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09 junho 2026

Três são presos por plano para matar promotor em São Paulo; PC, PP e ex-Estagiário do MPSP

Segundo as investigações, eles estariam envolvidos em um plano para matar um promotor do Gaeco e em um esquema de extorsão de investigados.

Por Isabela Leite, GloboNews e g1 SP

09/06/2026

Operação prende ex-estagiário do MP de SP, chefe de investigadores, policial penal e
ex-policial civil suspeitos de serem infiltrados do PCC - Imagem: Divulgação
Uma operação do Ministério Público de São Paulo prendeu nesta terça-feira (9) um chefe de investigadores da Polícia Civil, um ex-policial civil e um ex-estagiário do próprio MP suspeitos de serem infiltrados do PCC.

Segundo as investigações, eles estariam envolvidos em um plano para matar um promotor do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), do MP, e também fariam parte de um esquema para extorquir dinheiro de investigados, incluindo integrantes da facção criminosa acusados de planejar a morte desse promotor.

O ex-estagiário é acusado de usar bancos de dados do MP para identificar criminosos e extorquir dinheiro deles em troca de suposta proteção nas investigações. Ele teria contado com a ajuda do policial penal e do ex-policial presos. O chefe de investigadores preso na operação também é suspeito de passar informações privilegiadas, em troca de dinheiro, a um criminoso investigado pela polícia.

Além dos três mandados de prisão temporária, havia dez de busca e apreensão nas cidades de Campinas e Cardoso, no interior de São Paulo, incluindo contra um policial penal.

Por envolverem suspeitos integrantes da Polícia Civil e da Polícia Penal, além do 1º BAEP, participam da operação as Corregedorias da Polícia Civil e da Polícia Penal, e a Comissão de Prerrogativas da OAB, especificamente para as buscas em escritório de advocacia.

O chefe de investigadores preso atuava na Delegacia de Investigação sobre entorpecentes (Dise) de Campinas na época de duas operações para apurar os planos de atentado contra um promotor e também um esquema de lavagem de dinheiro ligado a dois traficantes.

O ex-estagiário, que hoje é advogado, trabalhava em uma promotoria criminal do MP de Campinas e o ex-policial civil preso o teria ajudado.

A Operação Infiltrados é um desdobramento de duas operações deflagradas no ano passado:

Operação Pronta Resposta: deflagrada em agosto, apurou a atuação de organização criminosa ligada ao PCC que, dentre outros crimes, estaria planejando um atentado contra a vida do promotor de Justiça do Gaeco Amauri Silveira Filho.

Operação Off White: deflagrada em 30 de outubro de 2025 - realizada para desmantelar um esquema de lavagem de dinheiro ligado a dois dos traficantes mais procurados do Brasil. Entre eles, um dos principal chefes em liberdade do PCC: Sérgio Luiz de Freitas (Mijão ou Xixi).

Em nota, o MP afirmou que "todos os fatos estão sob apuração no Gaeco e o apoio das Polícias Militar, Civil e Penal demonstra que as instituições estão trabalhando em conjunto para a depuração de seus quadros, garantindo que a sociedade sempre tenha à disposição um serviço público eficiente, contínuo e transparente."

Investigação

Nos últimos meses, as investigações do Gaeco indicaram que, uma semana antes da deflagração da operação Pronta Resposta, um dos principais acusados, responsável direto pela execução do plano para matar o promotor de justiça do Gaeco, se reuniu com o chefe dos investigadores da Dise de Campinas.

No material apreendido, foram localizados vídeos que mostram o encontro realizado entre os investigados, justamente às vésperas da deflagração da operação que viria a frustrar o suposto atentado contra o membro do Ministério Público.

O Gaeco apura as informações privilegiadas e sensíveis que teriam sido repassadas ao criminoso pelo investigador de polícia.

Em outro foco investigativo também decorrente das Operações Pronta Resposta e Off White, o Gaeco descobriu que um dos principais membros da organização criminosa estava sendo vítima de extorsão, praticada por agente que se valia de informações privilegiadas.

Com o aprofundamento do trabalho, o Gaeco apurou que o responsável direto pela extorsão praticada contra o membro da organização criminosa seria um então estagiário do próprio Ministério Público que, ao que tudo indica, meses antes, teria propositadamente se infiltrado em uma das Promotorias de Justiça Criminais de Campinas para fins criminosos.

Utilizando os bancos de dados e sistemas de pesquisa e contando com o auxílio de outros agentes públicos, o então estagiário teria conseguido identificar criminosos de alto poder econômico e extorquido dinheiro em troca de suposta proteção nas investigações.

Entre esses agentes públicos, estariam o policial penal e o ex-policial civil, alvos da operação desta quinta. O policial civil já tinha sido expulso anos atrás pelo crime de extorsão mediante sequestro. Também foram colhidos elementos que apontam que os atos de extorsão teriam sido praticados pela internet em um escritório de advocacia.

Prédio do Ministério Público de São Paulo — Foto: Reprodução/GloboNews
Na análise de um celular apreendido com Maurício Silveira Zambaldi, o "Dragão", empresário preso no ano passado suspeito de participar de plano para matar o promotor, foi encontrada uma cobrança de R$ 500 mil para que não fossem enviadas informações para o Gaeco sobre a atuação dele.

A pessoa dizia ser de Balneário Camboriú (SC), mas o Gaeco descobriu que se tratava de um advogado que, na época, trabalhava em uma Promotoria Criminal do MP de Campinas e acessava processos ligados à organização criminosa e de outros “potenciais alvos” de extorsão.

Ainda não se sabe se algum investigado chegou a pagar pelas informações oferecidas. A operação desta terça tem como objetivo também colher mais provas e elementos sobre essa questão.

O então estagiário pediu para sair da Promotoria semanas após as operações que envolviam o alvo "Dragão" e foi trabalhar em um escritório de advocacia na região de Campinas, que também foi alvo de buscas na Operação Infiltrados.

Fonte: G1

18 maio 2026

Sete detentos são contidos após princípio de rebelião na Penitenciária Masculina de Ribeirão Preto/SP

Confusão começou dentro da Unidade Prisional, mas foi controlada rapidamente. Um boletim de ocorrência foi registrado.

Por g1 Ribeirão e Franca

18/05/2026

A Penitenciária Masculia de Ribeirão Preto tem a custódia de 1.571 sentenciados, mas que tem uma capacidade para apenas 865 presos, o que evidencia uma população quase 100% acima de sua capacidade
Sete detentos foram contidos na manhã desta segunda-feira (18) após um princípio de rebelião na Penitenciária de Ribeirão Preto (SP), na Rodovia Abrão Assed (SP-333).

A confusão começou dentro da Penitenciária, mas foi controlada rapidamente, de acordo com informações da Polícia Civil. Um boletim de ocorrência foi registrado.

Até a última atualização desta reportagem, as identidades dos envolvidos não tinham sido reveladas. O motivo da briga também não foi divulgado.

A Penitenciária de Ribeirão Preto conta atualmente com 1571 homens, segundo o próprio site da SAP-SP, o que evidencia uma população quase 100% acima de sua capacidade projetada. 

Ao g1, a Secretaria da Administração Penitenciária informou que o caso começou quando um dos presos ateou fogo no colchão da cela que habitava.

"O foco foi rapidamente controlado e o custodiado foi retirado do local pelos próprios servidores da unidade, ficando isolado dentro do presídio. O Grupo de Intervenção Rápida (GIR) está no local dando apoio a uma revista no pavilhão onde aconteceu a ocorrência".

Diferente do que foi anunciado em Programa Televisivo, o princípio de rebelião ocorreu na Penitenciária Masculina de Ribeirão Preto e não no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Ribeirão Preto

Fonte: G1

Correções: Leandro Leandro.

01 maio 2026

MC Ryan, fã de Pablo Escobar é transferido do CDP do Belém para a P II de Mirandópolis no interior de SP

OUTRO LADO: defesa não comentou transferência; em ocasião anterior, negou qualquer relação do cantor com crimes. Cantor preso em operação que apura lavagem de R$ 1,6 bilhão foi levado para Mirandópolis (SP)

Bárbara Sá

Paulo Eduardo Dias

1º.mai.2026 

Durante buscas na residência de MC Ryan SP a PF encontrou um colar de ouro com a imagem de
Pablo Escobar sobreposta ao mapa do estado de São Paulo, símbolo que, para a investigação, reforça
 a conexão ideológica e operacional com o universo do narcotráfico imagem: Reprodução
São Paulo - O funkeiro MC Ryan SP foi transferido na manhã de quinta-feira (30) do Centro de Detenção Provisória (CDP) do Belém, na zona leste de São Paulo, para a Penitenciária 2 de Mirandópolis, no interior do estado. Procurada, a SAP (Secretaria de Administração Penitenciária) confirmou por e-mail a transferência do investigado.

A reportagem apurou que a decisão da mudança partiu da secretaria. Ryan foi preso no dia 15 de abril durante uma operação que investiga uma organização criminosa suspeita de movimentar mais de R$ 1,6 bilhão por meio de lavagem de dinheiro e transações ilegais. Até então, ele estava no CDP.

A penitenciária de Mirandópolis abriga presos ligados ao PCC (Primeiro Comando da Capital), o que é uma realidade majoritária entre as unidades prisionais paulistas. Embora uma relação direta com a facção não tenha sido demonstrada pela investigação até aqui, Ryan e seu entorno são suspeitos de ter conexões com a organização.

Mc Ryan foi preso em operação da Polícia Federal; cantor foi levado para Mirandópolis - @imcryansp no Instagram
Essa acusação parte principalmente das investigações contra produtoras de funk acusadas de lavar dinheiro do PCC. Os documentos da PF mostram que Ryan e empresas ligadas a ele receberam dinheiro dessas produtoras.A reportagem buscou o advogado Felipe Cassimiro, que representa o artista, por meio de mensagem, mas não obteve retorno até esta sexta-feira (1º). Em manifestações anteriores, a defesa negou qualquer envolvimento do cantor em atividades criminosas. A SAP não comentou oficialmente os motivos das transferências.

A prisão de Ryan ocorreu durante uma festa na Riviera de São Lourenço, em Bertioga, no litoral paulista. Na mesma data, também foram detidos o cantor MC Poze do Rodo, o influenciador Raphael Sousa Oliveira, criador da página Choquei, além de outros investigados.

Segundo a investigação, o grupo utilizava a indústria audiovisual e o showbusiness digital para integrar atividades ilícitas, associando tráfico de drogas, jogos de azar e rifas digitais à imagem de influenciadores com grande alcance nas redes sociais.

55 carros de luxo, 120 armas, R$ 300 mil em dinheiro e relógio Rolex apreendido
em operaçãoda PF contra funkeiros e influenciadores  - Imagem: Reprodução
Durante interrogatório, Ryan detalhou sua estrutura financeira. Ele afirmou ser proprietário de empresas ligadas à carreira artística, como a Bololo Records Entretenimentos, voltada ao agenciamento de artistas, além da Mc Ryan SP Produção Artística Ltda e de uma holding patrimonial. De acordo com o cantor, essas empresas concentram receitas provenientes de shows, publicidade e direitos autorais.

Ryan declarou possuir imóveis avaliados em milhões de reais, como a casa onde mora, além de apartamentos e uma chácara em Goiás. Também mencionou veículos de alto padrão. Conforme o depoimento, todos os bens estão declarados no imposto de renda.

Afirmou não ter ciência de operações com dinheiro em espécie ou criptoativos, como usdt, nem participação em grupos de mensagens voltados a remessas de valores.

Ele negou práticas investigadas, como fracionamento de valores, uso de interpostas pessoas (laranjas), compensações informais e transporte de dinheiro em espécie, além de qualquer movimentação ilícita em suas contas.

55 carros de luxo, 120 armas, R$ 300 mil em dinheiro e relógio Rolex apreendido
em operaçãoda PF contra funkeiros e influenciadores  - Imagem: Reprodução
Sobre transferências de menor valor, disse que, "por questões operacionais bancárias e de preservação", repassa quantias a colaboradores para pagamento de despesas de produção musical, como contratação de modelos e custos de gravação, funcionando como reembolso.

Outro ponto citado pela PF envolve o volume de microtransações via Pix. Segundo o cantor, esses valores podem estar ligados a pagamentos por publicidade de apostas e a transferências feitas por fãs.

Oraganograma da lavagem do dinheiro segundo a Polícia Federal - Imagem: Reprodução
O depoimento também menciona o uso de contas de terceiros. Ryan afirmou que, por limitações operacionais bancárias, utiliza contas de colaboradores para realizar pagamentos ligados à sua atividade, com posterior compensação, e negou qualquer relação com ocultação de recursos.

A operação que levou à prisão dos investigados é um desdobramento da Operação Narco Bet, deflagrada em outubro do ano passado. As investigações apontam que o grupo movimentava valores em escala bilionária por meio de empresas de fachada, contas de terceiros e fragmentação de transferências para dar aparência de legalidade aos recursos.

O narcotraficante Pablo Escobar foi o criminoso mais poderoso, notório e rico da história, líder
do Cartel de Medellín, entre 1970 e 1990, ele controlou cerca de 80% do tráfico mundial de
cocaína, acumulou uma fortuna que o colocou na lista da revista Forbes  por 07 anos consecutivos - Imagem: Reprodução
Dados do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) e diálogos extraídos da nuvem vinculada ao contador Rodrigo Morgado indicam que as movimentações financeiras suspeitas seguiram ativas ao longo do segundo semestre de 2025, inclusive em dezembro. Morgado já havia sido preso anteriormente sob suspeita de atuar na lavagem de dinheiro ligada ao tráfico internacional de drogas por meio de apostas online.

As investigações apontam que ele exercia papel central na engrenagem financeira do esquema, atuando como intermediador na movimentação de recursos, com uso de contas de terceiros, empresas e criptoativos.

Fonte: Jornal Folha de São Paulo


24 abril 2026

Mais 04 anos e Tarcísio quebra a SAP: Superlotação atinge maioria dos presídios do Oeste e Centro-Oeste paulista; vídeo

03 Unidades Prisionais do Oeste Paulista se encontram com população carcerária acima de 90% de suas capacidades, familiares reclamam e Defensoria Pública denuncia que não existe a ressocialização.

Tem Notícias 2ª Edição - Bauru/Marília

24/04/2026

Na Unidade Prisional de Getulina segundo denúncias em celas que comportam em média
10 presos, abrigam atualmente devido a superlotação 35 sentenciados cada uma delas- Imagem: Reprodução
Um levantamento do TN2 revela que 38 das 44 unidades prisionais de regime fechado do oeste e centro-oeste paulista operam acima da capacidade, com 23 mil presos a mais do que o sistema comporta. O cenário preocupa familiares, mobiliza a Defensoria Pública e expõe o desafio da ressocialização diante da superlotação.

Falta de higiene, má qualidade da alimentação e superlotação são algumas da reclamações mais frequentes de familiares e autoridades da Defensoria Pública.

Cresce o número de presos em São Paulo

Fonte: G1

Justiça condena Estado de SP por tortura em Semiaberto de Pres. Prudente em decisão inédita; e multa de R$258 mil

Exames apontaram lesões em 14 detentos e levaram à condenação do Estado de São Paulo por tortura coletiva. Decisão é considerada inédita e fixou indenização coletiva em R$ 258 mil.

Por Beatriz Jarins, Stephanie Fonseca, g1 Presidente Prudente e Região

24/04/2026 

Defensoria gravou presos feridos um dia depois de ação do Grupo de Intervenção Rápida
A condenação recente do Estado de São Paulo para a indenização coletiva de R$ 258 mil ocorreu após comprovação de lesões corporais sofridas por 14 detentos do Anexo de Semiaberto da Penitenciária de Presidente Prudente (SP), em 2015.

Proferida pela 1ª Vara da Fazenda Pública em abril deste ano, a sentença atende a uma ação civil pública da Defensoria Pública do Estado de São Paulo. Na decisão, a Justiça também destacou inconsistências no Relatório Informativo de Operação, elaborado pelo Grupo de Intervenção Rápida (GIR).

Conforme a sentença, as agressões aos detentos foram registradas em 28 de setembro de 2015. No entanto, o relatório sobre a operação foi elaborado apenas sete meses depois, em 12 de abril de 2016, e o documento ainda sofreu modificação em 19 de agosto do mesmo ano.

Segundo a Justiça, a demora para a elaboração do relatório compromete significativamente a confiabilidade das informações registradas. "A elaboração tardia de registro administrativo, desacompanhada de justificativa plausível, fragiliza a presunção de legitimidade e veracidade", pontua a decisão.

Início da investigação

A operação foi determinada por um juiz após um preso relatar ameaças de outros detentos, que o acusavam de pretender denunciá-los por posse de facas e celulares.

Com base apenas nesse depoimento, e sem investigação prévia, o GIR foi acionado e não encontrou os objetos, segundo a decisão. O próprio Grupo de Intervenção Rápida informou que não houve resistência dos presos. Os detentos apontados acabaram absolvidos.

Já os arquivos analisados pela Justiça reúnem informações e documentos que expõem a intimidade dos presos. Entre os registros, constavam relatos de humilhações, agressões e sofrimentos de natureza extremamente pessoal, além de laudos periciais.

Enquanto o Estado de São Paulo alegou em sua defesa que a ação do GIR foi legítima e pautada pelo uso proporcional da força, o conjunto de provas analisado pela Justiça apontou o contrário.

Preso cadeirante ferido na perna durante ação em presídio de Presidente Prudente - Imagem: Reprodução/Defensoria

Agressões sofridas

No caso, os laudos de exame de corpo de delito atestaram que 14 detentos sofreram lesões corporais de natureza leve, todas provocadas por "agente contundente". A quantidade de vítimas e a similaridade das lesões em um mesmo episódio reforçaram que não se tratou de uma situação isolada.

Conforme a decisão, as situações "indicam uma ação violenta generalizada e padronizada, incompatível com o uso diferenciado e proporcional da força".

De acordo com a ação, cerca de 240 presos foram submetidos a uma revista geral sob violência física e psicológica durante aproximadamente duas horas e meia. Ainda segundo o relato, cerca de 40 agentes do GIR teriam ingressado no local sem enfrentar resistência.

Além disso, de maneira considerada desproporcional, os agentes proferiram xingamentos, desferiram socos, chutes e golpes com cassetetes, inclusive com uso do chamado "corredor polonês", além de dispararem balas de borracha.

Entre os feridos estavam um idoso e um cadeirante, com lesões nas costas e nádegas. Ao final da operação, nenhum preso foi acusado de falta grave, tendo sido apreendidos apenas objetos como cachimbos artesanais, baralhos e uma moeda.

Defensoria gravou presos feridos um dia depois de ação do GIR

Decisão

A juíza responsável pelo caso destacou que a atuação extrapolou os limites legais e violou a integridade física e moral de pessoas sob custódia estatal, o que configura responsabilidade objetiva do Estado.

Diante dos fatos e análise das circunstâncias concretas, a Justiça decretou, por meio da Ação Civil, que o Estado foi condenado a pagar a indenização de R$ 258.115, pela extrema gravidade dos fatos e natureza institucional da violência.

O valor da indenização será revertido ao Fundo de Interesses Difusos (FID), voltado a políticas públicas de caráter coletivo.

A decisão é considerada inédita por ser a primeira ação com condenação indenizatória coletiva proposta pela Defensoria Pública por tortura em presídio. O episódio também foi internacionalizado e é apontado como o primeiro caso aceito pelo Comitê contra a Tortura da ONU contra o sistema prisional brasileiro.

Para a Justiça, a condenação tem dupla função: reparar o dano causado à coletividade e atuar de forma pedagógica, desestimulando a repetição de condutas semelhantes por agentes públicos.

Ao g1 e à TV TEM, a Procuradoria Geral do Estado (PGE) informou, nesta sexta-feira (24), que o Estado de São Paulo ainda não foi intimado da decisão.

Segundo consta no documento, o Estado pode recorrer da decisão em até 15 dias úteis, a contar a partir da data da publicação, em 8 de abril deste ano.

Fonte: G1

Privatiza que melhora: Terceirizados de Penitenciária no PR cobravam R$ 10 mil para entrada de celulares em celas; vídeo

Quatro pessoas foram presas. Luiz Carlos Ferreira Drehmer, o principal suspeito, segue foragido.

Por Bruno Fernandes, g1 PR e RPC Foz do Iguaçu

24/04/2026

43 celulares foram apreendidos durante operação - Foto: Polícia Civil do Paraná
Quatro pessoas foram presas em uma operação da Polícia Civil que investiga um esquema de corrupção dentro da Cadeia Pública de Pato Branco, no sudoeste do Paraná. Segundo a investigação, terceirizados da unidade cobravam até R$ 10 mil via Pix de cada preso para permitir a entrada ilegal de celulares.

O principal suspeito, Luiz Carlos Ferreira Drehmer, de 38 anos, está foragido. A identidade dos demais envolvidos e presos não foi divulgada.

A ação foi realizada na manhã desta quinta-feira (23) e cumpriu quatro mandados de prisão e 21 de busca e apreensão.

Suspeito Luiz Carlos Ferreira Drehmer, de 38 anos, apontado como principal envolvido
no esquema segue foragido - Foto: Polícia Civil do Paraná
Os alvos incluem monitores de ressocialização prisional, detentos e familiares envolvidos no esquema. Com um dos suspeitos foram apreendidos 43 celulares.

“É uma investigação que apura a entrada irregular de celulares no Depen de Pato Branco. Identificamos um monitor que recebia valores de presos e familiares e, em troca, levava aparelhos para dentro da cadeia. O valor chegava a R$ 10 mil por celular”, explicou a delegada Aline Simadon.

A investigação, conduzida pelo Núcleo de Investigações Qualificadas (NIQ) da 5ª Subdivisão Policial, começou após denúncia do próprio Departamento de Polícia Penal (Depen-PR).

A polícia teve acesso ao extrato bancário dos envolvidos no esquema e identificaram que, em apenas uma das contas, foi movimentado mais de R$ 90 mil. Segundo a investigação, o esquema teve início em 2025.

Quatro suspeitos são presos por faciliar acesso de presos a celulares

Os envolvidos podem responder por corrupção ativa e passiva, facilitação da entrada de aparelhos de comunicação em unidade prisional e associação criminosa.

A operação, batizada de “Repugna”, contou com o apoio do Depen-PR, do Núcleo de Operações com Cães e de equipes policiais da região Sudoeste.

Fonte: G1/PR

22 abril 2026

Ex-cabo da Rota é principal suspeito de vazar informações sigilosas ao PCC

Um cabo que atuou na Rota (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar) é o principal alvo de um inquérito que apura o vazamento de informações sigilosas de operações da Polícia Militar para narcotraficantes ligados ao PCC (Primeiro Comando da Capital).

Josmar Jozino

Colunista do UOL

21/04/2026

Policiais da Rota (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar) de São Paulo - Imagem: Danilo Verpa/Folhapress
Segundo as investigações, mantidas em segredo de Justiça, o cabo atuava na agência de inteligência da Rota. Denúncias feitas à PM apontam que o militar foi o que mais repassou informações sobre ações policiais aos grandes traficantes de drogas do PCC.

Ainda de acordo com a denúncia recebida pela PM, foram beneficiados com o vazamento das informações os narcotraficantes assassinados Anselmo Becheli Santa Fausta, o Cara Preta, Cláudio Marcos de Almeida, o Django, e Sílvio Luiz Ferreira, o Cebola, este último foragido da Justiça.

Os três criminosos eram acionistas da empresa de ônibus UPBUs, da zona leste, alvo da Operação Fim da Linha, deflagrada em abril de 2024 pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial e de Combate ao Crime Organizado), órgão do MP-SP (Ministério Público Estadual), por suspeita de lavagem de dinheiro para o PCC.

Proibido de frequentar o quartel

As denúncias indicam ainda que o cabo protegia os negócios e os interesses dos criminosos. Ele também é suspeito de participar de festas na casa de integrantes do PCC em uma cidade do interior paulista, onde os frequentadores andavam de moto aquática em um rio próximo.

Por causa das suspeitas de ter vazado as informações, o cabo foi desligado da agência de inteligência e transferido para outro departamento da Polícia Militar. Ele também foi proibido de circular no quartel da Rota.

O então cabo da PM, foi proibido de circular no Quartel, cujo Prédio da Rota se localiza na
região da Luz, Centro da cidade de São Paulo — Foto: Divulgação/Rota/Facebook

A Justiça Militar mandou abrir um novo IPM (Inquérito Policial Militar) para apurar se foi o cabo quem vazou ao PCC, por R$ 5 milhões, um áudio com o teor da conversa de um informante com o promotor de Justiça Lincoln Gakiya, um policial penal e PMs no quartel da Rota. O cabo e mais seis militares são investigados.

O outro IPM havia sido instaurado em outubro de 2024, mas acabou arquivado e tinha como alvo principal o cabo e os outros seis policiais militares que atuaram no serviço de inteligência da Rota. Um deles está preso no Presídio Militar Romão Gomes.

A reunião com o informante aconteceu em 6 de outubro de 2021. Ele foi ouvido por Lincoln Gakiya, do Gaeco de Presidente Prudente. Um policial penal da mesma região, da estrita confiança do promotor de Justiça, acompanhou a conversa, assim como alguns PMs da Rota.

O MP-SP e a Corregedoria da Polícia Militar apuraram que o PCC pagou R$ 5 milhões para ter acesso ao áudio. O vazamento das informações sigilosas impediu as prisões dos narcotraficantes ligados ao PCC e de líderes da organização criminosa. Até agora ninguém sabe quem recebeu o dinheiro.

Fonte: UOL

Vídeo: Jornal da Band