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04 agosto 2026

CAOS: Polícia Penal encolhe enquanto superpopulação carcerária dispara no Brasil

Sistema penitenciário brasileiro enfrenta um cenário paradoxal e perigoso. Entre 2023 e 2025, o número de policiais penais na ativa caiu 3%, passando de 94.673 para 91.850 agentes. 

Eduarda Esteves

Do UOL, em São Paulo

04/08/2026

Grupo de detentos em cela de presídio do Complexo Penitenciário de Pedrinhas,
em São Luís (MA) - Imagem: Marlene Bergamo/Folhapress
O Raio-X das Forças de Segurança Pública do Brasil, produzido pelo FBSP (Fórum Brasileiro de Segurança Pública), mostrou que a Polícia Penal é a única força de segurança estadual que registrou redução de efetivo nos últimos dois anos. No mesmo período, aumentou a população carcerária do país.

O Sistema Penitenciário brasileiro enfrenta um cenário paradoxal e perigoso. Entre 2023 e 2025, o número de policiais penais na ativa caiu 3%, passando de 94.673 para 91.850 agentes. Esse recuo ocorre no exato momento em que a população privada de liberdade no país cresceu 13,22% no mesmo período, chegando a um total de 964.668 presos em penitenciárias e em delegacias.

Categoria é reconhecida como força essencial para o sistema prisional e para a segurança pública. A Polícia penal foi criada em 2019 e é responsável por manter a ordem nas prisões, fazer revistas pessoais e ronda no exterior dos presídios.

Penitenciária de Itatinga/SP, que está com 1.549 presos em sua população carcerária, mas que
tem capacidade apenas para 811 presos, quase 100%  acima de sua capacidade - Imagem: Reprodução
Sobrecarga estrutural compromete a viabilidade operacional das prisões. O estudo sinaliza que o déficit de policiais penais coloca em risco a segurança interna das unidades, a integridade física de servidores e custodiados, e a capacidade de escolta e monitoração eletrônica.

Déficit é de mais de 42 mil agentes. Segundo o relatório do fórum, o Brasil possui 134.164 cargos de policial penal previstos em lei, mas apenas 68,5% dessas vagas estão preenchidas. O déficit absoluto é de 42.314 cargos não providos, o que significa que quase um terço do efetivo necessário simplesmente não existe na prática.

O baixo efetivo de agentes penais é pior em determinados estados. O Paraná apresenta o quadro mais crítico do país, operando com apenas 26,2% de sua capacidade ideal. Outras unidades federativas em situação grave incluem Rondônia (35,8%), Piauí (39,2%) e Rio Grande do Sul (41,8%).

A Penitenciária de Lucélia no Oeste Paulista conta com capacidade para 1.437 presos, mas que
está com
 população prisional de 2.878 homens sob sua custódia, mais de 100% de sua capacidade na data de 04/08/2026
No Amazonas, o cenário é considerado limítrofe pelos pesquisadores: o estado possui apenas 39 servidores de carreira para todo o sistema, tendo recorrido à terceirização da gestão das unidades para empresas privadas e ao uso da Polícia Militar para a segurança interna.

Baixa valorização e servidores inativos

O relatório aponta baixa atratividade e falta de reposição como problemas principais. Com uma remuneração bruta média nacional de R$ 9.876,76, a Polícia Penal possui o pior salário entre todas as instituições de segurança analisadas, ficando atrás da Polícia Federal, Perícia, Polícia Civil, Polícia Rodoviária Federal e Polícia Militar.

Disparidade salarial interna também é um ponto de atenção. Os dados do raio-x mostram que, enquanto no Distrito Federal a remuneração bruta média chega a R$ 16.436,10, no Amazonas o salário bruto médio é de R$ 5.100,84.

Penitenciária II de Gália, no Centro Oeste Paulista, com capacidade para 721 presos, mas que tem
sob sua custódia 1.453 detentos, mais de 100% acima de sua capacidade, números da SAP em 04/08/2026
Institucionalização da Polícia Penal ainda é incompleta. Embora tenha sido formalmente incluída no rol dos órgãos de segurança pública, ao contrário das Polícias Civis e Militares, a categoria ainda não possui uma Lei Orgânica Nacional regulamentada, o que impede a padronização de competências e o fortalecimento de diretrizes de planejamento e transparência em nível federal.

Proposta de norma geral federal ainda está em tramitação no Congresso. O PL 4637/2024 está em tramitação no Senado sob a relatoria do senador Rogério Carvalho na Comissão de Assuntos Econômicos, aguardando análise de mérito.

Para o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, a conta da inércia na gestão dessas carreiras será alta. Sem investimentos em novos concursos e em uma política nacional de valorização profissional, o sistema caminha para um colapso de governança, transformando a promessa de segurança e ressocialização em uma retórica eleitoral distante da realidade das celas.

Fonte: UOL

03 agosto 2026

Penitenciária de Itatinga opera com população carcerária quase 100% acima de sua capacidade

Números levantados pelo Acontece Botucatu mostram que Unidade possui 811 vagas, mas abriga 1.559 detentos em 03 de agosto de 2026.

Da redação - Geral

03/08/2026

Unidade Prisional de Itatinga conta na data de 03/08/2026 com uma população carcerária proxima
de 100% acima de sua capacidade, números que fazem os servidores operacionais e administrativos ficarem preocupados
A Penitenciária de Itatinga está funcionando acima da capacidade. Dados disponibilizados pela própria Secretaria da Administração Penitenciária do Estado de São Paulo (SAP) indicam que a unidade possui 811 vagas, mas abriga atualmente 1559 sentenciados em 03/08/2026, segundo números oficiais da própria SAP/SP.

A diferença entre a capacidade oficial e a população prisional é de 738 detentos. Isso significa que a penitenciária apresenta ocupação de aproximadamente 190%, ou seja, está cerca de 90% acima do número de vagas disponíveis.

A antiga denomincação de Centro de Detenção Provisória de Itatinga, foi mudada para
Penitenciária de Itatinaga em agosto de 2022
Localizada no km 228 da Rodovia Castello Branco (SP-280), a unidade foi inaugurada em setembro de 2016. Inicialmente classificada como Centro de Detenção Provisória (CDP), passou a funcionar como penitenciária em agosto de 2022.

O estabelecimento integra a Coordenadoria da Região Noroeste, funciona em regime fechado e também possui espaço destinado à prisão civil, utilizada em casos relacionados ao não pagamento de pensão alimentícia.

Os números foram consultados nesta segunda-feira (03/08/2026) na página oficial de unidades prisionais da Secretaria da Administração Penitenciária.

A Secretaria de Administração Penitenciária atualiza os dados diariamente e estes são os números oficiais da SAP/SP

O que diz a SAP

Em resposta ao Acontece Botucatu, a Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) afirmou que as unidades prisionais operam dentro dos padrões de segurança e disciplina. A pasta também informou que prevê ampliar o número de vagas no sistema prisional e reforçar o efetivo de policiais penais.

Confira a nota na íntegra:

A Secretaria da Administração Penitenciária informa que as unidades operam dentro dos padrões de segurança e disciplina. Estão previstas as entregas de duas novas unidades prisionais, com a criação de 1.646 vagas. A pasta mantém diálogo permanente com a sociedade civil para aprimorar o sistema prisional. A atual gestão investe continuamente na capacitação e na recomposição do efetivo. Está em andamento concurso público para a contratação de mais 1.100 policiais penais.

Fonte: acontecebotucatu.com.br

Polícias Penal e Civil fazem operação contra entrada de drogas e celulares em presídios do RJ; vídeo

Investigação começou após flagrante de 20 quilos de drogas e 130 celulares em Bangu 7; policial penal é apontado como principal elo do esquema.

Por Felipe Freire, Jefferson Monteiro, Bom Dia Rio

03/08/2026 

Material apreendido em 11/2025 pela Policia Penal-SEAP 130 celulares, 17 quilos de maconha,
3,5 quilos de cocaína, 80 pedras de crack, 185 gramas de haxixe e 50 chips de telefonia.- Foto: Reprodução/SEAP-RJ
As polícias Civil e Penal iniciaram, na manhã desta segunda-feira (3), uma operação contra um esquema de entrada de drogas, celulares e outros materiais ilícitos em presídios do Estado do Rio de Janeiro.

A ação é conduzida por agentes da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) e da Secretaria Estadual de Polícia Penal (Seppen), que cumprem 4 mandados de prisão temporária e 10 de busca e apreensão na capital e na Região Metropolitana.

O principal alvo da operação é o policial penal Wagner Jardim Dias, apontado pelas investigações como o principal responsável por facilitar a entrada de drogas e aparelhos celulares nas unidades prisionais fluminenses.

Na época o policial penal Wagner foi conduzido à Delegacia de Repressão às
Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais - Imagem: Polícia Penal/Divulgação
Wagner foi preso em casa, no bairro de Pendotiba, na Região Oceânica de Niterói. Até as 7h, 4 pessoas tinham sido presas, entre elas uma em flagrante. Uma mulher era procurada.

A investigação teve início após uma tentativa frustrada de introdução de materiais ilícitos no Presídio Nelson Hungria, o Bangu 7, no Complexo de Gericinó, em novembro do ano passado. Na ocasião, mulheres que não possuíam cadastro como visitantes nem tinham parentes presos esconderam cerca de 20 quilos de drogas e 130 celulares em sacolas.

Segundo as investigações, servidores penais envolvidos no esquema realizaram apenas uma revista superficial. No entanto, uma denúncia levou à descoberta da ação criminosa antes que o material fosse entregue aos detentos.

A partir desse episódio, os investigadores realizaram um trabalho de inteligência que incluiu análise de imagens, cruzamento de dados, diligências e investigação financeira. As apurações apontaram a existência de uma organização criminosa estruturada, com divisão de tarefas para abastecer integrantes de facções presos no sistema penitenciário.

A polícia explicou que Bangu 7 concentra detentos que aplicam golpes e extorquem dinheiro de vítimas por meio de ligações telefônicas. A polícia diz que, para praticar esses crimes, eles precisam de uma grande quantidade de chips de celulares e aparelhos.

Ainda de acordo com a Polícia Civil, um dos principais investigados movimentou mais de R$ 259 mil em transferências bancárias sem justificativa econômica aparente, valor considerado incompatível com sua capacidade financeira.

Wagner Jardim Dias já havia sido preso em novembro de 2025 por causa das investigações e permaneceu detido até fevereiro deste ano, quando foi solto, mas estava afastado. Nesta segunda-feira, ele voltou a ser preso durante o cumprimento dos mandados judiciais. Ele negou as acusações.

“Eles movimentaram R$ 60 milhões só aplicando golpes. São presos ‘neutros’, que não participam do Comando Vermelho nem do Terceiro Comando Puro”, explicou o delegado Marcio Almeida.

Fonte: G1/RJ

02 agosto 2026

Polícia Penal apreende mais de 36 kg de drogas com visitantes no 1ºsemestre de 2026 em prisões de SP

Todo o material apreendido passa pelos procedimentos administrativos legais, com registro de boletim de ocorrência, e é remetido para análise da Polícia Científica para subsidiar as denuncias do MP.

Por da Redação

02.08.2026

Visitantes arriscam em se aventurar a introduzir drogas e celulares nas Unidades Prisionais introduzindo-as nos proóprios corpos e também camuflas em roupas, calçados e até mesmo em alimentos
A Polícia Penal de São Paulo apreendeu, no primeiro semestre deste ano, mais de 36 quilos de drogas - sendo 30 quilos de maconha, 4,500 quilos de cocaína, 1,047 quilo de haxixe, 42 gramas de crack, 12 gramas de skunk e 240 comprimidos de drogas sintéticas – além de 16 aparelhos celulares, nas revistas feitas em dias de visitas aos presos do sistema penitenciário do Estado. 

Os agentes identificaram 633 pessoas tentando ingressar nos presídios com produtos proibidos, com auxílio dos equipamentos de segurança utilizados em todas as unidades do sistema, sem contato físico entre policiais e visitantes.

Drogas escondidas em fundo falso de pote de margarina em Unidade Prisional de Florínea 
A Polícia Penal conta atualmente com escâneres corporais e aparelhos de raios X para monitorar a entrada nos estabelecimentos e promove treinamento constante dos agentes para executar a revista mecânica de objetos que ingressam nesses locais.

Todo o material apreendido passa pelos procedimentos administrativos legais, com registro de boletim de ocorrência, e é remetido para análise da Polícia Científica. Paralelamente, a Polícia Penal inicia procedimento de apuração no estabelecimento penal onde ocorreu o flagrante.

Em igual período do ano passado, foram apreendidos aproximadamente 42 quilos  de entorpecentes - sendo 37,361 quilos de maconha, 4,156 quilos de cocaína, 446 gramas de haxixe, 29 gramas de crack e 215 comprimidos de drogas sintéticas - e 22 aparelhos celulares, com 444 visitantes.

Droga ingerida por visitante e flagrada durante verificação de rotina no scanner corporal em dia de visita

Região de Bauru

Nas unidades prisionais da região de Bauru, a Polícia Penal apreendeu, no primeiro semestre de 2026, 03 aparelhos celulares e 3,5 quilos de drogas, sendo 2,960 quilos de maconha, 614 gramas de cocaína e 8 gramas de haxixe, durante as fiscalizações de visitantes realizadas com o auxílio dos equipamentos de segurança instalados nas portarias dos estabelecimentos penais.

Fonte: JCNET

Enquanto Zema faz campanha política em CPP de SP, o Sistema Prisional de MG derrete a olhos vistos

Fugas em série acendem alerta e expõem abandono dos presídios de Minas. Nove detentos seguem foragidos após fugas em BH e Passos; sindicato aponta falta de servidores e unidades sucateadas entre outros problemas

Daniel Galera

02/08/2026 

Sucateamento, precarização e baixo número de servidores colocam o Sistema Prisional de
Minas Gerais em uma situação caótica - Imagem: Reprodução
Belo Horizonte – Duas fugas registradas em unidades prisionais de Minas Gerais em um intervalo de apenas três dias deixaram nove detentos foragidos e colocaram em evidência a situação do sistema prisional do estado.

Enquanto a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp-MG) investiga como os presos conseguiram escapar, representantes da Polícia Penal afirmam que os casos refletem problemas estruturais antigos, como déficit de servidores, falta de manutenção nas unidades e equipamentos ultrapassados.

A primeira fuga ocorreu na madrugada de segunda-feira (27/7), no Centro de Remanejamento do Sistema Prisional (Ceresp) Gameleira, em Belo Horizonte. Sete detentos conseguiram escapar após abrirem um buraco em uma cela e transpor o muro da unidade.

Até o momento, quatro dos fugitivos foram recapturados. Permanecem foragidos Luiz Fernando Freitas Pereira, de 20 anos, conhecido como “Bolotinha”; Saymon Patric Gomes Silva, de 23 anos, o “LB”; e Bruno Gustavo Gomes da Paixão, de 33 anos.

Ceresp Gameleira onde ocorreu a fuga dos detentos em Belo Horizonte - Imagem: Reprodução

Fugas no Sul de Minas

Três dias depois, na quinta-feira (30/7), uma nova fuga foi registrada no Presídio de Passos, no Sul de Minas. Durante uma conferência de rotina, policiais penais constataram que o cadeado de uma cela havia sido rompido e seis presos haviam escapado.

Os fugitivos foram identificados como Diogo Henrique da Cruz Fabiano, Júlio Arnaldo Toledo, Leonardo Willians Silva Pereira, Marcos Túlio Cruz Fabiano, Matheus Loiola Divino e Wagner Santos de Lima. Nenhum deles havia sido recapturado até a última atualização divulgada pela Sejusp-MG.

Visita ao Presídio Dutra Ladeira em janeiro de 2026 - Imagem: Reprodução/ALMG

“Não é um fato isolado”, diz policial penal

Para o policial penal e vice-presidente do Sindicato dos Policiais Penais de Minas Gerais (Sindppen-MG), Wladimir Dantas, as duas fugas não podem ser tratadas como episódios isolados.

Segundo ele, o sistema prisional mineiro enfrenta um processo de sucateamento que compromete diretamente a segurança das unidades.

“Os cadeados são antigos e obsoletos. O maquinário é ruim e as unidades, principalmente o Ceresp Gameleira, sofrem com falta de manutenção. Quem passa a mão na parede vê que o reboco esfarela. É uma estrutura muito antiga, com infiltrações e instalações deterioradas.”, afirma.

Relatório anual do Conedh revela denúncias de tortura de maus-tratos em presídios mineiros - Imagem: ALMG/Divulgação
Dantas explica que o Ceresp Gameleira, administrado pela Polícia Penal desde 2004, nunca recebeu as intervenções estruturais necessárias.

“Há pedidos de manutenção há muito tempo, mas tudo depende de licitação e esses processos acabam travando. No Estado, tudo é muito moroso. Enquanto isso, as unidades vão envelhecendo.”

A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública discorda da afirmação do policial. Em relação ao Ceresp Gameleira, onde ocorreu uma das fugas de detentos na última semana, a Sejusp informou que a reforma da área carcerária do presídio em 2024, resultou em uma ampliação de 93,69% da capacidade de vagas da unidade prisional.

Após quase dois anos de obras, o local passou das 412 vagas iniciais para 798, ou seja, um acréscimo de 386 vagas.

Policiais e especialista denunciam presídios de MG à beira do colapso - Imagem: Sindppen-MG/Divulgação

Déficit de servidores

Outro problema apontado pelo dirigente sindical é o efetivo insuficiente para atender à demanda do sistema prisional.

Segundo ele, Minas Gerais possui pouco mais de 16 mil policiais penais para atender 168 unidades prisionais, número considerado muito abaixo do necessário.

“O ideal seria termos entre 25 mil e 30 mil servidores. Hoje trabalhamos com um efetivo insuficiente para uma das maiores populações carcerárias do país.”

De acordo com Dantas, quando a Polícia Penal assumiu a gestão das unidades, em 2004, Minas Gerais tinha cerca de 20 mil presos. Atualmente, o estado já ultrapassou a marca de 80 mil pessoas privadas de liberdade e, segundo ele, chegou a superar os 120 mil em determinados períodos, em razão dos altos índices de reincidência criminal.

“Somos a segunda maior malha carcerária do Brasil, mas o crescimento da estrutura não acompanhou o aumento da população prisional.”

Situações degradantes foram encontradas em presídios mineiros - Imagem: ALMG/Divulgação
A Sejusp-MG administra atualmente 166 unidades prisionais e tem sob sua custódia cerca de 72 mil presos. O número atual de vagas é de aproximadamente 42.500 vagas. Os dados são de maio de 2026.

Por meio de nota oficial, a Secretaria ressaltou o reforço do efetivo nas unidades prisionais: cerca de 3,4 mil policiais penais tomaram posse em 2024.

Destacou que tem concurso público em andamento, com 1.178 vagas para reforçar o efetivo da Polícia Penal em todo estado. Este é o segundo edital da gestão atual, que já resultou na contratação de quase 5 mil policiais penais.

Equipamentos antigos e servidores sobrecarregados

Além da infraestrutura precária, o vice-presidente do Sindppen afirma que os policiais penais trabalham com equipamentos defasados.

“Temos coletes balísticos vencidos, armamentos antigos e equipamentos de proteção que precisam ser substituídos. Tudo isso impacta diretamente a segurança dos servidores e das unidades.”

Falta de efetivo e estruturas precárias, estas são algumas das causas por trás das fugas em MG - Imagem: Reprodução

Impactos na saúde dos servidores

Segundo ele, a sobrecarga também tem provocado adoecimento entre os profissionais.

“Mais de 85% dos servidores enfrentam algum tipo de problema de saúde, muitos relacionados ao desgaste psicológico, síndrome de Burnout. Há um índice elevado de afastamentos médicos e isso sobrecarrega quem continua trabalhando.”

Dantas também defende a valorização da categoria e afirma que as perdas salariais acumuladas ao longo dos anos agravam o cenário.

“Neste ano houve um reajuste de 5%, mas as perdas inflacionárias acumuladas ultrapassam 40%.”

Investigações continuam

A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública informou que instaurou procedimentos administrativos para apurar as circunstâncias das fugas em BH e em Passos. As investigações estão sendo conduzidas pelo Departamento Penitenciário de Minas Gerais (Depen-MG).

As forças de segurança também mantêm as buscas pelos nove detentos que continuam foragidos. Informações que possam auxiliar na localização dos presos podem ser repassadas, de forma anônima, por meio do Disque Denúncia 181.

As duas ocorrências, registradas na mesma semana, reacenderam o debate sobre as condições do sistema prisional mineiro e os investimentos necessários para garantir segurança tanto aos servidores quanto à população.

Presídios sucateados e falta de policiais: o cenário por trás das fugas em MG; Rafael Greco,
em primeiro plano o secretário de Segurança de MG - Imagem: Reprodução

Secretaria justifica reformas e criação de vagas

O Governo de Minas começou a entregar cerca de 2.700 vagas em presídios e penitenciárias de todo o Estado. Em nota a Sejusp informou que há obras de novas unidades sendo erguidas, construções que estavam paralisadas há anos e que estão sendo finalizadas, além da entrega de ampliações de unidades importantes.

Em novembro de 2025, foi inaugurado o novo Presídio de Frutal, no Triângulo Mineiro, unidade com 388 vagas. Já o Presídio de Itaúna, com 306 vagas, está em fase de finalização. Lavras e Poços de Caldas completam as entregas em 2026, com 600 vagas cada uma.

No último ano, foi inaugurado também o anexo do Presídio de Alfenas, no Sul de Minas, com 306 vagas.

Mais de R$ 16 milhões foram investidos nas obras realizadas por meio de uma parceria entre Sejusp-MG e a Secretaria de Estado de Infraestrutura, Mobilidade e Parcerias (Seinfra). Em março de 2025, foi entregue o novo Presídio de Iturama, com 388 vagas.

Em julho de 2024, o novo Presídio de Ubá, com 388 vagas, também foi entregue, assim como a área de segurança e carceragem do Centro de Remanejamento do Sistema Prisional (Ceresp) de Juiz de Fora. Esse último teve a capacidade ampliada em 57%, com 191 novas vagas.

O Ceresp Ipatinga foi reinaugurado depois de longa reforma, resultando em 282 novas vagas. Além disso, foi concluída a obra no Pavilhão III do Presídio Antônio Dutra Ladeira, em Ribeirão das Neves; a reforma amplia a capacidade do pavilhão para 170 vagas — 85 delas criadas com as mudanças realizadas.

Enquanto isso, Zema brinca de Bukele brasileiro, mas mente

E enquanto o Sistem Prisional que ele cuidou duran te 08 anos derrete a olhos vistos, o governador de Minas Gerais, Zema, vem a São Paulo fazer propaganda de sua campanha presidencial, nos alambrados do CPP de São Jose do Rio Preto.

Teria ele pedido permissão para o governo do Estado de São Paulo para fazar o vídeo e montar uma narrativa falsa da realidade?

Se ele é tão bom administrador como afirma ser, porque então escondeu o próprio Sistema Prisional, que ele próprio "administrou" durante 08 anos?

Mesmo porque suas 166 Unidades Prisionais segundos servidores e Sindicato afirmam estar se esfarelando, com equipamentos obsoletos, falta de servidores com quadros deficitários e insuficientes diante de uma população prisional em crescimento acelerado.

Fonte: METRÓPOLES

Vídeo adicional: Leandro/Redes Sociais

01 agosto 2026

Viatura da Polícia Penal com seis presos bate em caminhão em rodovia no litoral de SP; Apenas danos materiais

Acidente aconteceu após o veículo de carga desviar de um atropelamento na via. Ninguém se feriu e os detentos foram transferidos para outra unidade prisional.

Por g1 Santos

01/08/2026

Viatura da Polícia Penal com seis presos colide com traseira de caminhão em rodovia no litoral de SP - Imagem: Artesp / Divulgação
Uma viatura da Polícia Penal com seis presos bateu na traseira de um caminhão na Rodovia Padre Manoel da Nóbrega, em Itanhaém (SP). O acidente aconteceu por volta das 19h50 de sexta-feira (31). Segundo a Secretaria da Administração Penitenciária (SAP), ninguém ficou ferido.

Após a colisão, os detentos foram transferidos para outro veículo e levados ao Centro de Detenção Provisória (CDP) de Praia Grande. O motorista e o passageiro do caminhão também não se machucaram e seguiram viagem após a liberação da via.

De acordo com a Agência Reguladora de Transportes do Estado de São Paulo (Artesp), o acidente ocorreu no momento em que o caminhão mudou de faixa para desviar de um atendimento médico a um pedestre que havia sido atropelado.

O veículo de carga trocou de pista e diminuiu a velocidade durante a manobra. Neste momento, a viatura que seguia a mesma rota e foi realizar a mesma manobra não conseguiu frear e bateu na traseira.

Imagens divulgadas pela Artesp mostram que a viatura teve o capô amassado e a parte interna exposta devido ao impacto. O caminhão apresentou apenas danos leves no para-choque traseiro.

Rodovia Padre Manoel da Nóbrega, local onde ocorreu o acidente - Imagem: Luigi Bongiovanni/A Tribuna

Atropelamento

O atropelamento do pedestre ocorreu cerca de uma hora antes da batida entre a viatura e o caminhão. Até a última atualização desta reportagem, a polícia não havia detalhado a dinâmica do caso nem identificado o veículo responsável por atingir a vítima.

A Concessionária Novo Litoral (CNL) informou, em nota, que prestou os primeiros socorros e encaminhou o pedestre ao hospital. Segundo a Artesp, o estado de saúde da vítima era considerado grave no momento do atendimento.

Interdições e congestionamento

Devido aos acidentes, duas faixas e o acostamento da rodovia ficaram interditados entre 18h38 e 23h50, até que o processo de remoção da viatura fosse concluído. A Artesp registrou cerca de 800 metros de congestionamento no local durante os atendimentos e as ações das equipes.

Fonte: G1

30 julho 2026

Diretor penitenciário acaba preso após esconder rastreador sob lataria de carro para vigiar ex esposa em MS

Maycon Roslen de Melo mandava mensagens ameaçando a vítima para retirar a denúncia de violência doméstica.

Por Ana Paula Chuva

29/07/2026

Maycon Roslen de Melo em foto divulgada em 2021, quando assumiu como adjunto da "Federalzinha" - Imagem: Divulgação
A descoberta de um dispositivo de rastreamento instalado em segredo na lataria de um automóvel foi um dos motivos que resultaram na prisão preventiva do policial penal e diretor do PTran (Presídio de Trânsito de Campo Grande), Maycon Roslen de Melo, de 45 anos. Investigado por perseguição, violência psicológica e coação no curso do processo, o servidor usava a tecnologia para monitorar os passos da ex-companheira, de quem estava separado após um relacionamento de nove anos.

A vítima descobriu o equipamento após perceber que, mesmo mantendo uma rotina discreta, o investigado sabia exatamente onde ela estava. A revelação do rastreador consta nos autos que tramitam na Justiça.

Segundo os relatos anexados ao inquérito, a mulher tentou romper a vigilância mudando-se para o interior do Estado, em busca de refúgio e segurança. No entanto, por meio do monitoramento em tempo real do veículo, Maycon descobriu a localização da ex e se deslocou da Capital até o município do interior para confrontá-la, ignorando a medida protetiva.

Além do rastreador, os autos apontam um histórico de abusos psicológicos, chantagens emocionais com ameaças de suicídio e tentativa de uso de terceiros, como familiares do próprio investigado, para pressionar a vítima e testemunhas a retirarem as representações criminais contra ele.

O policial penal Maycon Roslen de Melo, de 45 anos se encontrava como diretor do PTran
(Presídio de Trânsito de Campo Grande) - Imagem: Reprodução
Na decisão que decretou a prisão e autorizou a busca e apreensão na residência e no local de trabalho do policial, a Justiça ressaltou “o risco iminente à vida da vítima”, já que, por ser policial penal, Maycon tinha facilidade de acesso a armas de fogo. Em ocasiões anteriores, inclusive, ele já havia demonstrado resistência em entregar voluntariamente seu armamento institucional, o que reforçou a urgência da medida cautelar.

“A gravidade concreta da conduta do investigado, que não se conforma com o fim do relacionamento e adota comportamento obsessivo e de vigilância contínua, revela acentuada periculosidade”, diz o juiz na decisão.

Segundo informações levantadas pela reportagem, Maycon havia se apresentado espontaneamente à Unidade Mista de Monitoramento Virtual da Agepen na última sexta-feira (24), quando passou a utilizar tornozeleira eletrônica por determinação judicial.

A ordem de prisão foi expedida na segunda-feira (27) e cumprida na terça-feira (28), após ele supostamente ter descumprido as medidas impostas pela Justiça.  O mandado foi cumprido por equipes da 1ª Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher). O processo administrativo instaurado pela Corregedoria da Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário) determinou o afastamento do cargo de direção, e Maycon foi encaminhado para uma cela no Centro de Triagem Anísio Lima, no Jardim Noroeste.

Maycon Roslen de Melo é servidor da Agepen há 25 anos, desde novembro de 2001. Conforme o Portal da Transparência, recebeu remuneração líquida de R$ 12.241,51 em junho deste ano.

O policial penal foi encaminhado para o Centro de Triagem Anísio Lima subordinado à Agepen - Imagem: Reprodução
Embora seja o diretor titular do Presídio de Trânsito, ele estava oficialmente em férias desde o último dia 22. Publicada no Diário Oficial do Estado de 22 de julho, portaria assinada pelo diretor-presidente da Agepen, Rodrigo Rossi Maiorchini, designou o policial penal Jackson Bendassolli para responder interinamente pela direção da unidade até 31 de julho.

Ele já foi o diretor-adjunto da Penitenciária Estadual Masculina de Regime Fechado da Gameleira II, conhecida como "Federalzinha", e diretor do Estabelecimento Penal “Máximo Romero”, em Jardim. Formado em Direito e pós-graduado em Gestão Prisional e Gerenciamento de Crises, Maycon também já atuou como chefe de Disciplina na Casa do Albergado, na Capital.

Agepen

Por meio de nota, a Agepen informou que "a corregedoria acompanhou o cumprimento da ordem judicial e instaurou procedimento administrativo disciplinar para apurar a responsabilidade do servidor, observando o devido processo legal, o contraditório e a ampla defesa".

"O servidor foi preventivamente afastado de suas funções de chefia e direção em razão do cumprimento do mandado judicial. Independentemente da apuração criminal, a legislação aplicável aos servidores públicos estaduais prevê a apuração administrativa de condutas que possam configurar infração disciplinar, ainda que os fatos investigados tenham ocorrido na esfera da vida privada, nos termos do artigo 218, inciso XIII, da Lei Estadual nº 1.102/1990, sem prejuízo da análise quanto ao eventual descumprimento dos princípios que regem a Administração Pública", completa o texto.

Fonte: Campo Grande News

Policial penal é condenado a 23 anos de prisão por matar cantor sertanejo durante churrasco em Votuporanga/SP

Rodrigo Marques foi condenado nesta quarta-feira (29) por matar Gustavo Henrique Soares Caporalini em Votuporanga (SP). Cabe recurso.

Por g1 Rio Preto e Araçatuba

30/07/2026

Rodrigo Marques (à esquerda) e Gustavo Caporalini (à direita); policial penal assassinou
cantor sertanejo em Votuporanga (SP) - Imagem: Arquivo pessoal
O policial penal Rodrigo Marques foi condenado nesta quarta-feira (29) a 23 anos, sete meses e seis dias de prisão por matar o cantor sertanejo Gustavo Henrique Soares Caporalini, de 39 anos, durante um churrasco em Votuporanga (SP).

O julgamento ocorreu no Fórum da cidade das 8h às 20h, e o réu terá de cumprir a pena em regime fechado por homicídio qualificado contra o cantor e por lesão corporal contra a ex-esposa. Cabe recurso. Ao g1, o advogado de defesa de Rodrigo informou que irá recorrer da decisão.

Rodrigo Marques, de 42 anos na época, preso após assassinato em Votuporanga (SP) - Imagem: Arquivo pessoal
Quanto às duas tentativas de homicídio contra os tios de Caporalini, o agente penitenciário foi absolvido.

O crime ocorreu no dia 25 de fevereiro de 2024 e, segundo a denúncia do Ministério Público, foi motivado por ciúmes após Rodrigo descobrir um suposto relacionamento entre a ex-esposa dele e o cantor.

Rodrigo Marques, de 42 anos, era na época policial penal e foi preso em Campina Verde (MG) - Imagem: Arquivo pessoal
Na ocasião, ele fez pelo menos sete disparos contra o cantor, perseguiu a vítima até o interior da residência e continuou atirando mesmo depois de Gustavo já ter caído no chão. 

Ainda conforme a denúncia, o agente penitenciário também atirou contra dois tios do cantor, que entraram em luta corporal para impedir novos disparos. Os dois sobreviveram.

Gustavo Caporalini foi alvejado dentro da própria casa em Votuporanga (SP) - Imagem: Arquivo pessoal
Rodrigo havia sido denunciado por homicídio qualificado por motivo torpe, uso de recurso que dificultou a defesa da vítima, emprego de meio cruel e por colocar outras pessoas em risco, já que o crime ocorreu durante uma confraternização familiar.

Segundo a denúncia, além dos pais e tios da vítima, havia cinco crianças e adolescentes na residência no momento dos disparos. Além do homicídio, Rodrigo responde por duas tentativas de homicídio contra os tios da vítima e por lesão corporal praticada contra a ex-esposa em contexto de violência doméstica.

Segundo a Polícia Civil, Rodrigo não aceitava o fim do relacionamento de 17 anos com a ex-esposa e teria descoberto mensagens trocadas entre ela e o cantor. Horas antes do assassinato, ele foi até a casa da mulher, agrediu-a e a ameaçou, dizendo que mataria tanto ela quanto Gustavo.

A Polícia Militar de Minas Gerais apreendeu o, veículo, a arma e o policial penal foragido
da cidade de Votuporanga após cometer assassinato no município
Rodrigo fugiu após os disparos, mas foi preso no mesmo dia em Campina Verde (MG). À polícia, ele confessou o assassinato.

Fonte: G1

29 julho 2026

Quem era Tarso Esdra, policial penal morto a tiros: 'Não media esforços para ajudar', diz irmã; vídeo

Tarso Esdra de Moura, de 44 anos, estava afastado das funções de unidade prisional de Aguaí (SP) devido a problemas de saúde. Ele foi encontrado morto às margens da rodovia; Polícia Civil investiga o caso como homicídio.

Por g1 São Carlos e Araraquara

29/07/2026

Tarso Esdra de Moura, de 44 anos, foi encontrado morto com marcas de tiro no domingo (26),
em São Paulo. Ele trabalhava na unidade prisional de Aguaí - Imagem: Redes sociais
Um irmão dedicado, um pai amoroso e um trabalhador incansável. É assim que a família lembra de Tarso Esdra de Moura , 44 anos, policial penal da unidade prisinoal de Aguaí (SP). Ele foi encontrado morto com marcas de tiros e sinais de violência, no domingo (26), às margens da Rodovia Raposo Tavares, na Zona Oeste de São Paulo.

O corpo do policial penal foi sepultado nesta quarta-feira (29), no Cemitério Vila Rio, em Guarulhos. A Polícia Civil investiga o caso como homicídio.

Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP), a família da vítima registrou o desaparecimento do policial penal no Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), no domingo (26).

Policial  penal foi encontrado morto às margens da Rodovia Raposo Tavares; Polícia Civil
investiga o caso como homicídio - Imagem: Divulgação
O caso é investigado por meio de Inquérito Policial instaurado pelo DHPP, que realiza diligências para esclarecer os fatos.

Segundo o relato da irmã, Talita Priscila, Tarso trabalhou em Aguaí e dedicou a vida a cuidar de quem amava, sem medir esforços para ajudar os outros e garantir um futuro melhor para o filho autista de 3 anos.

A família conta que Tarso sonhava em oferecer uma vida melhor ao menino e também aos pais. Não media esforços para ajudar quem precisasse.

"Ele sonhava ter uma vida melhor, se desdobrava para dar o melhor para o filho e meus pais. Não media esforço para ajudar os outros, para ele não tinha hora nem distância quando alguém precisava de ajuda", disse a irmã.

Carreira e família

De acordo com a família, depois de Tarso ser aprovado no concurso da Secretaria da Administração Penitenciária (SAP), construiu a carreira como policial penal, se casou e, 10 anos depois, realizou outro grande sonho e se tornou pai. O filho, hoje com 3 anos, era a sua maior motivação.

Segundo a irmã, o policial penal carregou desde cedo o peso das responsabilidades. Segundo ela, Tarso começou a trabalhar ainda jovem para ajudar na renda da família.

Nos últimos meses, a rotina da família havia mudado. O filho precisava de tratamento especializado por ser autista, o que fez Tarso retornar para Guarulhos, já que o atendimento não existia em Aguaí.

Além disso, ele estava afastado do trabalho por motivos de saúde e se recuperava de uma cirurgia no braço.

"Sua memória será, para mim, a de uma pessoa que sofreu, lutou, fez coisas boas e viveu sua vida com dignidade", afirmou.

Talita informou que o irmão fazia planos para o futuro, e a intenção era voltar a morar perto da família, em Aguaí, até o fim deste ano.

O policial penal Tarso Esdra de Moura, trabalhava na unidade prisional de Aguaí,
no interior de São Paulo - Imagem: Divulgação

Homicídio

O policial penal Tarso Esdra de Moura, de 44 anos, foi encontrado morto na noite de domingo (26), às margens da Rodovia Raposo Tavares, na Zona Oeste de São Paulo. Ele era servidor na unidade prisional de Aguaí, no interior do estado, e estava afastado das atividades funcionais por problemas de saúde.

Segundo a família, ele era considerado desaparecido desde o domingo. O corpo foi localizado por volta das 20h e apresentava ferimentos provocados por arma de fogo, além de outros sinais de violência, como hematomas.

Segundo a SSP, policiais militares foram acionados para atender a ocorrência e encontraram a vítima, já sem vida, com ferimentos causados por arma de fogo. A perícia foi acionada e o caso foi registrado no 89º Distrito Policial (Jardim Taboão).

As circunstâncias do crime são investigadas pela Polícia Civil.

Segundo o Sindicato dos Policiais Penais do Estado de São Paulo, Sifuspesp, O DHPP informou que um suspeito já foi preso e um segundo suspeito deve ser preso a qualquer momento. Ambos são apontados como autores do crime. 

Segundo as informações que chegaram, um dos participantes do homicídio
do policial penal foi preso ainda na noite de 27/07/2026

Fonte: G1

MP denuncia quatro suspeitos de integrar núcleo do PCC acusado de monitorar Promotor Gakiya e Coordenador da SAP/SP

Segundo o Gaeco, grupo levantava endereços, rotinas, trajetos e informações sobre familiares do promotor Lincoln Gakiya e do coordenador de presídios Roberto Medina para repassar à 'Sintonia Restrita' da facção. O setor é apontado como responsável por planejar atentados.

Por Bruno Tavares, Isabela Leite, TV Globo, GloboNews e g1 SP — São Paulo

28/07/2026

O promotor de Justiça Lincoln Gakiya e do coordenador de presídios Roberto Medina, da
Secretaria de Administração Penitenciária - Imagem: Montagem/g1/Reprodução/TV Globo

O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) denunciou quatro homens por suposta participação em uma organização criminosa armada ligada ao Primeiro Comando da Capital (PCC) que, segundo a investigação, monitorava autoridades públicas para subsidiar possíveis atentados.

Entre os alvos do grupo estariam o coordenador da Coordenadoria das Unidades Prisionais da Região Oeste (Croeste), Roberto Medina, e o promotor de Justiça do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) Lincoln Gakiya.

Os denunciados são:

Victor Hugo da Silva, conhecido como "VH" ou "Falcão";

Wellison Rodrigo Bispo de Almeida, o "Corinthinha" ou "Maurício";

Sérgio Garcia da Silva, o "Messi";

Adilson Audinir Oliveira Junior, o "Ju Machado".

A denúncia foi apresentada pelo Gaeco na última sexta-feira (24) e protocolada na Justiça na segunda-feira (27).

Dos quatro denunciados, dois já estão presos por outros processos relacionados ao tráfico de drogas. Wellison Rodrigo Bispo de Almeida, o "Corinthinha", e Sérgio Garcia da Silva, o "Messi", cumprem prisão na Penitenciária de Avaré I, no interior paulista.

Victor Hugo da Silva, o "VH" ou "Falcão", e Adilson Audinir Oliveira Junior, o "Ju Machado", respondem em liberdade. Na denúncia, o MP-SP pediu a prisão preventiva dos dois, sob o argumento de que eles poderiam continuar atuando em favor da organização criminosa.

O g1 não conseguiu contato com a defesa dos suspeitos denunciados até a última atualização desta matéria.

Jefferson Santana ('Proibido'); Diego Lima (Lima); Wellison Almeida ('Corinthinha');
Victor Silva ('Falcão'); e Sergio Silva ('Messi') estão presos por tráfico - Imagem: Reprodução

Atuação

Segundo o MP-SP, o grupo atuava de forma coordenada na coleta de informações sobre autoridades públicas, como endereços, rotinas, trajetos, fotografias, vídeos e dados de familiares.

O objetivo, de acordo com a acusação, era encaminhar esse material à chamada "Sintonia Restrita" do PCC, setor da facção apontado como responsável por coordenar ações estratégicas, incluindo atentados contra agentes públicos.

A Promotoria afirma que Victor Hugo era responsável por monitorar Roberto Medina em Presidente Venceslau, no interior paulista. Wellison, preso em outro processo por tráfico de drogas, receberia essas informações e faria o repasse à cúpula da facção.

Já Sérgio seria encarregado de levantar dados sobre a rotina do promotor Lincoln Gakiya em Presidente Prudente, enquanto Adilson teria atuado como interlocutor do grupo e auxiliado na exclusão de diálogos e na destruição de vestígios digitais.

Em outubro, o MP-SP e a Polícia Civil deflagraram uma operação que revelou o plano do PCC. Na ocasião, oito homens passaram a ser investigados por suspeita de participação na elaboração do plano para tentar matar o promotor e o coordenador dos presídios.

Cinco dos investigados foram presos, entre julho e setembro de 2025, por tráfico de drogas. A partir da prisão deles e da apreensão de seus celulares, descobriu-se o plano para matar Gakiya e Medina. O serviço de inteligência da polícia conseguiu ter acesso a informações que davam conta da intenção dos criminosos de executarem as autoridades (leia mais abaixo).

Provas

De acordo com a denúncia, a investigação encontrou mensagens, registros de geolocalização, fotografias, vídeos, pesquisas sobre veículos e outros documentos relacionados ao monitoramento das vítimas.

Também foram identificados, segundo o MP-SP, indícios de vínculos dos investigados com atividades do PCC, incluindo tráfico de drogas e de armas.

O MP-SP sustenta que os quatro integravam, desde ao menos junho de 2025, uma estrutura organizada do PCC com divisão de tarefas voltada à prática de diversos crimes, entre eles tráfico de drogas, delitos patrimoniais, crimes envolvendo armas de fogo e ações contra agentes públicos.

Os promotores decidiram não denunciar o grupo pelo crime de ameaça. Segundo a peça acusatória, apesar da gravidade das condutas investigadas, não houve ameaças diretas às vítimas por palavras, escritos ou gestos, razão pela qual entenderam que os fatos se enquadram, neste momento, no crime de integração de organização criminosa armada.

Vídeo mostra como integrantes do PCC traçaram trajeto percorrido por Medina

Plano

Em outubro, o MP-SP e a Polícia Civil deflagraram uma operação que revelou um plano do PCC para executar o promotor de Justiça Lincoln Gakiya e o coordenador de presídios Roberto Medina, ambos com atuação na região de Presidente Prudente (SP).

De acordo com as investigações, os criminosos alugaram uma casa de luxo a menos de um quilômetro do condomínio onde vive o promotor e usaram até drones para monitorar por meses a rotina dele e de Medina.

As ordens para os ataques partiram de dentro de presídios federais e seriam executadas por integrantes da facção em liberdade.

Ao todo, 25 mandados de busca e apreensão foram cumpridos em sete cidades do interior paulista. O caso é investigado pelo Gaeco e pela Seccional de Presidente Prudente.

Fonte: G1

28 julho 2026

Policial penal é encontrado morto com marcas de tiros na Rodovia Raposo Tavares, em SP

Homem de 44 anos, lotado em unidade prisional de Aguaí, foi encontrado morto às margens da rodovia; Polícia Civil investiga o caso como homicídio.

Por Abraão Cruz
28/07/2026

O policial penal Tarso Esdra de Mora tinha 44 anos de idade e estava afsstado de sus
atividades profissionais por problemas de saúde segundo consta em seu pronturário - Imagem: Redes Sociais
O policial penal Tarso Esdra de Moura, de 44 anos, foi encontrado morto na noite deste domingo (26), às margens da Rodovia Raposo Tavares, na Zona Oeste de São Paulo. Ele era servidor na unidade prisional de Aguaí, no interior do estado, e estava afastado das atividades funcionais por problemas de saúde.

Segundo informações preliminares, familiares haviam perdido contato e ele era considerado desaparecido desde o domingo. O corpo foi localizado por volta das 20h e apresentava ferimentos provocados por arma de fogo, além de outros sinais de violência, como hematomas.

Policial penal foi encontrado morto às margens da Rodovia Raposo Tavares; Polícia Civil
investiga o caso como homicídio. — Foto: Divulgação
De acordo com a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP), a Polícia Civil investiga um homicídio ocorrido na Rodovia Raposo Tavares, na Zona Oeste da capital.

Ainda segundo a SSP, policiais militares foram acionados para atender a ocorrência e encontraram a vítima, um homem de 44 anos, já sem vida, com ferimentos causados por arma de fogo. A perícia foi acionada e o caso foi registrado no 89º Distrito Policial (Jardim Taboão).

As circunstâncias do crime ainda são investigadas pela Polícia Civil.

Segundo as informações que chegaram um dos participantes do homicidio do
policial penal foi preso ainda na noite de 27/~07/2026
Segundo comentários nas redes sociais o homicídio se deu por conta de brigas e discussões por bicos trabalhistas e que segundo afirmam, poeém sem provas, que o policial penal tenha sido morto por vigilantes patrimoniais. E que ainda, um deles teria sido preso na noite do dia 27 de Julho sob a acusação de ter participado do crime. 

Mas iremos aguardar novas noticias e assim que possivel atualizar essa matéria.

Fonte: G1

26 julho 2026

Viagens, favores e suspeitas de propinas: bastidores da relação entre coronéis da PM e membros do PCC; vídeo

Trocas de mensagens analisadas pelo MP revelam proximidade entre policiais e suspeitos de integrar esquema de lavagem de dinheiro da facção.

Por Fantástico

26/07/2026 

Viagens, favores e suspeitas de propinas: os bastidores da relação entre coronéis da PM
e integrantes do PCC - Imagem: Reprodução/TV Globo
Mensagens obtidas pela Polícia Federal e analisadas pelo Ministério Público de São Paulo revelam uma série de contatos entre oficiais da Polícia Militar, incluindo coronéis da reserva, e investigados por suposta atuação em esquemas ligados ao Primeiro Comando da Capital (PCC). As conversas incluem convites para viagens, hospedagens em colônias de férias da corporação, pedidos de favores e indícios de pagamentos de propina, segundo os investigadores.

O material foi encontrado pela Polícia Federal durante uma investigação sobre doleiros. Ao identificar possíveis vínculos entre policiais e suspeitos ligados à facção criminosa, a PF encaminhou as informações ao Ministério Público paulista, que aprofundou as apurações.

No centro da investigação está o coronel da reserva Luiz Carlos Pereira Martins, aposentado da PM desde 2019. De acordo com o relatório do MP, ele mantinha contato frequente com Cleber Azevedo dos Santos e Robson Martins de Souza, investigados por envolvimento com o PCC. Os promotores afirmam que o oficial seria um "grande amigo" dos dois e apontam indícios de que ele atuava para facilitar o acesso do grupo a integrantes da corporação.

Em mensagem, coronel convida participantes para uma estadia na colônia de
férias de oficiais da PM - Imagem: Reprodução/TV Globo

Convites para colônias de férias

Uma das conversas analisadas ocorreu em setembro de 2020, em um grupo de mensagens chamado "Viajar Gente Linda". Nela, o coronel convida participantes para uma estadia na colônia de férias de oficiais da PM em Campos do Jordão. O convite foi aceito por Cleber Azevedo dos Santos, que, segundo a investigação, já era alvo de apurações por suspeita de ligação com a facção criminosa.

Dois anos depois, em setembro de 2022, novas mensagens mostram conversas entre Pereira Martins e Robson Martins de Souza sobre uma reserva na colônia de férias de Boraceia, no litoral paulista. Segundo o MP, os diálogos reforçam a proximidade entre os investigados e o oficial da reserva.

"Podemos ir para Campos do Jordão, na Colônia dos Oficiais", diz um coronel da PM a um suposto integrante do PCC


Em outra conversa, de 2023, Cleber envia ao coronel a foto de um oficial da PM e pergunta se ele o conhecia. Pereira Martins responde que o policial era seu amigo e se oferece para fazer contato diretamente. Para os investigadores, a mensagem reforça a suspeita de que o coronel utilizava sua rede de relacionamentos na corporação em benefício do grupo investigado.

Ainda segundo a apuração, Cleber é apontado como um dos principais operadores financeiros do esquema, mantendo contato tanto com integrantes da cúpula do PCC quanto com policiais militares. Já Robson seria responsável pela articulação de pagamentos de propina a agentes públicos. Ambos foram presos nesta semana em operação das autoridades.

Suspeito informa sobre foto de uma sacola com dinheiro e valor de R$ 270 mil - Imagem: Reprodução/TV Globo

Dinheiro e suspeita de propina

Uma das mensagens consideradas mais relevantes pelos investigadores foi registrada em outubro de 2022. Após uma conversa sobre coronéis da PM, um integrante do grupo envia a foto de uma sacola com dinheiro e informa o valor de R$ 270 mil. A Polícia Federal avalia a hipótese de que os recursos pudessem ser destinados ao coronel Pereira Martins e ao coronel José Augusto Coutinho.

A investigação também aponta que parte dos recursos teria origem em um esquema de lavagem de dinheiro que envolvia comerciantes da região do Brás, na capital paulista. Segundo o MP, valores provenientes do tráfico de drogas, operações com criptomoedas e golpes seriam transferidos por meios digitais e posteriormente sacados em espécie para dar aparência de legalidade aos recursos.

Coronel Coutinho também é citado

Coronel José Augusto Coutinho, ex-comandante-geral da Polícia Militar de São Paulo, é citado
em investigação que apura relação de agentes com integrantes do PCC - Imagem: Reprodução/TV Globo
O coronel José Augusto Coutinho, ex-comandante-geral da Polícia Militar de São Paulo e ex-comandante da Rota, também aparece nas investigações. Em mensagens analisadas pela PF, suspeitos fazem referências ao oficial. Os investigadores apontam ainda uma possível ligação entre Coutinho e um doleiro conhecido como Amin, atualmente foragido.

A defesa de Coutinho afirmou que as menções ao coronel são "meramente incidentais e indiretas" e que não há atribuição de qualquer conduta ilícita ao oficial. Segundo os advogados, a inocência dele será comprovada ao longo das investigações.

Além do caso atual, Coutinho já era investigado pela Corregedoria da PM em outros procedimentos relacionados ao PCC. Um deles apura a suspeita de que policiais tenham prestado segurança privada a uma empresa de ônibus ligada à facção. Outro investiga um possível vazamento de informações que teria permitido a fuga de Marcos Roberto de Almeida, o Tuta, apontado como uma das principais lideranças da organização criminosa fora dos presídios.

Conversas analisadas pelos investigadores incluem ainda referências a supostos
pagamentos a policiais civis - Imagem: Reprodução/TV Globo

Polícia Civil também é mencionada

As conversas analisadas pelos investigadores incluem ainda referências a supostos pagamentos a policiais civis. Em uma troca de mensagens, Robson pede dinheiro vivo para realizar pagamentos relacionados a delegacias identificadas por números. Em outra conversa, Cleber menciona a necessidade de obter R$ 100 mil para pagar policiais do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic). Há também um áudio de 2022 em que ele relata a cobrança de R$ 300 mil envolvendo uma investigação contra Robson.

O que dizem os investigados

A defesa de Cleber Azevedo dos Santos afirmou que ele nunca atuou como operador financeiro do PCC e negou qualquer envolvimento dos policiais citados com suas empresas ou influência na resolução de problemas empresariais. O advogado de Robson Martins de Souza não respondeu aos contatos feitos pela reportagem.

O Ministério Público informou que a investigação sobre os policiais continua em andamento e que não comentará o caso neste momento. Já a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo afirmou que as corregedorias das polícias Militar e Civil adotaram providências para apurar os fatos e que eventuais responsabilidades serão investigadas com rigor. O coronel Luiz Carlos Pereira Martins não respondeu aos contatos.

Fonte: Fantástico