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10 março 2026

Senappen diz que exceção dada por Mendonça a Vorcaro gera 'preocupação' para a segurança do Sistema Penal Federal

Ministro do STF permitiu que o banqueiro se reunisse com os seus advogados sem que houvesse a gravação dos encontros, o que viola o procedimento interno da penitenciária.

Por Eduardo Gonçalves — Brasília

10/03/2026 

O CEO do Banco Master, Daniel Vorcaro, preso na terça (18) pela PF - Imagem: Ana Paula Paiva/Valor
A Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), órgão vinculado ao Ministério da Justiça, informou nesta terça-feira que se posicionou contra o pedido dos advogados do banqueiro Daniel Vorcaro de não serem gravados durante as conversas com ele nas visitas à Penitenciária Federal de Brasília. Segundo a secretaria, a medida representa um "fator de preocupação" para a Polícia Penal Federal, pois "impacta diretamente" no modelo de segurança adotado nas unidades federais.

Relator do caso Master no Supremo Tribunal Federal, o ministro André Mendonça atendeu parcialmente a um pedido da defesa de Vorcaro e autorizou que as conversas entre o preso e os advogados não fossem registradas, o que viola o protocolo interno do presídio. Mendonça também deu aval para os advogados fazerem visitas sem agendamento e a levarem papéis e anotações durante os encontros. Mendonça vetou a transferência para outro presídio em Brasília, o que também havia sido solicitado pela defesa.

Penitenciária Federal de Brasília inaugurada em 16/10/2018
Em nota, a Senappen destacou que o sistema penitenciário federal foi estruturado para abrigar presos com perfil de alta "periculosidade e articulação". O órgão alega que “alterações em protocolos operacionais que estruturam o funcionamento do sistema representam fator de preocupação pois impactam diretamente o modelo de segurança que orienta” o sistema penitenciário federal. O texto diz ainda que as restrições são fundamentais para “impedir comunicações indevidas com o exterior, interromper cadeias de comando de organizações criminosas e garantir a segurança das unidades, dos servidores que nelas atuam e da própria sociedade".

Reservadamente, policiais penais federais citam o receio de a decisão ser utilizada como precedente nos casos de chefes de organizações criminosas. Detentos do Primeiro Comando da Capital (PCC), por exemplo, foram acusados de mandar matar três policiais penais federais como tentativa de intimidação.

Nesse contexto, a Senappen diz que vai cumprir a decisão de Mendonça, mas cogita recorrer para reverter a autorização.

Sala de visitas são monitoradas e com escutas, todos os diálogos são gravados de forma ininterrupta - Imagem: Senappen
Já a defesa de Daniel Vorcaro classificou que o banqueiro "jamais deveria estar preso" em Brasília. 

"A prisão é desnecessária, baseada em fatos pretéritos, e as supostas bravatas atribuídas a ele jamais se concretizaram. As condições em que se encontra atualmente são absolutamente desproporcionais. Trata-se de um regime de isolamento extremo que impõe sofrimento psicológico intenso a qualquer pessoa", enfatizou a nota assinada pelo advogado Roberto Podval.

"Além disso, o direito de comunicação reservada com seus advogados — sem gravação ou monitoramento — é uma garantia elementar do Estado de Direito e um mínimo que se espera de um país que se pretende democrático", acrescentou o defensor.

Imagem de Daniel Vorcaro na prisão após a passagem pelo sistema prisional de São Paulo,
e pelo setor de cadastro da U.P de Guarulhos - Imagem: Reprodução

Transferência a Brasília

Preso na última fase da Operação Compliance Zero, Vorcaro chegou a Brasília na última sexta-feira sob forte esquema de segurança para ser transferido ao sistema penitenciário federal. A medida foi determinada por Mendonça, após a Polícia Federal apontar riscos à segurança pública e à integridade física do investigado, caso ele permanecesse em um presídio estadual.

O banqueiro deixou a Penitenciária de Potim, no interior de São Paulo. O desembarque na capital federal foi realizado com reforço de segurança da Polícia Penal Federal. Após deixar o aeroporto, Vorcaro foi levado ao Instituto Médico Legal (IML) do Distrito Federal para exames.

Ele havia sido preso na quarta-feira em São Paulo. Na decisão que autorizou a transferência ao sistema federal, Mendonça afirmou que o caso se enquadra nas hipóteses previstas na Lei nº 11.671/2008, que permite a inclusão de presos provisórios ou condenados em presídios federais quando a medida se justifica por interesse da segurança pública ou do próprio custodiado.

A Associação Nacional da Polícia Penal Federal manifestou preocupação com
pedidos apresentados pela defesa do empresário Daniel Vorcaro - Imagem:

O quer diz a ANPPF

A Associação Nacional da Polícia Penal Federal (ANPPF) emitiu nota, na segunda-feira (9), manifestando "preocupação diante de informações veiculadas na imprensa acerca de solicitações que buscam flexibilizar ou suspender o monitoramento ambiental e das comunicações nas penitenciárias federais." A associação ainda alega que enviou um ofício ao ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, expressando a mesma preocupação.

A defesa do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) alegando que a direção da Penitenciária Federal de Brasília teria imposto a necessidade de agendamento para visitas dos advogados, além de condicionar os encontros a gravações de áudio e vídeo. A entrada com qualquer objeto, incluindo papel e caneta, também estaria vedada.

"O Sistema Penitenciário Federal (SPF) possui regime jurídico próprio, previsto em legislação federal, que estabelece diretrizes rígidas de segurança destinadas ao enfrentamento de organizações criminosas de alta complexidade. Entre esses mecanismos, estão o monitoramento de áreas comuns, a gravação das visitas em parlatório e o controle dos meios de comunicação, sempre com respeito aos limites legais e sob supervisão judicial", esclarece a entidade.

Daniel Vorcaro foi preso após a descoberta de uma milícia privada que estaria atuando para monitorar e silenciar opositores aos negócios do Master. Antes disso, ele utilizava tornozeleira eletrônica. Outro endurecimento ocorreu logo depois, quando Mendonça retirou o empresário da Penitenciária 2 de Potim (SP), de administração estadual, para a Penitenciária Federal de Brasília.

"Diante da relevância institucional do tema, a ANPPF reafirma sua posição pela manutenção e pelo fortalecimento das diretrizes de monitoramento ambiental e de comunicações no Sistema Penitenciário Federal, por se tratar de instrumento essencial de segurança pública, inteligência penitenciária e proteção do próprio processo judicial, sempre compatível com as garantias constitucionais", conclui a nota.

Fonte: Jornal O GLOBO

08 março 2026

Policiais penais femininas são destaque na Tropa de Elite do sistema prisional de SP

Profissionais integram os Grupamentos de Intervenção Rápida (GIRs), que atuam em situações de crises nas Unidade Prisionais do Estado de São Paulo.

Por: Secom/SP

08/03/202

No mês em que se celebra a força feminina, o reconhecimento evidencia o protagonismo das
mulheres que vêm conquistando espaço na corporação - Imagem: Divulgação/Governo de SP
Após um ano de criação da Polícia Penal do Estado de São Paulo (PPESP), as mulheres têm ganhado destaque na atuação nos Grupos de Intervenção Rápida (GIRs). Considerado a Tropa de Elite do sistema prisional paulista, o GIR desempenha papel essencial em situações críticas, quando há quebra da ordem nos estabelecimentos penais.

No mês em que se celebra a força feminina, o reconhecimento evidencia o protagonismo das mulheres que vêm conquistando espaço na corporação, demonstrando coragem, profissionalismo, preparo técnico e atuação estratégica e decisiva na linha de frente do sistema prisional, ocupando espaço em uma área historicamente marcada pela predominância masculina.

Maria José dos Santos André atua na segurança interna da Penitenciária Feminina Sandra Aparecida Lário Vianna, de Pirajuí, no interior do Estado, e participa das intervenções realizadas pelo grupo nos presídios da região. “Me sinto muito orgulhosa em fazer parte da Polícia Penal e do GIR, pois faço o que eu amo”, afirma.

Policiais do Grupos de Intervenção Rápida da Polícia Penal - Imagem: Divulgação/Governo de SP
Para ela, as mulheres que atuam no GIR são fortes, determinadas e comprometidas com a construção de uma sociedade mais segura e justa, exercendo suas funções com responsabilidade, equilíbrio e espírito de equipe.

Ana Paula Almeida de Miranda atua há 21 anos no sistema prisional e afirma que sua maior motivação é dar orgulho aos filhos. Para ela, integrar a Polícia Penal do Estado de São Paulo representa o exercício de uma função digna, fundamental para garantir a segurança da sociedade.

“Tenho muito orgulho de fazer parte da PPESP. É uma função que garante a segurança da sociedade e que exige coragem e resiliência. Muitas vezes julgam a nossa fragilidade, mas aquilo que consideram fraqueza é, na verdade, a nossa força”, destaca.

Dedicação e coragem

Histórias como as de Maria José e Ana Paula representam a dedicação e o compromisso das mulheres que integram a Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) e a Polícia Penal do Estado de São Paulo. Profissionais que, com preparo e coragem, contribuem diariamente para a manutenção da ordem no sistema prisional paulista e para a segurança da sociedade.

Fonte: Agência SP

Câmeras corporais, vigilância redobrada, profusão de advogados: como passagem a jato de Vorcaro chacoalhou a PII de Potim/SP

Dono do Banco Master ficou menos de 24 horas na Penitenciária II de Potim, no interior do estado, até ser transferido para unidade federal em Brasília.

Por Ullisses Campbell — São Paulo

08/03/2026 

P II de Potim foi sacudida pela curta presença do banqueiro recém chegado às suas instalações - Imagem: Reprodução
A passagem de menos de 24 horas do banqueiro Daniel Vorcaro pela Penitenciária II de Potim, no interior de São Paulo, foi suficiente para alterar completamente a rotina da unidade e provocar um clima de tensão entre policiais penais, presos e advogados que circulam diariamente pela unidade. Apesar do curto período de permanência, o dono do Banco Master mobilizou um esquema de segurança incomum no sistema prisional paulista e gerou movimentação atípica no setor de atendimento jurídico local.

Segundo relatos de profissionais que estavam na penitenciária, a direção do presídio temia que Vorcaro pudesse sofrer algum atentado dentro da cadeia. O receio levou a Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) a adotar medidas extraordinárias de segurança durante o período em que ele permaneceu custodiado no local.

De acordo com fontes da administração penitenciária, os policiais penais que tinham acesso ao pavilhão onde o banqueiro estava custodiado passaram a circular usando câmeras corporais acopladas ao uniforme, além de coletes à prova de bala. A utilização desse tipo de equipamento não é comum nas unidades prisionais paulistas e chamou a atenção de servidores que trabalham no espaço.

Complexo Penal de Potim, onde se localiza a Penitenciária II de Potim, no
interior de São Paulo - Imagem: Bruna Capasciutti/TV Vanguarda
Ao mesmo tempo, 20 novas câmeras de monitoramento foram instaladas às pressas no pavilhão onde Vorcaro estava custodiado junto com o cunhado, Fabiano Zettel. Ele também foi preso na operação que investiga o escândalo do Banco Master e, segundo a Polícia Federal, teria sido responsável por organizar o fluxo financeiro do esquema usado para intimidar e vigiar adversários de Vorcaro. Diferentemente do banqueiro, ele permaneceu na Penitenciária II de Potim, onde foi colocado em uma ala de seguro, separado da população carcerária.

O próprio diretor da penitenciária, Luciano José Pimenta, teria demonstrado forte apreensão com a permanência do banqueiro na unidade. Funcionários relatam que havia preocupação de que a presença de Vorcaro pudesse desencadear um episódio de violência dentro da prisão. Um servidor afirmou que a direção da unidade comemorou quando chegou a autorização para a transferência.

A presença do banqueiro também provocou confusão no setor de atendimento de advogados. Profissionais que aguardavam na fila para falar com seus clientes relataram que vários integrantes da defesa de Vorcaro foram atendidos com prioridade, o que gerou reclamações entre os demais advogados que estavam no presídio para visitar presos comuns.

Imagem de Daniel Vorcaro na prisão após a pssagem pelo setor de cadastro da U.P de Guarulhos - Imagem: Reprodução
Procurada, a Polícia Penal informou que a unidade opera dentro dos padrões de segurança e disciplina, cumprindo os procedimentos previstos na Lei de Execução Penal e nas normas da própria instituição. "A permanência de um dia do preso citado não alterou a rotina do presídio e de servidores", diz a nota enviada.

"Detalhes do uso de tecnologias e equipamentos não são divulgados por questão de segurança", completa o texto. Já o Sindicato dos Policiais Penais do Estado de São Paulo afirmou que o uso de câmeras corporais não faz parte da rotina da categoria.

Vorcaro chegou à Penitenciária II de Potim na quinta-feira, após ser preso novamente no âmbito da Operação Compliance Zero. Inicialmente, ele passaria pelo período padrão de isolamento de dez dias, etapa aplicada a novos detentos antes de eventual contato com outros presos. 

Daniel Vorcaro em aeroporto no interior de SP para pegar voo a Brasília

Na prática, porém, o banqueiro permaneceu na unidade por menos de um dia. Na madrugada de sexta-feira, por volta das 10h30, ele deixou o presídio sob escolta.

A transferência foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), após pedido da Polícia Federal. Vorcaro foi levado para a Penitenciária Federal de Brasília, unidade de segurança máxima do sistema penitenciário da União. 

Eu acho que alguém derrubou uma algema.......
Segundo a PF, a medida foi necessária porque o banqueiro teria capacidade de mobilizar redes de influência e articulação com pessoas de prestígio no poder público e no setor privado, o que exigiria um ambiente prisional com maior nível de controle e monitoramento.

Fonte: Jornal O Globo

06 março 2026

Vorcaro aparece de cabelo raspado em fotos no sistema prisional de SP; O tratamento é igual à todos os presos; ele é preso!

Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, aparece sem barba e com o cabelo raspado em fotos tiradas na prisão, em São Paulo.

Josmar Jozino e Victoria Bechara 

Do UOL, em São Paulo

06/03/2026

Daniel Vorcaro na prisão durante registro para o cadastro de internos - Imagem: Obtida pelo UOL
Os registros foram feitos no sistema prisional de São Paulo. O banqueiro foi preso na quarta-feira e levado inicialmente à Superintendência da PF no bairro da Lapa, na capital paulista. À tarde, foi para o CDP 2 (Centro de Detenção Provisória) de Guarulhos, após passar por audiência de custódia. 

Na manhã de ontem, foi novamente transferido, desta vez para a Penitenciária 2 de Potim, no interior de São Paulo.

Defesa de Vorcaro manifestou "surpresa e indignação" com a divulgação das fotos. Em nota, os advogados afirmaram que vão pedir novamente a abertura de inquérito para apurar a divulgação de informações sigilosas. "Parece não haver limites para o vazamento de informações com objetivo de expor, desgastar e humilhar o cliente", afirmam.

Daniel Vorcaro na prisão durante registro para o cadastro de internos - Imagem: Obtida pelo UOL
Ele foi transferido hoje para um presídio federal de segurança máxima em Brasília. O ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal, autorizou a mudança ontem, após um pedido da Polícia Federal.

PF alegou necessidade de garantir integridade física do preso. A corporação afirmou que a custódia em unidade prisional com regime de segurança diferenciado e monitoramento mais rigoroso também é necessária para "mitigar riscos institucionais associados à elevada sensibilidade da investigação"

Vorcaro a passeio nos Alpes Suiços - Imagem: Reprodução Redes Sociais
O caso "recomenda cautela redobrada", disse a PF. O pedido cita a "potencial capacidade do investigado de mobilizar redes de influência com aptidão para, direta ou indiretamente, interferir na regular condução das investigações ou no cumprimento das determinações judiciais."

Penitenciárias federais têm estrutura para garantir segurança e isolamento de líderes de organizações criminosas. Com regime mais rigoroso de controle de rotina, o sistema federal conta com poucas celas, onde cada preso fica isolado. Também conta com estrutura mais moderna para atendimento médico.

Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, é transferido para Penitenciária Federal de Brasília, por
meio de um avião descaracterizado da Polícia Federal - Bruno Santos/Folhapress

Daniel Vorcaro é transferido de SP para Presídio Federal em Brasília

Fonte: UOL

Ladrão foge do Hospital HB usando rapel improvisado com lençóis (Tereza), em São José do Rio Preto/SP; vídeo

Caso ocorreu na noite de quinta-feira (5) em São José do Rio Preto (SP). g1 apurou que o homem foi condenado a prisão no regime semiaberto por tráfico de drogas e furto.

Por Desirèe Assis, Janaína de Paula, g1 Rio Preto e Araçatuba, TV TEM

06/03/2026

Luiz Fernando Fantini Manoel Matos foi condenado à prisão por tráfico de drogas e furto em
Rio Preto/SP  e estava internado no Hospital de Base de  - Imagem: Arquivo pessoal
Um preso de 43 anos, custodiado no Centro de Progressão Penitenciária (CPP) "Dr. Javert de Andrade" de São Jose do Rio Preto, e que estava internado em um hospital fugiu pela janela usando um rapel improvisado com lençóis, na noite de quinta-feira (5), em São José do Rio Preto (SP).

Segundo apurado pela TV TEM, Luiz Fernando Fantini Manoel Matos improvisou o rapel com lençóis amarrados a uma cama no quarto. Dessa forma, ele conseguiu descer pelas paredes do segundo andar e acessar a área externa do prédio, sem ser contido.

O ladrão conseguiu abrir as algemas e se aproveitou talvez do isolamento e improvisou
a "tereza" com lençois da Unidade Hospitalar - Imagem: Redes Sociais
Um vídeo, gravado de dentro do quarto e obtido pela produtora de reportagem Janaína de Paula nesta sexta-feira (6), mostra a estrutura montada pelo detento. Assista abaixo.

O g1 apurou que Luiz foi condenado, no dia 12 de março de 2024, a cinco anos de prisão no regime semiaberto por tráfico de drogas. Ele também foi condenado, em novembro de 2025, a um ano e seis meses de prisão, também no regime semiaberto pelo crime de furto.

Em nota, o Hospital de Base (HB) informou que adotou as medidas cabíveis, como a formalização do boletim de ocorrência online e comunicação com as autoridades responsáveis. Contudo, não esclareceu o motivo da internação.

Antes de ser internado, ele estava preso no Centro de Progressão Penitenciária (CPP) de Rio Preto. Luiz não foi localizado pela polícia até a última atualização desta reportagem.

Fonte: G1

05 março 2026

URGENTE: Mendonça determina transferência de Daniel Vorcaro para penitenciária federal em Brasília/DF

PF apontou riscos à integridade física do dono do Banco Master em presídio estadual no interior de SP.

Por Mariana Muniz — Brasília

05/03/2026

Ministro atendeu pedido da proópia Polícia Federal que vislumbrou que o custodiado poderia
correr riscos a sua ibntegridade fisíca na Unidade Prsional de Potim - Imagem: Senappen
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça autorizou nesta quinta-feira a transferência do banqueiro Daniel Vorcaro para a Penitenciária Federal em Brasília. A decisão atende a um pedido da Polícia Federal, que apontou riscos à segurança pública e à integridade física do investigado caso ele permanecesse em presídio estadual.

Na decisão, Mendonça afirmou que o pedido se enquadra nas hipóteses previstas na Lei nº 11.671/2008, que permite a inclusão de presos provisórios ou condenados em presídios federais quando a medida se justifica no interesse da segurança pública ou do próprio custodiado.

“Presente, in casu, a hipótese descrita no citado dispositivo legal, acolho o pedido formulado e determino a imediata transferência do investigado preso Daniel Bueno Vorcaro para a penitenciária federal indicada pela Polícia Federal”, escreveu o ministro.

Vorcaro foi preso no âmbito das investigações relacionadas ao chamado caso Master. Ao solicitar a transferência, a PF afirmou que o investigado possui “significativa capacidade de articulação e influência” em diferentes esferas do poder público e do setor privado, o que poderia gerar riscos à condução das apurações e ao cumprimento de determinações judiciais.

Daniel Vorcaro será transferido em medida de segurança para Penitenciária Federal de Brasília — Imagem: Ana Paula Paiva/Valor
Segundo os investigadores, a permanência do banqueiro em uma unidade estadual poderia facilitar interferências externas nas investigações. A corporação também argumentou que o sistema penitenciário federal dispõe de regime de segurança mais rigoroso e de monitoramento mais intenso, adequado à sensibilidade do caso.

Mendonça determinou que a Polícia Federal coordene, em diálogo com as direções das unidades prisionais envolvidas, a adoção das medidas necessárias para viabilizar a transferência com segurança. A Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), a Procuradoria-Geral da República e a defesa do investigado também foram notificadas da decisão.

A investigação da Polícia Federal que levou à prisão de Vorcaro apura um suposto esquema bilionário de fraudes no sistema financeiro, com suspeitas de crimes como gestão fraudulenta de instituição financeira, corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Segundo investigadores, o esquema teria utilizado estruturas do mercado financeiro para captar recursos e movimentar ativos de alto risco ou de baixa liquidez, além de operações que teriam servido para ocultar prejuízos e desviar recursos. A decisão também cita suspeitas de interlocução com servidores públicos e tentativas de interferir nas investigações.

A operação, chamada de Compliance Zero, já teve três fases. A primeira, deflagrada em novembro de 2025, investigou a suspeita de venda de carteiras de crédito sem lastro a outras instituições financeiras. A segunda, em janeiro deste ano, ampliou o foco para o uso de fundos de investimento ligados à gestora Reag para a circulação de recursos e aquisição de ativos considerados problemáticos. Já a terceira fase, autorizada agora pelo STF, inclui novas prisões e medidas cautelares contra investigados ligados ao caso.

Fonte: Jornal O GLOBO

Daniel Vorcaro é transferido e ficará em isolamento por 10 dias na P II de Potim/SP; vídeo

Após o período de isolamento, terá início o chamado regime de observação, em que o preso pode permanecer em cela separada do restante da população carcerária e tem direito a até duas horas diárias de banho de sol.

Por g1 Vale do Paraíba e Região

05/03/2026 

Complexo Penal de Potim, onde se localiza a Penitenciária II de Potim, no interior
de São Paulo - Imagem: Bruna Capasciutti/TV Vanguarda
O banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, está em isolamento por 10 dias na Penitenciária 2 de Potim, no interior de São Paulo, após ser transferido para a unidade na manhã desta quinta-feira (5).

Vorcaro foi preso na quarta-feira (4) em São Paulo, em uma nova fase da operação da Polícia Federal que investiga um suposto esquema bilionário de fraudes financeiras.

Transferência

Vorcaro foi transferido para Potim por volta das 7h30. Ele saiu do Centro de Detenção Provisória (CDP) de Guarulhos e percorreu cerca de 150 quilômetros até a cidade do Vale do Paraíba em uma caminhonete da secretaria adaptada para transporte de presos.

Na chegada ao presídio, o banqueiro foi colocado em uma cela de isolamento — procedimento padrão para novos detentos. Após um período de cerca de dez dias, ele deve ser encaminhado para o pavilhão do regime fechado.

A Penitenciária II de Potim tem capacidade para 844 detentos e atualmente abriga 472 presos, segundo dados da Secretaria da Administração Penitenciária (SAP). Os dados foram atualizados nesta quarta-feira (4).

A medida faz parte do procedimento padrão aplicado a presos que chegam ao sistema prisional paulista. No momento da transferência, o banqueiro já vestia o uniforme fornecido pela SAP, com calça caqui e camiseta branca.

Polcícia Federal prende novamente Daniel Vorcaro, dono do Banco Master - Imagem: Reprodução

"Segundo apuração do g1, Vorcaro ficará em isolamento por cerca de dez dias, período que corresponde à fase inicial chamada de procedimento de inclusão."

Nessa etapa, obrigatória para todos os presos que ingressam no sistema prisional, são feitos procedimentos administrativos e de segurança.

Entre eles estão revista pessoal e de objetos, higienização obrigatória, corte de cabelo no padrão da unidade, registro fotográfico e coleta de impressões digitais. Também ocorre a substituição das roupas civis pelo uniforme do presídio.

Objetos pessoais que não podem permanecer com o detento ficam guardados pela administração da unidade.

Detalhes da Penitenciária II de Potim - Imagem: Arte/g1
Durante essa fase inicial, o preso também passa por exame médico admissional, que deve ocorrer em até 48 horas após a entrada no sistema, além de entrevistas com equipes de segurança, disciplina e reintegração social.

"Após o período de inclusão, começa o chamado regime de observação, que pode durar até 20 dias."

Nesse período, dependendo da estrutura da unidade, o preso pode permanecer em cela separada do restante da população carcerária e tem direito a até duas horas diárias de banho de sol, em horário diferente dos demais detentos.

Atividades de trabalho e estudo ainda não são permitidas nessa fase.

Rotina e alimentação dos custodiados

Em nota ao g1, a SAP informou que “as movimentações de custodiados são realizadas conforme o planejamento e os protocolos internos da Secretaria da Administração Penitenciária”.

A secretaria afirmou ainda que “a alimentação servida segue um cardápio padrão, que é disponibilizado a todos os custodiados da unidade”.

Mesmo durante o isolamento inicial, o preso mantém o direito de falar com o advogado e pode receber visitas de pessoas previamente autorizadas, conforme decisão da direção da unidade.

Depois dessas etapas, o detento passa a integrar o pavilhão do regime fechado, onde segue a rotina normal do presídio.

O banqueiro Daniel Vorcaro, preso e transferido para Potim nesta quinta-feira (5), receberá a alimentação padrão dos presos da Penitenciária II da cidade, segundo a SAP (Secretaria da Administração Penitenciária). Entre os itens, estão café com leite, pão com margarina, além de arroz e feijão.

O empresário Fernando Sastre, que matou o motorista de aplicativo Ornaldo da Silva Viana e
o médico Roger Abdelmassih, cumprem pena na Unidade Prisional — Foto: Reprodução
A alimentação nas unidades prisionais do estado segue um cardápio padrão, segundo um ofício da pasta criado em 2022 para padronizar as refeições oferecidas no sistema prisional.

O modelo prevê quatro refeições diárias: café da manhã, almoço, jantar e ceia. No café da manhã, os presos recebem itens como café com leite acompanhado de pão com margarina.

Já no almoço e no jantar, as refeições costumam ter arroz e feijão como base. O cardápio inclui ainda um prato principal, guarnição, salada e sobremesa.

Entre as opções de proteína previstas estão frango, carne bovina, carne suína, peixe, ovos e embutidos, preparados de diferentes formas ao longo da semana.

As guarnições podem variar entre alimentos como farofa, polenta, macarrão, batata e legumes refogados ou cozidos. A sobremesa geralmente é fruta ou doce. Na ceia, normalmente são servidos pão ou bolacha acompanhados de refresco ou chá.

A unidade passou a receber presos envolvidos em casos de grande repercussão nacional após mudanças no perfil do sistema prisional paulista no ano passado.

Fonte: G1