Maycon Roslen de Melo mandava mensagens ameaçando a vítima para retirar a denúncia de violência doméstica.
Por Ana Paula Chuva
29/07/2026
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| Maycon Roslen de Melo em foto divulgada em 2021, quando assumiu como adjunto da "Federalzinha" - Imagem: Divulgação |
A vítima descobriu o equipamento após perceber que, mesmo mantendo uma rotina discreta, o investigado sabia exatamente onde ela estava. A revelação do rastreador consta nos autos que tramitam na Justiça.
Segundo os relatos anexados ao inquérito, a mulher tentou romper a vigilância mudando-se para o interior do Estado, em busca de refúgio e segurança. No entanto, por meio do monitoramento em tempo real do veículo, Maycon descobriu a localização da ex e se deslocou da Capital até o município do interior para confrontá-la, ignorando a medida protetiva.
Além do rastreador, os autos apontam um histórico de abusos psicológicos, chantagens emocionais com ameaças de suicídio e tentativa de uso de terceiros, como familiares do próprio investigado, para pressionar a vítima e testemunhas a retirarem as representações criminais contra ele.
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| O policial penal Maycon Roslen de Melo, de 45 anos se encontrava como diretor do PTran (Presídio de Trânsito de Campo Grande) - Imagem: Reprodução |
“A gravidade concreta da conduta do investigado, que não se conforma com o fim do relacionamento e adota comportamento obsessivo e de vigilância contínua, revela acentuada periculosidade”, diz o juiz na decisão.
Segundo informações levantadas pela reportagem, Maycon havia se apresentado espontaneamente à Unidade Mista de Monitoramento Virtual da Agepen na última sexta-feira (24), quando passou a utilizar tornozeleira eletrônica por determinação judicial.
A ordem de prisão foi expedida na segunda-feira (27) e cumprida na terça-feira (28), após ele supostamente ter descumprido as medidas impostas pela Justiça. O mandado foi cumprido por equipes da 1ª Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher). O processo administrativo instaurado pela Corregedoria da Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário) determinou o afastamento do cargo de direção, e Maycon foi encaminhado para uma cela no Centro de Triagem Anísio Lima, no Jardim Noroeste.
Maycon Roslen de Melo é servidor da Agepen há 25 anos, desde novembro de 2001. Conforme o Portal da Transparência, recebeu remuneração líquida de R$ 12.241,51 em junho deste ano.
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| O policial penal foi encaminhado para o Centro de Triagem Anísio Lima subordinado à Agepen - Imagem: Reprodução |
Ele já foi o diretor-adjunto da Penitenciária Estadual Masculina de Regime Fechado da Gameleira II, conhecida como "Federalzinha", e diretor do Estabelecimento Penal “Máximo Romero”, em Jardim. Formado em Direito e pós-graduado em Gestão Prisional e Gerenciamento de Crises, Maycon também já atuou como chefe de Disciplina na Casa do Albergado, na Capital.
Agepen
Por meio de nota, a Agepen informou que "a corregedoria acompanhou o cumprimento da ordem judicial e instaurou procedimento administrativo disciplinar para apurar a responsabilidade do servidor, observando o devido processo legal, o contraditório e a ampla defesa".
"O servidor foi preventivamente afastado de suas funções de chefia e direção em razão do cumprimento do mandado judicial. Independentemente da apuração criminal, a legislação aplicável aos servidores públicos estaduais prevê a apuração administrativa de condutas que possam configurar infração disciplinar, ainda que os fatos investigados tenham ocorrido na esfera da vida privada, nos termos do artigo 218, inciso XIII, da Lei Estadual nº 1.102/1990, sem prejuízo da análise quanto ao eventual descumprimento dos princípios que regem a Administração Pública", completa o texto.
Fonte: Campo Grande News


































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