SOMOS A POLÍCIA PENAL

Profissionais invisíveis que garantes a segurança da sociedade.

QUREMOS QUE NOSSOS DIREITOS SEJAM RESPEITADOS

Arriscamos nossas vidas para garantir a segurança de todos.

SOMOS GUERREIROS E INCANSÁVEIS

Lutamos pelos direitos de todos os servidores públicos.

ACREDITAMOS NUM PAIS MENOS DESIGUAL

Não compactuamos com os demsandos dos governos.

QUEREMOS QUE HAJA JUSTIÇA SOCIAL

Somente assim haverá segurança pública real.

07 julho 2026

Advogados são alvos de operação contra facções que atuam de dentro de Presídios na Bahia, e têm prisões mantidas

Izabela da Silva de Oliveira, Luã Santos da Costa, Maria Mariana Batista de Oliveira e Tamires Felix Alves Silva deixaram o Denarc e foram encaminhados ao sistema prisional.

Por g1 BA e TV Bahia

06/07/2026 

A ação investiga a atuação de grupos criminosos envolvidos em tráfico de drogas, aquisição,
circulação, posse e guarda de armas de fogo de facções - Imagem: Reprodução TV Globo
Quatro advogados alvos da Operação Sintonia de Gravata, que tem como objetivo desarticular um esquema que envolve facções com atuação no sistema prisional da Bahia, tiveram as prisões convertidas em preventivas após audiências de custódias realizadas no domingo (5).

Segundo apurações da TV Bahia, as audiências Izabela da Silva de Oliveira, Luã Santos da Costa, Maria Mariana Batista de Oliveira, Ícaro Cardoso Viana e Tamires Felix Alves Silva foram realizadas em Salvador. Com o resultado, os quatro deixaram o Departamento Especializado de Investigação e Repressão ao Narcotráfico (Denarc) e foram encaminhados ao sistema prisional.

Ainda não há informações sobre os resultados das audiências de custódias dos outros advogados.

A ação investiga a atuação de grupos criminosos envolvidos em tráfico de drogas, aquisição, circulação, posse e guarda de armas de fogo de facções, além da articulação entre integrantes custodiados e agentes em liberdade.

Doze detentos já custodiados também tiveram mandados de prisões cumpridos.

Inicialmente, apenas nove dos advogados buscados tinham sido localizados. O décimo foi preso no final da tarde desta sexta-feira, após ser encontrado escondido em uma residência na cidade de Marcionílio Souza, a 350 km de Salvador.

Também foram cumpridos 15 mandados de busca e apreensão expedidos pela 1ª Vara Criminal da Comarca de Eunápolis, com diligências nos municípios de Salvador, Lauro de Freitas, Camaçari, Feira de Santana, Serrinha e Barreiras.

A TV Bahia apurou que, conforme a investigação, os advogados presos na ação atuam para diversos chefes de facções.

Veja o que se sabe sobre os suspeitos

Advogados dvogados foram presos em operação na Bahia - Imagem: Reprodução/TV Bahia
 (Clique na imagem para ampliar)

Maria Tereza Novaes Martins

Atuaria em favor de Victor de Freitas Silva, conhecido como "Da Jega", uma dos chefes da organização criminosa Comando Vermelho (CV), com atuação em Feira de Santana

*Izabela da Silva de Oliveira

Atuaria em favor de Averaldo Ferreira da Silva Filho, conhecido como "Averaldinho". Ele é integrante e um dos chefes da organização criminosa Bonde do Maluco (BDM), com atuação principal na cidade de Salvador.

*Luan Mascarenhas de Souza

Atuaria em favor de Francisleno de Jesus Nunes, conhecido como "Su, Coroa ou Mineiro". Os crimes pelos quais ele responde não foram detalhados.

*Ícaro Cardoso Viana

Atuaria em favor de Gleidson Bomfim do Nascimento, Ademilton Mercês Alves e Décio Douglas Silva Oliveira. Esse último é conhecido como "Vaqueiro", um dos chefes do BDM.

*Luã Santos da Costa

Atuaria em favor de Leandro da Conceição Santos Fonseca, conhecido como "Léo Gringo", um dos chefes do BDM na Bahia, e de Wesley Willian Alves dos Santos. No caso desse último, não foram detalhados os crimes pelos quais ele responde.

Advogados são presos durante operação contra facções criminosas na BA

*Fernanda Oliveira Borges

Atuaria em favor de Marlos Araújo Souza Junior, conhecido como "Bolão, CRM, JR". Ele é vinculado à organização criminosa Terceiro Comando Puro (TCP), com atuação principal em Senhor do Bonfim, no norte da Bahia.

Tamires Felix Alves Silva

Atuaria em favor de Décio Douglas Silva Oliveira, o "Vaqueiro", do BDM.

Maria Mariana Batista de Oliveira

Atuaria em favor de Fabio Santana Oliveira, conhecido como "Panda" e apontado como um dos chefes do CV, com atuação principal na região de Capim Grosso; de José Lucas Silva Rocha, o "Índio", integrante do CV, com atuação na cidade de Eunápolis, no extremo sul; e Victor de Freitas Silva, o "Da Jega", um dos chefes da facção em Feira de Santana.

*Raiza da Silva

Fez a defesa de Ian Pedro Santos, chefia do Comando Vermelho da cidade de Casa Nova.

*Joanderson Almeida dos Santos

Também advogado de Leandro da Conceição Santos Fonseca, conhecido como "Léo Gringo".

Vídeos e áudios mostram traficantes ditando ordens

O Fantástico divulgou, no domingo (5), imagens de câmeras instaladas com autorização judicial no parlatório, que registraram, entre setembro de 2025 e janeiro de 2026, momentos em que os profissionais receberam e transmitiram instruções detalhadas sobre a compra e venda de armamentos, contabilidade do tráfico de drogas, além de planejamentos de homicídios e sequestros. (veja abaixo)

Os bilhetes com as diretrizes das quadrilhas eram escondidos pelos advogados sob as roupas íntimas para burlar a fiscalização.

"Nós estamos tratando de indivíduos que se utilizam de uma prerrogativa da advocacia para cometer crime", afirmou o coordenador do Gaeco do MP-BA, Luiz Ferreira de Freitas Neto. "Denunciamos todos pelo pertencimento ao crime de organização criminosa. Diversos crimes são observados na conversa, desde tráfico de armas, tráfico de drogas, homicídios."

As gravações capturadas nas cabines do parlatório revelaram a atuação individualizada de integrantes do grupo:

Ícaro Cardoso Viana: O advogado foi registrado recebendo instruções para recolher duas pistolas com a tia de um criminoso. Em outros trechos, ele faz anotações enquanto um preso dita os preços de substâncias ilícitas utilizando codinomes como "peixe" (cocaína), "óleo" (crack) e "chá" (maconha). As imagens mostram que a contabilidade da quadrilha ainda incluía o uso de cheques bancários.

Fernanda Oliveira Borges: Foi filmada retirando papéis com informações de dentro de suas vestes. Os vídeos mostram os detentos ditando balanços financeiros de entorpecentes acompanhados por ela, além de ordens de cobranças de dívidas sob ameaça e anotações ligadas a planejamentos de sequestros.

Maria Mariana Batista de Oliveira: Conforme as investigações, ela mantinha contato frequente com uma liderança do Comando Vermelho. Em um dos vídeos, ela chora com o preso ao informá-lo sobre a morte de um comparsa que atuava na Bahia e foi morto em confronto com a Polícia Militar no Rio de Janeiro durante a Operação Contenção — a mais letal do país, que deixou 122 mortos em outubro do ano passado. Depois, o detento afirma que pretende matar policiais, enquanto a advogada repassa dados sobre o paradeiro de uma carabina (chamada de "CT") e frações de munição, além de receber instruções sobre como embalar cocaína em pinos plásticos para venda.

Câmeras e audios mostram traficantes dando ordens e cobrando atuações

O que dizem as defesas

Procurada pelo g1, a defesa das advogadas Tamires Felix Alves Silva, Maria Mariana Batista de Oliveira e Izabela da Silva de Oliveira e dos advogados Ícaro Cardoso Viana e Luã Santos da Costa manifestou "profunda preocupação com a forma como vêm sendo conduzidos e divulgados os desdobramentos da denominada Operação Sintonia de Gravata". Ambas são representadas pela Associação dos Advogados Criminalistas da Bahia (AACB), que disse que não obteve acesso à integralidade dos autos até a tarde de sábado (4). (Confira a nota na íntegra ao final do texto)

*Já a defesa de Raíza Araújo disse que "vê com grande preocupação a utilização de gravações obtidas de forma ilegal, como meio de prova no processo", quando segundo ela, "não se tinha autorização judicial para gravá-la". (Veja a nota na íntegra ao final do texto)

*A defesa de Fernanda Oliveira afirmou que tem tomado conhecimento do teor da denúncia e dos elementos que compõem a investigação. (Veja a nota na íntegra ao final do texto)

*A defesa de Luan Mascarenhas afirmou que adotou providências para relaxar a prisão decretada, considerando a medida ilegal, desnecessária e desproporcional. (Veja a nota na íntegra ao final do texto)

Até a última atualização desta reportagem, os demais advogados presos não tinham defesa constituída. O portal tenta ainda localizar as defesas dos alvos já custodiados.

*Defesa das advogadas Tamires Felix, Maria Mariana e Izabela Oliveira e dos advogados Ícaro Cardoso Viana e Luã Santos da Costa

"A defesa técnica dos advogados Ícaro Cardoso Viana, Izabela da Silva de Oliveira, Luã Santos da Costa, Maria Mariana Batista de Oliveira e Tamires Felix Alves Silva, reafirma seu respeito às instituições, ao poder judiciário, ao Ministério Público e às autoridades responsáveis pela investigação, bem como reconhece a importância da apuração rigorosa dos fatos, observados o devido processo legal, a ampla defesa e a presunção de inocência. Neste momento, a defesa não fará qualquer manifestação sobre o mérito das acusações, por compreender que os fatos serão esclarecidos no processo, perante o juiz natural da causa, com base nas provas produzidas sob o crivo do contraditório.

Contudo, existe uma questão que não se confunde com a investigação nem com a legalidade da prisão decretada: a forma como essa prisão está sendo executada. Os custodiados são advogados regularmente inscritos na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e, nessa condição, possuem prerrogativas expressamente asseguradas pela Constituição Federal e pelo Estatuto da Advocacia.

Essas prerrogativas não representam privilégios pessoais ou tratamento diferenciado;

Constituem garantias institucionais destinadas a preservar a independência da advocacia, função essencial à administração da justiça.

Em um estado democrático de direito, o cumprimento da lei deve alcançar todos, inclusive o próprio estado. O respeito às garantias legais não depende da natureza da acusação nem da repercussão do caso.

É precisamente nos casos de maior exposição pública que a observância da constituição e das leis demonstra a força das instituições. A defesa seguirá se manifestando exclusivamente pelos meios processuais adequados, confiante de que todas as garantias constitucionais serão integralmente respeitadas ao longo da persecução penal".

*Defesa da advogada Raíza Araújo da Silva

"A defesa da advogada Raiza Araújo da Silva, constituída nos autos da ação penal nº 8003302-32.2026.8.05.0079, em trâmite perante a 1ª Vara Crime da Comarca de Eunápolis/BA, vem a público manifestar-se nos seguintes termos: a defesa vê com grande preocupação a utilização de gravações obtidas de forma ilegal, como meio de prova no referido processo em desfavor de Raiza, quando não se tinha autorização judicial para gravá-la, em afronta às garantias constitucionais do devido processo legal, da ampla defesa e das prerrogativas profissionais da advocacia.

O mérito da questão será devidamente tratado no curso da ação penal, perante as instâncias competentes, nas quais a defesa confia na correta aplicação do direito. A defesa reafirma seu compromisso com a presunção de inocência e não fará comentários adicionais sobre o conteúdo dos autos neste momento".

Defesa de Fernanda Oliveira

"A defesa técnica de Fernanda Oliveira Borges, informa que está tomando conhecimento do inteiro teor das imputações que lhe foram dirigidas no âmbito da operação policial recentemente deflagrada, bem como dos elementos que compõem a investigação. Neste momento, é importante ressaltar que as informações até então divulgadas decorrem exclusivamente da versão apresentada pelos órgãos de persecução penal, ainda não submetida ao indispensável crivo do contraditório e da ampla defesa, garantias asseguradas pela Constituição da República a toda pessoa investigada ou acusada.

A defesa reafirma que o processo judicial é o espaço adequado para o esclarecimento dos fatos, oportunidade em que serão apresentados os elementos jurídicos e probatórios pertinentes, com absoluta observância do devido processo legal. Por respeito ao sigilo profissional, à estratégia defensiva e às instituições envolvidas, a defesa não fará manifestações sobre o mérito das acusações neste momento, limitando-se a informar que adotará todas as medidas cabíveis para a plena defesa dos direitos e garantias de sua constituinte".

Defesa de Luan Mascarenhas de Souza

"A defesa de Luan Mascarenhas de Souza, advogado preso preventivamente no âmbito da processo nº 8003302-32.2026.8.05.0079, informa que já adotou providências para relaxar a prisão decretada, considerando a medida ilegal, desnecessária e desproporcional. Afirma a inocência de Luan Mascarenhas de Souza e reitera sua confiança na justiça e no respeito às garantias constitucionais e legais vigentes, reforçando que todo cidadão é inocente até que provem o contrário".

O que diz a OAB

"A OAB Bahia acompanhou, por meio da comissão de direitos e prerrogativas, o cumprimento dos mandados envolvendo advogados durante a operação sintonia de gravata, deflagrada nesta sexta-feira (3).

A atuação da Ordem ocorreu em defesa das prerrogativas profissionais da advocacia, conforme previsto na legislação.

A presidenta da OAB Bahia, Daniela Borges, determinou à procuradoria jurídica da seccional que solicite ao Tribunal de Justiça acesso aos autos do inquérito para acompanhamento do caso.

Após a análise da documentação, o material será encaminhado ao Tribunal de Ética e Disciplina (TED) da OAB-BA para adoção das providências cabíveis, inclusive a eventual suspensão preventiva dos advogados envolvidos, nos termos do Estatuto da Advocacia e do Código de Ética e Disciplina.

A OAB-BA informa, ainda, que está prestando o suporte necessário para assegurar que os advogados constituídos pelos investigados tenham acesso aos autos, em observância às prerrogativas da advocacia e às garantias do contraditório e da ampla defesa.

A seccional seguirá acompanhando o caso e adotará as medidas institucionais que se fizerem cabíveis, no âmbito de suas atribuições legais e estatutárias".

Fonte:G1 Bahia e TV Bahia

06 julho 2026

MP diz que 38 advogados estão presos em Penitenciárias de SP sem pedido da OAB por Sala de Estado-Maior; caso Deolane será julgado nesta segunda

Dados compilados pelo Ministério Público mostram que, desde 2007, 368 advogados passaram por celas especiais, e não por Salas de Estado-Maior, em São Paulo. Em nota, a OAB-SP diz que 'atua para garantir o respeito às prerrogativas profissionais, como o recolhimento em Sala de Estado-Maior, apenas e tão somente quando essa assistência é requerida pelo advogado em questão ou por sua defesa, o que efetivamente aconteceu no caso de Deolane'.

Por Isabela Leite, João de Mari, g1 SP e Globonews — São Paulo

06/07/2026

Deolane Bezerra foi transferida para a Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, no
oeste paulista - Imagem: Reprodução/Delolane Bezerra/Instagram - Divulgação/SAP

Um levantamento compilado pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP), com base em informações oficiais da Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) e do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), aponta que atualmente 38 advogados estão presos em celas especiais de unidades prisionais paulistas.

Segundo o MP, porém, não há registro de que a Ordem dos Advogados do Brasil em São Paulo (OAB-SP) tenha ingressado com habeas corpus para pedir a transferência desses profissionais para Sala de Estado-Maior (leia mais abaixo).

🔍Prevista no Estatuto da OAB, Sala de Estado-Maior é uma acomodação especial para advogados presos antes de condenação definitiva, separada das celas comuns e com condições consideradas adequadas de custódia.

Deolane Bezerra durante audiência de custódia - Imagem: Reprodução
O levantamento foi anexado ao parecer apresentado pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) contra o pedido da defesa da advogada e influenciadora Deolane Bezerra para ser transferida para uma Sala de Estado-Maior ou, alternativamente, cumprir prisão domiciliar.

A Sala de Estado-Maior é uma modalidade de custódia distinta da cela especial, prevista especificamente para advogados presos preventivamente. A controvérsia é se uma cela especial pode substituir essa prerrogativa ou se, na sua ausência, deve ser concedida prisão domiciliar.

O habeas corpus apresentado pela defesa da influenciadora está marcado para ser julgado pela 16ª Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo nesta segunda-feira (6). De acordo com o advogado dela, Aury Lopes Jr., o julgamento em plenário virtual começou hoje, mas vai até o dia 15. Só nesta data deve sair uma decisão.

O pedido foi protocolado pelos advogados Aury Lopes Jr., Rogério Nunes, Josimary Rocha de Vilhena e Luiz Ricardo Rodrigues Imparato, após a Justiça negar a transferência. A liminar já havia sido rejeitada pela relatora do caso.

Segundo o levantamento, os 38 advogados já estão presos em celas especiais ou pavilhões especiais, separados da massa carcerária comum, conforme prevê a SAP. Outro documento aponta que, desde 2007, outros 368 já passaram por celas especiais no estado.

O que não existe, segundo o MP, são Salas de Estado-Maior no sistema prisional paulista. Por isso, o MP sustenta que a prerrogativa dos advogados vem sendo cumprida por meio de celas individuais, separadas dos demais presos e com condições adequadas de higiene (leia mais abaixo).

Bilhetes de integrantes do PCC interceptados pela polícia penal no presídio de Presidente Venceslau,
no interior de SP, deram origem à prisão de Deolane Bezerra - Imagem: Reprodução/TV Globo e Redes Sociais
Em maio, a influenciadora foi presa preventivamente em uma operação da Polícia Civil e do Ministério Público de São Paulo que investiga um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (saiba mais aqui).

Na quinta-feira (2), o ministro Ribeiro Dantas, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), negou um pedido liminar da defesa para revogar a prisão preventiva, entendendo, em análise preliminar, que a decisão estava fundamentada pela gravidade dos fatos investigados.

Em nota, a OAB-SP afirmou que "atua para garantir o respeito às prerrogativas profissionais, como o recolhimento em Sala de Estado-Maior, apenas e tão somente quando essa assistência é requerida pelo advogado em questão ou por sua defesa, o que efetivamente aconteceu no caso de Deolane, diferentemente dos demais mencionados pelo Ministério Público." (leia a íntegra mais abaixo).

Em junho, o presidente da entidade publicou um vídeo nas redes sociais rebatendo críticas de que a OAB teria adotado posições contraditórias ao primeiro atuar em defesa de uma prerrogativa da advogada e, depois, suspender seu exercício profissional.

"Na OAB de São Paulo, ninguém está acima da lei e ninguém está abaixo da lei", afirmou Leonardo Sica. "Todo mundo tem aquilo que é a nossa missão legal: proteger a prerrogativa de todo advogado e aplicar o Código de Ética para todo advogado."

Pavilhão Especial da Penitenciária Feminina de Tupi Paulista — Foto: Montagem/g1/Reprodução

O que diz o Ministério Público

No parecer encaminhado ao TJ-SP, o Ministério Público afirma que não existem mais Salas de Estado-Maior em funcionamento no sistema prisional paulista.

Por esse motivo, sustenta que tanto o Supremo Tribunal Federal (STF) quanto o próprio TJ-SP já consolidaram o entendimento de que a prerrogativa prevista no Estatuto da Advocacia pode ser atendida com o recolhimento do advogado em cela individual, separada dos demais presos e com condições adequadas de higiene e salubridade.

Inicialmente, a própria OAB-SP havia impetrado um habeas corpus em favor de Deolane, sustentando que a advogada estaria presa em desacordo com as prerrogativas da profissão. Posteriormente, a entidade desistiu desse pedido e passou a atuar como terceira interessada no habeas corpus apresentado pela defesa da influenciadora. O presidente da seccional paulista, Leonardo Sica, assinou a habilitação da Ordem no processo.

Para reforçar esse argumento, o MP anexou os dados da SAP mostrando que atualmente há 38 advogados presos em nove unidades prisionais paulistas destinadas a presos especiais. Entre eles, há outros custodiados com direito à prisão especial, como oficiais militares e pessoas enquadradas em outras hipóteses legais.

O levantamento também aponta que essas unidades possuem 33 celas especiais para presos com ensino superior, distribuídas entre penitenciárias femininas e masculinas do estado.

Outro documento mostra que, entre 2007 e 2026, 368 advogados passaram por essas celas especiais em São Paulo. O maior número foi registrado na Penitenciária "Dr. Sebastião Martins Silveira", em Araraquara, no interior do estado, que recebeu 106 advogados no período.

Pavilhão Especial da Penitenciária Feminina de Tupi Paulista - Imagem: Montagem/g1/Reprodução

O que diz a OAB-SP

"A OAB-SP atua para garantir o respeito às prerrogativas profissionais, como o recolhimento em Sala de Estado-Maior, apenas e tão somente quando essa assistência é requerida pelo advogado em questão ou por sua defesa, o que efetivamente aconteceu no caso de Deolane, diferentemente dos demais mencionados pelo Ministério Público.
Portanto, a insinuação de que a entidade privilegia esta profissional em detrimento de outros ou de que escolhe quais advogados assistir só pode ser fruto do desconhecimento de sua atuação ou de má-fé."

Argumentos da defesa

A defesa de Deolane sustenta que a influenciadora, por ser advogada regularmente inscrita na OAB, tem direito a permanecer em Sala de Estado-Maior e que o local onde ela está presa atualmente não atende aos requisitos previstos no Estatuto da Advocacia.

Segundo o habeas corpus, uma inspeção realizada por representantes da OAB-SP concluiu que a influenciadora está em uma cela comum, com ventilação insuficiente, condições sanitárias inadequadas, forte odor de tinta, relatos de escorpiões e barulho constante provocado por outras detentas, circunstâncias que teriam provocado episódios de mal-estar e atendimento médico.

Já a direção da Penitenciária Feminina de Tupi Paulista informou ao Ministério Público que Deolane está custodiada em um pavilhão especial, separado das demais presas, em alojamento individual equipado com cama, mesa, banheiro, chuveiro elétrico, televisão, ventilador, banho de sol diário, assistência médica e psicológica, além de quatro refeições por dia.

Em maio, dois dias após a prisão da influenciadora, a OAB informou que suspendeu o exercício profissional da advogada Deolane Bezerra Santos.

Deolane Bezerra está presa preventivamente desde 21 de maio, na Operação Vérnix, que apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro e participação em organização criminosa ligada ao Primeiro Comando da Capital (PCC). Ela nega as acusações.

Fonte: G1-SP/GNEWS

21 junho 2026

Dois detentos morrem em briga entre presos na Penitenciária I de Potim/SP

Mortes ocorreram durante negociação para liberação de um detento feito refém no último sábado (20).

Por g1 Vale do Paraíba e região

21/06/2026

Complexo de Potim, onde está situada a Penitenciária I de Potim  - Imagem: Pedro Melo/TV Vanguarda
Dois detentos morreram no último sábado (20) na Penintenciária I de Potim (SP). De acordo com a Secretaria de Administração Penitenciária (SAP), as mortes ocorreram em uma briga entre os próprios presos. Outros quatro detentos ficaram feridos e foram atendidos na enfermaria da unidade. Os envolvidos nesta confusão foram transferidos para outras penitenciárias e responderão judicialmente pelos atos praticados.

As mortes ocorreram durante a negociação conduzida pela Polícia Penal e pelo Grupo de Açõs Táticas Especiais (Gate), da Polícia Militar, para a liberação de um detento que era feito refém por outro preso. Segundo a SAP, a ocorrência teve fim por volta das 6h deste domingo (21). Os dois presos envolvidos se entregaram aos policiais penais.

Detento é feito refém na penitenciária de Potim e mobiliza polícia; presos estão isolados

Durante a negociação, familiares que estavam no pavilhão do ocorrido ficaram presos na unidade. A SAP informou que eles foram liberados em segurança e sem ferimentos. A secretaria acrescenta que se solidariza e presta apoio às famílias que estavam no pavilhão durante a ocorrência.

Na manhã deste domingo, a penitenciária passa por uma revista geral realizada pelo Grupo de Intervenção Rápida (GIR), com apoio da Polícia Militar na área externa da unidade. As visitas na unidade foram suspensas neste domingo por questão de segurança. A SAP informou que abriu procedimento para analisar as causas do ocorrido.

Detento feito refém

Preso é feito refém em Penitenciária de Potim, em SP - Imagem: Reprodução
Um detento foi feito refém por outro detido na Penitenciária I de Potim (SP) na tarde desse sábado (20). De acordo com a Secretaria de Administração Penitenciária (SAP), policiais penais foram ao local para negociar a liberação do refém e a saída dos familiares do pavilhão onde ocorreu o caso.

Os demais presos ficaram trancados em suas celas, segundo a SAP. O caso ocorreu no acesso de saída do pavilhão, no início da tarde, informou a secretaria. A visitação foi suspensa e os visitantes dos demais pavilhões foram retirados do local.

O repórter Pedro Melo, da Rede Vanguarda, informou que ambulâncias, um caminhão do Corpo de Bombeiros e viaturas da SAP foram mobilizados para a unidade ao longo da tarde do sábado.

Viaturas da Polícia Penal chegam em penitenciária de Potim na noite deste sábado - Imagem: Pedro Melo/Rede Vanguarda
Familiares que deixaram o presídio relataram apreensão e buscavam informações sobre a situação dentro do pavilhão onde ocorre o incidente. Os demais presos permanecem recolhidos em suas celas enquanto as negociações continuam até a última atualização desta matéria.

O Grupo de Intervenção Rápida estava de prontidão no local enquanto os policiais penais negociaram a liberação do refém e a saída dos familiares do pavilhão onde ocorreu o incidente.

Na imagem o Raio 5, grifado foi onde houve o inicio dos desentendimentos que resultou em duas mortes - Imagem: Reprodução
O caso foi no pavilhão 5 da penitenciária. Neste sábado, havia visitação nos pavilhões de números ímpares (1, 3, 5 e 7).

A Penitenciária I de Potim tem capacidade para 748 detentos, mas está com população de 1.302. O Pavilhão de Regime Semiaberto destinado a presos do regime semiaberto (PRSA) tem capacidade para 96 detentos, mas está com 129 atualmente.

Detento é feito refém na penitenciária de Potim


Gate teve que intervir para preservar vidas

Durante uma rebelião no Complexo Penal de Potim, 14 mulheres e uma criança permaneceram como reféns dentro da unidade prisional.

Homens do Gate foram  acionados para auxiliarem nas negociações que foi coroada de êxito

Foram horas de negociação.  Cada decisão precisou ser tomada com cautela e responsabilidade, sempre com um objetivo acima de qualquer outro: preservar vidas.

Após intensas negociações, o acordo firmado foi cumprido e todos os reféns foram libertados em segurança.

Fonte:G1

17 junho 2026

TJ-SP investiga governo Tarcísio por perseguir sindicatos e demitir sindicalistas da Polícia Penal

Denúncia aponta, ainda, práticas de retaliação, precariedade das condições de trabalho e impedimento da atuação da entidade nas Unidades Prisionais Paulistas.

Por: Lucas Vasques

Publicado: 17/06/2026

SAP e Polícia Penal faz cursos de nivelamento entre os policiais penais das 02 carreiras anteriores
 à criação da Polícia Penal, em dias de folga dos trabalhadores, sem contrapartida pecuniária - Imagem: SAP
Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) analisa ação movida pelo Sindicato dos Policiais Penais de São Paulo (Sinppenal) contra o governo de Tarcísio de Freitas (Republicanos). A entidade aponta perseguição sistemática a dirigentes sindicais, práticas de retaliação, precariedade das condições de trabalho e impedimento da atuação do sindicato nas unidades prisionais paulistas.

De acordo com a denúncia, a administração estadual utiliza processos administrativos como ferramenta de pressão para sufocar a atuação sindical, além de impedir a fiscalização de ambientes que oferecem riscos severos aos servidores.

A demanda vai além da questão trabalhista e configura um problema de saúde pública. Ainda segundo a ação ajuizada na Justiça, policiais penais estão expostos, continuamente, a agentes biológicos nocivos e doenças infectocontagiosas, sem que o estado forneça proteção adequada ou permita fiscalização independente.

O sindicato denuncia que a omissão do governo estadual não afeta apenas o servidor individualmente; compromete a segurança de todo o sistema prisional, criando focos de risco que podem transbordar para a sociedade. Na visão da entidade, a administração de Tarcísio falha em seu dever constitucional ao negligenciar essas condições e dificultar a inspeção por parte do sindicato.

Policiais Penais sendo apresentados ao governador no Palácio dos Bandeirantes -
Imagem Ilustrativa - Foto: Governo de São Paulo/Divulgação

Estratégia de retaliação

A represália ganha contornos específicos com processos administrativos abertos contra lideranças sindicais. Dirigentes como Fábio César Ferreira, o Fábio Jabá, Gilberto Antônio da Silva e Wilton Borges Viana, conhecido como Wiltinho Poeta, foram alvos dessa estratégia.

Fábio Jabá, presidente do Sinppenal, por exemplo, tem 10 processos administrativos (PADs) abertos. Os motivos são injustificáveis ou diretamente ligados à atividade sindical: críticas públicas à gestão da Secretaria de Administração Penitenciária, comentários ou postagens em redes sociais com questionamentos administrativos e comentários sobre autoridades do setor.

“O governo não pode usar o aparato estatal para punir quem denuncia irregularidades, nem pode impedir que o sindicato cumpra seu papel de fiscalizar e proteger os direitos dos trabalhadores”, relata Fábio Jabá.

“Somos impedidos de entrar nas unidades prisionais. Em quase 30 anos de trabalho no sistema prisional, nunca vi uma perseguição tão brutal quanto essa. São cinco dirigentes do sindicato processados. Um deles foi demitido mesmo com a orientação da Procuradoria-Geral do Estado (PGE) de aplicar uma suspensão”, destaca.

“Eu tenho 10 PADs abertos contra mim por exercer meu direito constitucional, como sindicalista, de denunciar as péssimas condições de trabalho que provocam adoecimento mental e suicídios recordes entre policiais penais. Em uma das audiências chegaram a insinuar que eu não sofro as graves doenças psiquiátricas que sofro, uma desumanidade total”, desabafa o sindicalista.

“Tudo o que fazemos nas redes sociais é monitorado e estamos sendo punidos por críticas à gestão em comentários em redes sociais. Eu respondo a um PAD até mesmo por uso de celular em viva-voz dentro do carro que estava parado em um congestionamento, fora do horário de expediente. Essas táticas não condizem com quem vive no estado democrático de direito”, acrescenta.

Fábio César Ferreira, o Fábio Jabá, presidente do Sinppenal – Foto: Divulgação
No caso mais recente, Wilton Borges Viana, diretor de base do Sinppenal, foi exonerado em maio após sofrer nove processos administrativos por publicar críticas à gestão do sistema prisional em forma de cordel em seu blog.

A PGE recomendou suspensão de 90 dias, mas o governo optou pela “exoneração a bem do serviço público”, o que macula a ficha profissional do servidor.

“Sou produtor de cordéis (ver o blog) e era policial penal até o fim do mês passado. Fui demitido pela gestão do Tarcísio de Freitas porque eu vinha, através dos meus cordéis, dos meus poemas, fazendo críticas ao governo do estado. Críticas com relação ao déficit funcional, a perseguições, a assédio moral, ao tratamento dado aos policiais penais após a aprovação da lei que regulamentou a Polícia Penal”, conta.

“Eu tenho feito muitas críticas através dos meus cordéis, mas elas são feitas dentro do escopo da liberdade de expressão. Desde o começo de 2024, eles começaram a abrir processos administrativos contra mim, todos por causa desses poemas. Os primeiros foram por causa de caricaturas, eu fiz charges criticando a relação do governador para com os policiais penais, e por isso eu sofri uma sindicância que acabou virando um processo administrativo”, relembra Wiltinho.

Wilton Borges Viana, o Wiltinho Poeta, diretor de base do Sinppenal – Foto: Divulgação
“E aí começaram a chegar inúmeros processos administrativos, ao ponto de chegar a dez. Nenhum por peculato, improbidade administrativa, por eu ter cometido crime”, conta o sindicalista.

Ele denuncia: “Desde que um militar assumiu a secretaria, nós estamos debaixo de um estatuto militar. O estatuto da Polícia Penal é uma cópia do da Polícia Militar. Tem até padrão de barba, padrão de cabelo, de corte. Eu passei a criticar. Porque quando eu passei no concurso público, eu passei no concurso para uma secretaria civil. Se eu quisesse ter sido militar, eu teria me candidatado a um cargo de policial militar”.

Wiltinho relata que a “corregedoria tem sido muito dura, está havendo muita perseguição e muitas pessoas estão sendo demitidas por nada. Pediram a minha demissão a bem do serviço público para me envergonhar diante dos meus amigos, diante dos meus filhos, diante da minha família”, desabafa.

“Hoje, eu estou demitido aos 61 anos de idade, com problema de saúde, não tenho renda, não tenho casa própria, com quase 18 anos na administração penitenciária. Perdi tudo porque critiquei o sistema”, completa.

Abdael Ambruster, diretor de imprensa do Sinppenal, e a foto com o presidente Lula – Foto: Divulgação

Foto com Lula

Outro caso absurdo, que caracteriza perseguição política, ocorreu com Abdael Ambruster, diretor de imprensa do Sinppenal. Ele está respondendo a um PAD por ter aparecido em uma foto ao lado do presidente Lula.

“Essa minha foto com o presidente Lula eu fiz quando ele veio a São Paulo e fiz um porta-retrato grande. Pedi autorização na unidade prisional para levar e colocar na minha oficina, na minha estação de trabalho e recebi essa autorização. Não havia como eu entrar com um porta-retrato deste tamanho escondido”, explica Abdael.

"Passaram alguns dias, para a minha surpresa, a corregedoria apareceu lá no meio do expediente. Então, no meio de todo mundo, entra a corregedoria junto com os dirigentes da disciplina me abordar a respeito do porta-retrato. Perguntaram se ele é meu, se tinha autorização. Eu mostrei a autorização e pediram para eu retirar. Eu retirei, cumpri com o pedido deles. Eles começaram a tirar foto e também lá da minha gaveta. Isso acontecendo na frente de todo mundo, situação constrangedora”, acrescenta o sindicalista.

Depois disso, Abdael foi chamado para uma audiência na corregedoria e descobriu qual a acusação que pesava sobre ele.

“Foi uma denúncia anônima dizendo que eu estava com a foto do presidente Lula na oficina e pedindo voto para as presas. Primeiro que as presas não votam e segundo que eu jamais faria isso, eu sei que não posso ficar fazendo campanha dentro da unidade. Expliquei a situação”, diz.

“Portanto, fui surpreendido com a acusação de que usei de subterfúgios para entrar com o objeto e que eu estava insuflando as presas. Isso não aconteceu. Entrei com o quadro e pedi autorização para isso. Só entrei com ele porque fui autorizado. Foi uma situação absurda. Fica clara a perseguição política do governo Tarcísio contra os policiais e contra os sindicalistas. O processo está correndo e dia 12 de agosto tem audiência marcada”, lamenta.

O policial penal contou, ainda, que não é a primeira vez que foi constrangido e perseguido por ser de esquerda. “Faço parte do grupo Policiais AntiFascistas e fui um dos espionados pelo Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI), no governo do Jair Bolsonaro. Tenho o relatório. Isso prova que a linha governamental que o Tarcísio apoia me persegue há muito tempo, desde o governo Bolsonaro. Esse PAD é mais uma ação de um governo que se alinha à extrema direita de Bolsonaro”, completa.

Entidades Sindicais e Sindicalistas estão proibidos de fazerem visitas e vistorias nas
Unidades Prisionais do Estado de São Paulo, direito consagrado na Constituição Federal

Bloqueio de acesso a presídios

Além das punições individuais, conforme as denúncias, o governo do estado barra, sistematicamente, o acesso de representantes sindicais às unidades prisionais. Essa restrição impede vistorias e coleta de dados sobre as irregularidades denunciadas.

O sindicato aponta que o sistema prisional de São Paulo atravessa seu momento mais crítico nos últimos sete anos. Com 229.306 presos distribuídos em 180 unidades, superlotação de 46%, a população carcerária do estado se aproxima perigosamente do recorde histórico de 2019, quando atingiu 233.089 detentos.

Ainda conforme a entidade, a tuberculose é uma constante entre os detentos nas unidades. Além disso, este ano, houve o registro de quatro casos de meningite nos seguintes locais: Centro de Detenção Provisória de São Vicente, em abril, com morte; Complexo Penal de Mirandópolis, também com morte; P2 de Sorocaba, com paciente internado; P2 Álvaro de Carvalho, os três últimos em maio, com paciente internado.

“O Sinppenal fundamenta seu direito de ingresso na Lei Estadual 10.083/1998, o Código Sanitário do Estado, que prevê participação sindical na fiscalização da saúde do trabalhador. Essa fiscalização não é uma concessão do governo, mas um direito garantido para assegurar que as normas de segurança estejam sendo cumpridas”, ressalta o sindicato.

A entidade reforça que, ao bloquear esse acesso, o estado estaria praticando desvio de finalidade, usando a prática para esconder problemas estruturais e enfraquecer a organização da categoria. "Na visão do sindicato, o conjunto de ações configura violação do artigo 8º da Constituição Federal, que assegura liberdade de associação e autonomia sindical."

A Fórum procurou o governo do estado de São Paulo, nesta terça-feira (16), e solicitou posicionamento diante das denúncias. A princípio, a reportagem obteve retorno pedindo o número do processo, informação passada em seguida. Porém, depois desse contato, não houve mais resposta. O espaço segue aberto para a manifestação da administração estadual.

Fonte: Revista Forum

10 junho 2026

Foragido da Justiça, briga com a mulher, pede para ser preso, dorme e até ronca na cela em Lençóis Paulista/SP

Um homem de 38 anos foi preso pela Polícia Militar (PM), nesta semana, em Lençóis Paulista (43 quilômetros de Bauru), após telefonar para o 190 reclamando da convivência com a companheira e pedindo para ir para a cadeia.

Por da Redação

10.06.2026

O homem de 38 anos após ligar para o 190 e pedir para ser preso, foi apresentado na
Delegacia de Lençóis Paulista e ficou à disposição da Justiça
De acordo com o registro policial, o fato ocorreu na manhã de segunda-feira (8), quando o homem entrou em contato por telefone no 190 com a PM, após desentender-se com a mulher, e revelou que era procurado pela Justiça e que desejava ser preso.

Policiais militares foram até o endereço informado por ele, no Centro, e cumpriram o mandado de prisão civil, expedido por conta do não pagamento de pensão alimentícia.

O homem que até então era um foragido da Justiça Pública foi então apresentado na delegacia, onde ficou à disposição da Justiça.

Durante o período em que permaneceu na unidade aguardando transferência para o Sistema Prisional, conforme apurado pela reportagem, o homem dormiu profundamente na cela, e até roncou. 

Foi então alertado por agentes para que maneirasse no barulho, por estar atrapalhando o trabalho na delegacia, o mesmo disse em alto e bom som que não dormia tão tranquilo há anos, e que iria aproveitar o sossego.

Fonte: JCNet

09 junho 2026

Três são presos por plano para matar promotor em São Paulo; PC, PP e ex-Estagiário do MPSP

Segundo as investigações, eles estariam envolvidos em um plano para matar um promotor do Gaeco e em um esquema de extorsão de investigados.

Por Isabela Leite, GloboNews e g1 SP

09/06/2026

Operação prende ex-estagiário do MP de SP, chefe de investigadores, policial penal e
ex-policial civil suspeitos de serem infiltrados do PCC - Imagem: Divulgação
Uma operação do Ministério Público de São Paulo prendeu nesta terça-feira (9) um chefe de investigadores da Polícia Civil, um ex-policial civil e um ex-estagiário do próprio MP suspeitos de serem infiltrados do PCC.

Segundo as investigações, eles estariam envolvidos em um plano para matar um promotor do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), do MP, e também fariam parte de um esquema para extorquir dinheiro de investigados, incluindo integrantes da facção criminosa acusados de planejar a morte desse promotor.

O ex-estagiário é acusado de usar bancos de dados do MP para identificar criminosos e extorquir dinheiro deles em troca de suposta proteção nas investigações. Ele teria contado com a ajuda do policial penal e do ex-policial presos. O chefe de investigadores preso na operação também é suspeito de passar informações privilegiadas, em troca de dinheiro, a um criminoso investigado pela polícia.

Além dos três mandados de prisão temporária, havia dez de busca e apreensão nas cidades de Campinas e Cardoso, no interior de São Paulo, incluindo contra um policial penal.

Por envolverem suspeitos integrantes da Polícia Civil e da Polícia Penal, além do 1º BAEP, participam da operação as Corregedorias da Polícia Civil e da Polícia Penal, e a Comissão de Prerrogativas da OAB, especificamente para as buscas em escritório de advocacia.

O chefe de investigadores preso atuava na Delegacia de Investigação sobre entorpecentes (Dise) de Campinas na época de duas operações para apurar os planos de atentado contra um promotor e também um esquema de lavagem de dinheiro ligado a dois traficantes.

O ex-estagiário, que hoje é advogado, trabalhava em uma promotoria criminal do MP de Campinas e o ex-policial civil preso o teria ajudado.

A Operação Infiltrados é um desdobramento de duas operações deflagradas no ano passado:

Operação Pronta Resposta: deflagrada em agosto, apurou a atuação de organização criminosa ligada ao PCC que, dentre outros crimes, estaria planejando um atentado contra a vida do promotor de Justiça do Gaeco Amauri Silveira Filho.

Operação Off White: deflagrada em 30 de outubro de 2025 - realizada para desmantelar um esquema de lavagem de dinheiro ligado a dois dos traficantes mais procurados do Brasil. Entre eles, um dos principal chefes em liberdade do PCC: Sérgio Luiz de Freitas (Mijão ou Xixi).

Em nota, o MP afirmou que "todos os fatos estão sob apuração no Gaeco e o apoio das Polícias Militar, Civil e Penal demonstra que as instituições estão trabalhando em conjunto para a depuração de seus quadros, garantindo que a sociedade sempre tenha à disposição um serviço público eficiente, contínuo e transparente."

Investigação

Nos últimos meses, as investigações do Gaeco indicaram que, uma semana antes da deflagração da operação Pronta Resposta, um dos principais acusados, responsável direto pela execução do plano para matar o promotor de justiça do Gaeco, se reuniu com o chefe dos investigadores da Dise de Campinas.

No material apreendido, foram localizados vídeos que mostram o encontro realizado entre os investigados, justamente às vésperas da deflagração da operação que viria a frustrar o suposto atentado contra o membro do Ministério Público.

O Gaeco apura as informações privilegiadas e sensíveis que teriam sido repassadas ao criminoso pelo investigador de polícia.

Em outro foco investigativo também decorrente das Operações Pronta Resposta e Off White, o Gaeco descobriu que um dos principais membros da organização criminosa estava sendo vítima de extorsão, praticada por agente que se valia de informações privilegiadas.

Com o aprofundamento do trabalho, o Gaeco apurou que o responsável direto pela extorsão praticada contra o membro da organização criminosa seria um então estagiário do próprio Ministério Público que, ao que tudo indica, meses antes, teria propositadamente se infiltrado em uma das Promotorias de Justiça Criminais de Campinas para fins criminosos.

Utilizando os bancos de dados e sistemas de pesquisa e contando com o auxílio de outros agentes públicos, o então estagiário teria conseguido identificar criminosos de alto poder econômico e extorquido dinheiro em troca de suposta proteção nas investigações.

Entre esses agentes públicos, estariam o policial penal e o ex-policial civil, alvos da operação desta quinta. O policial civil já tinha sido expulso anos atrás pelo crime de extorsão mediante sequestro. Também foram colhidos elementos que apontam que os atos de extorsão teriam sido praticados pela internet em um escritório de advocacia.

Prédio do Ministério Público de São Paulo — Foto: Reprodução/GloboNews
Na análise de um celular apreendido com Maurício Silveira Zambaldi, o "Dragão", empresário preso no ano passado suspeito de participar de plano para matar o promotor, foi encontrada uma cobrança de R$ 500 mil para que não fossem enviadas informações para o Gaeco sobre a atuação dele.

A pessoa dizia ser de Balneário Camboriú (SC), mas o Gaeco descobriu que se tratava de um advogado que, na época, trabalhava em uma Promotoria Criminal do MP de Campinas e acessava processos ligados à organização criminosa e de outros “potenciais alvos” de extorsão.

Ainda não se sabe se algum investigado chegou a pagar pelas informações oferecidas. A operação desta terça tem como objetivo também colher mais provas e elementos sobre essa questão.

O então estagiário pediu para sair da Promotoria semanas após as operações que envolviam o alvo "Dragão" e foi trabalhar em um escritório de advocacia na região de Campinas, que também foi alvo de buscas na Operação Infiltrados.

Fonte: G1

18 maio 2026

Sete detentos são contidos após princípio de rebelião na Penitenciária Masculina de Ribeirão Preto/SP

Confusão começou dentro da Unidade Prisional, mas foi controlada rapidamente. Um boletim de ocorrência foi registrado.

Por g1 Ribeirão e Franca

18/05/2026

A Penitenciária Masculia de Ribeirão Preto tem a custódia de 1.571 sentenciados, mas que tem uma capacidade para apenas 865 presos, o que evidencia uma população quase 100% acima de sua capacidade
Sete detentos foram contidos na manhã desta segunda-feira (18) após um princípio de rebelião na Penitenciária de Ribeirão Preto (SP), na Rodovia Abrão Assed (SP-333).

A confusão começou dentro da Penitenciária, mas foi controlada rapidamente, de acordo com informações da Polícia Civil. Um boletim de ocorrência foi registrado.

Até a última atualização desta reportagem, as identidades dos envolvidos não tinham sido reveladas. O motivo da briga também não foi divulgado.

A Penitenciária de Ribeirão Preto conta atualmente com 1571 homens, segundo o próprio site da SAP-SP, o que evidencia uma população quase 100% acima de sua capacidade projetada. 

Ao g1, a Secretaria da Administração Penitenciária informou que o caso começou quando um dos presos ateou fogo no colchão da cela que habitava.

"O foco foi rapidamente controlado e o custodiado foi retirado do local pelos próprios servidores da unidade, ficando isolado dentro do presídio. O Grupo de Intervenção Rápida (GIR) está no local dando apoio a uma revista no pavilhão onde aconteceu a ocorrência".

Diferente do que foi anunciado em Programa Televisivo, o princípio de rebelião ocorreu na Penitenciária Masculina de Ribeirão Preto e não no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Ribeirão Preto

Fonte: G1

Correções: Leandro Leandro.