SOMOS A POLÍCIA PENAL

Profissionais invisíveis que garantes a segurança da sociedade.

QUREMOS QUE NOSSOS DIREITOS SEJAM RESPEITADOS

Arriscamos nossas vidas para garantir a segurança de todos.

SOMOS GUERREIROS E INCANSÁVEIS

Lutamos pelos direitos de todos os servidores públicos.

ACREDITAMOS NUM PAIS MENOS DESIGUAL

Não compactuamos com os demsandos dos governos.

QUEREMOS QUE HAJA JUSTIÇA SOCIAL

Somente assim haverá segurança pública real.

03 agosto 2026

Polícias Penal e Civil fazem operação contra entrada de drogas e celulares em presídios do RJ; vídeo

Investigação começou após flagrante de 20 quilos de drogas e 130 celulares em Bangu 7; policial penal é apontado como principal elo do esquema.

Por Felipe Freire, Jefferson Monteiro, Bom Dia Rio

03/08/2026 

Material apreendido em 11/2025 pela Policia Penal-SEAP 130 celulares, 17 quilos de maconha,
3,5 quilos de cocaína, 80 pedras de crack, 185 gramas de haxixe e 50 chips de telefonia.- Foto: Reprodução/SEAP-RJ
As polícias Civil e Penal iniciaram, na manhã desta segunda-feira (3), uma operação contra um esquema de entrada de drogas, celulares e outros materiais ilícitos em presídios do Estado do Rio de Janeiro.

A ação é conduzida por agentes da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) e da Secretaria Estadual de Polícia Penal (Seppen), que cumprem 4 mandados de prisão temporária e 10 de busca e apreensão na capital e na Região Metropolitana.

O principal alvo da operação é o policial penal Wagner Jardim Dias, apontado pelas investigações como o principal responsável por facilitar a entrada de drogas e aparelhos celulares nas unidades prisionais fluminenses.

Na época o policial penal Wagner foi conduzido à Delegacia de Repressão às
Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais - Imagem: Polícia Penal/Divulgação
Wagner foi preso em casa, no bairro de Pendotiba, na Região Oceânica de Niterói. Até as 7h, 4 pessoas tinham sido presas, entre elas uma em flagrante. Uma mulher era procurada.

A investigação teve início após uma tentativa frustrada de introdução de materiais ilícitos no Presídio Nelson Hungria, o Bangu 7, no Complexo de Gericinó, em novembro do ano passado. Na ocasião, mulheres que não possuíam cadastro como visitantes nem tinham parentes presos esconderam cerca de 20 quilos de drogas e 130 celulares em sacolas.

Segundo as investigações, servidores penais envolvidos no esquema realizaram apenas uma revista superficial. No entanto, uma denúncia levou à descoberta da ação criminosa antes que o material fosse entregue aos detentos.

A partir desse episódio, os investigadores realizaram um trabalho de inteligência que incluiu análise de imagens, cruzamento de dados, diligências e investigação financeira. As apurações apontaram a existência de uma organização criminosa estruturada, com divisão de tarefas para abastecer integrantes de facções presos no sistema penitenciário.

A polícia explicou que Bangu 7 concentra detentos que aplicam golpes e extorquem dinheiro de vítimas por meio de ligações telefônicas. A polícia diz que, para praticar esses crimes, eles precisam de uma grande quantidade de chips de celulares e aparelhos.

Ainda de acordo com a Polícia Civil, um dos principais investigados movimentou mais de R$ 259 mil em transferências bancárias sem justificativa econômica aparente, valor considerado incompatível com sua capacidade financeira.

Wagner Jardim Dias já havia sido preso em novembro de 2025 por causa das investigações e permaneceu detido até fevereiro deste ano, quando foi solto, mas estava afastado. Nesta segunda-feira, ele voltou a ser preso durante o cumprimento dos mandados judiciais. Ele negou as acusações.

“Eles movimentaram R$ 60 milhões só aplicando golpes. São presos ‘neutros’, que não participam do Comando Vermelho nem do Terceiro Comando Puro”, explicou o delegado Marcio Almeida.

Fonte: G1/RJ

02 agosto 2026

Polícia Penal apreende mais de 36 kg de drogas com visitantes no 1ºsemestre de 2026 em prisões de SP

Todo o material apreendido passa pelos procedimentos administrativos legais, com registro de boletim de ocorrência, e é remetido para análise da Polícia Científica para subsidiar as denuncias do MP.

Por da Redação

02.08.2026

Visitantes arriscam em se aventurar a introduzir drogas e celulares nas Unidades Prisionais introduzindo-as nos proóprios corpos e também camuflas em roupas, calçados e até mesmo em alimentos
A Polícia Penal de São Paulo apreendeu, no primeiro semestre deste ano, mais de 36 quilos de drogas - sendo 30 quilos de maconha, 4,500 quilos de cocaína, 1,047 quilo de haxixe, 42 gramas de crack, 12 gramas de skunk e 240 comprimidos de drogas sintéticas – além de 16 aparelhos celulares, nas revistas feitas em dias de visitas aos presos do sistema penitenciário do Estado. 

Os agentes identificaram 633 pessoas tentando ingressar nos presídios com produtos proibidos, com auxílio dos equipamentos de segurança utilizados em todas as unidades do sistema, sem contato físico entre policiais e visitantes.

Drogas escondidas em fundo falso de pote de margarina em Unidade Prisional de Florínea 
A Polícia Penal conta atualmente com escâneres corporais e aparelhos de raios X para monitorar a entrada nos estabelecimentos e promove treinamento constante dos agentes para executar a revista mecânica de objetos que ingressam nesses locais.

Todo o material apreendido passa pelos procedimentos administrativos legais, com registro de boletim de ocorrência, e é remetido para análise da Polícia Científica. Paralelamente, a Polícia Penal inicia procedimento de apuração no estabelecimento penal onde ocorreu o flagrante.

Em igual período do ano passado, foram apreendidos aproximadamente 42 quilos  de entorpecentes - sendo 37,361 quilos de maconha, 4,156 quilos de cocaína, 446 gramas de haxixe, 29 gramas de crack e 215 comprimidos de drogas sintéticas - e 22 aparelhos celulares, com 444 visitantes.

Droga ingerida por visitante e flagrada durante verificação de rotina no scanner corporal em dia de visita

Região de Bauru

Nas unidades prisionais da região de Bauru, a Polícia Penal apreendeu, no primeiro semestre de 2026, 03 aparelhos celulares e 3,5 quilos de drogas, sendo 2,960 quilos de maconha, 614 gramas de cocaína e 8 gramas de haxixe, durante as fiscalizações de visitantes realizadas com o auxílio dos equipamentos de segurança instalados nas portarias dos estabelecimentos penais.

Fonte: JCNET

Enquanto Zema faz campanha política em CPP de SP, o Sistema Prisional de MG derrete a olhos vistos

Fugas em série acendem alerta e expõem abandono dos presídios de Minas. Nove detentos seguem foragidos após fugas em BH e Passos; sindicato aponta falta de servidores e unidades sucateadas entre outros problemas

Daniel Galera

02/08/2026 

Sucateamento, precarização e baixo número de servidores colocam o Sistema Prisional de
Minas Gerais em uma situação caótica - Imagem: Reprodução
Belo Horizonte – Duas fugas registradas em unidades prisionais de Minas Gerais em um intervalo de apenas três dias deixaram nove detentos foragidos e colocaram em evidência a situação do sistema prisional do estado.

Enquanto a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp-MG) investiga como os presos conseguiram escapar, representantes da Polícia Penal afirmam que os casos refletem problemas estruturais antigos, como déficit de servidores, falta de manutenção nas unidades e equipamentos ultrapassados.

A primeira fuga ocorreu na madrugada de segunda-feira (27/7), no Centro de Remanejamento do Sistema Prisional (Ceresp) Gameleira, em Belo Horizonte. Sete detentos conseguiram escapar após abrirem um buraco em uma cela e transpor o muro da unidade.

Até o momento, quatro dos fugitivos foram recapturados. Permanecem foragidos Luiz Fernando Freitas Pereira, de 20 anos, conhecido como “Bolotinha”; Saymon Patric Gomes Silva, de 23 anos, o “LB”; e Bruno Gustavo Gomes da Paixão, de 33 anos.

Ceresp Gameleira onde ocorreu a fuga dos detentos em Belo Horizonte - Imagem: Reprodução

Fugas no Sul de Minas

Três dias depois, na quinta-feira (30/7), uma nova fuga foi registrada no Presídio de Passos, no Sul de Minas. Durante uma conferência de rotina, policiais penais constataram que o cadeado de uma cela havia sido rompido e seis presos haviam escapado.

Os fugitivos foram identificados como Diogo Henrique da Cruz Fabiano, Júlio Arnaldo Toledo, Leonardo Willians Silva Pereira, Marcos Túlio Cruz Fabiano, Matheus Loiola Divino e Wagner Santos de Lima. Nenhum deles havia sido recapturado até a última atualização divulgada pela Sejusp-MG.

Visita ao Presídio Dutra Ladeira em janeiro de 2026 - Imagem: Reprodução/ALMG

“Não é um fato isolado”, diz policial penal

Para o policial penal e vice-presidente do Sindicato dos Policiais Penais de Minas Gerais (Sindppen-MG), Wladimir Dantas, as duas fugas não podem ser tratadas como episódios isolados.

Segundo ele, o sistema prisional mineiro enfrenta um processo de sucateamento que compromete diretamente a segurança das unidades.

“Os cadeados são antigos e obsoletos. O maquinário é ruim e as unidades, principalmente o Ceresp Gameleira, sofrem com falta de manutenção. Quem passa a mão na parede vê que o reboco esfarela. É uma estrutura muito antiga, com infiltrações e instalações deterioradas.”, afirma.

Relatório anual do Conedh revela denúncias de tortura de maus-tratos em presídios mineiros - Imagem: ALMG/Divulgação
Dantas explica que o Ceresp Gameleira, administrado pela Polícia Penal desde 2004, nunca recebeu as intervenções estruturais necessárias.

“Há pedidos de manutenção há muito tempo, mas tudo depende de licitação e esses processos acabam travando. No Estado, tudo é muito moroso. Enquanto isso, as unidades vão envelhecendo.”

A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública discorda da afirmação do policial. Em relação ao Ceresp Gameleira, onde ocorreu uma das fugas de detentos na última semana, a Sejusp informou que a reforma da área carcerária do presídio em 2024, resultou em uma ampliação de 93,69% da capacidade de vagas da unidade prisional.

Após quase dois anos de obras, o local passou das 412 vagas iniciais para 798, ou seja, um acréscimo de 386 vagas.

Policiais e especialista denunciam presídios de MG à beira do colapso - Imagem: Sindppen-MG/Divulgação

Déficit de servidores

Outro problema apontado pelo dirigente sindical é o efetivo insuficiente para atender à demanda do sistema prisional.

Segundo ele, Minas Gerais possui pouco mais de 16 mil policiais penais para atender 168 unidades prisionais, número considerado muito abaixo do necessário.

“O ideal seria termos entre 25 mil e 30 mil servidores. Hoje trabalhamos com um efetivo insuficiente para uma das maiores populações carcerárias do país.”

De acordo com Dantas, quando a Polícia Penal assumiu a gestão das unidades, em 2004, Minas Gerais tinha cerca de 20 mil presos. Atualmente, o estado já ultrapassou a marca de 80 mil pessoas privadas de liberdade e, segundo ele, chegou a superar os 120 mil em determinados períodos, em razão dos altos índices de reincidência criminal.

“Somos a segunda maior malha carcerária do Brasil, mas o crescimento da estrutura não acompanhou o aumento da população prisional.”

Situações degradantes foram encontradas em presídios mineiros - Imagem: ALMG/Divulgação
A Sejusp-MG administra atualmente 166 unidades prisionais e tem sob sua custódia cerca de 72 mil presos. O número atual de vagas é de aproximadamente 42.500 vagas. Os dados são de maio de 2026.

Por meio de nota oficial, a Secretaria ressaltou o reforço do efetivo nas unidades prisionais: cerca de 3,4 mil policiais penais tomaram posse em 2024.

Destacou que tem concurso público em andamento, com 1.178 vagas para reforçar o efetivo da Polícia Penal em todo estado. Este é o segundo edital da gestão atual, que já resultou na contratação de quase 5 mil policiais penais.

Equipamentos antigos e servidores sobrecarregados

Além da infraestrutura precária, o vice-presidente do Sindppen afirma que os policiais penais trabalham com equipamentos defasados.

“Temos coletes balísticos vencidos, armamentos antigos e equipamentos de proteção que precisam ser substituídos. Tudo isso impacta diretamente a segurança dos servidores e das unidades.”

Falta de efetivo e estruturas precárias, estas são algumas das causas por trás das fugas em MG - Imagem: Reprodução

Impactos na saúde dos servidores

Segundo ele, a sobrecarga também tem provocado adoecimento entre os profissionais.

“Mais de 85% dos servidores enfrentam algum tipo de problema de saúde, muitos relacionados ao desgaste psicológico, síndrome de Burnout. Há um índice elevado de afastamentos médicos e isso sobrecarrega quem continua trabalhando.”

Dantas também defende a valorização da categoria e afirma que as perdas salariais acumuladas ao longo dos anos agravam o cenário.

“Neste ano houve um reajuste de 5%, mas as perdas inflacionárias acumuladas ultrapassam 40%.”

Investigações continuam

A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública informou que instaurou procedimentos administrativos para apurar as circunstâncias das fugas em BH e em Passos. As investigações estão sendo conduzidas pelo Departamento Penitenciário de Minas Gerais (Depen-MG).

As forças de segurança também mantêm as buscas pelos nove detentos que continuam foragidos. Informações que possam auxiliar na localização dos presos podem ser repassadas, de forma anônima, por meio do Disque Denúncia 181.

As duas ocorrências, registradas na mesma semana, reacenderam o debate sobre as condições do sistema prisional mineiro e os investimentos necessários para garantir segurança tanto aos servidores quanto à população.

Presídios sucateados e falta de policiais: o cenário por trás das fugas em MG; Rafael Greco,
em primeiro plano o secretário de Segurança de MG - Imagem: Reprodução

Secretaria justifica reformas e criação de vagas

O Governo de Minas começou a entregar cerca de 2.700 vagas em presídios e penitenciárias de todo o Estado. Em nota a Sejusp informou que há obras de novas unidades sendo erguidas, construções que estavam paralisadas há anos e que estão sendo finalizadas, além da entrega de ampliações de unidades importantes.

Em novembro de 2025, foi inaugurado o novo Presídio de Frutal, no Triângulo Mineiro, unidade com 388 vagas. Já o Presídio de Itaúna, com 306 vagas, está em fase de finalização. Lavras e Poços de Caldas completam as entregas em 2026, com 600 vagas cada uma.

No último ano, foi inaugurado também o anexo do Presídio de Alfenas, no Sul de Minas, com 306 vagas.

Mais de R$ 16 milhões foram investidos nas obras realizadas por meio de uma parceria entre Sejusp-MG e a Secretaria de Estado de Infraestrutura, Mobilidade e Parcerias (Seinfra). Em março de 2025, foi entregue o novo Presídio de Iturama, com 388 vagas.

Em julho de 2024, o novo Presídio de Ubá, com 388 vagas, também foi entregue, assim como a área de segurança e carceragem do Centro de Remanejamento do Sistema Prisional (Ceresp) de Juiz de Fora. Esse último teve a capacidade ampliada em 57%, com 191 novas vagas.

O Ceresp Ipatinga foi reinaugurado depois de longa reforma, resultando em 282 novas vagas. Além disso, foi concluída a obra no Pavilhão III do Presídio Antônio Dutra Ladeira, em Ribeirão das Neves; a reforma amplia a capacidade do pavilhão para 170 vagas — 85 delas criadas com as mudanças realizadas.

Enquanto isso, Zema brinca de Bukele brasileiro, mas mente

E enquanto o Sistem Prisional que ele cuidou duran te 08 anos derrete a olhos vistos, o governador de Minas Gerais, Zema, vem a São Paulo fazer propaganda de sua campanha presidencial, nos alambrados do CPP de São Jose do Rio Preto.

Teria ele pedido permissão para o governo do Estado de São Paulo para fazar o vídeo e montar uma narrativa falsa da realidade?

Se ele é tão bom administrador como afirma ser, porque então escondeu o próprio Sistema Prisional, que ele próprio "administrou" durante 08 anos?

Mesmo porque suas 166 Unidades Prisionais segundos servidores e Sindicato afirmam estar se esfarelando, com equipamentos obsoletos, falta de servidores com quadros deficitários e insuficientes diante de uma população prisional em crescimento acelerado.

Fonte: METRÓPOLES

Vídeo adicional: Leandro/Redes Sociais

01 agosto 2026

Viatura da Polícia Penal com seis presos bate em caminhão em rodovia no litoral de SP; Apenas danos materiais

Acidente aconteceu após o veículo de carga desviar de um atropelamento na via. Ninguém se feriu e os detentos foram transferidos para outra unidade prisional.

Por g1 Santos

01/08/2026

Viatura da Polícia Penal com seis presos colide com traseira de caminhão em rodovia no litoral de SP - Imagem: Artesp / Divulgação
Uma viatura da Polícia Penal com seis presos bateu na traseira de um caminhão na Rodovia Padre Manoel da Nóbrega, em Itanhaém (SP). O acidente aconteceu por volta das 19h50 de sexta-feira (31). Segundo a Secretaria da Administração Penitenciária (SAP), ninguém ficou ferido.

Após a colisão, os detentos foram transferidos para outro veículo e levados ao Centro de Detenção Provisória (CDP) de Praia Grande. O motorista e o passageiro do caminhão também não se machucaram e seguiram viagem após a liberação da via.

De acordo com a Agência Reguladora de Transportes do Estado de São Paulo (Artesp), o acidente ocorreu no momento em que o caminhão mudou de faixa para desviar de um atendimento médico a um pedestre que havia sido atropelado.

O veículo de carga trocou de pista e diminuiu a velocidade durante a manobra. Neste momento, a viatura que seguia a mesma rota e foi realizar a mesma manobra não conseguiu frear e bateu na traseira.

Imagens divulgadas pela Artesp mostram que a viatura teve o capô amassado e a parte interna exposta devido ao impacto. O caminhão apresentou apenas danos leves no para-choque traseiro.

Rodovia Padre Manoel da Nóbrega, local onde ocorreu o acidente - Imagem: Luigi Bongiovanni/A Tribuna

Atropelamento

O atropelamento do pedestre ocorreu cerca de uma hora antes da batida entre a viatura e o caminhão. Até a última atualização desta reportagem, a polícia não havia detalhado a dinâmica do caso nem identificado o veículo responsável por atingir a vítima.

A Concessionária Novo Litoral (CNL) informou, em nota, que prestou os primeiros socorros e encaminhou o pedestre ao hospital. Segundo a Artesp, o estado de saúde da vítima era considerado grave no momento do atendimento.

Interdições e congestionamento

Devido aos acidentes, duas faixas e o acostamento da rodovia ficaram interditados entre 18h38 e 23h50, até que o processo de remoção da viatura fosse concluído. A Artesp registrou cerca de 800 metros de congestionamento no local durante os atendimentos e as ações das equipes.

Fonte: G1

30 julho 2026

Diretor penitenciário acaba preso após esconder rastreador sob lataria de carro para vigiar ex esposa em MS

Maycon Roslen de Melo mandava mensagens ameaçando a vítima para retirar a denúncia de violência doméstica.

Por Ana Paula Chuva

29/07/2026

Maycon Roslen de Melo em foto divulgada em 2021, quando assumiu como adjunto da "Federalzinha" - Imagem: Divulgação
A descoberta de um dispositivo de rastreamento instalado em segredo na lataria de um automóvel foi um dos motivos que resultaram na prisão preventiva do policial penal e diretor do PTran (Presídio de Trânsito de Campo Grande), Maycon Roslen de Melo, de 45 anos. Investigado por perseguição, violência psicológica e coação no curso do processo, o servidor usava a tecnologia para monitorar os passos da ex-companheira, de quem estava separado após um relacionamento de nove anos.

A vítima descobriu o equipamento após perceber que, mesmo mantendo uma rotina discreta, o investigado sabia exatamente onde ela estava. A revelação do rastreador consta nos autos que tramitam na Justiça.

Segundo os relatos anexados ao inquérito, a mulher tentou romper a vigilância mudando-se para o interior do Estado, em busca de refúgio e segurança. No entanto, por meio do monitoramento em tempo real do veículo, Maycon descobriu a localização da ex e se deslocou da Capital até o município do interior para confrontá-la, ignorando a medida protetiva.

Além do rastreador, os autos apontam um histórico de abusos psicológicos, chantagens emocionais com ameaças de suicídio e tentativa de uso de terceiros, como familiares do próprio investigado, para pressionar a vítima e testemunhas a retirarem as representações criminais contra ele.

O policial penal Maycon Roslen de Melo, de 45 anos se encontrava como diretor do PTran
(Presídio de Trânsito de Campo Grande) - Imagem: Reprodução
Na decisão que decretou a prisão e autorizou a busca e apreensão na residência e no local de trabalho do policial, a Justiça ressaltou “o risco iminente à vida da vítima”, já que, por ser policial penal, Maycon tinha facilidade de acesso a armas de fogo. Em ocasiões anteriores, inclusive, ele já havia demonstrado resistência em entregar voluntariamente seu armamento institucional, o que reforçou a urgência da medida cautelar.

“A gravidade concreta da conduta do investigado, que não se conforma com o fim do relacionamento e adota comportamento obsessivo e de vigilância contínua, revela acentuada periculosidade”, diz o juiz na decisão.

Segundo informações levantadas pela reportagem, Maycon havia se apresentado espontaneamente à Unidade Mista de Monitoramento Virtual da Agepen na última sexta-feira (24), quando passou a utilizar tornozeleira eletrônica por determinação judicial.

A ordem de prisão foi expedida na segunda-feira (27) e cumprida na terça-feira (28), após ele supostamente ter descumprido as medidas impostas pela Justiça.  O mandado foi cumprido por equipes da 1ª Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher). O processo administrativo instaurado pela Corregedoria da Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário) determinou o afastamento do cargo de direção, e Maycon foi encaminhado para uma cela no Centro de Triagem Anísio Lima, no Jardim Noroeste.

Maycon Roslen de Melo é servidor da Agepen há 25 anos, desde novembro de 2001. Conforme o Portal da Transparência, recebeu remuneração líquida de R$ 12.241,51 em junho deste ano.

O policial penal foi encaminhado para o Centro de Triagem Anísio Lima subordinado à Agepen - Imagem: Reprodução
Embora seja o diretor titular do Presídio de Trânsito, ele estava oficialmente em férias desde o último dia 22. Publicada no Diário Oficial do Estado de 22 de julho, portaria assinada pelo diretor-presidente da Agepen, Rodrigo Rossi Maiorchini, designou o policial penal Jackson Bendassolli para responder interinamente pela direção da unidade até 31 de julho.

Ele já foi o diretor-adjunto da Penitenciária Estadual Masculina de Regime Fechado da Gameleira II, conhecida como "Federalzinha", e diretor do Estabelecimento Penal “Máximo Romero”, em Jardim. Formado em Direito e pós-graduado em Gestão Prisional e Gerenciamento de Crises, Maycon também já atuou como chefe de Disciplina na Casa do Albergado, na Capital.

Agepen

Por meio de nota, a Agepen informou que "a corregedoria acompanhou o cumprimento da ordem judicial e instaurou procedimento administrativo disciplinar para apurar a responsabilidade do servidor, observando o devido processo legal, o contraditório e a ampla defesa".

"O servidor foi preventivamente afastado de suas funções de chefia e direção em razão do cumprimento do mandado judicial. Independentemente da apuração criminal, a legislação aplicável aos servidores públicos estaduais prevê a apuração administrativa de condutas que possam configurar infração disciplinar, ainda que os fatos investigados tenham ocorrido na esfera da vida privada, nos termos do artigo 218, inciso XIII, da Lei Estadual nº 1.102/1990, sem prejuízo da análise quanto ao eventual descumprimento dos princípios que regem a Administração Pública", completa o texto.

Fonte: Campo Grande News

Policial penal é condenado a 23 anos de prisão por matar cantor sertanejo durante churrasco em Votuporanga/SP

Rodrigo Marques foi condenado nesta quarta-feira (29) por matar Gustavo Henrique Soares Caporalini em Votuporanga (SP). Cabe recurso.

Por g1 Rio Preto e Araçatuba

30/07/2026

Rodrigo Marques (à esquerda) e Gustavo Caporalini (à direita); policial penal assassinou
cantor sertanejo em Votuporanga (SP) - Imagem: Arquivo pessoal
O policial penal Rodrigo Marques foi condenado nesta quarta-feira (29) a 23 anos, sete meses e seis dias de prisão por matar o cantor sertanejo Gustavo Henrique Soares Caporalini, de 39 anos, durante um churrasco em Votuporanga (SP).

O julgamento ocorreu no Fórum da cidade das 8h às 20h, e o réu terá de cumprir a pena em regime fechado por homicídio qualificado contra o cantor e por lesão corporal contra a ex-esposa. Cabe recurso. Ao g1, o advogado de defesa de Rodrigo informou que irá recorrer da decisão.

Rodrigo Marques, de 42 anos na época, preso após assassinato em Votuporanga (SP) - Imagem: Arquivo pessoal
Quanto às duas tentativas de homicídio contra os tios de Caporalini, o agente penitenciário foi absolvido.

O crime ocorreu no dia 25 de fevereiro de 2024 e, segundo a denúncia do Ministério Público, foi motivado por ciúmes após Rodrigo descobrir um suposto relacionamento entre a ex-esposa dele e o cantor.

Rodrigo Marques, de 42 anos, era na época policial penal e foi preso em Campina Verde (MG) - Imagem: Arquivo pessoal
Na ocasião, ele fez pelo menos sete disparos contra o cantor, perseguiu a vítima até o interior da residência e continuou atirando mesmo depois de Gustavo já ter caído no chão. 

Ainda conforme a denúncia, o agente penitenciário também atirou contra dois tios do cantor, que entraram em luta corporal para impedir novos disparos. Os dois sobreviveram.

Gustavo Caporalini foi alvejado dentro da própria casa em Votuporanga (SP) - Imagem: Arquivo pessoal
Rodrigo havia sido denunciado por homicídio qualificado por motivo torpe, uso de recurso que dificultou a defesa da vítima, emprego de meio cruel e por colocar outras pessoas em risco, já que o crime ocorreu durante uma confraternização familiar.

Segundo a denúncia, além dos pais e tios da vítima, havia cinco crianças e adolescentes na residência no momento dos disparos. Além do homicídio, Rodrigo responde por duas tentativas de homicídio contra os tios da vítima e por lesão corporal praticada contra a ex-esposa em contexto de violência doméstica.

Segundo a Polícia Civil, Rodrigo não aceitava o fim do relacionamento de 17 anos com a ex-esposa e teria descoberto mensagens trocadas entre ela e o cantor. Horas antes do assassinato, ele foi até a casa da mulher, agrediu-a e a ameaçou, dizendo que mataria tanto ela quanto Gustavo.

A Polícia Militar de Minas Gerais apreendeu o, veículo, a arma e o policial penal foragido
da cidade de Votuporanga após cometer assassinato no município
Rodrigo fugiu após os disparos, mas foi preso no mesmo dia em Campina Verde (MG). À polícia, ele confessou o assassinato.

Fonte: G1

29 julho 2026

Quem era Tarso Esdra, policial penal morto a tiros: 'Não media esforços para ajudar', diz irmã; vídeo

Tarso Esdra de Moura, de 44 anos, estava afastado das funções de unidade prisional de Aguaí (SP) devido a problemas de saúde. Ele foi encontrado morto às margens da rodovia; Polícia Civil investiga o caso como homicídio.

Por g1 São Carlos e Araraquara

29/07/2026

Tarso Esdra de Moura, de 44 anos, foi encontrado morto com marcas de tiro no domingo (26),
em São Paulo. Ele trabalhava na unidade prisional de Aguaí - Imagem: Redes sociais
Um irmão dedicado, um pai amoroso e um trabalhador incansável. É assim que a família lembra de Tarso Esdra de Moura , 44 anos, policial penal da unidade prisinoal de Aguaí (SP). Ele foi encontrado morto com marcas de tiros e sinais de violência, no domingo (26), às margens da Rodovia Raposo Tavares, na Zona Oeste de São Paulo.

O corpo do policial penal foi sepultado nesta quarta-feira (29), no Cemitério Vila Rio, em Guarulhos. A Polícia Civil investiga o caso como homicídio.

Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP), a família da vítima registrou o desaparecimento do policial penal no Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), no domingo (26).

Policial  penal foi encontrado morto às margens da Rodovia Raposo Tavares; Polícia Civil
investiga o caso como homicídio - Imagem: Divulgação
O caso é investigado por meio de Inquérito Policial instaurado pelo DHPP, que realiza diligências para esclarecer os fatos.

Segundo o relato da irmã, Talita Priscila, Tarso trabalhou em Aguaí e dedicou a vida a cuidar de quem amava, sem medir esforços para ajudar os outros e garantir um futuro melhor para o filho autista de 3 anos.

A família conta que Tarso sonhava em oferecer uma vida melhor ao menino e também aos pais. Não media esforços para ajudar quem precisasse.

"Ele sonhava ter uma vida melhor, se desdobrava para dar o melhor para o filho e meus pais. Não media esforço para ajudar os outros, para ele não tinha hora nem distância quando alguém precisava de ajuda", disse a irmã.

Carreira e família

De acordo com a família, depois de Tarso ser aprovado no concurso da Secretaria da Administração Penitenciária (SAP), construiu a carreira como policial penal, se casou e, 10 anos depois, realizou outro grande sonho e se tornou pai. O filho, hoje com 3 anos, era a sua maior motivação.

Segundo a irmã, o policial penal carregou desde cedo o peso das responsabilidades. Segundo ela, Tarso começou a trabalhar ainda jovem para ajudar na renda da família.

Nos últimos meses, a rotina da família havia mudado. O filho precisava de tratamento especializado por ser autista, o que fez Tarso retornar para Guarulhos, já que o atendimento não existia em Aguaí.

Além disso, ele estava afastado do trabalho por motivos de saúde e se recuperava de uma cirurgia no braço.

"Sua memória será, para mim, a de uma pessoa que sofreu, lutou, fez coisas boas e viveu sua vida com dignidade", afirmou.

Talita informou que o irmão fazia planos para o futuro, e a intenção era voltar a morar perto da família, em Aguaí, até o fim deste ano.

O policial penal Tarso Esdra de Moura, trabalhava na unidade prisional de Aguaí,
no interior de São Paulo - Imagem: Divulgação

Homicídio

O policial penal Tarso Esdra de Moura, de 44 anos, foi encontrado morto na noite de domingo (26), às margens da Rodovia Raposo Tavares, na Zona Oeste de São Paulo. Ele era servidor na unidade prisional de Aguaí, no interior do estado, e estava afastado das atividades funcionais por problemas de saúde.

Segundo a família, ele era considerado desaparecido desde o domingo. O corpo foi localizado por volta das 20h e apresentava ferimentos provocados por arma de fogo, além de outros sinais de violência, como hematomas.

Segundo a SSP, policiais militares foram acionados para atender a ocorrência e encontraram a vítima, já sem vida, com ferimentos causados por arma de fogo. A perícia foi acionada e o caso foi registrado no 89º Distrito Policial (Jardim Taboão).

As circunstâncias do crime são investigadas pela Polícia Civil.

Segundo o Sindicato dos Policiais Penais do Estado de São Paulo, Sifuspesp, O DHPP informou que um suspeito já foi preso e um segundo suspeito deve ser preso a qualquer momento. Ambos são apontados como autores do crime. 

Segundo as informações que chegaram, um dos participantes do homicídio
do policial penal foi preso ainda na noite de 27/07/2026

Fonte: G1