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Somente assim haverá segurança pública real.

27 fevereiro 2026

Diretor de presídio é preso por benefíciar detento e ter relação com mulher dele em troca de vantagens em SC

Ação foi batizada de Carne Fraca por remeter ao conjunto de vantagens indevidas envolvendo os suspeitos, especialmente à entrega reiterada de carnes nobres ao agente público.

Por Caroline Borges, Ânderson Silva, g1 SC e NSC TV

26/02/2026 

Diretor da Unidade Prisional, além de manter um relacionamento com a mulher do detento,
recebia vantagens como carnes em troca de beneficios para o detento - Imagem: Reprodução Redes Sociais
O diretor do Presídio Masculino de Lages, maior cidade da Serra de Santa Catarina, foi preso nesta quinta-feira (26) suspeito de conceder benefícios a um detento em troca de vantagens. Segundo o Ministério Público do Estado (MPSC), Rodrigo Barroso teria estabelecido uma relação pessoal e funcional com a companheira do apenado e passado a intervir em procedimentos ligados à execução penal (assista abaixo).

A prisão de caráter preventivo ocorreu por meio da operação Carne Fraca. O nome da ação foi escolhido por remeter ao conjunto de vantagens indevidas envolvendo os suspeitos, especialmente à entrega reiterada de carnes nobres ao agente público.

Procurada pela NSC nesta manhã, a advogada do diretor afirmou que ainda não teve acesso aos autos. A Secretaria de Estado de Justiça e Reintegração Social (SEJURI) afirmou que o servidor foi afastado das funções e que irá apurar o caso internamente (leia mais abaixo).

“A denominação também remete, simbolicamente, à fragilidade ética evidenciada nas condutas apuradas, nas quais a função pública teria sido vulnerabilizada por interesses privados”, informou o Ministério Público.


O órgão reiterou que as vantagens oferecidas “integrariam um contexto contínuo de troca, no qual benefícios administrativos eram seguidos de vantagens materiais e pessoais”, caracterizando relação estável de reciprocidade e a utilização da função pública para atender interesses privados.

Além de corrupção, o MP apura os crimes de violação do sigilo funcional e advocacia administrativa. No total, foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão em locais relacionados aos fatos investigados.

Procurada, a Secretaria de Estado de Justiça e Reintegração Social (SEJURI) afirmou que o servidor foi afastado das funções.

"Paralelamente, a secretaria está instaurando uma Comissão de Intervenção Prisional Administrativa (CIPA) no Presídio Masculino de Lages, com o objetivo de investigar demais áreas da administração da unidade e assegurar o fiel cumprimento das normas e protocolos institucionais" (íntegra no fim do texto).

As investigações tramitam em sigilo, conduzidas pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO) e pelo Grupo Especial Anticorrupção (GEAC), que reúnem membros do MP e das forças de segurança.

Rodrigo Barroso é advogado e policial penal - Imagem: Reprodução/Redes sociais

Quem é Rodrigo Barroso?

Rodrigo Barroso tem 39 anos, é advogado e pai de uma menina. Atualmente ele mora em Lages, na Serra Catarinense e atuava como policial penal no Presídio Masculino de Lages desde maio de 2016 — onde ingressou na unidade por meio de concurso público.

Em 1º de agosto de 2022 ele foi promovido ao cargo de Diretor do Presídio Masculino de Lages. Em 2023, recebeu uma moção de aplausos pela Câmara Municipal de Lages pela “sensibilidade, empatia e solidariedade com a sociedade lageana”. A moção foi proposta pela então vereadora Katsumi Yamaguchi (PP).

Já em 2025, ele e outros policiais penais de Santa Catarina foram elogiados por meio de uma portaria estadual da Sejuri (Secretaria de Estado de Justiça e Reintegração Social) pelo “profissionalismo e dedicação no desempenho de suas atividades funcionais” em um recambiamento feito em 3 de janeiro de 2025.

Investigação

A ação foi realizada em apoio à 15ª Promotoria de Justiça da Comarca de Lages, responsável pelo procedimento que deu origem à operação. As apurações indicam que os fatos teriam ocorrido entre março e outubro de 2025.

Ele atuava como diretor da unidade prisional desde agosto de 2022 - Imagem: Reprodução/Redes sociais

O que disse a Secretaria de Justiça de SC

A Secretaria de Estado de Justiça e Reintegração Social (Sejuri) informa que acompanhou o cumprimento dos mandados judiciais no âmbito da Operação Carne Fraca, deflagrada nesta quinta-feira (26) pelo Ministério Público de Santa Catarina, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO) e do Grupo Especial Anticorrupção (GEAC).

A operação apura possíveis crimes envolvendo corrupção, violação de sigilo funcional e favorecimento indevido a apenado dentro de uma unidade prisional da Serra Catarinense, tendo sido cumprido mandado de prisão preventiva e mandados de busca e apreensão expedidos pelo Poder Judiciário.

A Pasta reforça que não compactua com qualquer desvio de conduta por parte de seus servidores e que atua de forma permanente para garantir a legalidade, a transparência e a integridade no âmbito do sistema prisional catarinense.

O policial penal citado na investigação foi imediatamente afastado de suas funções, conforme decisão judicial.

Paralelamente, a Secretaria está instaurando uma Comissão de Intervenção Prisional Administrativa (CIPA) no Presídio Masculino de Lages, com o objetivo de investigar demais áreas da administração da unidade e assegurar o fiel cumprimento das normas e protocolos institucionais.

A Sejuri permanece à disposição das autoridades para colaborar com as investigações e adotará todas as medidas administrativas cabíveis no âmbito de sua competência.

Já a defesa de Rodrigo Barroso disse que ainda não há uma posição oficial por não ter acesso à integralidade do processo

Fonte: G1

26 fevereiro 2026

Denúncia de regalias a Brennand ocasiona pente fino do Gir na PI de Guarulhos/SP

Pavilhão de Brennand passa por pente-fino após suspeita de regalias. Vistorias na Penitenciária José Parada Neto são realizadas exclusivamente no Pavilhão 3, local onde fica cela do empresário Thiago Brennand.

Marcus Pontes

26/02/2026

Thiago Brennand: antes e depois de ter sido preso pela primeira vez, em 2023 — Imagen: Reprodução/Arquivo pessoal e SAP
Um pente-fino está sendo realizado, nesta quinta-feira (26/2), na Penitenciária José Parada Neto, em Guarulhos (SP), após matéria do Metrópoles revelar que a Corregedoria da Polícia Penal investiga uma série de denúncias sobre supostas regalias concedidas ao empresário Thiago Brennand dentro da unidade prisional, onde ele está preso desde novembro de 2025, condenado a mais de 20 anos por estupros e agressões contra mulheres.

Documentos obtidos com exclusividade pela reportagem mostram que, entre as vantagens, estão uma cela reformada, “segurança privada” feita por outros detentos, benefícios em um trabalho oferecido para remição de pena e quase uma dezena de visitas diárias de advogados em todos os horários programados para visitas. A defesa de Brennand nega as regalias no presídio.

O pente-fino é feito por agentes do presídio, Corregedoria e do Grupo de Intervenção Rápida (GIR) — tropa de elite da Polícia Penal. As vistorias são realizadas exclusivamente no Pavilhão 3, local onde fica a cela de Brennand. Fontes ligadas ao caso revelaram que a “penitenciária foi paralisada para a blitz”.

Brennand acumula condenações por estupro e agressão contra mulheres que resultaram em penas que somam mais de 20 anos de prisão.

O empresário foi preso em abril de 2023 após ser extraditado pelos Emirados Árabes Unidos e ficou encarcerado na Penitenciária Doutor José Augusto Salgado, a P2 de Tremembé, conhecida como “cadeia dos famosos”, até novembro do ano passado, quando foi transferido à penitenciária de Guarulhos destinada a condenados por crimes sexuais.


A penitenciária José Parada Neto em Guarulhos/SP, apenas tem sob custódia temporariamente
ou preventivamente acusados por crimes sexuais, e está superlotada - Imagem: Reprodução

Regalias no presídio

Fontes ligadas ao caso revelaram ao Metrópoles que Thiago Brennand passou a receber os benefícios após o período de adaptação no novo presídio de Guarulhos, chamado de Regime de Observação (RO), que durou entre novembro e dezembro de 2025.

Em 13 de janeiro deste ano, Brennand foi enviado à cela 108 para adequação e, em seguida, movido para a 326, do raio 3, onde deveria permanecer para cumprir a pena. Lá, porém, ficou apenas nove dias. Isto porque, no dia 22 de janeiro, o empresário foi transferido novamente para outra cela por um motivo: obras emergenciais.

Funcionários ouvidos pela reportagem relatam que, entre as benfeitorias, estão pintura com tinta azul e um vaso sanitário fora do padrão das demais celas, além de um colchão especial ao empresário.

Outra regalia a Brennand citada na denúncia envolve uma suposta “segurança privada”, que seria feita por outros detentos tanto no pátio da penitenciária quanto nas idas ao parlatório para falar com advogados e outros visitantes.

Desde janeiro, Brennand está empregado em uma empresa que confecciona laços e tiaras e oferece trabalho para presos interessados na remição de pena (a cada 3 dias trabalhados, 1 dia de pena é diminuído).

Porém, segundo a denúncia, em vez de estar na “linha de frente” da confecção, Brennand teria recebido um “cargo de confiança” e desempenhado uma espécie de função de supervisor, com direito a ar-condicionado.

Outra regalia apontada diz respeito ao elevado número de visitas de advogados. Levantamento feito a partir de documentos internos mostram que Brennand recebeu 233 visitas de ao menos 20 advogados em um período de 81 dias.

Em um dos dias com mais visitas, em 27 de janeiro deste ano, foram 11 registros de oito advogados diferentes, fazendo com que ele ficasse mais tempo fora da cela. Criminalistas consultados pelo Metrópoles consideraram o número de visitas “excessivo”.

Brennand foi transferido em 12/11/2025 para P I de Guarulhos

O que dizem a SAP e a defesa de Brennand

Por meio de nota, a Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) afirmou que as denúncias levantadas com exclusividade pelo Metrópoles estão sendo investigadas pela Corregedoria da Polícia Penal. A pasta informou, contudo, que Brennand “cumpre pena em cela comum e segue todas as rotinas da população carcerária da unidade prisional”.

Em relação às visitas feitas a Brennand, a SAP afirmou que elas seguem a Lei 8.906/94 (Estatuto da Advocacia) e a Lei de Execução Penal, que “não estabelecem limites para atendimentos jurídicos, desde que observados os horários regimentais”.

Ao Metrópoles, o advogado responsável pela defesa de Brennand negou que o cliente tenha regalias dentro do presídio e disse que ele divide cela com mais 14 presos e recebe visitas de inúmeros advogados, conforme as regras previstas em lei.

Fonte: METRÓPOLES

Vídeo: G1

Plenário do Senado aprova Prisão Federal para quem matar policiais; vídeo

O Plenário do Senado aprovou na terça-feira (24) projeto que prevê o envio para prisão federal para quem matar policial (PL 5.391/2020).

Senado Federal

26/02/2026

Texto aprovado no Plenário prevê transferência, para presídio federal, de acusados por morte
de agentes de segurança - Jefferson Rudy/Agência Senado
O Plenário do Senado aprovou nesta terça-feira (24) um projeto de lei que determina a transferência, para presídios federais, de acusados e condenados por homicídio de policiais, agentes penitenciários e outros agentes de segurança. Como o projeto foi alterado no Senado, retorna agora para a Câmara dos Deputados.

Conforme o PL 5.391/2020, do deputado Carlos Jordy (PL-RJ), presos provisórios ou condenados pelo homicídio de policiais federais, rodoviários, ferroviários, civis, militares ou penais (e também de bombeiros, agentes e autoridades das Forças Armadas ou da Força Nacional de Segurança Pública) devem ser recolhidos preferencialmente em estabelecimentos penais federais. A mesma regra vale para quem matar cônjuge, companheiro ou parente consanguíneo até terceiro grau desses agentes de segurança. 

Além disso, os presos provisórios e condenados por esse tipo de crime deverão ser submetidos ao regime disciplinar diferenciado (RDD), no qual as celas são individuais; as visitas são quinzenais, monitoradas e sem contato físico; a correspondência é fiscalizada; a saída da cela é limitada a duas horas por dia; e as audiências judiciais são por videoconferência. O mesmo regime deve ser imposto a quem tiver reincidido na prática de crimes com violência, com grave ameaça ou hediondos.

Destino de matadores de policiais serão as Penitenciárias Federais

Penitenciária Federal de Brasília - Imagem: Senappen - clique na imagem para ampliar
Pela lei, um preso só pode ser submetido ao RDD por até dois anos, mas o regime pode ser aplicado mais de uma vez, pelo mesmo período, se houver faltas ou crimes que justifiquem. De acordo com o PL 5.391/2020, enquanto estiver no regime diferenciado, o preso não poderá progredir de regime nem obter livramento condicional.

No Senado, a matéria passou pela Comissão de Segurança Pública (CSP), com relatoria do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), e pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), com o senador Sergio Moro (União-PR) como relator.

Esse projeto manda um recado ao crime organizado: quem assassinar um policial vai cumprir a pena em penitenciária federal de segurança máxima, 22 horas em cela individual por dia, com 2 horas de recreação apenas fora da cela — disse Moro no Plenário.

Audiências por videoconferência

Na CCJ, foi aprovada uma emenda de Moro para que todos os presos de estabelecimentos penais federais participem das audiências por videoconferência, salvo por impossibilidade técnica — e não apenas em caso de homicídio contra profissionais de segurança ou militares. O objetivo é dar economia processual, celeridade e maior segurança à sociedade, ao evitar o transporte do preso entre a prisão e o local da audiência, justifica Moro.

Outra emenda aprovada na CCJ diferencia com maior clareza os conceitos de reincidência e reiteração delitiva. Reincidência é quando o criminoso volta a praticar um delito havendo sido anteriormente condenado por outro (de igual natureza ou não). Já a reiteração delitiva é a prática repetida de crimes.

A emenda explicita que o reconhecimento da reiteração delitiva não depende da configuração da reincidência.

Fonte: Agência Senado

24 fevereiro 2026

Policiais denunciam mentiras de Tarcísio e pedem reajustes; governo volta a mentir e diz que deu 45,2% para a PC e PM, e 54% para PP

Sindicatos de policiais civis e penais criticaram hoje o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), durante um protesto contra a falta de aumento salarial.

Colaboração para o UOL, em São Paulo

24/02/2026

A manifestação ocorreu na região central e no Masp na Av. Paulista - Imagem: Reprodução redes sociais/Sindpenal
O ato ocorreu nas ruas da região central da cidade, incluindo a avenida Paulista. Os manifestantes caminharam até a sede da Secretaria de Segurança Pública.

Gritos de "fora, Tarcísio" e "governador mentiroso". De acordo com os organizadores, a mobilização reuniu associações, entidades e sindicatos de diversas carreiras da segurança pública paulista.

Secretaria da Segurança Pública diz manter diálogo permanente com as entidades. Em nota, a pasta afirma que reconhece a importância do trabalho desempenhado pelas carreiras policiais. A valorização dos profissionais da segurança e o fortalecimento das instituições têm sido prioridades da atual gestão, diz o texto.

Policiais Inativos estiveram presentes na manifestação que após uma caminhada pelo
centro da cidade foi finalizada na Av. Paulista - Imagem: Sindcop
Promessas de campanha. Representantes do SITSESP (Sindicato dos Trabalhadores do Sistema Socioeducativo do Estado de São Paulo) afirmam que as categorias estão insatisfeitas porque o governador não teria feito as mudanças prometidas nas eleições. Entre as pautas estão a valorização profissional, recomposição salarial, e respeito aos direitos adquiridos.

As Categorias questionam o valor de reajuste divulgado pelo governo de São Paulo. Segundo representantes das entidades, o percentual de 45% anunciado pela Gestão Tarcísio inclui reajustes concedidos ainda na gestão do ex-governador João Doria (então no PSDB), não representando aumento real concedido pela atual administração.

Em nota, o governo de São Paulo afirma que entre 2022 e 2025, os policiais civis e militares acumularam reajuste salarial de 45,2%. Já os policiais penais tiveram aumento acumulado de 54% no mesmo período.

O descontentamento das categorias é explicíto, pois além de não terem reajustes adequados
falta tudo nas Polícias do Estado de São Paulo - Imagem: Reprodução Redes Sociais
A gestão diz que reforçou os quadros com a contratação de 15 mil novos policiais. Gestão estadual diz ainda que foram foram pagos R$ 1,1 bilhão em bônus e adquiridos quase 17 mil armas, mais de 50 mil coletes, 3,4 mil viaturas, 1 helicóptero e 15 mil câmeras corporais, além da construção ou ampliação de 154 prédios policiais.
Não foi divulgado o número de participantes da manifestação. No final do ano passado, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, se reuniu com representantes de associações e federações ligadas às forças policiais no Palácio dos Bandeirantes.

Polícia Penal e Polícia Civil vão as ruas denunciar as mentiras de Tarcísio

Durante o encontro, o governo de São Paulo apresentou plano de reajustes. Gestão falou ainda sobre um panorama das despesas e salários das polícias Militar, Civil e Penal e contratações realizados nos últimos anos. O governador recebeu sugestões das entidades com relação ao plano de carreira, salários e a nova lei orgânica da Polícia Civil.

Tarcísio de Freitas mente, mente tanto que nem sente!

Fonte: UOL

23 fevereiro 2026

Policial penal pediu ajuda a Tarcísio de Freitas antes de tirar a própria vida; hoje mais um PP tira a vida em Araraquara, após licença negada

Levantamento aponta 112 mortes autoprovocadas de policiais penais ativos entre 2020 e 2024; só em São Paulo foram 30 casos, hoje mais um lamentavelmente tirou a própria vida na cidade de Araraquara, teve a licença negada.

Por Ricardo Mello 

23/02/2026 

Mesmo pedindo socorro na página oficial do governador, não houve sequer o olhar de nenhum
assessor para a súplica de ajuda do policial penal que estava doente e sofrendo de depressão - Imagem: Reprodução
No dia 15 de novembro de 2025, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, publicou nas redes sociais uma homenagem à esposa. Entre centenas de comentários, um deles deveria ter chamado sua atenção. O policial Luiz Henrique Ribeiro, que completava 23 anos na Polícia Penal, em profunda depressão, pediu ajuda para conseguir tratar sua doença. Com três filhos, um deles com apenas 7 anos, Luiz Henrique apelou ao governador como último recurso:

“Vi o quanto o Sr. fala da sua família, então ajuda a minha, sou funcionário público há 23 anos e estou precisando de ajuda urgente para tratamento de duas doenças que têm cura. Estou numa depressão profunda, mal saio do quarto, ajuda por amor de Deus. Mandei mensagem desde 2023 no início das doenças e nada foi respondido. É por isso que há tantas tentativas contra a própria vida de tantos servidores, pois mesmo com vergonha e que se humilham a ajuda não vem!”


O Policial Penal pediu socorro em rede social do governador de São Paulo - Imagem: Reprodução
Seu comentário nunca foi respondido. Nenhuma ação foi tomada. Menos de três meses depois, no dia 9 de fevereiro de 2026, Ribeiro morreu após uma tentativa contra a própria vida. Ele estava afastado da Penitenciária de Marília e tentava tratar uma doença que o mantinha acordado por noites inteiras. Medicações não faziam efeito. Mudanças de médicos não traziam alívio. O Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual de São Paulo (IAMSPE) estava sucateado demais para oferecer o tratamento que ele desesperadamente procurava.

O caso de Luiz está longe de ser único. O Boletim do Instituto de Pesquisa, Prevenção e Estudos em Suicídio (IPPES) 2025 mapeou 112 mortes autoprovocadas de policiais penais ativos entre 2020 e 2024 em todo o Brasil. São Paulo concentra 30 desses casos. Na comparação entre 2023 e 2024, todas as demais instituições de segurança pública registraram queda no número de suicídios; apenas a Polícia Penal teve aumento.

O Sindicato dos Policiais Penais de São Paulo (Sinppenal) contabilizou pelo menos cinco casos em 2025. A morte de Ribeiro é o primeiro confirmado em 2026, sinal de que a epidemia acelera.

“Depressão, ansiedade e outros problemas psiquiátricos são comuns no sistema prisional de São Paulo. O adoecimento é provocado pelas condições insalubres dos presídios, o risco permanente à vida e pelo excesso de trabalho”, relata Fábio Jabá, presidente do Sindicato.

Instituto de Assistência Medica do Servidor, o Iamspe está falido, vez que após sucessivos governos
não depositarem sua cota parte, desviam as cotas pagas pelos servidores para outras despesas - Imagem: Reprodução

Assistência de saúde em colapso

Servidores públicos paulistas que procuram o IAMSPE encontram longas filas, demoras e não conseguem a ajuda necessária. O estado mais rico da federação não oferece assistência psicológica e psiquiátrica de qualidade para seus servidores. Os números de afastamento entre policiais penais revelam a gravidade: aproximadamente 10% do efetivo total está afastado. Desses, metade é motivada por problemas de saúde mental. Policiais que deveriam estar em funções estão em casa, lutando contra depressão, ansiedade e transtornos que o sistema causa, mas não consegue tratar.

Jabá é direto ao diagnosticar o problema. “Os policiais penais sofrem na pele o sucateamento do sistema prisional e a desvalorização profissional. Eles vivem em constante tensão, trabalhando com defasagem de servidores, em presídios insalubres e recebendo ameaças constantes de facções criminosas. É urgente implementar medidas eficazes para cuidar da saúde mental desses servidores.”

Profissão Perigo

A profissão de policial penal é a segunda mais perigosa do mundo e a mais perigosa entre as carreiras de segurança pública. Segundo estudo do Instituto de Psicologia da USP, publicado em 2010, a expectativa de vida de um trabalhador do sistema prisional é de apenas 45 anos, quase três décadas a menos que a média da população. Isso se deve a péssimas condições de infraestrutura, extensa jornada sem compensação adequada e estresse amplificado pela falta de suporte psicológico. Quinze anos depois, a situação piorou.

Em São Paulo, que abriga a maior população carcerária do país — 224.795 detentos em 18 de fevereiro, a falta de servidores é um problema crônico agravado nos últimos anos pelo excesso de afastamentos e falta de contratações. O Estado possui 23.500 servidores ativos na Polícia Penal. Com base no total de presos, o número deveria ser de, pelo menos, 44,9 mil. O cálculo segue a recomendação da ONU e do Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária (CNPCP), que indica um policial penal para cada cinco presos.

Policial penal do miolo, a segunda profissão mais perigosa do mundo, apenas com um HT,
uma caneta ou com a palavra pode segurar um pavilhão ou raio inteiro - Imagem: Arquivo Leandro

Hoje, os presídios paulistas têm um policial para cada quase 10 detentos (9,5). “Cada policial penal faz o serviço de dois. A conta não fecha e o problema tende a se agravar, uma vez que o Estado não faz reposição das vagas perdidas por aposentadoria, desistência e afastamento por doenças, e o concurso previsto foi suspenso pela Justiça”, denuncia Jabá.

Na avaliação do sindicalista, implementar um programa de atenção plena à saúde dos policiais penais é tarefa urgente. “Não é um luxo. Não é um benefício corporativista. É uma questão de sobrevivência. Enquanto policiais penais morrem, o governo segue em silêncio. O apelo de Luiz Henrique Ribeiro ao governador Tarcísio de Freitas nunca foi respondido. Não há programa estruturado de saúde mental. Não há investimento em psicólogos e psiquiatras. Não há plano de contingência para uma crise que já custou dezenas de vidas.”

São Paulo tem recursos e capacidade técnica. Mas falta vontade política para reconhecer que seus policiais penais estão morrendo pela falta de cuidado básico com saúde mental. Cada suicídio é um fracasso do Estado. Cada apelo ignorado é uma oportunidade perdida de salvar uma vida. Luiz Henrique Ribeiro pediu ajuda. Ninguém respondeu. Agora, ele virou uma estatística. A pergunta que fica é: quantas mortes ainda serão necessárias para que Tarcísio finalmente aja?

Sap diz que tentou contato blablablablablablablablablablablablablablablabla.....kkkkkkkkkkkk

Posicionamento oficial do governo

A Secretaria de Administração Penitenciária apresentou, por meio de nota, solidariedade aos familiares e informou que tentou contato com o servidor sem resposta. A secretaria lista serviços de saúde mental oferecidos: atendimentos presenciais e online desde 2006, novo programa psicológico online com 1.139 atendimentos em 2024, palestras sobre prevenção de suicídio e visitas domiciliares.

A nota esclarece que delega ao IAMSPE a responsabilidade pela saúde mental dos servidores e diz que foram feitos 621.968 teleatendimentos de saúde mental e afirma que o instituto disponibilizará um novo edital de contratação de consultas ambulatoriais com especialista para a primeira quinzena de março.

A reportagem questionou sobre o déficit de servidores, mas a SAP não respondeu.

Confira a íntegra da nota enviada ao ICL

A Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) se solidariza com a dor dos familiares e colegas do Policial Penal mencionado. Foram feitas diversas tentativas de agendamento de visita ao servidor, em razão de sua licença saúde psiquiátrica, intermediadas pela Comissão Interna de Prevenção de Acidente (Cipa) da unidade prisional, sem que houvesse resposta desse servidor.

Desde 2006, oferece atendimentos presenciais e online em seus Serviços Regionais de Qualidade de Vida, por meio da Coordenadoria de Saúde do Sistema Penitenciário, sendo realizados 732 atendimentos em 2025.

No ano passado, foi criado o Programa de Atendimentos Psicológicos na modalidade online disponível a todos os servidores desta Pasta, com a finalidade de ampliar o alcance e cuidado. Foram realizados 1.139 atendimentos de servidores.

A SAP desenvolve ações com funcionários, como palestras temáticas e gravação de vídeos sobre prevenção de suicídio, além de distribuir material informativo e promover visitas técnicas domiciliares sob demanda.

O Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual (Iamspe) de São Paulo oferece teleatendimento de saúde mental com psicólogos e psiquiatras altamente especializados. Já foram realizados 621.968 atendimentos. O Iamspe também disponibilizará um novo edital de contratação de consultas ambulatoriais com especialista para a primeira quinzena de março.

O Iamspe oferece atendimento presencial em 78 hospitais gerais em São Paulo, que podem transferir pacientes em emergências psiquiátricas ao serviço especializado, além de teleatendimento on-line de saúde mental com 685 psicólogos e 11 psiquiatras. A primeira avaliação ocorre em até 24h.

É possível ser atendido no Hospital Geral conveniado e eles transferem para o especializado ou para o HSPE. Porém, é oferecido teleatendimento on-line com psicólogos e psiquiatrias.

Fonte: ICL - NOTÍCIAS

Contraponto:

E na data de hoje após ver sua licença médica negada, outro servidor, policial penal desistiu de tudo e tomou uma atitude drástica atentando contra a sua própria vida também na cidade de Araraquara - Imagem: Diário Oficial

Até quando está tragédia anunciada ira persistir?

E por uma infeliz coincidência, na data da publicação dessa matéria, como se viesse o destino corroborar as tragédias anunciadas que têm sido publicadas nos sites de Sindicatos, matérias de Blogs e em Podcasts direcionados a categoria dos políciais penais, na data de hoje, o policial penal Rodrigo Moreira de Lima, em uma atitude trágica e derradeira também atentou de forma fatal contra a propria vida. 

Depressão, falta de reconhcimento, baixos salários, lei da mordaça na Polícia Penal, falta de servidores com quadro de pessoal totalmente fragilizado e sem perspectivas imediatas de reposições, fazendo com que cada servidor tenha que se desdobrar por dois ou três outros servidores, cargas horárias e plantões em muitas vezes sem hora de encerramento e perseguições e punições para quem diz não ou denuncia tais atos e pressões de Diretores. 

Esse mesmo tema foi discutido na Alesp recentemente, (e pode ser lida clicando aqui) no ano de 2023, momento em que o tema foi abordado em audiência pública na Alesp por iniciativa de Carlos Giannazi (PSOL), mas a abrangência do tema foi para além do MP, uma vez que o assédio moral é ainda uma prática recorrente em vários setores do serviço público, como o sistema prisional, por exemplo. 

Carlos Neves, do Sindicato dos Policiais Penais e Trabalhadores do Sistema Penitenciário (Sindcop), naquele momento relatou que perdeu, nos últimos 30 dias, três colegas por suicídio. Ele disse que, no sistema prisional, o assédio contra as mulheres é muito forte, mas é velado. Já contra os homens, é algo praticamente normal, institucionalizado. 

A carga de trabalho é excessiva - há um déficit de 14 mil funcionários -, e todas as atribuições têm de ser cumpridas, não importa quantas pessoas haja. "Existe uma cultura de que temos de ser fortes, não podemos pedir água, e o que acontece fica entre nós. Falta apoio psicológico e psiquiátrico, e, quando a vítima tem a coragem de denunciar, nós não temos como fazer com que o agressor seja punido."

Tarcísio De Freitas mente, mente tanto que nem sente!


Da data dessa Audiência Pública até os dias atuais posso afirmar de forma categórica que esse déficit funcional aumentou de forma exponecial, e a curto prazo a categoria se vê em um túnel sem fim e sem luz, sem nenhuma possibilidade de ter um alivio ou alento no quesito reforço, sem contar o ranço da Administração Pública que trata os Servidores da Segurança Pública apenas como cabos eleitorais durante as campanhas e pleitos políticos.

Que coincidentemente também, esse é um ano político em que este mesmo governador que massacra a Segurança Pública de São Paulo e que uma de suas prinicpais plataformas de governo é essa mesma categoria que foi espezinhada, massacrada, perseguida, abandonada e por fim desdenhada por Tarcísio de Freitas, citando como exemplo a ida do governador a Comissão de Segurança Pública do Congresso Nacional, onde usando óleo de perobsa na sua cara feia e mentindo de forma categórica, afirmou de maneira acintosa e mentirosa que havia dado 45% de reajustes salarias para as Polícias em SP. 

Utilizando para tal calculo do fantasioso percentual na verdade, o reajuste concedido a PC, PM e Agentes Penitenciários na época, pelo ex governador João Doria em seu derradeiro ano de governo com índices de 20% c, somados as parcas e miseráveis reposições inflacionárias dadas desde o ano de 2023 pelo atual mandatário do Palácio dos Bandeirantes. 

Leandro Leandro.

22 fevereiro 2026

Novo organograma do PCC tem 14 'sintonias' e 35 líderes soltos, aponta Polícia Civil de SP

Mais da metade dos integrantes em posição de liderança está preso; 5 homens estão jurados de morte. Organização criminosa conta até com setor voltado à comunicação digital; 'associados' à facção também aparecem em relatório

Jornal Folha de São Paulo

22.fev.2026 

Marcola segue como lider máximo da facção, juntamente com seus outros 14 homens
que o auxiliam na Sintonia Final - Imagem: Reprodução
São Paulo -Um novo organograma da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital), elaborado pela Polícia Civil de São Paulo, mostra um total de 87 líderes, divididos em 14 setores diferentes, as chamadas "sintonias". Desses, 52 homens apontados como integrantes da facção estão presos e 35 estão em liberdade.

Além disso, o gráfico também mostra pessoas associadas e ex-integrantes da cúpula, hoje jurados de morte —ou "decretados", no jargão da facção. Considerados todos esses, há um total de cem nomes no documento, dos quais 62 estão presos.

É a primeira vez que um organograma do PCC destaca o papel dos associados, que não passam pelo ritual de batismo da facção nem têm dedicação exclusiva a ela, no funcionamento da organização. O organograma, elaborado pelo Dipol (Departamento de Inteligência da Polícia Civil), foi divulgado inicialmente pelo SBT News e confirmado pela Folha.

Ele mostra, por exemplo, que do total de 15 homens apontados como integrantes da Sintonia Final, cúpula máxima de comando, há apenas um em liberdade. Trata-se de Adeilton Gonçalves da Silva, o Maranhão. Em 2019, ele foi apontado como um dos participantes do massacre que deixou 55 mortos no Complexo Penitenciário Anísio Jobim, em Manaus.

Adeilton Gonçalves da Silva, o Maranhão, é o único dos 15 homens apontados como integrantes
da Sintonia Final, cúpula máxima de comando, ainda em liberdade - Imagem: Reprodução
À frente da Sintonia Final ainda está Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, preso há mais de 25 anos e no sistema penitenciário federal desde 2019. Ele ocupa o posto desde o fim de 2002, quando dois líderes considerados mais radicais foram destituídos da facção.Entre os associados à facção no organograma estão Mohamad Hussein Murad (o Primo) e José Carlos Gonçalves (Alemão), alvos da Operação Carbono Oculto, que apontou um esquema de lavagem de dinheiro no setor de combustíveis e de serviços financeiros.

Entre os setores subordinados diretamente à cúpula da facção no organograma estão as sintonias que organizam as áreas de controle territorial da facção, o tráfico internacional de drogas, a disciplina dentro de presídios, o setor jurídico, um setor de comunicação digital e até um departamento responsável por auditoria interna da facção.

Sintonia Final da Rua - Imagem: Reprodução
A Sintonia Final de Rua é aquela que tem maior proporção de integrantes em liberdade —essa é praticamente uma pré-condição para a função, já que eles coordenam atividades da facção em bairros e cidades brasileiras. De um total de 16 integrantes desse grupo, dez estão em liberdade.

Dois deles têm mandados de prisão em aberto e são considerados foragidos. É o caso de Silvio Luiz Ferreira, o Cebola, que já foi sócio da empresa de ônibus UPBus e é o único alvo da Operação Fim da Linha que não foi preso. Ele está foragido desde 2014.

Além da Sintonia Final de Rua, o organograma identifica quatro pessoas em subdivisões regionais separadas apenas na região da Baixada Santista: a Sintonia Final da Baixada, que coordena atividades principalmente em Santos, Guarujá, Cubatão e São Vicente, e a FM-BX (Família da Baixada, que corresponde aos pontos de venda de drogas na região).

Sintonia Restrita que responde diretamente ao líderes máximo da facção - Imagem: Reprodução
O organograma também aponta oito integrantes da Sintonia Restrita, grupo que segundo o Dipol é formado por membros de extrema confiança da cúpula e "atua como um braço direto da Sintonia Final, auxiliando na tomada de decisões estratégicas e garantindo sigilo absoluto sobre assuntos críticos do PCC".

A sintonia ou quadro dos 14, por sua vez, é identificada como uma "instância de elite dentro da estrutura do PCC". Segundo a Polícia Civil, é uma "instância deliberativa para julgar, sancionar e fiscalizar o cumprimento das normas dentro da facção, especialmente no âmbito 'das ruas'".

Sintonia e Resumo Final dos 14 - Imagem: Reprodução
Há outras duas instâncias que lidam com a cadeia de comando do PCC e da manutenção da disciplina, segundo o documento: a Sintonia Interna e o Setor do Raio-X. Ambos os setores têm um membro identificado.

O Setor do Raio-X é responsável pela fiscalização interna, segundo a Polícia Civil. É "uma espécie de 'serviço de auditoria' do grupo, criada para inspecionar, investigar e avaliar o comportamento dos integrantes da organização", de acordo com o documento.

Associados a facção sem batismo - Imagem: Reprodução

Líderes e associados ao PCC

Alguns dos nomes que aparecem no novo organograma da facção criminosa, feito pela Polícia Civil de SP

Mohamad Hussein Mourad, o Primo

Dono da produtora de combustíveis Copape e da distribuidora Aster, foi o principal alvo da Operação Carbono Oculto e está foragido desde agosto de 2025. O MPSP aponta que ele coordena uma rede de empresas que lava dinheiro da facção; a defesa dele nega.

Adeilton Gonçalves da Silva, o Maranhão

Apontado como um dos autores de um ataque que deixou 55 mortos num presídio em Manaus, foi transferido à época para a penitenciária federal de Brasília; é a primeira vez que é apontado como integrante da Sintonia Final

Sergio Luiz de Freitas Filho, o Mijão

Foragido, é apontado como recrutador de criminosos para a Sintonia Restrita Tática e como mandante de planos para assassinar um promotor do MPSP em Campinas (SP), frustrados em 2025

Silvio Luiz Ferreira, o Cebola

Apontado como integrante das sintonias do Progresso e da Final de Rua; foi sócio da empresa de ônibus UPBus, alvo da Operação Fim da Linha

Sintonia de Redes Sociais e Raio X - Imagem: Reprodução

O Setor do Raio-X é responsável pela fiscalização interna, segundo a Polícia Civil. É "uma espécie de 'serviço de auditoria' do grupo, criada para inspecionar, investigar e avaliar o comportamento dos integrantes da organização", de acordo com o documento.

Já a Sintonia Interna seria a "estrutura de comando responsável pelo controle das operações dentro do sistema prisional e das unidades controladas". O documento informa que ela é considerada "a espinha dorsal operacional do PCC dentro das prisões e territórios controlados, garantindo que a disciplina e a hierarquia sejam respeitadas".

Sintonia Final do Sistema responde diretamente aos líderes - Imagem: Reprodução
A Sintonia Final do Sistema, com sete integrantes identificados, é responsável pelo controle do PCC dentro do sistema prisional, "garantindo disciplina, hierarquia e cumprimento das ordens".

A Sintonia Interna da Internet e Redes Sociais é responsável por vários tipos de comunicação online, segundo o documento. Ela coordena contatos entre integrantes da facção —por meio de aplicativos, rede sociais e e-mails criptografados— e também fiscaliza o uso de redes sociais, monitorando publicações que possam expor a facção.


Há ainda a Sintonia do Progressonormalmente associada ao tráfico de drogas, é focada em logística e estratégias de crescimento da facção, segundo a Polícia Civil—, o setor da Padaria (ou financeiro) e a Sintonia Final dos Estados e Países, responsáveis pela coordenação regional e internacional.

Conforme levantamento divulgado pelo Ministério Público de São Paulo no ano passado, o PCC já alcançou ao menos 28 países. Alemanha, Irlanda, Turquia e Japão são os novos locais onde a facção foi detectada, em relação a um levantamento anterior. O faturamento total é estimado em cerca de R$ 1 bilhão por ano.

Membros do PCC que passaram a fazer oposição a Marcola foram decretados pela Facção - Imagem: Reprodução

Nomes que já apareceram ao lado de Marcola na cúpula da facção, em outros mapeamentos da hierarquia da facção, hoje estão entre os "decretados" à morte.

É o caso de Roberto Soriano (o Tiriça), Wanderson Nilton Paula Lima (Andinho) e Abel Pacheco de Andrade (Vida Loka). Desde 2024, eles passaram a se opor a Marcola no que é considerado o maior racha na cúpula do PCC em duas décadas. Todos estão presos no sistema federal.

Clique aqui para ver o Organograma completo e atualizado do PCC segundo as autoridades

Fonte: Jornal Folha de São Paulo

21 fevereiro 2026

Com algemas nos pés e mãos, preso foge de viatura da PP após audiência de custódia em Jaraguá do Sul/SC

De acordo com a Secretaria de Estado de Justiça e Reintegração Social (Sejuri), as circunstâncias da ocorrência serão apuradas administrativamente.

Por equipe Jornal Razão

Publicado em 21/02/2026 

Mesmo com pés e mãos algemados e tornozeleira eletrônica, detento escapou durante transporte entre o presídio e o Fórum; Forças de Segurança conseguiram recaptura-lo após mais de 02:00 horas de buscas - Imagem: Jornal Razão
Um criminoso de 24 anos fugiu durante o transporte até o Fórum de Jaraguá do Sul na tarde desta quinta-feira (19). Ele estava algemado quando conseguiu escapar da viatura da Polícia Penal. A fuga mobilizou as forças de segurança do Norte catarinense.
Preso rompeu a tornozeleira eletrônica e fugiu de viatura da Polícia Penal antes de ser recapturado em área de mata em Jaraguá do Sul - Imagem: Reprodução

Como aconteceu fuga

Preso por tráfico de drogas na quarta-feira (18), o homem retornava de um exame de corpo de delito e seria apresentado em audiência de custódia no Fórum de Jaraguá do Sul.

Por volta das 12h50min, o suspeito rompeu o compartimento traseiro da viatura da Polícia Penal e saiu correndo, mesmo com os pés e mãos algemados, na região do bairro Jaraguá 84. Ele ainda conseguiu quebrar a tornozeleira eletrônica.

A Polícia Militar (PM) foi acionada para auxiliar a Polícia Penal na procura pelo suspeito na região. Após aproximadamente três horas de buscas ininterruptas, o homem foi recapturado e reconduzido ao sistema prisional.

De acordo com a Secretaria de Estado de Justiça e Reintegração Social (Sejuri), as circunstâncias da ocorrência serão apuradas administrativamente.

Fonte: Jornal Razão