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22 setembro 2026

Criminosos usam senha de juíza para evitar prisão de suspeito de ser 'Escorpião do PCC'

OUTRO LADO: Advogado de Alex Leandro Bispo dos Santos afirma desconhecer o caso e nega que ele integre a facção, o nome do réu foi trocado em base de procurados da Justiça; tribunal gaúcho diz que foi alvo de ação hacker.

Rogério Gentile

Rogério Pagnan

22/09/2026

Preso apontado como integrante do PCC acusado de jogar a namorada do décimo andar de um prédio - Reprodução/Inquérito policial
São Paulo - O Tribunal de Justiça de São Paulo afirma que credenciais vinculadas a uma juíza do Rio Grande do Sul foram usadas para adulterar, no BNMP (Banco Nacional de Medidas Penais e Prisões), o mandado de prisão do empresário Alex Leandro Bispo dos Santos, conhecido como Baianão ou "Escorpião do PCC".

A principal suspeita é de uma ação hacker, segundo a Justiça gaúcha. Com alterações, o cadastro do réu passou a exibir o nome e o CPF de outra pessoa. Na prática, Alex deixou de constar como procurado quando seu nome era consultado pelas polícias do país.

A adulteração foi descoberta depois que o Ministério Público paulista percebeu, em 16 de setembro, que o mandado de prisão de Alex não aparecia mais no BNMP.

Ele é réu sob a acusação de matar a companheira, Maria Katiane Gomes da Silva, 25, em novembro do ano passado. Segundo a investigação, ele teria jogado a jovem da sacada do apartamento onde viviam, no décimo andar de um prédio na Vila Andrade, zona sul de São Paulo. A polícia diz que ele é membro do PCC (Primeiro Comando da Capital).

Mulher morre após cair de prédio em SP; câmeras mostram agressões


A defesa do empresário nega o crime e afirma que a jovem cometeu suicídio. Nega também que ele pertença à facção criminosa.

Em 6 de agosto deste ano, o juiz Antonio Carlos Pontes de Souza concedeu liberdade provisória ao empresário, e ele foi solto. O Ministério Público recorreu, e o desembargador Hermann Herschander restabeleceu a ordem de prisão no dia 10 de agosto, citando a "periculosidade" do acusado.

A fraude no mandado de prisão teria ocorrido no dia 23 de agosto. Uma verificação do TJ-SP constatou que o RJI (Registro Judiciário Individual) de Alex foi alterado por meio da senha e do login de uma magistrada da cidade de Planalto, no Rio Grande do Sul.

Segundo a Justiça gaúcha, as credenciais teriam sido "hackeadas/roubadas" e usadas também para modificar e assinar outros documentos fraudulentamente.

O episódio foi encaminhado ao CNJ (Conselho Nacional de Justiça) para investigação. À Folha, o CNJ disse que não comenta casos específicos.

O Ministério Público informou que, até o momento, não foi identificado o responsável pela fraude e que Alex é considerado foragido. O cadastro foi corrigido.

O advogado do empresário, Eugênio Malavasi, afirmou desconhecer a alteração no banco nacional e disse ter tomado conhecimento do episódio pela reportagem. Segundo ele, Alex sabe da existência do mandado de prisão e aguarda o julgamento de recursos para decidir sobre uma eventual apresentação à Justiça.

Dinheiro encontrado em apartamento de 'Baianão', suspeito de feminicídio - Imagem: Reprodução/Inquérito policial
Além da acusação de homicídio, o nome de Alex dos Santos também foi citado durante as investigações relacionadas ao financiamento do filme "Dark Horse", que trata do ex-presidente Jair Bolsonaro.

A Favela Conectada Serviço e Tecnologia, empresa da qual ele era sócio, foi subcontratada pelo ICB (Instituto Conhecer Brasil), da empresária Karina Ferreira da Gama, em um contrato de R$ 108 milhões com a Prefeitura de São Paulo para a instalação e operação de pontos de internet sem fio em comunidades. 

Foi nesse projeto com o município que a empresa de Santos, a Favela Conectada Serviço e Tecnologia Ltda., foi subcontratada pelo ICB por até R$ 12 milhões para implantação de 2.000 pontos de wi-fi em comunidades das zonas oeste e sul da capital paulista. Um extrato obtido pela Folha aponta o pagamento de R$ 2 milhões em 7 de julho de 2025.

Karina é a produtora do filme. A polícia suspeita que parte desses recursos foi direcionada para a produção da obra.

As empresas negam irregularidades.

Produtora de 'Dark Horse' contratou acusado de integrar PCC em projeto da Prefeitura de SP

Segundo órgãos de inteligência da polícia, o empresário é membro relevante da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital) no estado.

Na ficha policial de Santos constam ao menos três condenações por roubo, que o levaram a passar por 13 presídios em quase 13 anos no sistema. As condenações somam 34 anos.

Também conhecido como Baianão, Santos acumula prisões e processos desde 2003, quando completou 18 anos. Nessa época, foi preso sob a suspeita de participar do sequestro-relâmpago de Roberto Calmon de Barros Barreto Filho, sobrinho do então senador Eduardo Suplicy (PT).

Agressor  e vítima dentro do elevador onde novas agressões ocorreram - Reprodução/Câmera de monitoramento
De novembro de 2012 a dezembro de 2017, por exemplo, ele ficou na Penitenciária 2 de Presidente Venceslau, no interior de São Paulo, local onde desde 2006 o governo passou a concentrar presos apontados como lideranças do PCC. Nesse mesmo período, estava na unidade Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, apontado como chefe máximo da facção criminosa.

Após ficar um período em Mirandópolis 1, Santos ganhou liberdade em novembro de 2018. No final do ano passado, porém, voltou à prisão, agora sob suspeita de feminicídio. Em novembro de 2025, segundo a investigação, ele teria jogado a namorada, Maria Katiane Gomes da Silva, 25, da sacada do 10º andar de um apartamento na Vila Andrade, região do Morumbi.

Nesta nova prisão ele também foi enviado para unidade onde estão membros do PCC, em Iperó. A distribuição de presos por unidades ocorre após autodeclaração do preso sobre sua ligação com facções.

No inquérito sobre feminicídio, uma testemunha apresentou a gravação de uma discussão entre Alex Santos e Maria Katiane. No áudio, ele afirma: "tenho escorpião do PCC", em referência a uma tatuagem.

"Alex também possui duas tatuagens, de uma carpa e de um dragão, que no contexto das facções criminosas, possui um significado. A combinação de ambos os símbolos reforça a ideia de um membro que superou grandes desafios e alcançou um status elevado ou superior dentro da facção", diz um relatório policial.

Especialistas sobre PCC afirmam que o grupo não usa tatuagens para identificar seus membros. Alguns usam determinados símbolos por conta própria para assumirem sua ligação explícita com o crime.

Fonte: Jornal Folha de São Paulo

20 setembro 2026

Candidatos denunciam falhas em teste do concurso da Polícia Penal de São Paulo

Em nota, a Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) informou que as denúncias estão sendo analisadas.

Por Lilian Grasiela | da Redação

20.09.2026

Imagens de candidato que teria sofrido queda durante a realização do TAF - Imagem: Reprodução
Candidatos que fizeram Teste de Aptidão Física (TAF) para concurso da Polícia Penal nas dependências de uma universidade de Bauru, no último dia 6 de setembro, entraram em contato com a redação para reclamar das condições em que a prova eliminatória teria sido realizada, em pista com lama, buracos e irregularidades no piso, e com a presença de cachorros no trajeto. Em nota, a Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) informou que as denúncias estão sendo analisadas.

Segundo relatos feitos pelos candidatos, a situação da pista onde o teste foi feito colocou em risco a integridade física dos participantes durante a execução dos exercícios e fez com que o princípio da isonomia não fosse respeitado, já que os TAFs teriam sido realizados em condições melhores em outros municípios.

"Há vídeos e fotografias que registram as condições da pista, inclusive imagens de candidatos que teriam sofrido quedas durante a realização do TAF, possivelmente em razão das condições do local", disse um deles, que terá a identidade preservada. "As condições da pista, somadas à chuva e aos obstáculos existentes, podem ter interferido diretamente no desempenho dos participantes".

Os denunciantes afirmam, ainda, que a banca organizadora tem histórico de questionamentos e processos judiciais relacionados à realização de concursos anteriores, motivo pelo qual eles defendem uma apuração independente sobre esta etapa. Eles afirmam que enviaram e-mail à organização e não obtiveram resposta.

O Sindicato dos Policiais Penais do Estado de São Paulo (Sinppenal) também entrou no caso solicitando esclarecimentos e defendeu que a isonomia não teria sido respeitada. "Durante a aplicação, um grupo de candidatos realizou a prova sob forte chuva. A pista, encharcada, tornou-se tão escorregadia que provocou quedas e lesões, incluindo deslocamento de ombro de um dos candidatos", revela em postagem em sua página oficial.

"Enquanto esses candidatos arriscavam a segurança em uma superfície sem aderência, outros grupos fizeram os mesmos testes com a pista seca e em condições adequadas. A diferença não foi de desempenho ou de preparo, mas sim de sorte".

O Sindicato também criticou a alteração da ordem dos exercícios. "O edital previa expressamente que o tiro de 50 metros seria o terceiro exercício da sequência. No dia da prova, ele foi alocado para ser o primeiro exercício do dia", explica.

"A consequência foi imediata: quem não atingiu o índice necessário no tiro foi eliminado logo no início, sem ter a chance de realizar as demais etapas. Uma decisão que pode parecer uma simples reorganização logística, mas que funcionou como uma peneira sumária antes mesmo de o candidato poder demonstrar seu preparo completo".

Condições da pista onde a prova em Bauru foi aplicada - Imagem: Reprodução

Resposta

Em nota enviada pela assessoria de imprensa, a Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) informou que a Comissão Especial de Concurso Público da Polícia Penal analisa as denúncias apresentadas e, em caso de irregularidades, adotará medidas cabíveis.

"O Instituto AOCP, organizador do concurso, informou que, por conta das fortes chuvas, foi registrado um atraso na primeira bateria da prova, mas logo houve normalização das condições adequadas para a realização dos testes", diz a SAP.

"Com relação às alegações de tratamento desigual nas condições de realização do TAF em outros municípios, a empresa comunicou que a alteração na sequência de realização dos exercícios foi realizada em todos os locais de aplicação, sem distinção entre os candidatos", complementa.

Fonte: JCNET

18 setembro 2026

Vídeos: Preso foge do HGP, é perseguido pela Polícia Penal e acaba capturado com ajuda da ROMU em Paraupebas/PA

Um preso que estava internado sob custódia no Hospital Geral de Parauapebas (HGP) tentou fugir da unidade na manhã da quinta-feira (17), provocando uma grande movimentação nas proximidades do hospital.

Portal Pebinha de Açúcar

Publicado 18/09/2026

Vídeos registrados por câmeras de segurança mostram momentos em que o criminoso
 que tentou fugir da Polícia Penal foi capturado com apoio da Guarda Municipal de Parauapebas
O criminoso que estava sendo acompanhado por agentes da Polícia Penal conseguiu driblar a vigilância e se evadir da Unidade de Saúde, quando se iniciou uma fuga pelas ruas próximas ao HGP.

Vídeos que circulam em grupos de WhatsApp registraram parte da perseguição. Durante a tentativa de fuga, agente da Polícia Penal que fazia a custódia do preso efetuou disparos.

A ocorrência também mobilizou a Guarda Municipal de Parauapebas. Agentes da ROMU (Ronda Ostensiva Municipal) auxiliaram na ação e o fugitivo acabou sendo alcançado e capturado pouco tempo depois.

Inicio da perseguição

Fuga chamou atenção nas proximidades do HGP

A correria e os disparos chamaram a atenção de moradores, motoristas e pessoas que estavam nas proximidades do hospital. As imagens da perseguição rapidamente começaram a circular nas redes sociais e aplicativos de mensagens.

Apesar da captura, ainda não foram divulgadas informações detalhadas sobre como o preso conseguiu fugir do HGP, o motivo de sua internação e as circunstâncias específicas em que os disparos foram efetuados pela Polícia Penal.

Recaptura

O preso foi novamente colocado sob custódia após a ação que contou com o apoio da Guarda Municipal.

O Portal Pebinha de Açúcar acompanha o caso e mantém espaço aberto para manifestação oficial dos órgãos envolvidos.

Fonte: @pebinhadeacucar/Portal Pebinha de Açúcar

17 setembro 2026

Secretaria de Administração Penitenciária exonera coordenador suspeito de desvio de recursos em SP

Jorge Luiz do Carmo Nogueira, ex-coordenador de Administração da Sede da Polícia Penal, foi exonerado após suspeita de desviar recursos da pasta; ele responde a apuração preliminar que pode resultar em demissão.

Milena Vogado

17/09/2026

Nogueira era o responsável por gerir as contratações da SAP e designava servidores como gestores
das parcerias, ele tinha também responsabilidade sobre compras e acordos milionários -Imagem: Reprodução
A Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) de São Paulo exonerou, em 28 de agosto, o coordenador de Administração da Sede da Polícia Penal, Jorge Luiz do Carmo Nogueira. Ele ocupava um cargo comissionado e é suspeito de desviar recursos da pasta.

Segundo a secretaria, o ex-coordenador responde a uma apuração preliminar sobre os fatos, procedimento que está em andamento e pode resultar em processo de demissão definitiva.

Em 3 de setembro, a SAP cessou o pagamento do adicional de periculosidade de 30% sobre o salário-base de Nogueira. O benefício é garantido por lei a trabalhadores expostos a risco acentuado de morte.

Pelo cargo que ocupava, Nogueira era responsável por gerir as contratações da SAP, incluindo a designação de servidores para atuar como gestores de parcerias. Essa atribuição lhe dava responsabilidade sobre compras e acordos de valores elevados.

Quatro dias antes de ser exonerado, o então coordenador definiu os gestores de um contrato firmado pela secretaria sem processo licitatório, no valor de R$ 1.264.724,00, para a aquisição de granadas destinadas aos Grupos de Intervenção Rápida (GIR). Não há notícia de irregularidade nessa contratação.

Nogueira trabalhou na Penitenciária Masculina de Bernardino de Campos como policia penal e
também como diretor do Centro Administrativo - Imagem: Reprodução
A defesa do servidor não foi localizada até o momento. O espaço permanece aberto para manifestação.

A investigação está a cargo do Ministério Público de Contas do Estado de São Paulo, que apura o suposto desvio de recursos públicos. O caso corre em sigilo.

A SAP informou que o procedimento interno segue em andamento e que a exoneração não representa conclusão sobre o mérito das suspeitas. O ex-coordenador pode apresentar defesa no curso da apuração.

O adicional de periculosidade havia sido concedido porque as atividades do cargo envolviam exposição permanente a risco. Com a exoneração, o pagamento foi interrompido.

A secretaria não divulgou detalhes sobre o andamento da apuração preliminar nem sobre eventuais desdobramentos do caso.

Carreira na SAP: Atuou como Agente de Segurança Penitenciária e Diretor II do Centro Administrativo da Penitenciária de Bernardino de Campos

Fonte: METRÓPOLES

Policial penal reage a assalto e dispara contra criminosos na zona sul de São Paulo

Suspeito baleado era procurado pela Justiça com cinco mandados de prisão pendentes.

Balanço Geral Manhã|Do R7

17/09/2026 

O policial penal foi cercado por quatro individuos simulando estarem armados em duas motocicletas, e reagiu atirando, acertando um dos criminosos, os demais fugiram - Imagem: Reprodução
Um policial penal foi alvo de uma tentativa de assalto enquanto voltava do trabalho com sua esposa na zona sul de São Paulo. 

Cercado por quatro criminosos em motocicletas que fingiram estar armados, o agente reagiu ao ataque e disparou contra um dos suspeitos.

O criminoso ferido foi levado para um hospital da região e está em estado grave; ele era procurado pela Justiça com cinco mandados de prisão pendentes. Os outros três envolvidos conseguiram escapar.

Moradores locais expressaram preocupação crescente com a segurança da área. Na última semana, uma mulher também sofreu uma abordagem semelhante ao do policial enquanto retornava do trabalho à noite. 

A polícia investiga se há ligação entre os casos ou se eles são obra de uma gangue atuante no local.

Matéria jornalística

Fonte: R7

16 setembro 2026

Polícia Civil apreende nova arma de policial penal agora réu, e gravador de imagens de bar

Policiais civis estiveram na casa do policial penal, no bar onde ele estaria trabalhando como segurança e na casa dos donos do bar, que podem ser investigados por fraude processual.

Agência Trio Notícias

16/09/26 

Revólver, munições, coldres e aparelhos celulares foram apreendidos pela Polícia Civil, nesta
quarta (16), em ação ligada à investigação contra o policial penal que alvejou homem
em frente a bar, em Araçatuba/SP - Imagem: Polícia Civil/Divulgação
A Polícia Civil de Araçatuba (SP) apreendeu um revólver, munições e dois celulares na casa do policial penal Gledson David Corassa Alves, 39 anos, acusado de matar a tiros Robert Ronald Ramos Vieira, 29, a noite de 30 de agosto.

O nome do acusado do crime está sendo divulgado porque a Justiça aceitou a denúncia do Ministério Público e agora, ele passa a ser réu em processo, que pode levá-lo a julgamento pelo Tribuna do Júri. O policial penal alega legítima defesa, tese que não ficou configurada para a Polícia Civil e para o Ministério Público. 

A apreensão aconteceu durante a “ Operação Verum” , que é verdade, em latim, para cumprimento do quarto mandado de busca e apreensão. A ação é coordenada pelo delegado Marcel Basso. Além da casa do policial penal, as equipes também estiveram no bar que fica na frente do local onde aconteceu o crime, no cruzamento da rua Pedro Álvares Cabral com a avenida Waldemar Alves.

Policial penal de folga é preso suspeito de matar homem a tiros em bar em Araçatuba (SP)  - Imagem: Reprodução/Câmera de segurança

Mentiram

A polícia acredita que os donos deste estabelecimento teriam mentido ao declarar em depoimento, que o réu pelo crime de homicídio seria um cliente assíduo do estabelecimento, pois ele próprio disse em depoimento, que fazia segurança no local. Por isso a operação foi denominada Verum.

Ainda segundo a polícia, os donos do bar disseram que não possuíam imagens relacionadas aos fatos ocorridos naquela noite. As imagens que foram obtidas pela polícia que mostram a abordagem do policial à vítima e os disparos, são de câmeras de outro imóvel.

Por isso, durante as buscas, também foi apreendido o aparelho de DVR, que é o gravador das imagens do sistema de monitoramento do estabelecimento comercial. Durante a operação foram apreendidos ainda dois notebooks, um tablet e oito celulares.

A Polícia Civil cumpriu buscas no bar onde o policial penal estaria trabalhando como segurança - Imagem: Divulgação/ Polícia Civil
Perícia

Dois desses celulares foram encontrados em um armário que estava trancado, na casa do policial penal. Os aparelhos serão encaminhados para perícia, assim como o revólver calibre 357, que foi apreendido na residência dele junto com 13 munições, dois carregadores de munição e cinco coldres.

Sobre a arma, a análise inicial apontou que ela está registrada, mas não consta se é em nome do policial penal. Não está descartada a possibilidade de ele ser CAC (Caçador, Atirador Esportivo ou Colecionador). Caso não seja confirmada a documentação em nome dele, ele poderá incorrer no crime de posse ilegal de arma de fogo de uso restrito.

Investigação

Como o inquérito já foi concluído, a Promotoria de Justiça apresentou denúncia, que já foi aceita pela Justiça, um novo inquérito será instaurado a partir das apreensões realizadas na manhã desta quarta-feira.

O delegado informou que nesse inquérito, será investigado entre outras coisas, os possíveis crimes de fraude processual a falso testemunho por parte dos responsáveis pelo bar onde o policial penal estaria trabalhando como segurança.

Conforme já divulgado, as imagens obtidas pela polícia mostram que ele estava parado na esquina desse bar, e abordou a vítima quando ela caminhava na rua abraçada à esposa, em direção ao carro dela, que estava estacionada na frente do bar.

Delegado Marcel Basso fala sobre a operação

Tiros

O réu suspeitou que Vieira teria pego uma arma no carro e, segundo consta na denúncia, ele realmente estava com uma réplica de pistola na cintura. Assim que é abordada, a vítima é separada da esposa, empurrada para trás e na sequência são feitos dois disparos contra a região abdominal dela, seguidos de um terceiro tiro.

Este último foi feito cerca de quatro segundos depois, quando Vieira já estava caído no chão, segundo relato do próprio réu. Ele alegou mesmo ferida e caída, a vítima teria levado a mãe em direção à cintura, por isso fez o terceiro disparo. Para o Ministério Público, os disparos teriam sido feitos mesmo com a vítima completamente rendida e sem esboçar qualquer reação ou movimento ameaçador.

Qualificadoras

Assim, o policial penal foi denunciado por homicídio qualificado pelo emprego de meio que resultou perigo comum, pois os disparos de arma de fogo foram feitos em via pública, na frente de um estabelecimento comercial em funcionamento e com diversas pessoas reunidas, colocando em risco a integridade física de todos os presentes.

Ele também responde judicialmente pela qualificadora do recurso que dificultou a defesa da vítima, pois Vieira caminhava abraçado à mulher, desarmado, sem participar diretamente de qualquer briga, quando foi abordado de forma súbita pelo denunciado, que é agente de segurança pública e estava armado, não havendo possibilidade real de reação ou de defesa eficaz, segundo a denúncia.

Cameras filmaram a ocorrência

Fonte: Hoje Mais/ G1

15 setembro 2026

Vorcaro trabalha em jardinagem e cuida de horta na prisão a Papudinha para reduzir pena

Autorização para trabalhar foi concedida pelo STF em julho. Legislação prevê a redução de um dia de pena a cada três dias trabalhados.

Raquel Lopes

14.set.2026

Reprodução de vídeo de Daniel Vorcaro prestando depoimento à Polícia Federal - Reprodução - 28.ago.26/UOL
Brasília - O ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, realiza serviços gerais, como jardinagem e cuidados com uma horta, na Papudinha, em Brasília, onde está preso, para obter redução da pena (chamado de remição).

A atividade foi autorizada pelo STF (Supremo Tribunal Federal) em julho. Desde então, Vorcaro passou a desempenhar diferentes tarefas dentro da unidade.

A possibilidade de presos reduzirem o tempo de cumprimento da pena por meio do trabalho é prevista na LEP (Lei de Execução Penal). A legislação estabelece a remição de um dia de pena a cada três dias de trabalho. O benefício depende do registro das atividades realizadas e do posterior reconhecimento pela Justiça.

As informações foram publicadas inicialmente pelo site Metrópoles e confirmadas pela reportagem.

Ex-banqueiro Daniel Vorcaro aparece com cabelos raspados e sem barba em imagens após a
prisão do banqueiro no dia 04 de março, em São Paulo; fotos foram feitas no Complexo Penal II de Guarulhos - Divulgação: PF
O ministro André Mendonça transferiu Vorcaro para a Papudinha no dia 25 de junho. Ele estava na superintendência da PF no Distrito Federal havia pouco mais de três meses.

Mendonça afirma que a transferência era a alternativa mais adequada para equilibrar a necessidade da prisão preventiva com a segurança do empresário.

Na mesma decisão, o ministro negou o pedido de prisão domiciliar feito pela defesa de Vorcaro. O magistrado afirmou que as novas descobertas da operação Compliance Zero demonstram que a prisão preventiva segue fundamental para interromper a prática criminosa e mitigar riscos de destruição de provas.

Vorcaro foi transferido para a Penitenciária Federal de Brasília em 06/03, na imagem, comboio que
o levava é visto deixando a P II de Potim, a caminho do aeroporto de São José dos Campos - Imagem: Globonews
Como mostrou reportagem da Folha, o 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido popularmente como Papudinha, tornou-se o centro de detenção dos três maiores escândalos recentes do país. Ele serviu para que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) cumprisse parte da pena por tentativa de golpe.

A chegada de envolvidos em casos de grande repercussão nacional também tem rendido ao batalhão, entre advogados e policiais, o apelido de "Tremembé de Brasília", em alusão ao presídio no interior paulista onde condenados como Suzane von Richthofen e o ex-jogador Robinho ficaram presos.

A ida de Bolsonaro em janeiro deste ano (em março ele obteve a prisão domiciliar) consolidou a decisão do batalhão de destinar uma ala inteira para o que tem chamado de custodiados do STF.

Comboio da Polícia Federal trazendo Daniel Vorcaro chega ao IML de Brasília - Imagem: Pedro Ladeira/Folhapress
Estão presos no local o ex-ministro da Justiça de Bolsonaro Anderson Torres, o ex-diretor-geral da PRF (Polícia Rodoviária Federal) Silvinei Vasques, cinco ex-coronéis da Polícia Militar do DF e o ex-presidente do BRB (Banco de Brasília) Paulo Henrique Costa.

Paulo Henrique agora divide cela com Torres e Silvinei, enquanto Vorcaro ocupa a antiga cela de Bolsonaro. Os cinco coronéis da PM compartilham uma maior, ao lado, com capacidade para até dez pessoas.

Completam a lista da Papudinha o ex-presidente do INSS Alessandro Stefanutto, investigado pelos descontos ilegais em aposentadorias e pensões. Stefanutto está detido em uma cela com mais sete advogados em outra ala, onde estão os demais policiais militares que foram condenados, mas não foram expulsos da corporação.

Fonte: Jornal Folha de São Paulo