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18 maio 2026

Sete detentos são contidos após princípio de rebelião na Penitenciária Masculina de Ribeirão Preto/SP

Confusão começou dentro da Unidade Prisional, mas foi controlada rapidamente. Um boletim de ocorrência foi registrado.

Por g1 Ribeirão e Franca

18/05/2026

A Penitenciária Masculia de Ribeirão Preto tem a custódia de 1.571 sentenciados, mas que tem uma capacidade para apenas 865 presos, o que evidencia uma população quase 100% acima de sua capacidade
Sete detentos foram contidos na manhã desta segunda-feira (18) após um princípio de rebelião na Penitenciária de Ribeirão Preto (SP), na Rodovia Abrão Assed (SP-333).

A confusão começou dentro da Penitenciária, mas foi controlada rapidamente, de acordo com informações da Polícia Civil. Um boletim de ocorrência foi registrado.

Até a última atualização desta reportagem, as identidades dos envolvidos não tinham sido reveladas. O motivo da briga também não foi divulgado.

A Penitenciária de Ribeirão Preto conta atualmente com 1571 homens, segundo o próprio site da SAP-SP, o que evidencia uma população quase 100% acima de sua capacidade projetada. 

Ao g1, a Secretaria da Administração Penitenciária informou que o caso começou quando um dos presos ateou fogo no colchão da cela que habitava.

"O foco foi rapidamente controlado e o custodiado foi retirado do local pelos próprios servidores da unidade, ficando isolado dentro do presídio. O Grupo de Intervenção Rápida (GIR) está no local dando apoio a uma revista no pavilhão onde aconteceu a ocorrência".

Diferente do que foi anunciado em Programa Televisivo, o princípio de rebelião ocorreu na Penitenciária Masculina de Ribeirão Preto e não no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Ribeirão Preto

Fonte: G1

Correções: Leandro Leandro.

01 maio 2026

MC Ryan, fã de Pablo Escobar é transferido do CDP do Belém para a P II de Mirandópolis no interior de SP

OUTRO LADO: defesa não comentou transferência; em ocasião anterior, negou qualquer relação do cantor com crimes. Cantor preso em operação que apura lavagem de R$ 1,6 bilhão foi levado para Mirandópolis (SP)

Bárbara Sá

Paulo Eduardo Dias

1º.mai.2026 

Durante buscas na residência de MC Ryan SP a PF encontrou um colar de ouro com a imagem de
Pablo Escobar sobreposta ao mapa do estado de São Paulo, símbolo que, para a investigação, reforça
 a conexão ideológica e operacional com o universo do narcotráfico imagem: Reprodução
São Paulo - O funkeiro MC Ryan SP foi transferido na manhã de quinta-feira (30) do Centro de Detenção Provisória (CDP) do Belém, na zona leste de São Paulo, para a Penitenciária 2 de Mirandópolis, no interior do estado. Procurada, a SAP (Secretaria de Administração Penitenciária) confirmou por e-mail a transferência do investigado.

A reportagem apurou que a decisão da mudança partiu da secretaria. Ryan foi preso no dia 15 de abril durante uma operação que investiga uma organização criminosa suspeita de movimentar mais de R$ 1,6 bilhão por meio de lavagem de dinheiro e transações ilegais. Até então, ele estava no CDP.

A penitenciária de Mirandópolis abriga presos ligados ao PCC (Primeiro Comando da Capital), o que é uma realidade majoritária entre as unidades prisionais paulistas. Embora uma relação direta com a facção não tenha sido demonstrada pela investigação até aqui, Ryan e seu entorno são suspeitos de ter conexões com a organização.

Mc Ryan foi preso em operação da Polícia Federal; cantor foi levado para Mirandópolis - @imcryansp no Instagram
Essa acusação parte principalmente das investigações contra produtoras de funk acusadas de lavar dinheiro do PCC. Os documentos da PF mostram que Ryan e empresas ligadas a ele receberam dinheiro dessas produtoras.A reportagem buscou o advogado Felipe Cassimiro, que representa o artista, por meio de mensagem, mas não obteve retorno até esta sexta-feira (1º). Em manifestações anteriores, a defesa negou qualquer envolvimento do cantor em atividades criminosas. A SAP não comentou oficialmente os motivos das transferências.

A prisão de Ryan ocorreu durante uma festa na Riviera de São Lourenço, em Bertioga, no litoral paulista. Na mesma data, também foram detidos o cantor MC Poze do Rodo, o influenciador Raphael Sousa Oliveira, criador da página Choquei, além de outros investigados.

Segundo a investigação, o grupo utilizava a indústria audiovisual e o showbusiness digital para integrar atividades ilícitas, associando tráfico de drogas, jogos de azar e rifas digitais à imagem de influenciadores com grande alcance nas redes sociais.

55 carros de luxo, 120 armas, R$ 300 mil em dinheiro e relógio Rolex apreendido
em operaçãoda PF contra funkeiros e influenciadores  - Imagem: Reprodução
Durante interrogatório, Ryan detalhou sua estrutura financeira. Ele afirmou ser proprietário de empresas ligadas à carreira artística, como a Bololo Records Entretenimentos, voltada ao agenciamento de artistas, além da Mc Ryan SP Produção Artística Ltda e de uma holding patrimonial. De acordo com o cantor, essas empresas concentram receitas provenientes de shows, publicidade e direitos autorais.

Ryan declarou possuir imóveis avaliados em milhões de reais, como a casa onde mora, além de apartamentos e uma chácara em Goiás. Também mencionou veículos de alto padrão. Conforme o depoimento, todos os bens estão declarados no imposto de renda.

Afirmou não ter ciência de operações com dinheiro em espécie ou criptoativos, como usdt, nem participação em grupos de mensagens voltados a remessas de valores.

Ele negou práticas investigadas, como fracionamento de valores, uso de interpostas pessoas (laranjas), compensações informais e transporte de dinheiro em espécie, além de qualquer movimentação ilícita em suas contas.

55 carros de luxo, 120 armas, R$ 300 mil em dinheiro e relógio Rolex apreendido
em operaçãoda PF contra funkeiros e influenciadores  - Imagem: Reprodução
Sobre transferências de menor valor, disse que, "por questões operacionais bancárias e de preservação", repassa quantias a colaboradores para pagamento de despesas de produção musical, como contratação de modelos e custos de gravação, funcionando como reembolso.

Outro ponto citado pela PF envolve o volume de microtransações via Pix. Segundo o cantor, esses valores podem estar ligados a pagamentos por publicidade de apostas e a transferências feitas por fãs.

Oraganograma da lavagem do dinheiro segundo a Polícia Federal - Imagem: Reprodução
O depoimento também menciona o uso de contas de terceiros. Ryan afirmou que, por limitações operacionais bancárias, utiliza contas de colaboradores para realizar pagamentos ligados à sua atividade, com posterior compensação, e negou qualquer relação com ocultação de recursos.

A operação que levou à prisão dos investigados é um desdobramento da Operação Narco Bet, deflagrada em outubro do ano passado. As investigações apontam que o grupo movimentava valores em escala bilionária por meio de empresas de fachada, contas de terceiros e fragmentação de transferências para dar aparência de legalidade aos recursos.

O narcotraficante Pablo Escobar foi o criminoso mais poderoso, notório e rico da história, líder
do Cartel de Medellín, entre 1970 e 1990, ele controlou cerca de 80% do tráfico mundial de
cocaína, acumulou uma fortuna que o colocou na lista da revista Forbes  por 07 anos consecutivos - Imagem: Reprodução
Dados do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) e diálogos extraídos da nuvem vinculada ao contador Rodrigo Morgado indicam que as movimentações financeiras suspeitas seguiram ativas ao longo do segundo semestre de 2025, inclusive em dezembro. Morgado já havia sido preso anteriormente sob suspeita de atuar na lavagem de dinheiro ligada ao tráfico internacional de drogas por meio de apostas online.

As investigações apontam que ele exercia papel central na engrenagem financeira do esquema, atuando como intermediador na movimentação de recursos, com uso de contas de terceiros, empresas e criptoativos.

Fonte: Jornal Folha de São Paulo


24 abril 2026

Mais 04 anos e Tarcísio quebra a SAP: Superlotação atinge maioria dos presídios do Oeste e Centro-Oeste paulista; vídeo

03 Unidades Prisionais do Oeste Paulista se encontram com população carcerária acima de 90% de suas capacidades, familiares reclamam e Defensoria Pública denuncia que não existe a ressocialização.

Tem Notícias 2ª Edição - Bauru/Marília

24/04/2026

Na Unidade Prisional de Getulina segundo denúncias em celas que comportam em média
10 presos, abrigam atualmente devido a superlotação 35 sentenciados cada uma delas- Imagem: Reprodução
Um levantamento do TN2 revela que 38 das 44 unidades prisionais de regime fechado do oeste e centro-oeste paulista operam acima da capacidade, com 23 mil presos a mais do que o sistema comporta. O cenário preocupa familiares, mobiliza a Defensoria Pública e expõe o desafio da ressocialização diante da superlotação.

Falta de higiene, má qualidade da alimentação e superlotação são algumas da reclamações mais frequentes de familiares e autoridades da Defensoria Pública.

Cresce o número de presos em São Paulo

Fonte: G1

Justiça condena Estado de SP por tortura em Semiaberto de Pres. Prudente em decisão inédita; e multa de R$258 mil

Exames apontaram lesões em 14 detentos e levaram à condenação do Estado de São Paulo por tortura coletiva. Decisão é considerada inédita e fixou indenização coletiva em R$ 258 mil.

Por Beatriz Jarins, Stephanie Fonseca, g1 Presidente Prudente e Região

24/04/2026 

Defensoria gravou presos feridos um dia depois de ação do Grupo de Intervenção Rápida
A condenação recente do Estado de São Paulo para a indenização coletiva de R$ 258 mil ocorreu após comprovação de lesões corporais sofridas por 14 detentos do Anexo de Semiaberto da Penitenciária de Presidente Prudente (SP), em 2015.

Proferida pela 1ª Vara da Fazenda Pública em abril deste ano, a sentença atende a uma ação civil pública da Defensoria Pública do Estado de São Paulo. Na decisão, a Justiça também destacou inconsistências no Relatório Informativo de Operação, elaborado pelo Grupo de Intervenção Rápida (GIR).

Conforme a sentença, as agressões aos detentos foram registradas em 28 de setembro de 2015. No entanto, o relatório sobre a operação foi elaborado apenas sete meses depois, em 12 de abril de 2016, e o documento ainda sofreu modificação em 19 de agosto do mesmo ano.

Segundo a Justiça, a demora para a elaboração do relatório compromete significativamente a confiabilidade das informações registradas. "A elaboração tardia de registro administrativo, desacompanhada de justificativa plausível, fragiliza a presunção de legitimidade e veracidade", pontua a decisão.

Início da investigação

A operação foi determinada por um juiz após um preso relatar ameaças de outros detentos, que o acusavam de pretender denunciá-los por posse de facas e celulares.

Com base apenas nesse depoimento, e sem investigação prévia, o GIR foi acionado e não encontrou os objetos, segundo a decisão. O próprio Grupo de Intervenção Rápida informou que não houve resistência dos presos. Os detentos apontados acabaram absolvidos.

Já os arquivos analisados pela Justiça reúnem informações e documentos que expõem a intimidade dos presos. Entre os registros, constavam relatos de humilhações, agressões e sofrimentos de natureza extremamente pessoal, além de laudos periciais.

Enquanto o Estado de São Paulo alegou em sua defesa que a ação do GIR foi legítima e pautada pelo uso proporcional da força, o conjunto de provas analisado pela Justiça apontou o contrário.

Preso cadeirante ferido na perna durante ação em presídio de Presidente Prudente - Imagem: Reprodução/Defensoria

Agressões sofridas

No caso, os laudos de exame de corpo de delito atestaram que 14 detentos sofreram lesões corporais de natureza leve, todas provocadas por "agente contundente". A quantidade de vítimas e a similaridade das lesões em um mesmo episódio reforçaram que não se tratou de uma situação isolada.

Conforme a decisão, as situações "indicam uma ação violenta generalizada e padronizada, incompatível com o uso diferenciado e proporcional da força".

De acordo com a ação, cerca de 240 presos foram submetidos a uma revista geral sob violência física e psicológica durante aproximadamente duas horas e meia. Ainda segundo o relato, cerca de 40 agentes do GIR teriam ingressado no local sem enfrentar resistência.

Além disso, de maneira considerada desproporcional, os agentes proferiram xingamentos, desferiram socos, chutes e golpes com cassetetes, inclusive com uso do chamado "corredor polonês", além de dispararem balas de borracha.

Entre os feridos estavam um idoso e um cadeirante, com lesões nas costas e nádegas. Ao final da operação, nenhum preso foi acusado de falta grave, tendo sido apreendidos apenas objetos como cachimbos artesanais, baralhos e uma moeda.

Defensoria gravou presos feridos um dia depois de ação do GIR

Decisão

A juíza responsável pelo caso destacou que a atuação extrapolou os limites legais e violou a integridade física e moral de pessoas sob custódia estatal, o que configura responsabilidade objetiva do Estado.

Diante dos fatos e análise das circunstâncias concretas, a Justiça decretou, por meio da Ação Civil, que o Estado foi condenado a pagar a indenização de R$ 258.115, pela extrema gravidade dos fatos e natureza institucional da violência.

O valor da indenização será revertido ao Fundo de Interesses Difusos (FID), voltado a políticas públicas de caráter coletivo.

A decisão é considerada inédita por ser a primeira ação com condenação indenizatória coletiva proposta pela Defensoria Pública por tortura em presídio. O episódio também foi internacionalizado e é apontado como o primeiro caso aceito pelo Comitê contra a Tortura da ONU contra o sistema prisional brasileiro.

Para a Justiça, a condenação tem dupla função: reparar o dano causado à coletividade e atuar de forma pedagógica, desestimulando a repetição de condutas semelhantes por agentes públicos.

Ao g1 e à TV TEM, a Procuradoria Geral do Estado (PGE) informou, nesta sexta-feira (24), que o Estado de São Paulo ainda não foi intimado da decisão.

Segundo consta no documento, o Estado pode recorrer da decisão em até 15 dias úteis, a contar a partir da data da publicação, em 8 de abril deste ano.

Fonte: G1

Privatiza que melhora: Terceirizados de Penitenciária no PR cobravam R$ 10 mil para entrada de celulares em celas; vídeo

Quatro pessoas foram presas. Luiz Carlos Ferreira Drehmer, o principal suspeito, segue foragido.

Por Bruno Fernandes, g1 PR e RPC Foz do Iguaçu

24/04/2026

43 celulares foram apreendidos durante operação - Foto: Polícia Civil do Paraná
Quatro pessoas foram presas em uma operação da Polícia Civil que investiga um esquema de corrupção dentro da Cadeia Pública de Pato Branco, no sudoeste do Paraná. Segundo a investigação, terceirizados da unidade cobravam até R$ 10 mil via Pix de cada preso para permitir a entrada ilegal de celulares.

O principal suspeito, Luiz Carlos Ferreira Drehmer, de 38 anos, está foragido. A identidade dos demais envolvidos e presos não foi divulgada.

A ação foi realizada na manhã desta quinta-feira (23) e cumpriu quatro mandados de prisão e 21 de busca e apreensão.

Suspeito Luiz Carlos Ferreira Drehmer, de 38 anos, apontado como principal envolvido
no esquema segue foragido - Foto: Polícia Civil do Paraná
Os alvos incluem monitores de ressocialização prisional, detentos e familiares envolvidos no esquema. Com um dos suspeitos foram apreendidos 43 celulares.

“É uma investigação que apura a entrada irregular de celulares no Depen de Pato Branco. Identificamos um monitor que recebia valores de presos e familiares e, em troca, levava aparelhos para dentro da cadeia. O valor chegava a R$ 10 mil por celular”, explicou a delegada Aline Simadon.

A investigação, conduzida pelo Núcleo de Investigações Qualificadas (NIQ) da 5ª Subdivisão Policial, começou após denúncia do próprio Departamento de Polícia Penal (Depen-PR).

A polícia teve acesso ao extrato bancário dos envolvidos no esquema e identificaram que, em apenas uma das contas, foi movimentado mais de R$ 90 mil. Segundo a investigação, o esquema teve início em 2025.

Quatro suspeitos são presos por faciliar acesso de presos a celulares

Os envolvidos podem responder por corrupção ativa e passiva, facilitação da entrada de aparelhos de comunicação em unidade prisional e associação criminosa.

A operação, batizada de “Repugna”, contou com o apoio do Depen-PR, do Núcleo de Operações com Cães e de equipes policiais da região Sudoeste.

Fonte: G1/PR

22 abril 2026

Ex-cabo da Rota é principal suspeito de vazar informações sigilosas ao PCC

Um cabo que atuou na Rota (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar) é o principal alvo de um inquérito que apura o vazamento de informações sigilosas de operações da Polícia Militar para narcotraficantes ligados ao PCC (Primeiro Comando da Capital).

Josmar Jozino

Colunista do UOL

21/04/2026

Policiais da Rota (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar) de São Paulo - Imagem: Danilo Verpa/Folhapress
Segundo as investigações, mantidas em segredo de Justiça, o cabo atuava na agência de inteligência da Rota. Denúncias feitas à PM apontam que o militar foi o que mais repassou informações sobre ações policiais aos grandes traficantes de drogas do PCC.

Ainda de acordo com a denúncia recebida pela PM, foram beneficiados com o vazamento das informações os narcotraficantes assassinados Anselmo Becheli Santa Fausta, o Cara Preta, Cláudio Marcos de Almeida, o Django, e Sílvio Luiz Ferreira, o Cebola, este último foragido da Justiça.

Os três criminosos eram acionistas da empresa de ônibus UPBUs, da zona leste, alvo da Operação Fim da Linha, deflagrada em abril de 2024 pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial e de Combate ao Crime Organizado), órgão do MP-SP (Ministério Público Estadual), por suspeita de lavagem de dinheiro para o PCC.

Proibido de frequentar o quartel

As denúncias indicam ainda que o cabo protegia os negócios e os interesses dos criminosos. Ele também é suspeito de participar de festas na casa de integrantes do PCC em uma cidade do interior paulista, onde os frequentadores andavam de moto aquática em um rio próximo.

Por causa das suspeitas de ter vazado as informações, o cabo foi desligado da agência de inteligência e transferido para outro departamento da Polícia Militar. Ele também foi proibido de circular no quartel da Rota.

O então cabo da PM, foi proibido de circular no Quartel, cujo Prédio da Rota se localiza na
região da Luz, Centro da cidade de São Paulo — Foto: Divulgação/Rota/Facebook

A Justiça Militar mandou abrir um novo IPM (Inquérito Policial Militar) para apurar se foi o cabo quem vazou ao PCC, por R$ 5 milhões, um áudio com o teor da conversa de um informante com o promotor de Justiça Lincoln Gakiya, um policial penal e PMs no quartel da Rota. O cabo e mais seis militares são investigados.

O outro IPM havia sido instaurado em outubro de 2024, mas acabou arquivado e tinha como alvo principal o cabo e os outros seis policiais militares que atuaram no serviço de inteligência da Rota. Um deles está preso no Presídio Militar Romão Gomes.

A reunião com o informante aconteceu em 6 de outubro de 2021. Ele foi ouvido por Lincoln Gakiya, do Gaeco de Presidente Prudente. Um policial penal da mesma região, da estrita confiança do promotor de Justiça, acompanhou a conversa, assim como alguns PMs da Rota.

O MP-SP e a Corregedoria da Polícia Militar apuraram que o PCC pagou R$ 5 milhões para ter acesso ao áudio. O vazamento das informações sigilosas impediu as prisões dos narcotraficantes ligados ao PCC e de líderes da organização criminosa. Até agora ninguém sabe quem recebeu o dinheiro.

Fonte: UOL

Vídeo: Jornal da Band

Foragido há cinco meses, policial penal de Marília/SP segue sem receber salários

Acusado de tentativa de homicídio o policial penal Gilson Junior dos Santos pode ser demitido por abandono de cargo.

POR ALCYR NETTO

21/04/2026

Individuo que já seria um desafeto antigo de Gilson, provocou de todas as maneiras o
 polícial penal dentro do supermercado - Imagem: Reprodução
O policial penal Gilson Junior dos Santos, de 50 anos, permanece foragido da Justiça há mais de cinco meses, acusado de tentar matar um vizinho a dentro de um supermercado no bairro Palmital, zona norte de Marília. Ele está com o pagamento dos salários bloqueado.

A Polícia Penal do Estado de São Paulo confirmou a medida administrativa e informou que o servidor responde a um processo que pode resultar em demissão. Desde 16 de novembro de 2025 — dia seguinte ao tiroteio no interior do estabelecimento — Gilson não comparece ao posto de trabalho na unidade prisional de Getulina.

O  policial penal Gilson junior dos Santos foi indentificado como sendo o atirador - Imagem: Redes Sociais
Diante da ausência prolongada, a Polícia Penal informou, em nota recente, que “não houve pagamento de salários ao servidor, tendo em vista que foi solicitado o bloqueio administrativo dos vencimentos em razão da ausência de efetivo exercício.” 

Além de responder na esfera criminal, o agente enfrenta consequências administrativas. A Secretaria de Administração Penitenciária (SAP) informou que a apuração disciplinar está em andamento e que, ao final do processo, podem ser aplicadas penalidades previstas em lei, “inclusive eventual demissão por abandono de cargo.”

Policiais militares chegaram ao local poucos minutos após o crime Imagem: Carlos Rodrigues/Marília Notícia

Tentativa de homicídio

A tentativa de homicídio foi registrada na noite de 15 de novembro de 2025, em um supermercado localizado na avenida República, na zona norte de Marília. Gilson efetuou três disparos contra o vizinho, Johnny da Silva Sarmento, que foi atingido no abdome e nas costas.

Imagens de câmeras de segurança registraram pânico entre clientes e funcionários. Após os disparos, o policial penal ainda teria chutado a vítima, que já estava caída, antes de fugir de carro. Johnny foi socorrido em estado grave e submetido a cirurgia de urgência no Hospital das Clínicas de Marília. O crime teria sido motivado por uma rixa antiga entre os vizinhos, que acumulavam mais de 10 anos de desentendimentos e ameaças mútuas.

Jonny Silva Sarmento, de 35 anos, foi baleado três vezes, sendo duas no abdômen
e uma nas costas, no interior do supermercado – Reprodução/Redes Sociais

Denúncia do MP

O Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP) denunciou o policial por tentativa de homicídio qualificado, com quatro agravantes: motivo fútil, perigo comum (devido ao uso de arma de fogo em local com intensa circulação de pessoas), recurso que dificultou a defesa da vítima e uso de arma de fogo de uso restrito, uma pistola nove milímetros.

A Justiça decretou a prisão preventiva de Gilson, mas as diligências para localizá-lo não tiveram sucesso até o momento.

Vídeo da ocorrência dentro do supermercado

Outro lado

O advogado de Gilson, Jader Gaudêncio Filho, contesta a denúncia do Ministério Público e sustenta que as imagens de segurança indicam que não houve tentativa de homicídio. Segundo a defesa, o policial agiu em legítima defesa após voltar a ser ameaçado e provocado pela vítima dentro do supermercado, com registros prévios de boletins de ocorrência por ameaça.

O defensor argumenta que a última imagem do episódio é esclarecedora: se o agente realmente quisesse matar a vítima, teria efetuado mais disparos enquanto ela estava no chão, e não apenas desferido um chute antes de fugir.

Fonte: Marília Notícias