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29 dezembro 2022

SP fecha novo contrato milionário com firma na qual o futuro secretário é sócio

Secretário da Educação indicado por Tarcísio de Freitas vai fiscalizar contrato assinado pela pasta com empresa da qual ele foi CEO por anos

Bruno Ribeiro

Fabio Leite

29/12/2022 

Tudo junto e minsturado: Ligado ao PSD, do ex-ministro e futuro secretário de Governo de
Tarcísio, Gilberto Kassab, Renato Feder ocupava o cargo de secretário da Educação do Paraná, no governo de Ratinho Júnior (PSD)
São Paulo – A Secretaria da Educação de São Paulo assinou um contrato de R$ 76 milhões para compra de notebooks educacionais com uma empresa ligada ao futuro secretário Renato Feder, nome escolhido pelo governador eleito Tarcísio de Freitas (Republicanos) para comandar a pasta a partir de janeiro de 2023.

O contrato com a empresa de tecnologia Multilaser Industrial S/A, da qual Feder foi co-CEO por 15 anos e integrava o conselho de administração até o mês passado, foi assinado em 21 de dezembro, com duração até dezembro de 2023. Desta forma, será Feder quem deverá fiscalizar a execução contratual de sua antiga empresa.

Ligado ao PSD, do ex-ministro e futuro secretário de Governo de Tarcísio, Gilberto Kassab, Renato Feder ocupava o cargo de secretário da Educação do Paraná, no governo de Ratinho Júnior (PSD), antes de aceitar o convite para assumir a função na gestão paulista.

Desligamento

Feder deixou a Multilaser em 30 de novembro, dez dias depois de Tarcísio confirmar o nome do ex-executivo como integrante de seu governo. Ele era membro do Conselho de Administração da empresa, posto que assumiu depois de deixar o cargo de CEO da companhia, ocupado entre 2003 e 2018.

O desligamento ocorreu no mesmo dia em que o Metrópoles o procurou questionando sobre a relação da empresa à qual ele era ligado com a secretaria que ele irá assumir.

No dia 1º de dezembro, o Metrópoles mostrou que a Multilaser recebeu R$ 192 milhões em contratos com o governo paulista, entre 2021 e 2022. Na ocasião, Feder afirmou à reportagem, por meio de sua assessoria de imprensa, que “a Multilaser não vai vender nada para o governo de São Paulo” durante sua gestão.

Mesmo assim, os contratos vigentes mantêm as relações do futuro secretário com sua antiga empresa dentro do governo – neste ano, por exemplo, a Multilaser já foi multada por atraso na entrega de equipamentos comprados.

Trecho de matéria do site da revista Tecmundo publicada em 02/10/2018

Adversidade

A Multilaser tem capital aberto e passa por um momento de adversidade. Cerca de 20% das vendas da empresa são feitas para o poder público e o estado de São Paulo é o segundo maior comprador do país. Em 2022, as ações da empresa sofreram desvalorização de mais de 56%.

A Secretaria Estadual da Educação, que está sob a gestão do governo Rodrigo Garcia (PSDB) até o fim deste mês, informou por meio de nota que a licitação que terminou com o contrato assinado no último dia 21 teve início em maio. “Ao todo, quatro empresas, incluindo a citada (Multilaser), foram habilitadas ao fornecimento dos equipamentos. conforme o pregão eletrônico”, afirma o texto.

O texto afirma ainda que a empresa terá 60 dias para entregar os equipamentos e deverá fornecer garantia aos notebooks por 12 meses.

Contrato previsto previamente

Por meio de nota, o futuro secretário Renato Feder afirmou que o contrato de R$ 76 milhões “não foi assinado na gestão do governador Tarcísio de Freitas” e que o negócio “já estava no plano de compras do estado de São Paulo desde maio de 2022”.

Ainda segundo a nota, o contrato da Secretearia da Educação “contempla todos os principais fornecedores de tecnologia do país, e não apenas a Multilaser”. “É um contrato público, que pode ser consultado por qualquer cidadão”, afirma o texto.

Na nota, Feder reconhece que, como secretário, terá de fiscalizar o contrato com a sua antiga empresa. “Vale ressaltar que a não-entrega dos produtos pode acarretar processos tanto para o Estado quanto para a Multilaser. Todos os equipamentos devem ser entregues nos próximos meses”, informa o texto.

“Tanto Renato Feder quanto a própria Multilaser já informaram que, devido às regras de compliance da empresa, a companhia não irá participar de novas licitações no governo do Estado de São Paulo a partir de janeiro de 2023.”

A assessoria do governador eleito Tarcísio de Freitas também afirmou que não assinará contratos com a Multilaser no novo governo.

Contratos

A Multilaser é uma fornecedora de produtos para o governo paulista. Há registros de contratos, ao menos desde 2004, com as secretarias Penitenciária, de Administração, de Saúde e de Transportes. A empresa também está cadastrada como fornecedora de equipamentos para o metrô paulista.

No governo federal, a empresa que já foi dirigida por Renato Feder firmou um contrato de R$ 14,2 milhões em 2019, para o fornecimento de tablets ao Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) destinados à realização do Censo 2020.

Durante a pandemia, a empresa também foi contratada para fornecer cerca de 100 mil máscaras cirúrgicas ao Ministério da Educação (MEC) – pasta que Renato Feder quase chegou a ocupar no governo de Jair Bolsonaro (PL). O presidente desistiu da nomeação após saber que o empresário havia efetuado doações para a campanha do ex-governador João Doria (PSDB) em 2016.

Fonte: Metrópoles

Revista TecMundo: A história da Multilaser, uma marca brasileira bem diversificada

Governo de SP publica critério de indicadores e metas para receber o bônus por resultados; SAP está inclusa

Publicada hoje,29/12/22, no Diário Oficial, os critérios de metas e indicadores para recebimento do bônus em 2023 para todas secretarias. Salvo as que já possuem bônus especifico como a SSP.

Leandro Leandro

29/12/2022

Governo de São Paulo em seus minutos finai publica os critérios dos indicadores e metas para bonificar servidores por resultados
No Diário Oficial, Suplemento Executivo I, Resolução Conjunta você poderá conferir a  transcrição publicada abaixo:

Critério das Metas da SAP: 

Inclui: Atendimentos; Fugas; Evasões e retorno de saidas temporárias (Regime Semiaberto)

Critérios e indicadores de metas para recebimento de bonificação por resultados- Clique na imagem para ampliar

GABINETE DO SECRETÁRIO

Resolução Conjunta SOG/SFP/SG-3, de 28-12-2022

Dispõe sobre a definição dos indicadores globais, seus pesos, linhas de base e metas, critérios de apuração e avaliação, da periodicidade de avaliação e de pagamento, relativos às propostas de Bonificação por Resultados – BR das Secretarias de Estado, Procuradoria Geral do Estado, Controladoria Geral do Estado e das Autarquias, de que trata a LC 1.361-2021, para o exercício de 2022, e dá providências correlatas Os Secretários de Estado de Orçamento e Gestão, da Fazenda e Planejamento e de Governo, com fundamento no art. 7º da LC

1.361-2021 e nos arts. 5º, 6º e 7º do Dec. 66.772-2022, resolvem:

CAPÍTULO I

Dos Indicadores e de seus Critérios de Apuração e Avaliação

Artigo 1º - Ficam aprovados os indicadores globais, seus pesos, linhas de base e metas e critérios de apuração e avaliação das Secretarias de Estado, Procuradoria Geral do Estado, Controladoria Geral do Estado e das Autarquias, para fins de pagamento da Bonificação por Resultados – BR a seus servidores, nos termos da LC 1.361-2021, para o exercício de 2022, nos termos dos Anexos

I a XIX desta Resolução Conjunta, na seguinte conformidade:

I - Anexo I - Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Transporte do Estado de São Paulo – Artesp;

II - Anexo II - Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo – Arsesp;

III - Anexo III - Centro Estadual de Educação Tecnológica Paula Souza – Ceeteps;

IV - Anexo IV - Departamento de Estradas de Rodagem – DER;

V - Anexo V - Departamento de Trânsito do Estado de São Paulo – Detran-SP;

VI - Anexo VI - Instituto de Assistência Médica aos Servidores do Estado de São Paulo – Iamspe;

VII - Anexo VII - Junta Comercial do Estado de São Paulo – JUCESP;

VIII – Anexo VIII - Procuradoria Geral do Estado;

IX – Anexo IX - São Paulo Previdência – Spprev;

X – Anexo X - Secretaria da Educação;

XI – Anexo XI - Secretaria da Fazenda e Planejamento;

XII – Anexo XII - Secretaria da Justiça e Cidadania;

XIII – Anexo XIII - Secretaria de Administração Penitenciária;

XIV – Anexo XIV - Secretaria de Cultura e Economia Criativa;

XV – Anexo XV - Secretaria de Desenvolvimento Econômico;

XVI – Anexo XVI - Secretaria de Desenvolvimento Social;

XVII – Anexo XVII - Secretaria de Logística e Transporte;

XVIII – Anexo XVIII - Secretaria de Governo; e

XIX – Anexo XIX - Secretaria de Orçamento e Gestão.

Artigo 2º – Para o exercício de 2022, nos termos dos arts. 7º e 9º da LC 1.361-2021, fica definido como anual o período de

apuração e avaliação dos indicadores e metas aprovadas, para fins de pagamento da Bonificação por Resultados – BR, correspondente ao ano civil.

O pagamento de bônus por resultados é um grande incentivo ao trabalhador

CAPÍTULO II

Da Apuração e Avaliação dos Resultados

Artigo 3º - O Índice de Cumprimento de Metas – ICM dos indicadores globais, a que se refere o art. 1º desta resolução conjunta, será obtido na forma constante do Anexo do respectivo órgão ou entidade.

§ 1º – Na inexistência de forma de cálculo nos termos do “caput” deste artigo, o ICM dos indicadores será calculado pela razão entre o valor apurado subtraído do valor considerado como linha de base do indicador e o valor da meta subtraído do valor considerado como linha de base do indicador, conforme a seguinte fórmula padrão: ICM = ((Valor Apurado - Linha de Base) / (Meta - Linha de Base))*100%

§ 2° – O valor do Índice de Cumprimento de Metas - ICM será:

1. igual a 100% (cem por cento), quando as metas forem cumpridas integralmente;

2. nunca inferior a 0% (zero por cento).

§ 3º - O disposto no “caput” e §§ 1º e 2º deste artigo aplicam-se aos indicadores específicos, para fins de determinação do

Índice de Cumprimento de Metas dos Indicadores Específicos – ICME.

Artigo 4° – O Índice Agregado de Cumprimento de Metas - IACM de cada órgão ou entidade será calculado pela soma dos

Índices de Cumprimento de Metas – ICM dos indicadores, ponderado pelo peso fixado para cada indicador, conforme disposto no

respectivo Anexo de que trata o art. 1º desta Resolução Conjunta.

§ 1º - Para os órgãos e entidades que tenham indicadores específicos e respectivas metas definidas nos termos do art. 8º da LC 1.361-2021, o Índice Agregado de Cumprimento de Metas – IACM, de que trata este artigo terá a seguinte composição:

1. o somatório do Índice de Cumprimento de Metas – ICM dos indicadores globais corresponderá no mínimo a 80% (oitenta por cento) do IACM, conforme especificado no Anexo do respectivo órgão ou entidade; e 2. o somatório do Índice de Cumprimento de Metas dos Indicadores Específicos – ICME de cada uma das unidades básicas da estrutura organizacional, corresponderá no máximo a 20% (vinte por cento) do IACM, conforme especificado no Anexo do respectivo órgão ou entidade.

§ 2º – Para órgãos e entidades cujo indicador global é apurado pela média ponderada de suas unidades administrativas, o IACM das unidades com indicadores específicos que compõem cálculo global poderá ser calculado por seu respectivo ICM.

Artigo 5º – Cabe à Comissão Setorial a que se refere o § 3º do art. 8º da LC 1.361-2021, a apuração dos índices de cumprimento das metas dos indicadores, de acordo com os critérios estabelecidos nesta Resolução Conjunta.

Artigo 6º – O órgão ou entidade a que se refere o “caput” do art. 1º desta Resolução Conjunta deverá enviar, até 31-3-2023, Nota Técnica de Apuração de Resultados da BR à Comissão Intersecretarial de que trata o art. 7° da LC 1.361-2021, contendo, no mínimo:

I - memória de cálculo dos indicadores que inclua a discriminação da forma de apuração do cumprimento das metas dos indicadores definidos nesta Resolução Conjunta, as variáveis, informações, parâmetros e etapas dos cálculos dos desempenhos obtidos;

II - o valor do Índice Agregado de Cumprimento de Metas - IACM, nos termos desta resolução conjunta;

III - avaliação do cumprimento das metas e as respectivas justificativas para o desempenho do período.

Parágrafo único – A Nota Técnica de que trata o “caput” deste artigo, nos termos do inc. VI do art. 51 do Dec. 66.017-2021, e do art. 9º do Dec. 66.772-2022, será submetida à manifestação técnica do Departamento de Desenvolvimento Institucional – DDI, da Secretaria de Orçamento e Gestão, com vistas à validação do cálculo do Índice Agregado de Cumprimento de Metas dos indicadores

aprovados nos termos do art. 1º desta resolução conjunta, com a finalidade de subsidiar decisão da Comissão Intersecretarial da Bonificação por Resultados - CIBR

Artigo 7º – O pagamento da Bonificação por Resultados – BR, do órgão ou entidade a que se refere o art. 1º desta Resolução Conjunta, somente será efetuado após satisfeitos os seguintes requisitos:

I – aprovação da respectiva Nota Técnica de Apuração dos Resultados da BR, pela Comissão Intersecretarial da Bonificação por Resultados – BR, de que trata o art. 7° da LC 1.361-2021, observado o disposto no parágrafo único do art. 6º desta resolução conjunta;

II – publicação de atos da Comissão Intersecretarial da Bonificação por Resultados – BR, para, quando for o caso:

a) ajustar o percentual da BR, de acordo com o disposto no § 1º do art. 10 da LC 1.361-2021;

b) fixar o adicional do valor da BR, a que se refere o § 3º do art. 10 da LC 1.361-2021;

III – publicação no Diário Oficial do Estado, por ato do Secretário de Estado, Procurador Geral do Estado, Controlador Geral do Estado ou do dirigente da Autarquia, da Nota Técnica de Apuração de Resultados da BR aprovada nos termos do inc. I deste artigo,e divulgação interna, para ciência dos servidores.

Parágrafo único – A publicação da Nota Técnica a que se referem os incs. I e III somente deverá ocorrer após a publicação dosatos a que se refere o inc. II, todos deste artigo.

CAPÍTULO III

Disposições Finais

Artigo 8º - As metas poderão ser revisadas pela Comissão Intersecretarial da Bonificação por Resultados – BR, a que se refere oart. 7º da LC 1.361-2021, na ocorrência de fatores supervenientes, tais como alterações na legislação, anistias, remissões e decisões governamentais, de caráter transitório ou não, que afetem sua consecução, mediante proposta justificada do Secretário de Estado,do Procurador Geral do Estado, do Controlador Geral do Estado ou do dirigente da Autarquia.

Artigo 9º – Fica consignado que nas futuras propostas de Bonificação por Resultados – BR, o órgão ou entidade deverão considerar as observações e recomendações técnicas emitidas pelo Departamento de Desenvolvimento Institucional – DDI, quando da

avaliação das propostas relativas ao exercício de 2022, com vistas ao seu permanente aprimoramento e aos melhores resultadosorganizacionais.

Artigo 10 – Esta Resolução Conjunta entra em vigor na data de sua publicação, retroagindo seus efeitos a 1º-1-2022.

Fonte: Diário Oficial

Contraponto: Pela data que está retroagindo a referida Resolução, no final da publicação, para 01/01/2022, infere-se que o pagamento do Bônus será pago em 2023 usando os critérios acima descritos como o parâmetro para a avaliação das Unidades Prisionais e dos servidores ali classificados, apenas à partir do ano de 2022. 

E ficando a cargo e critério do futuro governador que irá assumir o Palácio dos Bandeirantes em janeiro próximo, como será a execução de tais pagamentos. 

27 dezembro 2022

Futuro ministro da Justiça escolhe um policial penal para a Secretaria Nacional de Políticas Penais

O atual subsecretário de Administração Penitenciária do Maranhão Rafael Velasco Brandani comandará órgão que substitui Depen.

Por Agência O Globo

27/12/22

Dino scolhe policial penal Brandani para a Secretaria Nacional de Políticas Penais - Foto: Reprodução / Twitter
O futuro ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino (PSB-MA), anunciou nesta terça-feira (27), pelo Twitter, o nome do policial penal Rafael Velasco Brandani para a Secretaria Nacional de Políticas Penais da pasta. Atual subsecretário de Administração Penitenciária do Maranhão, Brandani substitui a última indicação de Dino para o cargo, o coronel da PM paulista Nivaldo Restivo.

"O policial penal RAFAEL VELASCO BRANDANI será o novo Secretário Nacional de Políticas Penais do Ministério da Justiça e Segurança Pública. Ele tem experiência na área, em Minas Gerais e no Maranhão. Neste Estado é o atual subsecretário de administração penitenciária", escreveu Dino na rede social.

Inicialmente escolhido pelo futuro ministro para compor o segundo escalão do Ministério da Justiça, Restivo declinou na última sexta-feira o convite para comandar o órgão que substituirá o Departamento Penitenciário Nacional (Depen). Em nota, o coronel disse ter recusado o convite por causa de "questões familiares de natureza pessoal".

A desistência ocorreu após integrantes do grupo de transição encarregado de discutir a segurança pública no país terem criticado duramente, em uma carta enviada a Dino, a nomeação do coronel. A equipe apontou relação de Restivo com o massacre do Carandiru — como é conhecida a chacina, ocorrida em 1992, que causou a morte de mais de uma centena de presos — e afirmou que Dino errou ao indicá-lo.

Brandani é policial penal e graduado em Direito, com especializações em Direito Penal, Gestão Pública e Gestão Pública Prisional. Desde 2008, trabalha com administração prisional, com passagem pelos sistemas penitenciários de Minas Gerais e Maranhão. Ele assumiu a subsecretaria de Administração Penitenciária do Maranhão em 2018.

Opinião do Delegado de Polícia sobre a SAP - Delegado Palumbo


Fonte: Folha de Pernambuco

Impossivel Sem Agente
Contraponto: "A novidade é que esta é a primeira vez que um policial penal vai estar a frente do DEPEN, agora chamado de Secretaria Nacional de Políticas Penais"

E apenas este fato já é uma vitória para a Polícia Penal, e para os Policiais Penais, haja visto ter um representante da Categoria em um cargo de tamanha importância.

E que cujas políticas podem vir a refletir beneficamente em todo o Sistema Penitenciário Brasileiro. 

26 dezembro 2022

Vídeos: Policial penal é baleado em frente a supermercado no Ipiranga, em Ribeirão Preto/SP

Homem de 36 anos foi socorrido e levado para a Unidade de Emergência do Hospital das Clínicas da cidade após ser atingido na cabeça. Atirador e comparsas fugiram.

Por g1 Ribeirão e Franca

26/12/2022 

Policial penal é baleado na porta de supermercado no Ipiranga, zona Norte de Ribeirão Preto, SP -Foto: José Augusto Júnior/EPTV
Imagens de câmeras de segurança flagraram o momento em que um policial penal foi baleado na cabeça na noite de segunda-feira (26) na zona Norte de Ribeirão Preto (SP).

O homem de 36 anos é policial penal e foi socorrido e levado inconsciente para a Unidade de Emergência do Hospital das Clínicas da cidade (HC-UE).

O vídeo mostra quando três suspeitos chegam ao supermercado, na Rua Tocantins, por volta das 20h.

Um deles, que veste boné e blusa cinza e bermuda vermelha, aponta a arma para o policial penal, que saia do mercado e tenta desarmar o criminoso. 

Enquanto isso, ele coloca um das mãos no bolso de trás da calça para pegar o que aparenta ser um revólver. Neste instante, porém, o bandido atira na cabeça dele. O homem cai na hora e o trio foge..

Segundo o boletim de ocorrência, a perícia foi chamada ao local e o setor de homicídios da Polícia Civil investiga o caso.

Documentos e arma do policial penal foram apreendidos pelos investigadores. 

A área foi isolada para o trabalho da Polícia Civil e para o socorro à vítima pelos bombeiros, que foi socorrida inconsciente

Até a publicação desta matéria, nenhum suspeito tinha sido localizado.

A PM está preservando o local, aguardando a Polícia Científica para os trabalhos da Perícia Técnica.

Polícia bloqueia trecho da Rua Tocantins em Ribeirão onde policial penal foi baleado - Foto: José Augusto Júnior/EPTV

Opinião do Delegado de Polícia - Delegado Palumbo

Fonte: G1

PF caça Maguila, envolvido em plano de resgate de presos do PCC em Brasília

O nome de Israel Soares Benedito, 44, o Maguila, apontado como importante integrante do PCC (Primeiro Comando da Capital), não aparece em nenhuma lista de procurados no Brasil. 

Josmar Jozino 

Colunista do UOL 

26/12/2022

Israel Soares Benedito, 44, o Maguila Imagem: Reprodução/Polícia Civil 
Mas, segundo as autoridades, ele é um dos criminosos mais perigosos do país. As forças de segurança brasileiras classificam Maguila como um elo essencial dentro da estrutura do PCC no Paraguai e um dos chefes da facção criminosa no país vizinho, onde há inclusive um alerta contra ele por causa da existência de planos para matar autoridades das duas nações.

No Brasil, em agosto deste ano, o apelido de Maguila foi citado em relatórios de investigações da Polícia Federal e do Depen (Departamento Penitenciário Nacional), junto com outros faccionados do PCC. Até então, ele não havia sido identificado.

Segundo a PF, Maguila estava envolvido em um plano para resgatar os principais chefes do PCC recolhidos em presídios federais. As investigações tiveram início em 2021. Os alvos principais do resgate, diz a PF, encontravam-se recolhidos na Penitenciária Federal de Brasília.

Agentes de serviços de inteligência do Brasil suspeitam que Maguila esteja refugiado na Bolívia - país produtor de cocaína -, onde teria assumido o lugar de Gilberto Alves dos Santos, 52, o "Fuminho", na coordenação do tráfico internacional de drogas da organização criminosa.

PCC planejou invasão, sequestro e rebelião para tirar Marcola da cadeia
O apelido Maguila também aparece em um comunicado divulgado pelo PCC em 2018, quando a facção informou que Fuminho e outros parceiros envolvidos nos assassinatos de Rogério Jeremias de Simone, o Gegê do Mangue, e Fabiano Alves de Souza, o Paca, estavam decretados à morte.

A dupla era do primeiro escalão do PCC e foi morta em fevereiro de 2018 na aldeia indígena de Aquiraz, região metropolitana de Fortaleza, no Ceará. Fuminho foi acusado de comandar os assassinatos. Ele foi preso em 13 abril de 2020 em Maputo, capital de Moçambique.

No comunicado do PCC, Maguila é citado como um dos decretados à morte. Porém, as investigações sobre os homicídios de Gegê do Mangue e Paca, conduzidas pela Polícia Civil do Ceará, não identificaram nenhum acusado de envolvimento no duplo homicídio com o apelido dele.

Já no Paraguai, as autoridades locais divulgaram um alerta informando que Maguila é chefe da organização criminosa PCC. Um documento mostra a foto dele e também traz a qualificação do acusado, como filiação, data de nascimento e número da carteira de identidade.

Segundo a inteligência da Polícia Federal Maguila estaria na Bolívia coordenando o tráfico de cocaína, negócio bilionário do PCC

Bomba no carro

De acordo com a Polícia do Paraguai, Maguila coordenou anos atrás um resgaste de presos integrantes do PCC recolhidos em uma penitenciária no país vizinho. Os resgatados eram considerados prisioneiros de altíssima periculosidade.

Policiais paraguaios afirmam ainda que Maguila planejou matar autoridades locais e também do Brasil. Uma das pessoas ameaçadas por ele é uma policial civil de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, muito atuante no combate ao crime organizado na região, principalmente no modal aéreo.

Maguila foi acusado de ter tentado colocar uma bomba no carro da policial. Há relatos ainda de que ele teria inclusive planejado o sequestro de uma pessoa da família dela. As polícias dos dois países frustraram as ações e continuam de prontidão até hoje.

Há fortes suspeitas de que Maguila vem tentando tirar passaporte com nome falso com o objetivo de fugir para Portugal, país europeu onde a presença de integrantes do PCC está aumentando a cada dia e já preocupa a Interpol (Polícia Internacional).

A reportagem não conseguiu contatar os advogados de Maguila, mas publicará na íntegra a versão dos defensores dele, caso haja uma manifestação.

Fonte: UOL

Como polícia coleta DNA para identificar envolvidos em mega-assaltos

O material é recolhido em locais usados pelos suspeitos e inserido no banco de dados, permitindo identificar até a participação em crimes que ocorreram após a coleta do material.

Herculano Barreto Filho

Do UOL, em São Paulo

26/12/2022 

Da esquerda para a direita: Arnon Afonso, Tiago Faria, Elinelson Ferreira e Ademir Rondon - Imagem: Arte/UOL
Os materiais genéticos foram encontrados em objetos e veículos usados nas ações pelos criminosos. 

*Ao menos quatro lideranças nesses ataques foram presas em dois anos (veja abaixo quem são). 

*Dois deles são suspeitos de participação no roubo de Araçatuba (SP) no ano passado. 

*Os criminosos atuam em ações de "domínio de cidades", um avanço em relação ao "novo cangaço".

"Com o DNA, foi possível identificar a participação dos criminosos. O material é recolhido em locais usados pelos suspeitos e inserido no banco de dados, permitindo identificar até a participação em crimes que ocorreram após a coleta do material"
Cledson Luiz do Nascimento, delegado do Deic de Bauru (SP).

Elinelson Alexandre Ferreira, de 37 anos, é conhecido como o Pinga Imagem: Divulgação/Polícia Civil

Documentos falsos e traje de policial

Elinelson Alexandre Ferreira, 37, foi preso este mês em Moju, nordeste do Pará, com documentos falsos. Em abril de 2021, os investigadores encontraram material genético dele em um apartamento, onde também havia roupas táticas da

Polícia Civil, spray para pintar veículos usados em mega-assaltos. O DNA foi o mesmo encontrado quatro meses depois, na ação de Araçatuba, diz a polícia.

O criminoso conhecido como "Pinga" estava foragido havia 14 anos e tinha sete mandados de prisão pendentes,

Documentos da Polícia Civil o apontam como "perigoso e experiente assaltante de bancos em roubos na modalidade 'domínio de cidades.'" Ele começou a ser investigado por suposta participação no mega-assalto de Ourinhos (SP), em 2020.

A reportagem ligou e enviou email para o escritório de advocacia responsável pela defesa dele, mas não obteve resposta.

Ex-sargento do Exército, Ademir Luís Rondon foi preso temporariamente em Campinas (SP)
por suspeita de envolvimento em um assalto a um carro-forte em São Carlos (SP), em abril deste ano Imagem: Reprodução

Vestígios deixados por ex-militar em ação

O material genético encontrado por peritos da PF em um dos carros usados no mega-assalto de Araçatuba levou as autoridades a identificar a participação de Ademir Luís Rondon no crime.

O ex-sargento do Exército foi preso em 2021 por agentes. Segundo a Polícia Civil, Rondon é apontado como um dos principais especialistas em detonadores de explosivos dos grupos envolvidos nos mega-assaltos.

A reportagem ligou para o escritório do advogado responsável pela defesa dele, mas não conseguiu contato.

Tiago Ciro Tadeu Faria, conhecido como "Gianechini", e Arnon Afonso da Silva Vieira,
apontados como chefes do "novo cangaço", tentaram fugir de presídio em SP Imagem: Reprodução

"Galã do novo cangaço" e "homem-bomba"

Tiago Tadeu Faria, conhecido como "Gianechini" ou "galã do novo cangaço", foi identificado graças ao material genético encontrado em um veículo blindado apreendido pela polícia. Preso em setembro de 2020, ele postava fotos com carros importados nas suas redes sociais.

O material genético encontrado na ação de Ourinhos ajudou na identificação de Arnon Afonso da Silva Vieira, também apontado como uma das lideranças de quadrilhas e conhecido como "homem-bomba". Preso em outubro de 2020, ele é suspeito de ter sido o responsável pela aquisição e distribuição de explosivos nas ações. 

A reportagem tentou contato com as defesas dos suspeitos, mas não teve retorno.

Fonte: UOL

25 dezembro 2022

Tarcísio trabalha em proposta de reforma administrativa em SP

A equipe do governador eleito Tarcísio de Freitas (Republicanos) trabalha em uma proposta de reforma administrativa a ser submetida à Alesp nos primeiros seis meses de governo.

Por Mariana Carneiro, Julia Lindner, Gustavo Côrtes e Beatriz Bulla

25/12/2022 

Tarcísio de Freitas, eleito governador de São Paulo
Técnicos da transição querem criar regras para padronizar o pagamento de adicionais de função e outros benefícios para os servidores estaduais. Eles avaliam que os extras que se somam ao valor do salário criam assimetrias entre carreiras e funções semelhantes. 

A solução seria estabelecer remuneração adicional baseada em valores fixos e previamente determinados. 

Tarcísio chegou a conversar sobre o assunto com parlamentares da Alesp e indicou a intenção de alterar o estatuto do servidor público estadual, mas o desenho da reforma está em fase inicial

LUPA

Outro problema detectado pela transição é o que consideram ser um excesso de terceirizados na administração do Estado a um custo excessivo e sem transparência. 

Por isso, não está descartada a substituição por servidores de carreira.

Fonte: Jornal O Estado de São Paulo