SOMOS A POLÍCIA PENAL

Profissionais invisíveis que garantes a segurança da sociedade.

QUREMOS QUE NOSSOS DIREITOS SEJAM RESPEITADOS

Arriscamos nossas vidas para garantir a segurança de todos.

SOMOS GUERREIROS E INCANSÁVEIS

Lutamos pelos direitos de todos os servidores públicos.

ACREDITAMOS NUM PAIS MENOS DESIGUAL

Não compactuamos com os demsandos dos governos.

QUEREMOS QUE HAJA JUSTIÇA SOCIAL

Somente assim haverá segurança pública real.

09 abril 2026

Chuva de mentiras e omissões na Alesp: 'Policiais penais não tiveram reajuste por limitação orçamentária', diz secretário

Em oitiva, Marcello Streifinger, chefe da pasta de Administração Penitenciária, afirmou que não há previsão para recomposição inflacionária, mas destacou planos de qualificação e progressão.

Fernanda Franco - Fotos: Bruna Sampaio

09/04/2026 

A Comissão de Segurança Pública e Assuntos Penitenciários da Alesp recebeu, na quarta-feira (8),
o secretário da SAP, Marcello Streifinger, para prestação de contas do andamento da gestão - Imagem: Alesp
A Comissão de Segurança Pública e Assuntos Penitenciários da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo recebeu, nesta quarta-feira (8), o secretário de Administração Penitenciária, Marcello Streifinger, para prestação de contas do andamento da gestão. A oitiva foi marcada por cobranças de parlamentares sobre a falta de valorização dos policiais penais no estado.

Na abertura da reunião, o secretário afirmou que, desde a criação da polícia penal estadual, em 2024, a gestão tem buscado valorizar a categoria. "A administração penitenciária vem corroborando, desenvolvendo e fortalecendo o trabalho da polícia penal", declarou.

Streifinger também destacou avanços na carreira ao longo do último ano com ações da Coordenadoria de Ensino, voltadas à qualificação e progressão desses profissionais.

Os parlamentares demonstraram ampla preocupação com a atual situação dos policiais penais, uma vez que a categoria não foi contemplada no projeto de valorização das forças de segurança, que recebeu um reajuste de 10%. Também evidenciaram a insatisfação dos policiais penais e pressionaram por medidas que garantam melhores condições de trabalho e valorização.

A Comissão de Segurança Pública e Assuntos Penitenciários se reuniu no Plenário Jose Bonifácio - Imagem: Alesp

Desvalorização da categoria

O deputado Major Mecca (PL), presidente da Comissão, pontuou que a categoria está frustrada e insatisfeita com a atual gestão. "O governador não cumpriu os compromissos que assumiu com os policiais e isso é um exemplo claro de má gestão dos recursos públicos", criticou.

Para o deputado Reis (PT), a situação configura uma decisão política. "O governo fez uma escolha ao atender a polícia civil e militar", afirmou. Ele destacou a baixa atratividade da carreira, pois "o concurso exige ensino superior, mas o salário não é atrativo".

Nesse sentido, o deputado Capitão Telhada (PP) sugeriu que haja uma valorização da meritocracia no plano de carreira a longo prazo. Atualmente, todos os cargos de diretoria são feitos por indicação. "A ideia é que o policial penal vá progredindo na carreira. A cadeia é um ambiente tenso e de risco. Ser policial penal é uma das funções mais difíceis de lidar no dia a dia", disse.

Já a deputada Mônica Seixas do Movimento Pretas (Psol) chamou atenção para as condições de trabalho. "Os trabalhadores prisionais reclamam de jornadas extenuantes, falta de folga e cansaço extremo", disse.

Segundo o secretário, o déficit atual de policiais penais é de cerca de 30% - com 24 mil policiais penais em atividade frente a uma necessidade de 34 mil. Considerando áreas administrativas e de saúde, esse número pode chegar a 40%.

"Nas atividades de saúde, queremos complementar com contratações de grupos multidisciplinares que estão nas unidades. Quanto à administração, estamos buscando uma lei que permita que policiais penais aposentados possam trabalhar no setor", justificou.

Sobre a ausência de reajuste salarial, Streifinger disse que não há previsão de recomposição inflacionária. "Essa é uma situação técnica que submergiu em face da falta de condições de estender os 10% para todos. Os policiais penais não tiveram reajuste salarial por uma questão de limitação orçamentária", declarou.

Quanto a progressão da carreira para cargos de diretoria, o secretário explicou que a própria polícia, por meio da sua coordenadoria de ensino, oferecerá uma pós-graduação lato sensu para formar gestores do sistema prisional. "Esse curso vai ser um avanço muito positivo na profissionalização da polícia penal, porque vai dar base para gerenciar um sistema prisional", disse.

Assista à reunião, na íntegra, na transmissão feita pela TV Alesp:

Fonte: Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo/Alesp 

Contraponto: 

Chuva de mentiras e omissões

Mentiras ditas de forma fria e calculista, pois um pseudo administrador que se dispões a conceder a quantia de R$85 bilhões de reais em renúncia fiscal em pleno ano eleitoral, ou seja deixa de arrecadar dinheiro de impostos para beneficiar amigos, banqueiros, e outros que investiram em sua campanha no ano de 2022, deixa exposto que seu comporomisso é apenas consigo próprio e com suas ambições políticas.

Tal decisão mostrou à todos que está pouco se lixando para os servidores públicos, e isso se reflete na ausência de previsão orçamentaria para que seja necessário a concessão de reajustes e de recomposições inflacionárias aos servidores, pois tal quantia é nada mais, nada menos que quase 1/4 de todo o orçamento anual do Estado de São Paulo.

Omissões porque não foi falado de forma clara e objetiva aos deputados a situação que se encontra de fato o quadro de servidores do 8º maior Sistema Prisional do Planeta Terra, e o maior de toda a América do Sul. Omitido a situação de sua falta de equipamentos, viaturas, armas curtas e longas, uniformes, munições, coletes a prova de balas, alimentação decente, unidades prisionais com estruturas decadentes, precarizadas e em sua maioria sem as devidas manutenções, assim como suas viaturas equase tudo o mais que la se encontra. 

A única saida plausivel para todos os servidores do sistema prisional, bem como de toda a segurança pública, é tirar a ideologia política de suas vidas, pois isso acabamos de comprovar que não coloca comida na mesa de nossos familiares, e sim, mudar o disco e tentarmos eleger qualquer candidato que tenha de fato um compromisso progressista com os trabalhadores. 

Pois antes de sermos policiais, somos trabalhadores que cumprem jornadas de trabalho estafantes em ambientes que se assemelham a própria antessala do inferno na Terra, somos pais e somos mães, somos esposas e somos maridos, somos filhos e somos filhas, temos familias e elas necessitam de nossas contribuições pecuniárias para que sejam mantidos com respeito e o mínimo de conforto, pois onde falta o pão e o dinheiro para o básico, não há amor que resista. 

O amor por políticos nos levou a decepção, humilhação e vergonha de ser tratados como lixos, mesmo tendo cada um de nós dado o melhor para a Secretaria, e isso sempre iremos fazer de qualquer maneira, pois somos pessoas de caráter e com objetivos claros, cumprir com a missão a qualquer custo. Mas isso não nos obriga a manter no Bandeirantes, uma pessoa que faz escolhas preferenciais e trata os iguais com desigualdades, que não valoriza a Polícia Penal e nem a respeita!

Só para lembrar, tanto Streifinger, quanto seu Adjunto receberam os 10% dados a PMSP.

Imaginem isso com mais os 10% dados retroativos a 1º de abril de 2026, tá preocupado
com os salários da PP? Fala sério.....Imagem: Transparência/SP
Fora Tarcísio, 

Fora Streifinger

Fora Severo 

Fora Todos os Coronéis e Oficias da SAP

Leandro Leandro.

Enquanto isso no RS: Cesar Kurtz é o primeiro policial penal titular de uma Secretaria de Estado

Nomeação para a Secretaria de Sistemas Penal e Socioeducativo foi confirmada pelo governador Eduardo Leite.

Por Ascom SSPS

Publicação: 09/04/2026

Cesar  Kurtz assume a titularidade da SSPS - Imagem Gabriel Centeno/Ascom SSPS
Foi anunciado nesta terça-feira (7/4), pelo governador Eduardo Leite, o novo titular da Secretaria de Sistemas Penal e Socioeducativo (SSPS). Cesar Atílio Kurtz Rossato, que já ocupava o cargo de secretário-adjunto da SSPS, será o primeiro policial penal a responder pela pasta, antes comandada por Jorge Pozzobom, que passa a atuar na Casa Civil.

“Assumo com absoluto senso de responsabilidade. Nos últimos anos, avançamos de forma consistente, seja na ampliação e qualificação das unidades, seja no fortalecimento da gestão, assim como no uso de novas tecnologias  e consolidação de políticas voltadas à segurança, à legalidade e respeito aos direitos fundamentais. Esses avanços não são fruto do trabalho de uma ou outra pessoa, mas de toda uma categoria de servidores e gestores comprometidos com a Instituição", disse.

Natural de Santa Maria, Kurtz é bacharel em Direito pela Universidade Federal do Rio Grande (Furg), possui pós-graduação em Segurança Pública e Cidadania e em Direito Penal e Criminologia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS). 

"Esses avanços não são fruto do trabalho de uma ou outra pessoa, mas de toda uma categoria
de servidores", afirmou o secretário - Imagem: João Pedro Rodrigues/Secom
Ingressou na Polícia Penal em 2014 e, desde então, atuou na Penitenciária Estadual de Arroio dos Ratos, na Divisão de Controle Legal — vinculada ao Departamento de Segurança e Execução Penal — e no Instituto Penal de Monitoração Eletrônica da Região Metropolitana. 

Em 2021, foi cedido à então Secretaria de Justiça e Sistemas Penal e Socioeducativo, onde ficou lotado na Assessoria de Relações Institucionais, posteriormente integrando o Gabinete do Secretário. Desde 2023, com a criação da atual SSPS, atuava como secretário-adjunto da pasta, responsável pelas políticas do sistema prisional e socioeducativo.

Com duas vinculadas, a Polícia Penal e a Fundação de Atendimento Socioeducativo (Fase), o secretário assume a pasta em um momento histórico, especialmente para o sistema prisional gaúcho. 

O governo do Estado terá investido de 2019 até 2026 mais de R$ 1,4 bilhão em novas unidades prisionais, reforma das atuais estruturas, equipamentos, material bélico e tecnologias. 

Em breve, também será inaugurado o Centro de Atendimento Socioeducativo de Osório, após oito anos sem aberturas de novas vagas no sistema.

Fonte: ASCOM SSPS

Policial penal é preso após agredir ex companheira e bebê em Hortolândia/SP

​A Polícia Militar foi acionada e, ao chegar ao local, encontrou a vítima ferida com a criança no colo. 

TV HORTOLÂNDIA

09/04/2026

O policial penal trangrediu ao ignorar medida protetiva de uirgência ja emanada pela Justiça - Imagem: Reprodução
Segundo o boletim de ocorrência, o agressor ignorou uma medida protetiva de urgência que já estava em vigor, proibindo-o de se aproximar da mulher.

Um policial penal foi preso em flagrante na última quarta-feira (8) sob a acusação de tentativa de feminicídio, descumprimento de medida protetiva e lesão corporal. 

O crime ocorreu em um apartamento da cidade, onde o suspeito teria atacado a ex-companheira e a filha do casal, uma bebê de apenas 8 meses.

Em depoimento à Polícia Civil, a vítima relatou ter sido:

​Agredida fisicamente e enforcada durante uma discussão;

​Surpreendida pela violência do ataque, que fez com que a bebê caísse no chão, resultando em ferimentos na criança

​O caso foi encaminhado e registrado na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Hortolândia. 

O suspeito permanece à disposição da Justiça e responderá por três crimes principais:

​Tentativa de feminicídio;

​Descumprimento de medida protetiva;

​Lesão corporal contra menor de idade.

​A Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) informou que já foi notificada sobre a prisão do servidor e que o caso segue sob investigação administrativa e criminal.

Fonte: TV HORTOLÂNDIA

26 março 2026

Tarcísio da aumento para os policiais penais de SP; reajustou o número de Dejeps, escravidão moderna

Segundo o Governo de São Paulo, com o projeto, as diárias, que antes eram de 21.690 por mês, aumentaram para 26.700.

Helena Barra e Yasmin Silvestre, da CNN Brasil*, em São Paulo

26/03/26 

Na maioria das vezes, longe de seus familiares, sem contatos com seus laços mais sagrados, resta
ao Policial Penal, o trabalho em dobro para fazer com que o pão chegue às mesas dos filhos - Imagem: Leandro Leandro
O Governo de São Paulo autorizou, nesta quarta-feira (25), a criação de 5 mil novas vagas para jornadas extras de trabalho, ou diárias especiais dos policiais penais, chamadas DEJEPs (Diárias Especiais por Jornada Extraordinária de Trabalho Penitenciário).

Segundo o Governo, a medida é voltada para policiais penais vinculados à SAP (Secretaria da Administração Penitenciária). Com o projeto, as diárias, que antes eram de 21.690 por mês, aumentaram para 26.700.

Para a medida serão utilizados R$15 milhões para pagamento. Anteriormente, os policiais penais já haviam sido beneficiados com o fim do desconto do Imposto de Renda para o pagamento das DEJEPs. 

A iniciativa tem como objetivo ampliar e promover maior eficiência na execução de políticas de segurança, disciplina, escolta e custódia de presos, buscando a prestação de serviços de qualidade.

Os Policiais penais terão como aumento, apenas uma carga maior de trabalho se quiserem
ter alguma diferença nos salários - Imagem: Governo de São Paulo

A medida corresponde a oito horas contínuas fora da jornada normal de trabalho do servidor, limitadas a dez jornadas mensais para a classe. Além disso, a participação é facultativa.

Como se inscrever?

O servidor interessado deve se inscrever em uma "Lista Única" na sua unidade prisional. De acordo com o Governo, o servidor não pode realizar a DEJEP se estiver afastado — licença médica, por exemplo — com exceção feita ao gozo de licença-prêmio em alguns casos específicos.

Fonte: CNN

24 março 2026

Furiosa com traição, mulher dá “coça” em policial penal armado em rua de Brasília/DF; vídeo

Nas imagens, o servidor aparece sendo atingido por uma sequência de golpes, incluindo socos, chutes e joelhadas desferidos pela companheira.

Carlos Carone

24/03/2026

Mulher não perdoou o companheiro e desceu socos, joelhadas e chutes após descobrir traição - Imagem: Reprodução
Uma cena violenta e preocupante viralizou em grupos fechados de WhatsApp ligados à segurança pública do Distrito Federal, nos últimos dias. Um vídeo que passou a circular nas redes mostra o momento em que um policial penal é violentamente agredido pela própria companheira, em via pública. O motivo da agressão seria uma suposta traição.

Nas imagens, o servidor — que atua no Centro de Progressão Penitenciária (CPP), localizado no Setor de Indústria e Abastecimento (SIA) — aparece sendo atingido por uma sequência de golpes, incluindo socos, chutes e joelhadas. Durante a agressão, ele grita de dor e pede socorro a pessoas que estariam nas proximidades.

Em meio ao ataque, o policial chega a suplicar para que alguém “chame a polícia” e retire a mulher de cima dele, evidenciando o desespero diante da situação.

Surrado e armado

Um detalhe que elevou ainda mais o nível de preocupação foi o fato de o agente estar armado durante toda a ocorrência. Segundo as imagens, ele mantinha uma pistola no bolso enquanto era agredido, o que levanta questionamentos sobre os riscos envolvidos no episódio.

Procurada pela coluna, a Secretaria de Administração Penitenciária (Seape) confirmou que o homem envolvido é, de fato, um policial penal do Distrito Federal. Em nota, o órgão informou que já foi instaurado um procedimento de investigação preliminar para apurar a situação institucional do servidor.

A pasta também destacou que o episódio não ocorreu em frente ao Centro de Progressão Penitenciária (CPP), como chegou a ser especulado inicialmente.

Fonte: METRÓPOLES

23 março 2026

Do discurso eleitoral a realidade: Fiel a Bolsonaro, Tarcísio abandonou as polícias de São Paulo

Tarcísio de Freitas mantém alta popularidade apoiado em discursos ideológicos, enquanto policiais denunciam cortes de orçamento, déficit de efetivo e precarização da segurança pública.

*André Tolentino

23/03/2026 

Durante a campanha eleitoral, como a maioria dos candidatos prometeu, e como a maioria
dos candidatos, também não cumpriu suas promessas - Imagem: Reprodução/Band
Infelizmente, a popularidade do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) não se justifica por uma boa gestão, bons resultados ou boas ações, mas em frases de efeito e no moralismo vazio que tomou conta do debate político brasileiro.

Vamos combinar que ninguém esperava por investimentos em cultura e educação por parte do governo estadual mas, ao menos na segurança pública, foco dos discursos de Tarcísio, acreditava que teriam sim alguma prioridade. Contudo, com seus efetivos reduzidos, orçamentos cortados e estrutura defasada, agora também as polícias estaduais passaram a denunciar a realidade da segurança do Estado, como apontou o Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo (Sindpesp).

Ao longo dos séculos, São Paulo construiu uma reputação singular no país, não apenas por ser o Estado mais rico ou o mais populoso, mas por carregar consigo uma cultura econômica muito própria, que soube investir parte do seu excedente em obras de infraestrutura, no incentivo à indústria, no fortalecimento das universidades e no crescimento urbano organizado.

Essa tradição, no entanto, parece distante do ambiente político atual, onde o governador Tarcísio de Freitas mantém seu elevado índice de aprovação apenas com o velho discurso do “fantasma do comunismo”, medo do “banheiro unissex” e da “ideologia de gênero”. O discurso do medo tem feito o povo paulista aceitar mais pedágios e assistir ao sucateamento acelerado do nosso Estado.

Tarcísio de Freitas abandonou literalmente as Forças de Segurança do Estado de São Paulo - Imagem: Reprodução
Em que esse governo, por exemplo, foi melhor que a gestão de "Geraldo Alckmin, ou de José Serra, de Mário Covas ou mesmo de João Dória? Em que esse governo vem se destacando para que possa servir de exemplo para o resto do país? Em absolutamente nada."

No campo da segurança pública, a distância entre discurso e realidade é ainda mais gritante, onde nosso ex-secretário de segurança, Guilherme Derrite, apresentou projeto que torna o enfrentamento às facções criminosas ainda mais burocrático, dificultando as investigações sobre os núcleos mais sofisticados do sistema, aqueles que envolvem operadores financeiros, redes empresariais e criminosos de colarinho branco que garantem a sustentação econômica dessas estruturas, e atacando com mais severidade os “peões” da criminalidade.

Quando ouvimos o governador falando em moralidade, combate ao crime e à corrupção, devemos perguntar "por que então não concede à Polícia Civil as mesmas garantias da Federal? Por que não investe em infraestrutura, melhora o efetivo e o salário dos nossos policiais?"

No dia 24 de fevereiro, representantes das Polícias Científica, Civil, Militar e Penal se uniram em um protesto contra o governador. Segundo representantes da categoria, o déficit de efetivo da Polícia Civil do Estado de São Paulo ultrapassa um terço do quadro previsto, algo em torno de 34%, o que compromete diretamente a capacidade investigativa. Delegacias com equipes reduzidas, acúmulo de funções e inquéritos que se arrastam por falta de pessoal são consequências previsíveis quando a estrutura não acompanha a demanda de uma das maiores populações do país.

Durante a campanha eleitoral


Por sua vez, a Polícia Científica do Estado de São Paulo também aparece no centro das críticas, cujo orçamento destinado à instituição teria sofrido forte redução nos últimos anos, passando de cerca de R$ 47 milhões para algo próximo de R$ 10 milhões previstos para 2026.

Mesmo a tradicional Polícia Militar do Estado de São Paulo, historicamente mais alinhada aos governos que prometem endurecimento contra o crime, demonstra sinais de insatisfação. Entre as queixas estão promessas de valorização salarial não cumpridas e dificuldades estruturais enfrentadas no cotidiano da atividade policial, tema que começa a aparecer com mais frequência nas manifestações de representantes da categoria

No sistema prisional o cenário também preocupa, onde a Polícia Penal de São Paulo, responsável pela custódia da população carcerária, teria perdido aproximadamente 20% do seu efetivo enquanto novas unidades prisionais foram abertas, ampliando a pressão sobre os profissionais que permanecem na ativa.

São Paulo ainda é o Estado mais forte do país, mas essa força não deriva da qualidade de seus governos atuais, mas de uma base econômica, institucional e cultural construída ao longo de muitas décadas por gerações que compreenderam que progresso não nasce de slogans e que gestão não se faz com marketing político.

*André Tolentino é escritor e advogado especialista em Direito Civil e Direito Processual Civil.

Fonte: Portal PORQUE

Vídeo: Band Jornalismo


Contraponto:

Constituição do Estado de São Paulo - Reprodução
Com a Polícia Penal o tratamento vai da realidade ao escárnio, o pouco caso e o desprezo perceptíveis, passando pelo sentimento de uma Polícia de 2ª Classe, uma verdadeira humilhação para Homens e Mulheres extremamente profissionais e capacitados, e que embora estejam inseridos no Rol da Segurança Pública da Constituição Federal, em seu Art.º 144,  e também na Constituição do Estado de São Paulo em seu Artº 139, parágrafo 2º, o governador simplesmente os ignora, como se realmente eles não existissem, ou que ainda fossem apenas uma idéia na cabeça dos antigos Agentes de Segurança Penitenciária.

Se esquece rotineiramente que a Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) a tornou uma Polícia Estadual, assim como suas co-irmãs Polícia Militar e Polícia Civil, ai inseridos também os Bombeiros. Mas o tratamento diferenciado disponibilizado à Polícia Penal é um acinte, um tapa na cara dos Policiais Penais e também dos Servidores da Área Meio que trabalham em conjunto com a Polícia Penal.

Primeiramente quando coloca um Oficial da Polícia Militar no Comando da maior Secretária de Administração Penitenciária do Brasil e de toda a América Latina, com mais de 180 Unidades Prisionais, em sua maioria verdadeiras masmorras de concreto e ferro, "onde o filho chora e a mãe não escuta", sem fugas, ou seja inexpugnáveis e que tem a custódia de quase 230.000 mil presos estando entre as 10 maiores populações prisionais do mundo.

E quase que totalmente precarizadas, sem viaturas decentes, sendo que as que existem não tem as manutenções adequadas e em números inferiores às suas necessidades, sem uniformes, pois esses só existem no papel,  até mesmo com projetos de usos e modelos já foram publicados, mas apenas nos projetos, sem armas acauteladas, sim uma Polícia Penal totalmente desarmada.

Sem contar no tratamento administrativo que é dispensado pelo governo do Estado de São Paulo, de inferiorização em relação as demais Polícias, no sentido do "Direito de Igualdade", onde não se aplica o "Princípio da Isonomia", previsto no Artº 5º da Constituição Federal, que proconiza dar tratamento igual para todos, até chegar na máxima definida por Nelson Nery Junior: “dar tratamento isonômico às partes significa tratar igualmente os iguais e desigualmente os desiguais, na exata medida de sua desigualdade.”

Desigualdade entre as policiais cria instabilidade na Segurança Pública do Estado de São Paulo - Imagem: Reprodução
À começar pelo forma de tratamento, descontos e pagamentos, tais como: 

Diárias Especiais na PM, PC e PP são totalmente diferentes: Na Polícia Penal e Polícia Civil pouquissímos policiais fazem mais de 02 ou 03 Dejeps por mês, alem da disparidade de oferta das Dejeps e Dejecs, também a difirença dos valores pagos aos integrantes das três Forças Policiais para as realizações das Diárias Especiais. 
 
Pagamento de Bônus: O pagamento do Bônus da PM e PC são bimestrais, diferente da PP que é anual, e também com calculos de pagamentos diferentes.

Auxílio Alimentação: Outro ponto crucial no dia a dia dos servidores do Sistema Prisional, que diferentes dos PMs e PCs, recebem um auxilio alimentação irrisório e calculado sobre seus vencimentos, onde após serem promovidos para PP2 ou 3 já não fazem mais jus ao recebimento.

Desconto Previdenciario: Policiais civis e policiais penais arcam com até 16% enquanto os policiais militares contribuem com 11%. 

A insatisfação com as perdas inflacionárias e a ausência de um índice único para todo o funcionalismo, como preconiza a Carta Magna, gera um efeito dominó de desmotivação. Críticas severas são direcionadas à gestão da Secretaria de Segurança Pública, atualmente sob comando de um egresso da carreira jurídica da Polícia Civil, de quem se esperava maior empenho na correção de distorções históricas.

Também ocorre situação similar na Administração Penitenciária onde "um estranho no ninho ali se alojou", que pouco se importa se seus subordinados receberão ou não reajustes, se estão ou não satisfeitos com seus salários, ou como são tratados nas Unidade Prisionais, redutos em muitos casos (sem generalizar é claro) de verdadeiros cupinchas e apaniguados, sendo que muitos deles sem, nem mesmo a capacidade técnica para fazerem um bate grade, uma contagem ou dar um pelado em um preso, pois se cagam de medo!

A percepção de que existe uma “superproteção” estatal à PM, em oposição à “subproteção” dos demais órgãos, alimenta um clima de instabilidade que frequentemente transborda para o campo político, especialmente em anos eleitorais, transformando a segurança pública em moeda de troca populista

É imperativo que o governo e a Secretaria da Fazenda realizem análises atuariais e orçamentárias transparentes que permitam a equalização progressiva das carreiras. Somente através da superação das barreiras corporativistas e do respeito à isonomia constitucional será possível garantir que o policial, seja ele civil, militar, científico ou penal, tenha a dignidade necessária para proteger o cidadão e manter a ordem pública de forma plena.

Lembrando sempre que: "O sucateamento da Segurança Pública, só interessa aos criminosos"

Rodney Ydankas/Leandro Leandro.

22 março 2026

Policial penal e diretor do Conjunto Penal Paulo Afonso comete feminicídio e tenta tirar a própria vida em Aracajú/SE

O crime contra a namorada ocorreu em um hotel localizado no Bairro Atalaia, na manhã deste domingo22/03/2026.

Por g1 SE

22/03/2026

Flávia Barros, vítima de feminicídio, e Tiago Sóstenes, suspeito de feminicídio, em Aracaju - Imagem: Reprodução redes sociais
Em Aracajú, a Polícia Militar foi acionada via Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp) para uma ocorrência de disparos de arma de fogo. Informações preliminares apontam que Tiago Sóstenes Miranda de Matos, teria matado a namorada Flávia Barros dos Santos, de 38 anos, a tiros e em seguida teria tentado tirar a própria vida no quarto do hotel.

De acordo com informações da Secretaria de Segurança Pública de Sergipe, o suspeito estaria hospedado com a vítima, identificada como Flávia Barros, quando os disparos de arma de fogo foram ouvidos.

Tiago foi socorrido e conduzido ao Hospital de Urgências de Sergipe (Huse), com ferimentos de arma de fogo, onde permanece internado na ala vermelha para procedimento cirúrgico. Ele segue sob os cuidados da equipe médica e multidisciplinar da unidade.

A arma do crime foi apreendida no local do feminicídio e da tentativa de suicídio
nas dependências do quarto ocupado pelo casal - Imagem: Divulgação/Polícia Civil
O casal é da Bahia. Flávia era empresária e fez aniversário há uma semana. Já Tiago é policial penal e diretor do Conjunto Penal de Paulo Afonso localizado no Estado da Bahia.

A Polícia Civil foi acionada e deu início à investigação, com a participação do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), da Criminalística e do Instituto Médico Legal (IML).

Segundo um amigo da vítima, o corpo de Flávia será velado no Ginásio Esportivo Diamante Negro, em Canindé de São Francisco, onde estão os familiares dela, a partir das 22h deste domingo. O sepultamento está previsto para às 16h da segunda-feira (23).

A reportagem entrou em contato com a assessoria da Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização da Bahia (Seap) e ainda aguarda posicionamento sobre o caso.

Flávia Barros, vítima de feminicídio, e Tiago Sóstenes, suspeito de feminicídio, em Aracaju - Imagem: Reprodução redes sociais

Seap - BA se pronuncia

Tiago é policial penal e bacharel em Direito. De acordo com a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária da Bahia (Seap-BA), ele não responde a nenhum processo administrativo disciplinar.

Além disso, a Seap informou que Tiago tem um histórico funcional regular e vinha desempenhando as funções de gestão sem registros de condutas incompatíveis com o cargo, ou indicativos de instabilidade de ordem emocional. (Confira a nota completa ao fim da reportagem)

De acordo com uma amiga da vítima, o casal viajou junto para Aracaju, onde curtiu um show de Rey Vaqueiro no sábado (21). Momentos antes de ser morta, Flávia publicou fotos bebendo com Tiago e amigos do casal.

Ainda não há informações sobre o que motivou o crime e a Polícia Civil investiga o caso.

Vítima de feminicídio, Flávia Barros havia completado 38 anos há uma semana — Imagem: Redes sociais

Confira nota completa da Seap:

"A Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização (Seap) informa que acompanha, por meio da Corregedoria, o caso de feminicídio ocorrido na manhã deste domingo, na cidade de Aracaju (SE), envolvendo o diretor da unidade prisional de Paulo Afonso, Tiago Sostenes Miranda de Matos.

A apuração do crime está sob responsabilidade da Secretaria da Segurança Pública do Estado de Sergipe, a quem compete a condução das investigações. No entanto, desde que tomou conhecimento do fato, a Seap realizou contato imediato com as autoridades sergipanas e deslocou representantes da Superintendência de Gestão Prisional (SGP) e da Coordenação de Monitoramento e Avaliação do Sistema Prisional (CMASP) para acompanhar o caso de perto.

A Seap esclarece que o servidor não responde a processo administrativo disciplinar, possuía histórico funcional regular e vinha desempenhando suas funções de gestão sem registros de condutas incompatíveis com o cargo ou indicativos de instabilidade de ordem pessoal ou emocional.

A Secretaria lamenta profundamente que mais uma mulher tenha sido vítima de feminicídio e se solidariza com os familiares neste momento de dor. A Seap destaca ainda, que repudia de forma veemente todo e qualquer tipo de violência contra a mulher e ressalta que desenvolve, de maneira contínua, diversas ações voltadas à valorização, proteção e respeito às mulheres, não apenas durante o mês de março, mas ao longo de todo o ano".

Fonte: G1