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22 abril 2026

Ex-cabo da Rota é principal suspeito de vazar informações sigilosas ao PCC

Um cabo que atuou na Rota (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar) é o principal alvo de um inquérito que apura o vazamento de informações sigilosas de operações da Polícia Militar para narcotraficantes ligados ao PCC (Primeiro Comando da Capital).

Josmar Jozino

Colunista do UOL

21/04/2026

Policiais da Rota (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar) de São Paulo - Imagem: Danilo Verpa/Folhapress
Segundo as investigações, mantidas em segredo de Justiça, o cabo atuava na agência de inteligência da Rota. Denúncias feitas à PM apontam que o militar foi o que mais repassou informações sobre ações policiais aos grandes traficantes de drogas do PCC.

Ainda de acordo com a denúncia recebida pela PM, foram beneficiados com o vazamento das informações os narcotraficantes assassinados Anselmo Becheli Santa Fausta, o Cara Preta, Cláudio Marcos de Almeida, o Django, e Sílvio Luiz Ferreira, o Cebola, este último foragido da Justiça.

Os três criminosos eram acionistas da empresa de ônibus UPBUs, da zona leste, alvo da Operação Fim da Linha, deflagrada em abril de 2024 pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial e de Combate ao Crime Organizado), órgão do MP-SP (Ministério Público Estadual), por suspeita de lavagem de dinheiro para o PCC.

Proibido de frequentar o quartel

As denúncias indicam ainda que o cabo protegia os negócios e os interesses dos criminosos. Ele também é suspeito de participar de festas na casa de integrantes do PCC em uma cidade do interior paulista, onde os frequentadores andavam de moto aquática em um rio próximo.

Por causa das suspeitas de ter vazado as informações, o cabo foi desligado da agência de inteligência e transferido para outro departamento da Polícia Militar. Ele também foi proibido de circular no quartel da Rota.

O então cabo da PM, foi proibido de circular no Quartel, cujo Prédio da Rota se localiza na
região da Luz, Centro da cidade de São Paulo — Foto: Divulgação/Rota/Facebook

A Justiça Militar mandou abrir um novo IPM (Inquérito Policial Militar) para apurar se foi o cabo quem vazou ao PCC, por R$ 5 milhões, um áudio com o teor da conversa de um informante com o promotor de Justiça Lincoln Gakiya, um policial penal e PMs no quartel da Rota. O cabo e mais seis militares são investigados.

O outro IPM havia sido instaurado em outubro de 2024, mas acabou arquivado e tinha como alvo principal o cabo e os outros seis policiais militares que atuaram no serviço de inteligência da Rota. Um deles está preso no Presídio Militar Romão Gomes.

A reunião com o informante aconteceu em 6 de outubro de 2021. Ele foi ouvido por Lincoln Gakiya, do Gaeco de Presidente Prudente. Um policial penal da mesma região, da estrita confiança do promotor de Justiça, acompanhou a conversa, assim como alguns PMs da Rota.

O MP-SP e a Corregedoria da Polícia Militar apuraram que o PCC pagou R$ 5 milhões para ter acesso ao áudio. O vazamento das informações sigilosas impediu as prisões dos narcotraficantes ligados ao PCC e de líderes da organização criminosa. Até agora ninguém sabe quem recebeu o dinheiro.

Fonte: UOL

Foragido há cinco meses, policial penal de Marília/SP segue sem receber salários

Acusado de tentativa de homicídio o policial penal Gilson Junior dos Santos pode ser demitido por abandono de cargo.

POR ALCYR NETTO

21/04/2026

Individuo que já seria um desafeto antigo de Gilson, provocou de todas as maneiras o
 polícial penal dentro do supermercado - Imagem: Reprodução
O policial penal Gilson Junior dos Santos, de 50 anos, permanece foragido da Justiça há mais de cinco meses, acusado de tentar matar um vizinho a dentro de um supermercado no bairro Palmital, zona norte de Marília. Ele está com o pagamento dos salários bloqueado.

A Polícia Penal do Estado de São Paulo confirmou a medida administrativa e informou que o servidor responde a um processo que pode resultar em demissão. Desde 16 de novembro de 2025 — dia seguinte ao tiroteio no interior do estabelecimento — Gilson não comparece ao posto de trabalho na unidade prisional de Getulina.

O  policial penal Gilson junior dos Santos foi indentificado como sendo o atirador - Imagem: Redes Sociais
Diante da ausência prolongada, a Polícia Penal informou, em nota recente, que “não houve pagamento de salários ao servidor, tendo em vista que foi solicitado o bloqueio administrativo dos vencimentos em razão da ausência de efetivo exercício.” 

Além de responder na esfera criminal, o agente enfrenta consequências administrativas. A Secretaria de Administração Penitenciária (SAP) informou que a apuração disciplinar está em andamento e que, ao final do processo, podem ser aplicadas penalidades previstas em lei, “inclusive eventual demissão por abandono de cargo.”

Policiais militares chegaram ao local poucos minutos após o crime Imagem: Carlos Rodrigues/Marília Notícia

Tentativa de homicídio

A tentativa de homicídio foi registrada na noite de 15 de novembro de 2025, em um supermercado localizado na avenida República, na zona norte de Marília. Gilson efetuou três disparos contra o vizinho, Johnny da Silva Sarmento, que foi atingido no abdome e nas costas.

Imagens de câmeras de segurança registraram pânico entre clientes e funcionários. Após os disparos, o policial penal ainda teria chutado a vítima, que já estava caída, antes de fugir de carro. Johnny foi socorrido em estado grave e submetido a cirurgia de urgência no Hospital das Clínicas de Marília. O crime teria sido motivado por uma rixa antiga entre os vizinhos, que acumulavam mais de 10 anos de desentendimentos e ameaças mútuas.

Jonny Silva Sarmento, de 35 anos, foi baleado três vezes, sendo duas no abdômen
e uma nas costas, no interior do supermercado – Reprodução/Redes Sociais

Denúncia do MP

O Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP) denunciou o policial por tentativa de homicídio qualificado, com quatro agravantes: motivo fútil, perigo comum (devido ao uso de arma de fogo em local com intensa circulação de pessoas), recurso que dificultou a defesa da vítima e uso de arma de fogo de uso restrito, uma pistola nove milímetros.

A Justiça decretou a prisão preventiva de Gilson, mas as diligências para localizá-lo não tiveram sucesso até o momento.

Vídeo da ocorrência dentro do supermercado

Outro lado

O advogado de Gilson, Jader Gaudêncio Filho, contesta a denúncia do Ministério Público e sustenta que as imagens de segurança indicam que não houve tentativa de homicídio. Segundo a defesa, o policial agiu em legítima defesa após voltar a ser ameaçado e provocado pela vítima dentro do supermercado, com registros prévios de boletins de ocorrência por ameaça.

O defensor argumenta que a última imagem do episódio é esclarecedora: se o agente realmente quisesse matar a vítima, teria efetuado mais disparos enquanto ela estava no chão, e não apenas desferido um chute antes de fugir.

Fonte: Marília Notícias

21 abril 2026

Lincoln Gakiya detalha prática da Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota), a tropa de elite da PM, em favor da facção

Gravação ilegal e vazamentos para o PCC: entenda como relato de promotor reforça suspeitas sobre ex-comandante da PM-SP.

Por Aline Ribeiro — Rio de Janeiro

21/04/2026 

O comandante-geral da Polícia Militar de São Paulo, o coronel José Augusto Coutinho, em reunião
com o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) - Foto: Marcelo S. Camargo/GESP
Um depoimento sigiloso do promotor de Justiça Lincoln Gakiya à Corregedoria da Polícia Militar (PM) detalha o funcionamento do núcleo de vazamento da Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota), a tropa de elite da instituição, em favor do Primeiro Comando da Capital (PCC), e contribuiu para a queda do ex-comandante-geral da PM de São Paulo coronel José Augusto Coutinho, que deixou o cargo na semana passada. Segundo o promotor do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), os vazamentos que beneficiaram a facção foram informados a Coutinho, então chefe da Rota.

Principal nome do combate ao PCC no país, Gakiya relatou ter comunicado pessoalmente ao ex-chefe da tropa de elite da PM sobre um vazamento na Rota que teria contribuído para a fuga do, na época, número 1 da facção paulista na rua, Marcos Roberto de Almeida, conhecido como Tuta. 

Na mesma ocasião, o promotor contou a Coutinho sobre uma gravação ilegal, feita por PMs da Rota, de uma reunião dos agentes com o promotor, vendida posteriormente a Tuta por R$ 5 milhões. Um documento com o teor do depoimento, de março deste ano, foi revelado pelo jornal O Estado de S. Paulo e também foi obtido pelo GLOBO.

O ex-comandante-geral da Polícia Militar de SP, Coronel José Augusto Coutinho — Foto: Divulgação
Segundo a Procuradoria de Justiça Militar do Ministério Público de São Paulo, Coutinho pode responder por prevaricação e condescendência criminosa, tipificações do Código Penal Militar, por não ter tomado providências e ter se omitido diante de irregularidades praticadas por subordinados.

Na reunião com Coutinho, ocorrida em 30 de novembro de 2021 na sede do Ministério Público de São Paulo, Gakiya, inclusive, reproduziu áudios entre Tuta e uma testemunha protegida implicando a tropa. O ex-comandante-geral da PM, segundo o relato de Gakiya, não apenas deixou de tomar medidas, mas negou que a informação tivesse partido de PMs da Rota. Ele acusou um integrante (policial penal) da Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) de ser o responsável pelo vazamento.

Em depoimento à Corregedoria da Polícia Militar, Gakiya foi categórico ao defender um policial penal que participou da reunião gravada, realizada em 6 de outubro de 2021 no quartel da Rota. Segundo o promotor, o agente é de sua “estrita confiança” e não teve qualquer participação no vazamento. Para ele, a responsabilidade recai sobre integrantes da própria Rota.

A troca no comando da PM foi oficializada pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), na última quinta-feira. Tarcísio negou, porém, que a saída de Coutinho tenha qualquer relação com a investigação. Segundo o governador, o ex-comandante geral pediu para ir para a reserva. Em seu lugar, assumiu, pela primeira vez na história da PM, uma mulher, a coronel Glauce Anselmo Cavalli.

— Não tem nada a ver. O coronel Coutinho tem uma reputação ilibada, é uma pessoa que sempre prestou excelente serviço na Polícia Militar. Essas trocas são comuns. Eu acho que o coronel cumpriu muito bem o papel dele, a missão — disse Tarcísio.

Principal nome do combate ao PCC no país, Gakiya relatou ter comunicado pessoalmente ao
ex-chefe da tropa de elite da PM sobre um vazamento na Rota - Imagem: Edilson Rodrigues/Agência Senado

Outra citação

No dia seguinte, outro depoimento prestado à Corregedoria por um sargento preso sob acusação de ligação com o PCC veio a público e também colocou Coutinho no centro das apurações sobre o elo entre policiais e a facção criminosa. Segundo o relato, prestado em janeiro, Coutinho teria tentado convencer o sargento Alexandre Aleixo Romano Cezário a permanecer na Rota, mesmo após pressão para que fosse transferido. A conversa teria ocorrido em setembro de 2020, ainda quando Coutinho comandava a unidade.

No depoimento à Corregedoria, Romano afirmou que Coutinho minimizou o fato de ele fazer “bico” fora da corporação — prática proibida pela PM — mesmo sabendo que havia criminosos envolvidos. O sargento foi preso em 4 de fevereiro por fazer segurança privada para diretores da Transwolff, empresa afastada do serviço de ônibus na capital após a Operação Fim da Linha, deflagrada pelo Ministério Público em abril de 2024.

Em nota, o escritório Fernando José da Costa Advogados, que faz a defesa de Coutinho, afirma que o coronel é idôneo e que, até o momento, não teve acesso aos autos da investigação. “Não obstante, reitera a absoluta idoneidade de sua conduta, destacando que se trata de oficial da Polícia Militar com 34 anos de carreira, sem jamais ter sido alvo de qualquer processo ou investigação por irregularidades ao longo de sua trajetória profissional”, diz o trecho.

Já a Secretaria de Comunicação do governo de São Paulo diz que não comenta investigações em curso conduzidas pela Corregedoria “tendo em vista o sigilo legal que recai sobre os procedimentos de Polícia Judiciária Militar, conforme previsto na legislação penal-militar”.

“A Instituição ressalta que eventuais apurações são conduzidas com rigor técnico, observância ao devido processo legal e respeito às garantias individuais e reitera seu compromisso com a legalidade, a transparência e a apuração de eventuais irregularidades, adotando as medidas cabíveis sempre que houver indícios de desvios de conduta”, também afirmou.



Venda de gravação

Segundo o depoimento de Gakiya, Tuta pagou R$ 5 milhões para obter a gravação ilegal de uma reunião ultra-secreta ocorrida em 6 de outubro de 2021, dentro da própria sede da Rota. O encontro contou com a presença do promotor e de uma testemunha protegida que detalhou o funcionamento interno da facção. O conteúdo foi desviado por policiais militares e vendido ao criminoso.

Gakiya detalha que a mesma testemunha protegida ouvida pela investigação informou às forças de segurança sobre o plano do PCC para matar o promotor e o então senador Sergio Moro. Em fevereiro de 2023, a testemunha identificou o criminoso Janeferson Aparecido Mariano, o Nefo, como o responsável por organizar esses atentados. Essa denúncia deu origem a uma investigação conjunta com a Polícia Federal, que culminou na deflagração da Operação Sequaz, em março de 2023, que resultou na prisão de Nefo. e outros envolvidos.

Segundo as investigações, o envolvimento de policiais da Rota com a cúpula do PCC funcionava como um estruturado núcleo de vazamentos de inteligência. O esquema, que contava com oito policiais militares, incluía desde a venda de informações privilegiadas, com o repasse de detalhes de operações que seriam realizadas e dados de viaturas descaracterizadas, até a proteção de criminosos, garantindo a impunidade de aliados.

PCC movimentou R$ 1,2 bilhão com tráfico de drogas; Justiça mandou prender 18 de nova cúpula - Clique na imagem para ampliar
O monitoramento já havia permitido que Tuta escapasse às pressas de um apartamento vigiado durante a Operação Sharks, em 2020, após ser alertado por um contato dentro do batalhão sobre sua prisão iminente. Na ocasião, os agentes da Rota eram responsáveis pelo cumprimento dos mandados de busca e apreensão e também de prisão.

Segundo o promotor, em áudios obtidos pela investigação e apresentados a Coutinho, o próprio Tuta afirma que o policial militar da Rota responsável pela venda da gravação era o mesmo agente que o havia alertado sobre sua prisão iminente na Operação Sharks. Nesses registros, Tuta detalha o pagamento parcelado aos policiais e menciona a existência de um grupo de WhatsApp entre militares e o informante, do qual constavam até planilhas financeiras da facção.

Os PMs da Rota faziam a segurança de integrantes e advogados da facção, segundo Antônio Vinicius Gritzbach, delator do PCC que acabou assassinado. O colaborador informou que eles eram sócios de empresas de ônibus que foram investigadas em desdobramentos da Operação Sharks e, posteriormente, na Operação Fim de Linha. O papel dos PMs era evitar que esses líderes fossem presos.

Fonte: Jornal O GLOBO

Wall Street Journal: PCC virou organização criminosa global e remodelou fluxo de cocaína para os EUA

Jornal americano destaca expansão de facção criminosa e uso de logística sofisticada, alianças com máfias europeias e tecnologia avançada para dominar rotas do tráfico em direção a países como Portugal, Guiné-Bissau e Cabo Verde.

Por O GLOBO — Rio de Janeiro

21/04/2026

Reportagem do jornal 'The Wall Street Journal' destaca atuação da facção criminosa PCC. — Foto: Reprodução/WSJ
Uma reportagem do Wall Street Journal publicada neste domingo detalha como o Primeiro Comando da Capital (PCC), facção criminosa nascida no sistema prisional paulista, transformou-se em uma organização global do narcotráfico, com impacto direto nas rotas internacionais de cocaína e nos esforços de combate ao crime organizado.

Segundo a análise, o grupo deixou de atuar apenas no Brasil para operar como uma “multinacional do crime”, com estrutura comparável à de uma corporação. Fundado em 1993 após o massacre do Carandiru, o PCC evoluiu de uma irmandade carcerária para uma rede internacional com presença em diversos continentes.

Marcola, um dos nomes mais importantes do PCC, sendo levado a um hospital
de Brasília para exames de rotina — Foto: Jorge William / Agência O Globo
Um dos pilares dessa expansão é o controle logístico do tráfico. O Porto de Santos, o maior da América Latina, tornou-se o principal ponto de saída da droga rumo à Europa. A organização utiliza técnicas como o “rip-on/rip-off”, em que a cocaína é inserida em contêineres de empresas legítimas sem o conhecimento dos exportadores. Além disso, diversificou suas operações para portos do Nordeste e para Paranaguá, explorando áreas com menor rigor de fiscalização.

A reportagem destaca ainda a aliança estratégica com a máfia italiana 'Ndrangheta. Nesse modelo, o PCC atua como fornecedor em larga escala, enquanto o grupo europeu é responsável pela distribuição no continente. 

Bandeiras pretas de janelas de celas de Carandiru cinco dias depois do massacre de 2 de outubro de 1992 — Foto: Cláudio Rossi
A diferença de preços é um dos motores dessa parceria: um quilo de cocaína comprado por cerca de US$ 2 mil a US$ 3 mil (entre R$ 10 mil e R$ 15 mil) na fronteira com a Bolívia pode alcançar mais de € 30 mil (cerca de R$ 175 mil) no mercado atacadista europeu.

Internamente, o PCC funciona de forma descentralizada, estruturado em departamentos conhecidos como “sintonias”. Entre eles estão a Sintonia dos Outros Estados, responsável pela expansão territorial; a Sintonia da Geral, que coordena ações globais; e a Sintonia Financeira, que cuida da lavagem de dinheiro — hoje com uso intensivo de criptomoedas para dificultar o rastreamento.

Operação Carbono Oculto no Norte e Nordeste contra o PCC — Foto: Divulgação/SSPPI
Outra rota relevante descrita é a da África Ocidental. Países como Guiné-Bissau e Cabo Verde são utilizados como pontos intermediários, onde a droga é armazenada antes de seguir para a Europa, frequentemente escondida em carregamentos de frutas ou madeira. 

Portugal aparece como um ponto estratégico de entrada, favorecido pela língua e por laços comerciais, além de ser citado como base para operações logísticas e lavagem de dinheiro.

O nível de profissionalização da facção também chama atenção. O PCC passou a contratar especialistas, como mergulhadores para fixar cargas de droga em cascos de navios e hackers para invadir sistemas portuários e manipular registros de carga.

Operação Carbono Oculto no Norte e Nordeste contra o PCC — Foto: Divulgação/SSPPI
De acordo com o jornal, o modelo de negócios do grupo se assemelha a uma “franquia”, em que membros pagam contribuições e seguem regras internas, mas mantêm autonomia operacional. Essa flexibilidade contribuiu para sua rápida expansão internacional.

O impacto dessa atuação já é sentido em diversos países. Regiões como Paraguai e Equador enfrentam aumento da violência associado à disputa por rotas ligadas ao grupo. Ao mesmo tempo, autoridades enfrentam dificuldades para conter a organização, já que líderes continuam a comandar operações a partir de presídios de segurança máxima, utilizando sistemas de comunicação que driblam o controle estatal.

Operação Carbono Oculto no Norte e Nordeste contra o PCC — Foto: Divulgação/SSPPI
Fonte: Jornal O GLOBO

16 abril 2026

🚨 ABSURDO GRAVE NA SEGURANÇA PÚBLICA! 🚨; Vídeo asqueroso, mas real

Cobrei diretamente do secretário Marcello Streifinger as condições DESUMANAS no transporte de alimentos para policiais penais, disse o Deputado Reis.

Leandro Leandro

16/04/2026

Páes mofados, baratas voando entre os alimentos, insalubridade mil grau, total descaso com a ponta da linha - Imagem: Reprodução 
👉 Falta de higiene

👉 Risco à saúde

👉 Desrespeito total com quem trabalha e com quem cumpre pena

Isso não é erro — é DESCASO!

💥 Estão jogando dinheiro público no lixo enquanto colocam vidas em risco dentro do sistema prisional.

❗ Não dá pra aceitar esse tipo de situação em São Paulo.

❗ Não dá pra normalizar o abandono da segurança pública.

📢 Assista até o final, entenda o que está acontecendo e compartilhe esse vídeo.

A pressão precisa continuar!

⏰Capítulos do vídeo

00:00 - Denúncia do estado do caminhão de comida

00:10 - Baratas e falta de higiene no transporte

00:25 - Mesma comida para policiais e presos

00:35 - Prova: Pães mofados e baratas voando

01:00 - Cobrança direta ao Secretário de Segurança

#DeputadoReis #SegurançaPública #Denúncia #PolíciaPenal #Fiscalização #MandatoAtuante #PTSP #ALESP  #Denúncia #SãoPaulo #SistemaPrisional #Descaso #PolíticaSP #Viral #Urgente

Sobre o Deputado Reis (PT-SP)

Defendendo os servidores públicos e a valorização da segurança pública em São Paulo.7

Fonte: Deputado Estadual Reis

Tarcísio jantou e tirou fotos com empresário do funk preso sob suspeita de ligação com PCC; e não é a 1ª vez

Assessoria diz que governador foi convidado por Latino e que não é possível verificar antecedentes de todos com quem tira foto. Rodrigo Oliveira foi alvo da Operação Narco Fluxo, da PF, e nega ter cometido atos ilícitos investigados pela PF

Bruno Ribeiro

16.abr.2026

Imagem postada pelo empresário Rodrigo Oliveira em sua conta no instagram ao lado do governador Tarcísio de Freitas
São Paulo- O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) participou de um jantar e tirou fotos com o empresário do funk Rodrigo Inácio de Lima Oliveira, da GR6 Explode, preso na terça-feira (15) na Operação Narco Fluxo, da Polícia Federal, que mirou um esquema de lavagem de dinheiro para o PCC (Primeiro Comando da Capital).

"Nosso país estaria muito melhor se tivéssemos mais pessoas como você. Que cara f…!", escreveu Oliveira no Instagram, na ocasião, ao publicar uma série de fotos com o governador.

O jantar ocorreu em 12 de agosto do ano passado, na casa do cantor Latino. O músico, apoiador do governador, buscava aproximar Tarcísio de empresários do ramo do entretenimento e de outros setores. Foram servidos carneiro e vinho.

A assessoria do governador confirmou à Folha que Tarcísio foi ao jantar a convite de Latino.

A nota do Palácio dos Bandeirantes diz ainda que, "como pessoa pública, o governador encontra diariamente dezenas de pessoas que solicitam fotos durante suas agendas, não sendo possível verificar antecedentes judiciais de cada uma delas em tempo real".

Segundo a PF, a Operação Narco Fluxo teve o objetivo de "desarticular associação criminosa voltada à movimentação ilícita de valores mediante criptoativos no Brasil e no exterior".

Oliveira e outros empresários do funk foram alvos da operação devido à suspeita de que agenciariam artistas que ocultariam valores do tráfico.

Os principais alvos da ação de terça-feira foram os músicos MC Ryan e MC Poze do Rodo, cujas defesas negam as acusações. "O volume financeiro movimentado pelo grupo ultrapassa R$ 1,6 bilhão", disse a PF. A defesa de Oliveira contesta a acusação, dizendo que os repasses do empresário aos demais alvos da operação se referiram a pagamentos decorrentes de sua atividade musical.

Mais de 200 policiais federais cumpriram 45 mandados de busca e apreensão e 39 de prisão temporária, expedidos pela 5ª Vara Federal em Santos. A prisão de Oliveira foi confirmada pela Folha com sua defesa.

Na ocasião do encontro entre Tarcísio e Oliveira, o governador era cotado como um possível candidato à Presidência. "Quanta honra poder receber o
nosso (quem sabe!) futuro presidente e atual governador de SP aqui em casa numa noite tão agradável, ao lado de amigos e empresários. Foi épico!!"
, escreveu Latino, que também publicou fotos do jantar.

Embora Tarcísio negasse, seus aliados, na época, viam em encontros dessa natureza tentativas de viabilizar sua candidatura presidencial, em uma aproximação com possíveis apoiadores —o governador era criticado por bolsonaristas.

Uma semana antes, em 7 de agosto, o governador havia ido a Brasília e visitado o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que estava em prisão domiciliar e, no mesmo dia, ao lado dos governadores de oposição, fez um discurso cobrando ações do governo Lula (PT) contra o tarifaço imposto ao Brasil, naquele período, por Donald Trump.

Em dezembro, Bolsonaro indicou seu filho mais velho, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), como seu candidato, e Tarcísio reafirmou que disputaria a reeleição em São Paulo.

Na data de 23 de janeiro de 2026 o governador Tarcísio em Embu, ao lado do prefeito Hugo Prado
e 'acompanhado do ex-prefeito da cidade Ney Santos, condenado por porte ilegal de arma', diz a 'Folha' | GovSP
Oliveira tentou entrar na política em 2016, quando foi candidato a vereador na capital paulista pelo extinto PSL (partido que se fundiu ao DEM em 2021 para formar o União Brasil) e, em 2024, pediu votos para Ricardo Nunes (MDB) em São Paulo.

O empresário é defendido pelos advogados criminalistas José Luis Oliveira Lima e Bruno Dallari Oliveira Lima.

Por meio de nota, sua defesa afirma que "no âmbito da Operação Narco Fluxo, os valores e transações financeiras mencionados referem-se a relações comerciais lícitas e regulares, inerentes à atividade empresarial da companhia, todas devidamente formalizadas e respaldadas por contratos e documentação fiscal".

"A GR6 e seu sócio reiteram que não houve a prática de qualquer ato ilícito e seguem à disposição das autoridades competentes, colaborando integralmente com a investigação e prestando os esclarecimentos necessários", segue o texto.

"Rodrigo Oliveira e a GR6 reafirmam, ainda, seu compromisso com a legalidade, a transparência e a condução ética e responsável de suas atividades", conclui a nota.

Fonte: Jornal: Folha de São Paulo

11 abril 2026

Homem morre e policial penal fica ferido após troca de tiros em pizzaria de Pindamonhangaba/SP

Caso aconteceu na tarde de sexta-feira (10) no bairro Vila Rica e é investigado pela Polícia Civil. Troca de tiros teria ocorrido após discussão sobre herança.

Por g1 Vale do Paraíba e Região

11/04/2026 

Pizzaria onde aconteceu o crime, segundo o boletim de ocorrência - Imagem: Reprodução/TV Vanguarda
Um homem morreu e um policial penal que ajudava em uma reforma no estabelecimento ficou ferido após uma troca de tiros em uma pizzaria, em Pindamonhangaba, na tarde desta sexta-feira (10).

De acordo com o boletim de ocorrência da Polícia Civil, o crime aconteceu em um estabelecimento que fica na Avenida Abel Corrêa Guimarães, no bairro Vila Rica. Os disparos teriam sido efetuados após uma discussão entre homens por causa de uma disputa por herança.

Segundo o registro da polícia, o homem que morreu, identificado como Altair da Silva, de 46 anos, teria ido até a pizzaria, onde discutiu com outras pessoas em um desentendimento relacionado a uma disputa por herança. Após a discussão, o homem foi embora.

Ainda segundo o boletim, pouco tempo depois, Altair teria retornado em um automovel chevrolet ônix, armado e efetuado disparos contra uma das pessoas na pizzaria, um policial penal de 38 anos, que foi ferido por um tiro durante a ação.

Ainda segundo o boletim, o policial penal reagiu aos disparos utilizando a sua arma particular, efetuando tiros em resposta à agressão. Altair acabou sendo atingido pelos tiros disparados pelo policial e morreu no local. Já o policial penal foi ferido no dedo anelar, recebeu atendimento e passa bem.

A Polícia Civil registrou inicialmente o caso como tentativa de homicídio, ameaça e homicídio consumado. No entanto, também foi apontada, de forma preliminar, a possibilidade de legítima defesa por parte do policial penal, que teria reagido à agressão de Altair.

Imagem: Monatagem de Marcelo Caltabiano T7 NEWS/Arquivo
Uma testemunha ouvida pela polícia afirmou não ter presenciado a troca de tiros, relatando apenas ter ouvido os disparos no interior do estabelecimento.

Durante a ocorrência, as armas de fogo um revolver calibre .32 de Altair e um revolver calibre .38 do policial penal foram apreendidas e encaminhadas para perícia. O veículo Ônix utilizado por um dos envolvidos também foi periciado e liberado no local.

O caso segue sob investigação da Delegacia de Pindamonhangaba, que apura a dinâmica completa do crime.

Ao g1, a advogada Bianca Las Heras, que representa o policial penal envolvido no caso, dise que "sua conduta se deu em legítima defesa, diante de uma injusta e atual agressão praticada por indivíduo armado, circunstância expressamente reconhecida pela autoridade policial que atendeu a ocorrência na data dos fatos".

"Em razão desse enquadramento jurídico, não houve prisão em flagrante, tampouco qualquer manutenção de custódia, tendo o investigado sido regularmente liberado após a análise do Delegado de Polícia. Ele permanece à disposição das autoridades e colaborará integralmente com as investigações para o completo esclarecimento dos fatos", diz a nota.

Fonte: G1