelo bar onde o policial penal estaria trabalhando como segurança.

Conforme já divulgado, as imagens obtidas pela polícia mostram que ele estava parado na esquina desse bar, e abordou a vítima quando ela caminhava na rua abraçada à esposa, em direção ao carro dela, que estava estacionada na frente do bar.

Delegado Marcel Basso fala sobre a operação

Tiros

O réu suspeitou que Vieira teria pego uma arma no carro e, segundo consta na denúncia, ele realmente estava com uma réplica de pistola na cintura. Assim que é abordada, a vítima é separada da esposa, empurrada para trás e na sequência são feitos dois disparos contra a região abdominal dela, seguidos de um terceiro tiro.

Este último foi feito cerca de quatro segundos depois, quando Vieira já estava caído no chão, segundo relato do próprio réu. Ele alegou mesmo ferida e caída, a vítima teria levado a mãe em direção à cintura, por isso fez o terceiro disparo. Para o Ministério Público, os disparos teriam sido feitos mesmo com a vítima completamente rendida e sem esboçar qualquer reação ou movimento ameaçador.

Qualificadoras

Assim, o policial penal foi denunciado por homicídio qualificado pelo emprego de meio que resultou perigo comum, pois os disparos de arma de fogo foram feitos em via pública, na frente de um estabelecimento comercial em funcionamento e com diversas pessoas reunidas, colocando em risco a integridade física de todos os presentes.

Ele também responde judicialmente pela qualificadora do recurso que dificultou a defesa da vítima, pois Vieira caminhava abraçado à mulher, desarmado, sem participar diretamente de qualquer briga, quando foi abordado de forma súbita pelo denunciado, que é agente de segurança pública e estava armado, não havendo possibilidade real de reação ou de defesa eficaz, segundo a denúncia.

Cameras filmaram a ocorrência

Fonte: Hoje Mais/ G1