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19 março 2026

Tarcísio envia PL a Alesp com reajuste de 10% para PM e PC; SAP convoca sindicalistas em caráter de urgência

Governador havia dito por meio de assessores que o projeto seria enviado na próxima semana, dia 24/03, porém o envio foi antecipado.

Por Beatriz Manfredini 
19/03/202

Governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas chega para visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro
na Papudinha em Brasília - Imagem: Brenno Carvalho/Agência O Globo
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicou), antecipou e enviou nesta quinta-feira (19) à Alesp o pacote de valorização das forças de segurança. O principal ponto é o reajuste salarial de 10% para policiais — índice que não atende à pressão da categoria por aumento em dois dígitos, como antecipado pela coluna.

Nos bastidores, o envio estava previsto para a próxima semana, mas foi acelerado após a finalização do texto. A leitura no Palácio dos Bandeirantes é de que há ambiente para tramitação em regime de urgência, o que deve encurtar o caminho até a aprovação.

O impacto fiscal estimado é de cerca de R$ 1 bilhão já em 2026, podendo chegar a R$ 1,75 bilhão nos dois anos seguintes. O governo sustenta que o reajuste — que alcança mais de 198 mil profissionais, entre ativos e inativos — não compromete as contas do estado.

O pacote enviado à Assembleia vai além do aumento. São quatro projetos de lei, incluindo a reestruturação das carreiras das polícias Militar, Civil e Científica.

Na PM, a proposta prevê o fim da graduação de soldado de segunda classe e mudanças no fluxo de promoções. Já na Polícia Civil, o novo modelo cria progressão periódica até a classe especial, permitindo que policiais cheguem ao topo da carreira em cerca de 18 anos, desde que cumpram critérios de tempo, formação e disciplina.

Com o novo reajuste, a gestão Tarcísio acumula cerca de 35% de aumento para a categoria. Considerando o reajuste concedido ainda no fim do governo Rodrigo Garcia o ganho total chega a aproximadamente 55%.

Além disso, o governo prepara um pacote paralelo de investimentos de quase R$ 6 bilhões na segurança pública, previsto no orçamento da SSP de 2026. Estão na lista a compra de cerca de 600 viaturas, novos fardamentos e armamentos, além de reformas em delegacias, quartéis e unidades do IML.

Outro aceno à categoria é o programa Moradia Segura, que deve liberar 1.850 cartas de crédito habitacional para profissionais da segurança.

O e-mail foi enviado as Entidades Sindicais na tarde desta quinta-feira - Imagem: Reprodução

Polícia Penal sem reajustes?

Neste Projeto de Lei enviado a Alesp nesta quinta-feira 19/03/2026, por ser assinado o mesmo pelo secretário da Segurança Pública, os policiais penais não foram contemplados, pois ainda que seja servidores da Segurança Pública, estão subordinados a Diretoria Geral da Polícia Penal, que por sua vez trabalha em conjunto com a SAP, Secretaria de Administração Penitenciária.

Esta por sua vez, na pessoa de seu secretário Marcello Streifinger, enviou comunicado em caráter de urgência aos Sindicatos da Categoria, na tarde de hoje também, para que compareçam em reunião marcada para o dia 20/03/2026 às 10:00 horas da manhã. 

O assunto não foi grifado ou cientificado no e-mail enviado, porém a lógica não permite raciocinar de forma que o secretário iria chamar os sindicalistas apenas para informar que os policiais penais não seriam contemplados com o reajuste dado as demais policias. O que resta dizer é que sim, o secretário Streifinger deve anunciar aos representantes da Categoria que os reajustes também serão estendidos à Polícia Penal de São Paulo.

Fonte: Jovem Pan/Leandro Leandro

Contraponto:

Estado de São Paulo abandonado

São Paulo está abandonado, o povo sofre enquanto o governador está acabando com os recursos
do Tesouro Público, déficit por 03 anos seguidos - Fonte: Tribunal de contas do Estado de SP (TCE-SP)
Apenas um detalhe, quem concedeu os reajustes de 20%, foi o ex governador João Doria e não seu sucessor Rodrigo Garcia, e Tarcísio enquanto administrador não deveria nunca somar os reajustes dados pelos governos anteriores às Forças de Segurança, senão os números chegariam a números muito maiores que 1.000%, e ele então acabaria por não dar reajuste algum alegando que já receberam, isso é uma idiotice somar seus míseros reajustes com os anteriores.

Quando ele fala estas asneiras ele demonstra toda a sua incapacidade de gerir o Estado, pois prometeu colocar os salários da Segurança Pública do Estado de São Paulo entre os 10 melhores salários do Brasil, e o que vemos é um verdadeira demonstração de pouco caso e desprezo de sua parte para com os profissionais da Segurança Pública que o apoiaram e votaram de forma maciça em sua administração, que tem se mostrado ser mais do mesmo que a gestão do PSDB fez por 28 anos ininterruptos em São Paulo. 

E com sua gestão ridicula e pífia está levando as Forças Policiais de São Paulo a sua quase degradação total. Policiais Militares, Civis e Penais sem efetivo de servidores, pois sem perspectivas de melhorias salariais, de equipamentos e de segurança profissional, sem contar os concursos fracassados, tem ocasionado uma verdadeira debandada em suas carreiras, com pedidos de aposentadorias, exonerações sem fim, suícidios e afastamentos psiquiátricos. 

Vejam os balancetes anuais do governador em 03 anos de governo em São Paulo! 

E quem está falando isso não é o deputado e nem eu, é o Tribunal de Contas do Estado de São Paulo!

Números não mentem, e a história de "gestor", cai por terra.

Leandro Leandro.

Comissão aprova PEC que torna carreiras de segurança atividade de risco e garante aposentadoria especial; e mais benefícios

Texto agora segue para uma comissão especial a ser criada pela Câmara dos Deputados.

Reportagem – Murilo Souza
Edição – Roberto Seabra
19/03/2026

Deputada Coronel Fernanda, relatora da PEC na CCJ - Imagem: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados
A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou na terça-feira (17) a admissibilidade da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 24/24, que reclassifica como atividade de risco e típica de Estado o trabalho de policiais (federais, civis, penais, militares, legislativos), bombeiros, guardas municipais e agentes socioeducativos. O texto segue agora para análise de uma comissão especial, a ser criada com essa finalidade.

Na prática, a reclassificação assegura a esses servidores proteção contra demissões arbitrárias e interferências políticas. Já a classificação como atividade de risco garante aos profissionais benefícios como adicionais e aposentadoria especial.

A PEC também altera a reforma da previdência de 2019 (Emenda Constitucional 103), que introduziu o conceito de idade mínima obrigatória para todas as aposentadorias.

A proposta permite que homens ocupantes desses cargos se aposentem aos 53 anos e mulheres aos 50 anos, com tempo mínimo de contribuição de 30 anos e 25 anos, respectivamente.

Integralidade e paridade

Pela PEC, até que uma lei complementar defina critérios diferenciados, incluindo idade e tempo de contribuição, quem entrou nas carreiras antes da reforma poderá se aposentar com o valor total do salário (integralidade) e com os mesmos reajustes dos servidores da ativa (paridade). Hoje, esse direito só vale para quem já cumpria os requisitos para aposentadoria na época da reforma.

Em casos de incapacidade permanente, o servidor terá direito ao valor integral da remuneração do cargo.

Pensões

Em relação às pensões, o texto da PEC aumenta o valor da cota familiar de 50% para 70% da aposentadoria do falecido, mais 10 pontos percentuais por dependente, até o limite de 100%.

Já o benefício para o cônjuge passará a ser vitalício e integral, retirando a exigência atual de que o óbito tenha ocorrido necessariamente em razão do exercício da função.

O texto também permite a acumulação de mais de uma pensão por morte dentro do mesmo regime de previdência para essas categorias, o que hoje é vedado.

A PEC é de autoria da deputada Antônia Lúcia (Republicanos-AC). Segundo ela, as mudanças pretendem compensar o estresse intenso e a exposição física a riscos diários enfrentados pelos profissionais.

“A aposentadoria diferenciada dos policiais não visa apenas a compensá-los pela exposição a condições de trabalho perigosas, insalubres ou lesivas à sua integridade física, mas também atende ao interesse da sociedade de não ter quadros das carreiras policiais com força de trabalho física e psicologicamente reduzida”, afirma a autora na justificativa.

Relatora na CCJ, a deputada Coronel Fernanda (PL-MT) apresentou parecer favorável.

Fonte: Agência Câmara de Notícias

18 março 2026

Policial penal é preso suspeito de levar drogas e celular para o CDP II de Guarulhos/SP

Ação conjunta deflagrada nesta quarta-feira (18/3) em São Paulo apura participação de policial penal, um detento e um familiar.

Júlia Queiroz

18/03/2026 

O policial penal foi preso na manhã desta quarta-feira, 18/03/2026 - Imagem: Reprodução/ METRÓPOLES
Em uma ação conjunta nesta quarta-feira (18/3), a Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em São Paulo (FICCO/SP), ligada à Polícia Federal (PF), prendeu um policial penal suspeito de introduzir drogas e celulares em uma prisão de São Paulo.

A investigação da Operação Custos Proditor apreendeu celulares no Centro de Detenção Provisória II de Guarulhos, na região metropolitana, no fim de 2025. A análise dos aparelhos revelou a existência de um esquema estruturado envolvendo o policial, um detento e um familiar.

Também foram descobertas diversas ameaças e tentativas de coação contra terceiros, com objetivo de impedir possíveis denúncias da presença dos celulares e drogas no presídio.

A operação cumpre três mandados de busca e apreensão e três mandados de prisão preventiva. A ação é uma colaboração entre o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), o Ministério Público de São Paulo (MPSP) e a Corregedoria da Polícia Penal.

A FICCO/SP é composta pela Polícia Federal, pela Secretaria de Administração Penitenciária do Estado de São Paulo (SAP/SP), pela Secretaria Nacional de Políticas Penais (SENAPPEN) e pela Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP/SP).

Fonte: METRÓPOLES

16 março 2026

Policial penal é preso em flagrante com maconha e munições escondidas em caixa de som em Dourados/MS

Conforme apurado, o servidor já vinha sendo investigado por suspeita de levar drogas para o interior da Unidade Prisional.

Por Clara Farias e Helio de Freitas

de Dourados | 16/03/2026 

Pacotes de maconha e cartuchos encontrados em caixa de som - Imagem: Leandro Holsbach/Alerta Dourados
Policial penal foi preso em flagrante na tarde deste domingo (15) em Dourados, após ser flagrado com porções de maconha e munições dentro do carro. O servidor, identificado como Leandro de Oliveira Silva, é lotado na PED (Penitenciária Estadual de Dourados) e vinha sendo investigado por suspeita de levar drogas para dentro da unidade.

De acordo com informações apuradas pela reportagem, o policial atua no setor de videoconferência da penitenciária, espaço utilizado para que detentos participem de audiências judiciais de forma remota.

Segundo a polícia, Leandro foi abordado pela Polícia Militar após denúncia de que estaria transportando entorpecente em um Honda City cinza, ano 2018, com placas de Itápolis (SP). A abordagem ocorreu nas proximidades da Praça do Cinquentenário, na região leste da cidade.

 Leandro de Oliveira Silva, policial penal da Penitenciária Estadual de Dourados
foi preso em flagrante neste domingo (15) - Imagem: Divulgação
Durante a vistoria no veículo, os policiais encontraram uma caixa de som portátil nova, trazida do Paraguai. Dentro do equipamento estavam escondidos dois pacotes de maconha, totalizando cerca de 400 gramas, além de seis cartuchos de calibre .38.

Ainda conforme apurado, o policial penal já vinha sendo investigado pelo setor de inteligência da Polícia Penal em conjunto com outras forças de segurança por suspeita de levar drogas para dentro da penitenciária, possivelmente a serviço de facção criminosa.

No sábado (14), ele chegou a ser abordado pela PRF (Polícia Rodoviária Federal) quando retornava de Ponta Porã, porém nada de irregular foi encontrado naquele momento.

Momento em que os Policiais Rodoviários Federais faziam vistoria do carro e obtiveram
êxito em localizar as drogas e munições - Imagem: Leandro Holsbach
Após a nova abordagem neste domingo, Leandro foi encaminhado para a Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) de Dourados, onde foi autuado em flagrante por tráfico de drogas e posse ilegal de munições de calibre permitido.

Em nota, a Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário) confirmou que o policial penal preso na tarde deste domingo (15), em Dourados, já vinha sendo monitorado pela GISP (Gerência de Inteligência do Sistema Penitenciário).

"A instituição reforça que situações dessa natureza são tratadas com rigor e representam casos isolados, que não refletem o comprometimento e a conduta da grande maioria dos policiais penais, profissionais que desempenham suas funções com ética, responsabilidade e dedicação à segurança pública", diz o trecho da nota.

Fonte: Campo Grande News

Dino acaba com aposentadoria compulsória como maior punição a magistrados; pena será perda de cargo e salários

Juízes e ministros do STJ poderão ser sancionados com perda de cargo e, consequentemente, deixarão de receber salário. Decisão não vale para ministros do STF.

Por Márcio Falcão, Ana Flávia Castro, TV Globo e g1 — Brasília

16/03/2026

 Ministro Flávio Dino durante sessão da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal - Imagem: Gustavo Moreno/STF

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta segunda-feira (16) que o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) deverá aplicar a perda do cargo de magistrado, e a consequente perda de salário, como a maior punição por violações disciplinares.

Ou seja, a aposentadoria compulsória deixa de ser a principal sanção para casos mais graves. A medida era duramente criticada porque afastava o juiz da função, mas mantinha a remuneração mensal proporcional ao tempo de serviço.

⚖️A medida vale para juízes e ministros de todos os tribunais, menos o Supremo Tribunal Federal (STF).

Segundo Dino, a pena de aposentadoria compulsória não cabe "no ordenamento jurídico vigente". Por isso, magistrados que cometem crimes não poderão ser sancionados com a medida.

"Casos graves, à luz da Constituição, devem ser punidos com a perda do cargo, que, por conta da vitaliciedade [natureza de cargo vitalício], depende de ação judicial", destaca o ministro na decisão.

Antes da decisão de Dino, a aposentadoria compulsória era considerada "pena máxima" administrativa. A medida está prevista na Lei Orgânica da Magistratura pra juízes que cometem infrações graves. Ele, no entanto, não especificou o que são casos graves.

🔎Ela é, no entanto, alvo de críticas por permitir que o magistrado continue recebendo salário proporcional ao tempo de serviço — ou seja, muitas vezes pode ser vista como uma espécie de "prêmio" (receber salário sem trabalhar), em vez de punição efetiva.

Segundo Dino, uma emenda aprovada em 2019 acabou com a aposentadoria compulsória punitiva.

"Não faz mais sentido que os magistrados fiquem imunes a um sistema efetivo de responsabilidade disciplinar, com a repudiada e já revogada 'aposentadoria compulsória punitiva'", escreveu.

Na decisão, Dino fixa ainda que a perda do cargo tem que ser julgada pelo STF.

Dino acaba com aposentadoria compulsória como punição para juízes

 

"Casos graves, à luz da Constituição, devem ser punidos com a perda do cargo, que, por conta da vitaliciedade, depende de ação judicial. Assim, se a perda do cargo for aprovada pelo CNJ, a ação deve ser ajuizada diretamente no Supremo Tribunal Federal, pelo órgão de representação judicial do CNJ, isto é, a Advocacia Geral da União", destaca o ministro.

"Caso a conclusão administrativa pela perda do cargo do magistrado for de um tribunal, o processo deve ser enviado ao CNJ, seguindo-se o rito subsequente perante o STF", acrescenta.

A decisão

Dino decidiu sobre o caso após a análise de uma ação de um juiz afastado do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) para anular decisões do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que resultaram em sua aposentadoria compulsória.  

O magistrado alvo do processo atuava na Comarca de Mangaratiba (RJ) e foi aposentado depois que o CNJ comprovou condutas como: 

*favorecimento de grupos políticos da cidade; 

*liberação de bens bloqueados a pedido dos interessados sem a devida manifestação do Ministério Público; 

*direcionamento proposital de ações à vara para concessão deliminares em benefício de policiais militares milicianos;

*irregularidade no julgamento de processos ajuizados por policiais militares que visavam a reintegração às fileiras da Corporação; e

*anotação irregular da sigla ‘PM’ na capa dos autos para identificar processos em que fossem partes os policiais militares.  

A defesa do magistrado acionou o Supremo após ele ter sido punido pelo TJ-RJ e pelo CNJ com aposentadoria compulsória.

Fonte: G1

13 março 2026

Marcola e presos do PCC querem mesmo benefício de Vorcaro na Penitenciária Federal de Brasília/DF

Por determinação do ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), o banqueiro pode receber visitas de advogados sem qualquer tipo de monitoramento das conversas nem gravações por áudio e vídeo.

Josmar Jozino

Colunista do UOL

12/03/2026

Marco Willians Herbas Camacho,o Marcola - Imagem: Ministério Público
Presos que estão na Penitenciária Federal de Brasília, incluindo Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, apontado como líder do PCC (Primeiro Comando da Capital), querem ter o mesmo benefício judicial estendido ao banqueiro Daniel Vorcaro, investigado por corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa envolvendo fraude financeira estimada em R$ 12 bilhões.

Por determinação do ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), o banqueiro pode receber visitas de advogados sem qualquer tipo de monitoramento das conversas nem gravações por áudio e vídeo. Vorcaro foi transferido para a Penitenciária Federal de Brasília no último dia 06/03/2026.

"A defesa de Marco Willians Herbas Camacho entende que o mesmo direito deve ser igualmente assegurado, por se tratar de garantia essencial ao exercício da advocacia e ao próprio direito de defesa."
Bruno Ferullo, advogado.

Em nota à imprensa, o advogado Bruno Ferullo informou que vai fazer o pedido ao juiz corregedor para que seja concedido a Marcola os mesmos benefícios dados pelo STF ao banqueiro Daniel Vorcaro. "Caso o pleito não seja acolhido na instância competente, a defesa não hesitará em recorrer ao próprio Supremo Tribunal Federal".

Penitenciária Federal de Brasília inaugurada em 16/10/2018, com o Complexo
Penitenciário da Papuda ao fundo - Imagem: Senappen

Outros presos em Brasília

Na noite de ontem, a advogada Ana Paula Minichillo de Araújo Santos, defensora do prisioneiro Carlenilto Pereira Maltas, protocolou no STF petição solicitando ao ministro André Mendonça a extensão do benefício ao cliente dela. O preso é apontado pela Justiça como membro da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital).

Carlenilto é acusado de participar dos assassinatos de Rogério Jeremias de Simone, o Gegê do Mangue, e Fabiano Alves de Souza, o Paca. Ambos eram da cúpula do PCC e responsáveis pelo "tomate" que é o tráfico internacional, e foram mortos em fevereiro de 2018, no Ceará, em guerra interna na organização criminosa.

Na petição, a defensora diz que Carlenilto é primário, possui família constituída de união estável, tem cinco filhos, sendo um adotivo, contraiu na prisão doenças físicas e mentais, tentou suicídio três vezes e, atualmente, faz uso de fralda geriátrica descartável.

Carlenilton pereira Maltas é acusado fazer parte do PCC e de ser um dos assassinos de Gegê do
Mangue e Paca integrantes do PCC e que na época eram responsáveis pelo "tomate" da faccção - Imagem Montagem
Ana Paula Minichillo alega ainda que "só pode se entrevistar com o preso mediante agendamento prévio no setor competente, com rigoroso procedimento administrativo a depender da agenda da unidade prisional e somente por uma hora".

A advogada menciona na petição que a conversa com o cliente é monitorada e gravada e que tem inclusive de entregar aos agentes os apontamentos feitos em folha de sulfite entregue pela própria unidade para que o presídio faça uma cópia para arquivo de tudo o que foi anotado.

Por fim, a defensora afirma que no caso de Vorcaro, o ministro baseou-se em "garantias do direito de defesa, consistente na comunicação reservada entre cliente e advogado e o livre acesso, sem qualquer restrição ou violação ao sigilo profissional".

O advogado de Antônio José Muller Júnior, o Granada, também protocolou petição solicitando
os mesmos direitos - Imagem: Divulgação Polícia Civil de São Paulo

Apontado como um dos líderes do PCC também quer o benefício

O advogado Eliseu Minichillo protocolou na manhã de 12/03/2026 uma petição em favor de Antônio José Muller Júnior, o Granada, também recolhido na Penitenciária Federal de Brasília. O presidiário é apontado como uma das lideranças do PCC. Ele sempre negou em depoimentos.

A Penitenciária Federal de Brasília abriga líderes do PCC, como Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, Cláudio Barbará da Silva, o Barbará, Reinaldo Teixeira dos Santos, o Funchal, Gilberto Aparecido dos Santos, o Fuminho, entre outros.

Fonte: UOL

12 março 2026

Maior justiceiro e matador de São Paulo, Jonas volta às ruas após passar 30 anos preso

Condenado à prisão até 18 de setembro de 2189, Jonas Félix da Silva, o Jonas, 69, vai ser solto hoje, 12/03/2026. Ele se econtra preso na Penitenciária I (PI)  "Silvio Yoshihiko Hinohara" de Presidente Bernardes.

Josmar Jozino

Colunista do UOL

12/03/2026

Jonas Félix da Silva, o Jonas, 69,  sairá hoje da Penitenciária "Silvio Yoshihiko Hinohara" que
está localizada na Rodovia Raposo Tavares, km 586, em Presidente Bernades — Foto: Arquivo/G1
Apontado pela Polícia Civil de São Paulo como "o maior justiceiro" da zona sul paulistana, ele estava preso ininterruptamente desde 13 de março de 1996 e passou em 2025 o 30º Natal consecutivo atrás das grades.

Justiceiro é o termo usado no mundo do crime para o criminoso que mata pessoas que supostamente teriam cometido delitos ou não cumprindo acordos, fazendo a "justiça pelas próprias mãos".

Segundo o Poder Judiciário, o término das penas de Jonas está previsto para esta quinta-feira, quando se completa 30 anos de cadeia, que é o período máximo de prisão no Brasil para quem recebeu a condenação até 23 de janeiro de 2020. A condenação total dele é de 194 anos, sete meses e 20 dias pelos crimes de homicídios.

O Pacote Anticrime, aprovado em 2019 e sancionado em 2020 aumentou a pena máxima de detenção no Brasil para 40 anos, mas a Constituição garante que a lei penal não retroagirá, salvo para beneficiar o réu.

Para a defesa de Jonas, os 30 anos de pena máxima dele venceram em 28 de agosto de 2022, porque ele sempre trabalhou e continuava trabalhando na prisão e deveria ser homologado pela Justiça o desconto de 890 dias de sua condenação.

Celas da Penitenciária de Segurança Máxima de Presidente Bernardes Foto: Divulgação/ Governo do Estado de SP
A LEP (Lei de Execução Penal) prevê que para cada três dias trabalhados, um dia é descontado na pena do preso. Segundo a defesa de Jonas, tanto o juízo de 1ª instância quanto o de 2ª instância não reconheceram os dias de remição da pena do presidiário.

Jonas foi preso pela primeira vez em 9 de novembro de 1992. O presidiário está recolhido na Penitenciária de Presidente Bernardes, no oeste do estado, é idoso e enfrenta problemas de saúde.

Segundo a SAP (Secretaria Estadual da Administração Penitenciária), em 25 de janeiro de 1994 ele fugiu do antigo COC (Centro de Observação Criminológica), no Carandiru, zona norte de São Paulo, com outros nove presos.

Em 13 de março de 1996, Jonas foi preso por policiais do DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa) em uma casa no Jardim Jacira, zona sul. No período em que permaneceu foragido, ele cometeu três assassinatos e admitiu a autoria dos crimes.

Jonas confessou matar dezenas de pessoas

Jonas foi acusado de matar ao menos 50 pessoas. À Polícia Civil, ele confessou 34 mortes. Ele começou a cometer os homicídios em 1986, quando a casa onde morava com a mulher e os três filhos foi invadida por ladrões e a esposa dele acabou abusada por um dos assaltantes.

Em depoimentos, Jonas afirmou que só matou bandidos e que sempre agiu sozinho. Além de vários duplos homicídios, ele foi acusado de ser o autor de uma chacina que deixou cinco mortos. Ele alegou que o grupo havia invadido uma festa e matado o dono da casa a machadadas.

Ana Maria Olivatto, em fotografia registrada em frente à Casa de Custódia e 
Tratamento de Taubaté, em 2001 Imagem: Cássio Roosevelt/Folhapress
Ex-esposa se relacionou com fundador do PCC

Depois que a casa de Jonas foi assaltada, a família decidiu se mudar para o bairro do Campo Limpo, zona sul de São Paulo. A mulher dele, no entanto, não suportou a violência na região e resolveu ir embora com os filhos do casal. O preso arrumou outra mulher.

O nome dela é Aurinete Carlos Félix da Silva, conhecida como Netinha. O irmão dela, Lauro Gomes Gabriel, o Ceará, era amigo de Jonas. Ambos fugiram juntos da prisão em janeiro de 1994.

Anos depois, Netinha deixou Jonas e passou a se relacionar com César Augusto Roriz Silva, o Cesinha, um dos oito fundadores do PCC (Primeiro Comando da Capital), criado em 31 de agosto de 1993 na Casa de Custódia e Tratamento de Taubaté, no Vale do Paraíba.

Ceará foi acusado de matar a advogada Ana Maria Olivatto, em outubro de 2002, em Guarulhos, na Grande São Paulo. Ela era ex-mulher de Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola.

Guerra na facção

A morte de Ana Maria gerou uma das maiores guerras internas no PCC. Faccionados ligados a Marcola vingaram a morte e mataram Ceará com oito tiros em 4 de novembro de 2002, como mostrou esta coluna em 22 de dezembro de 2021.

De acordo com a Polícia Civil, foi nessa época que Marcola assumiu a liderança do PCC. Já Cesinha foi assassinado em agosto de 2006 na Penitenciária 1 de Avaré (SP).

Fonte: UOL