O policial penal identificado como Carmindo Rodrigues Pinto Júnior, de 50 anos, foi preso na quarta-feira (12) suspeito de agredir e ameaçar o namorado na casa onde os dois moravam, no bairro José de Anchieta, na Serra/ES.
15 de agosto de 2026
Da Redação
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| Policial penal de 50 anos de idade entrou em conflito com o namorado e o espancou segundo os dados do Boletim de Ocorrência elaborado pela Policia Militar que que foi chamada - Imagem: Reprodução |
Segundo o boletim de ocorrência, o casal se conheceu pela internet há cerca de três meses e decidiu morar junto. Nesta semana, os dois tiveram uma discussão e, segundo o relato da vítima, o policial penal teria usado dois pedaços de madeira para agredi-lo e também feito ameaças.
A ocorrência, que resultou na prisão em flagrante do agente, destaca a importância da intervenção policial em casos de conflitos domésticos, especialmente quando há alegações de agressão física e intimidação. Os fatos ocorreram
O caso, que veio à tona após a denúncia da vítima, sublinha a vulnerabilidade de indivíduos em relacionamentos abusivos e a necessidade de mecanismos eficazes para a proteção das vítimas. A situação também coloca em evidência as responsabilidades inerentes à posse de uma arma funcional por parte de um servidor público, cujas ações são regidas por um código de conduta rigoroso.
Policial penal detido por violência doméstica
A denúncia que levou à detenção do policial penal surgiu de um desentendimento entre o casal, que residia junto há aproximadamente três meses. Segundo o relato da vítima, a discussão escalou para agressões físicas, com o policial penal supostamente utilizando pedaços de madeira, além de proferir ameaças. A rápida intervenção das autoridades foi crucial para conter a situação e garantir a segurança do companheiro.
A violência doméstica, em suas diversas formas, representa uma grave violação dos direitos humanos e um desafio persistente para a segurança pública. Quando o agressor é um agente do Estado, a situação adquire uma camada adicional de complexidade, exigindo uma resposta institucional firme e transparente para preservar a confiança da sociedade nas forças de segurança.
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| Policial penal foi poreso após denúncia de violência contrao companheiro na Serra/ES |
A intervenção policial e a descoberta de substância ilícita
Ao chegar ao local da ocorrência, a polícia encontrou o policial penal dentro da residência. Durante a averiguação, os agentes identificaram 04 pontas de cigarros de maconha sobre uma mesa. Também foram encontrados um dichavador e um pacote de papel de seda.
Questionado sobre a posse da substância, o detido e seu companheiro apresentaram versões conflitantes, cada um atribuindo a droga ao outro. Este achado adicionou uma nova dimensão à ocorrência, resultando em investigações adicionais.
A apreensão da arma funcional do policial penal foi uma medida imediata e necessária para garantir a segurança de todos os envolvidos e prevenir qualquer escalada da violência. A posse de armas por agentes de segurança pública é acompanhada de rigorosas regulamentações e responsabilidades, e qualquer indício de uso indevido ou comportamento inadequado pode levar à sua apreensão e a processos administrativos.
Implicações legais e o destino do suspeito
Após ser encaminhado à delegacia, o policial penal foi autuado em flagrante por lesão corporal majorada, uma qualificação que se aplica quando a agressão é praticada contra cônjuge ou companheiro, e por ameaça.
A Polícia Civil (PCES) informou que o policial penal foi autuado com base nos artigos 129, inciso 9º, e 147 do Código Penal, relacionados aos crimes de lesão corporal em contexto envolvendo companheiro e ameaça.
Essas acusações refletem a seriedade dos atos alegados e as consequências legais que podem advir de tais condutas. A legislação brasileira prevê penas mais severas para crimes de violência doméstica, visando proteger as vítimas e coibir a reincidência.
Servidor deixou o sistema prisional dois dias depois
Após os procedimentos na delegacia, o servidor foi encaminhado para a Penitenciária de Segurança Média I, em Viana.
Registros da Polícia Penal apontam que o policial deu entrada no sistema prisional em 12 de agosto e deixou a unidade em 14 de agosto. Até o momento, não há informação oficial, no material obtido pela reportagem, sobre as circunstâncias ou a decisão que resultou na soltura.
Associação dos Inspetores do Sistema Penitenciário do Espírito Santo
Segundo apuração do Tempo Novo, a reportagem procurou a Associação dos Inspetores do Sistema Penitenciário do Espírito Santo (ASSIPES), por meio do presidente Harley Taboada, que informou que o departamento jurídico da entidade acompanha o caso desde o início e presta assistência ao policial penal.
De acordo com a associação, o servidor tem mais de 20 anos de atuação no sistema penitenciário. A entidade também afirmou que os fatos investigados têm caráter pessoal e não estão relacionados ao exercício da função pública. A ASSIPES informou ainda que continuará oferecendo suporte jurídico ao servidor durante o andamento das investigações.
Fonte: Noticias do ES












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