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23 janeiro 2026

Presa é morta dentro de viatura ao tentar enforcar agente usando algema em SC; vídeo

Daniela Gonçalves Carvalho, 32 anos, tinha um mandado de prisão ativo por roubo.

Por Sofia Mayer, g1 SC

23/01/2026 

Daniela Gonçalves Carvalho morreu após atacar agente, diz Polícia Civil - Imagem: Redes sociais/Reprodução
Uma mulher condenada por roubo foi morta pela Polícia Civil após tentar enforcar uma agente da corporação com a corrente da algema enquanto era conduzida em uma viatura ao presídio de Lages, principal cidade da Serra de Santa Catarina.

Relatório da corporação narra que policial conduzia a viatura quando foi atacada por Daniela Gonçalves Carvalho, de 32 anos. A mulher tinha, até então, um mandado de prisão em aberto.

A situação ocorreu na quarta-feira (21) em trecho da BR-116 na cidade de Correia Pinto.

Como presa foi morta dentro de viatura da Polícia Civil?

A Polícia Civil descreveu que a condenada passou a corrente da algema no pescoço da agente, momento em que o policial que estava no banco do carona ordenou que a soltasse.

Como o pedido não foi atendido, ele atirou duas vezes contra a Daniela, que foi levada ao hospital, onde teve a morte foi confirmada.

A Polícia Civil de Lages e Curitibanos, além da Polícia Científica, foram acionadas para investigação do caso.

Como ocorreu a prisão?

A prisão da mulher ocorreu na noite de quarta-feira (21). A equipe da Central de Plantão Policial (CPP) de Curitibanos foi acionada para atender uma ocorrência de tentativa de homicídio na cidade vizinha de São Cristóvão do Sul.

Durante o procedimento, os policiais constataram que Daniela, uma das testemunhas do crime, tinha contra si um mandado de prisão ativo por condenação por roubo.

Além do suspeito de tentativa de homicídio, a mulher também foi conduzida à unidade prisional.

Fonte: G1

22 janeiro 2026

Advogada é detida após ser flagrada com cocaína dentro de Presídio no Recife/PE

Flagrante aconteceu quando advogada visitava cliente, na terça (19), no Presídio Policial Penal Leonardo Lago, no Complexo do Curado. Ela alegou uso pessoal e foi liberada.

Por g1 Pernambuco

22/01/2026

Presídio Policial Penal Leonardo Lago (PPPLL), no Recife — Imagem: Hesíodo Góes/Divulgação
Uma advogada foi detida após ser flagrada com cocaína dentro de um presídio do Complexo do Curado, na Zona Oeste do Recife. O flagrante aconteceu na terça-feira (19), no Presídio Policial Penal Leonardo de Moura Lago (PLL), que fica no bairro do Curado. A Polícia Civil, por meio de nota, informou que o caso foi registrado como "ocorrência de entorpecentes/tráfico".

Conforme a Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização (Seap), a advogada Aline Vilarim do Nascimento, de 35 anos, estava com "substância, possivelmente cocaína", que foi encontrada durante uma "abordagem da profissional no final do expediente advocatício".

Segundo a Polícia Civil, a advogada estava no presídio para visitar um de seus clientes. Ela foi liberada ainda na terça-feira.

Viatura da Polícia Penal no Recife em apresentação da advogada na Delegacia de Polícia Cívil— Foto: Joab Alves/TV Globo
Segundo a Seap, a advogada foi abordada "diante de suspeitas e apurações anteriores realizadas por policiais penais da unidade prisional". Procurada pelo g1, a advogada se pronunciou por meio de nota e disse que a quantidade do entorpecente encontrado era pequena e para uso pessoal.

"A substância encontrada era ínfima, sem indícios de comercialização, fracionamento, habitualidade, organização ou obtenção de vantagem econômica. Não havia dinheiro, anotações, contatos ou qualquer circunstância que sustentasse, técnica ou juridicamente, a narrativa de tráfico", disse a advogada.

Aline Vilarim afirmou, ainda, que categorizar a ocorrência como crime de tráfico de drogas é "juridicamente errado e intelectualmente desonesto".

Também informou que vai adotar medidas cabíveis contra "informações irresponsáveis, levianas e até mesmo criminosas propagadas" sobre ela nas redes sociais.

Caso investigado

Conforme a Polícia Civil, o caso foi registrado por meio da Central de Plantões da Capital (Ceplanc) e um inquérito policial foi instaurado para apurar as circunstâncias do fato.

O boletim de ocorrência do caso, ao qual o g1 teve acesso, descreve como foi a abordagem à advogada. Na tarde da terça-feira (19), por volta das 16h30, os policiais penais encontraram um "pó branco semelhante a cocaína" entre os pertences de Aline Vilarim.

Ao ser questionada sobre o entorpecente, a advogada disse ser usuária. Ela foi encaminhada à delegacia e, após analisar a ocorrência, a autoridade policial de plantão "decidiu que o fato fosse apurado através de portaria".

Na noite da terça-feira (19), a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) mobilizou representantes da Comissão de Prerrogativas – que fiscaliza o respeito e o exercício livre da advocacia – para acompanhar a ocorrência.

De acordo com a presidente da comissão, Tássia Perruci, a "OAB acompanha a situação e adotará as medidas cabíveis, no âmbito das suas atribuições, respeitando a atuação das autoridades competentes na apuração dos fatos".

Fonte: G1

Policial penal em estágio probatório recebia até R$ 30 mil para levar drogas a presídio do Amapá; diz polícia

Clebson Cardoso de Souza foi capturado no momento em que iria pegar plantão no Iapen; pelo que fora apurado pela Denarc, ele era responsável pelo recebimento e passagem de objetos ilícitos para dentro do chamado “Cadeião”

Por Isadora Pereira, g1 AP — Macapá

22/01/2026 

O policial penal foi preso ao iniciar o plantão; a polícia apura esquema com pagamento
de $30.000 reais por entrega na Un idade Prisional- Imagem Reprodução
Um policial penal de 35 anos, identificado como Clebson Cardos de Souza foi preso nesta quarta-feira (21) no Instituto de Administração Penitenciária do Amapá (Iapen), em Macapá. Segundo a polícia, ele tinha apenas um ano de carreira e ainda estava em estágio probatório.

O homem recebia entre R$ 20 mil e R$ 30 mil por viagem para levar drogas e armas para dentro do presídio. Ele havia realizado três viagens nesse esquema.

Delegado Leonardo Alves, titular da Denarc no Amapá - Imagem: Isadora Pereira/g1

De acordo com o delegado Leonardo Alves, titular da Delegacia Especializada em Repressão a Narcóticos (Denarc), o servidor é suspeito de integrar uma organização criminosa que atua no estado.

Pelo que fora apurado pela polícia, Clebson era responsável pelo recebimento e passagem de objetos ilícitos para dentro do chamado “Cadeião”.

“Nada ficava com ele. A dinâmica era receber e logo repassar. De toda forma, acaba sendo imputadas a ele essas situações ilícitas de tráfico de drogas e porte de arma de fogo de forma ilegal, apesar de ele ser policial, o armamento não é dele. No fim do inquérito, haverá possivelmente o indiciamento por integrar organização criminosa”, explicou Alves.

Policial penal é preso em Macapá suspeito de tráfico de drogas e armas - Imagem: Isadora Pereira/g1
Investigação e prisão

A prisão aconteceu após investigação da Denarc, iniciada em agosto de 2025 depois de uma apreensão de drogas e armas.

Na ocasião, outro homem foi preso em flagrante com uma pistola, munições, cerca de 1 quilo de entorpecente e R$ 5 mil em dinheiro. A análise do celular desse preso levou os investigadores até o policial penal que teria negociado o recebimento do material.

O mandado de prisão foi cumprido dentro do Iapen, quando o servidor iniciava seu plantão. Outro mandado de busca foi feito na casa do suspeito, localizada no bairro do Provedor, no município de Santana.

Policial penal foi preso nesta quarta-feira (21) - Imagem: Crystofher Andrade/g1
Ainda de acordo com a Denarc, o inquérito segue em andamento para apurar outras condutas e identificar possíveis envolvidos nos crimes.

A operação faz parte de um conjunto de ações voltadas ao combate à infiltração do crime organizado em instituições públicas. O caso segue sob investigação da Polícia Civil para apuração de outras possíveis condutas e identificação de eventuais envolvidos nos fatos investigados.

Leonardo Alves lamentou a ligação do policial penal com as organizações criminosas e garantiu que a polícia não medirá esforços para cortar na carne, se necessário for.

Fonte: G1

Vídeo: Diário do Amapá


17 janeiro 2026

'Dei bobeira', disse delegada presa por suspeita de elo com o PCC após atuar como advogada em audiência de custódia

Namorado da servidora, apontado como uma das lideranças de facção na Região Norte do país, participou de sua posse no Palácio dos Bandeirantes em 19 de dezembro.

Por O Globo — Rio de Janeiro

17/01/2026 

Layla Ayub, advogada que havia sido recém-empossada delegada, foi presa por suspeita
de ligação com o PCC - Imagem: Reprodução/Redes sociais
A delegada Layla Ayub, presa nesta sexta-feira (16) por suspeitas de integrar a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), disse a corregedores que "deu bobeira" ao atuar como advogada de um integrante de facção dias após a posse no cargo público. 

Layla participou no dia 28 de dezembro de uma audiência de custódia de presos no Pará. Além disso, ela era namorada de um homem chamado Jardel Neto Pereira da Cruz, conhecido como Dedel, que já havia sido condenado por pertencer à facção criminosa e estava em liberdade condicional.

Layla foi interrogada durante cinco horas por delegados da Corregedoria da Polícia, a quem relatou a "bobeira", segundo informações obtidas pelo Estadão. Investigadores disseram ao jornal que a delegada está "raivosa" com o ex-marido, que é delegado no Pará. 

A delegada Layla Lima Ayub e o namorado Jardel Neto Pereira da Cruz, apontado como
um dos chefes do PCC em Roraima - Imagem: Reprodução/Facebook


As primeiras informações sobre o suposto elo da mulher com o crime organizado chegaram às autoridades de forma anônima. No entanto, ela acredita que o ex-companheiro teria impulsionado as denúncias ao transmitir dados sobre a atuação dela em defesa de faccionados.

Durante o interrogatório, Layla disse que já havia pedido o cancelamento de sua matrícula na OAB, o que ainda não teria sido oficializado. Ela reconheceu que, mesmo assim, foi à audiência de custódia.

— Dei bobeira — disse.

Layla atuava como advogada no Pará, mas estava morando em São Paulo. De acordo com investigações do Ministério Público de São Paulo (MP-SP), ela não só tinha clientes faccionados como visitava muitos presos integrantes do PCC em Marabá, no Pará, ainda que não tivesse procuração para representar esses detentos, e isso foi um dos fatores que chamou a atenção dos promotores.

Jardel Neto Pereira da Cruz, conhecido como “Dedel”, foi preso em flagrante em 2021 — Imagem: Arquivo
A outra suspeita em relação a ela foi o relacionamento com Dedel, que era um dos líderes do PCC na Região Norte. Ele estava em liberdade condicional e não podia deixar a comarca de Marabá, mas saiu da cidade para morar em São Paulo com Layla. O GLOBO tenta encontrar as defesas.

Layla era policial militar do Espírito Santo, depois se casou com um delegado e se mudou para o Pará. Lá, tirou o registro da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e começou a atuar como advogada criminal. Ela conheceu Jardel quando ainda estava casada.

Segundo o Estadão, no interrogatório, a mulher não se julgou inocente, mas ressalvou: — Não errei sozinha.

A delegada Layla Lima Ayub e o namorado Jardel Neto Pereira da Cruz, apontado como
um dos chefes do PCC em Roraima - Imagem: Reprodução/Redes sociais
O secretário de Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves, afirmou que a investigação social não falhou porque, na época em que ela prestou e foi aprovada no concurso, “não havia nenhum apontamento contra ela”. Ele ponderou que ela ainda estava em estágio probatório, na Academia da Polícia Civil, e que as investigações seguiram durante esse período, quando foram descobertas as relações dela.

— Eu não queria estar aqui nesse momento, eu queria estar com mais um aluno na academia porque a gente está precisando de delegado, mas a pessoa está num estágio probatório de três anos, e por três anos pode ser investigado. Na primeira investigação, não tinha nenhum apontamento — falou.

Jardel chegou a acompanhar Layla durante sua posse como delegada, no dia 19 de dezembro, no Palácio dos Bandeirantes. Na ocasião, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) participou da posse de 524 novos delegados da Polícia Civil.

Ainda de acordo com as investigações do MP-SP, Layla e Jardel estavam planejando adquirir uma padaria na Zona Leste de São Paulo, que poderia ser usada para lavagem de capitais.

O casal foi preso temporariamente na manhã desta sexta-feira em uma pensão onde viviam no Jardim Bonfiglioli, Zona Oeste da capital. A prisão tem prazo de 30 dias, e nesse prazo o MP poderá pedir para a Justiça a renovação da prisão.

Chefe do PCC namorado de delegada ensinava técnicas de tortura para jovens da facção em Roraima

Jardel Neto Pereira da Cruz, conhecido como 'Dedel', foi enviado de São Paulo para fortalecer atuação da facção no estado. Layla Lima Ayub mantinha vínculo pessoal e profissional com integrantes da facção, exercendo irregularmente o cargo de advogada.

Namorado da delegada Layla Lima Ayub, presa em São Paulo por advogar para o Primeiro Comando da Capital (PCC), Jardel Neto Pereira da Cruz, de 28 anos, ensinava técnicas de tortura para jovens da facção em Roraima.

Um vídeo publicado nas redes sociais mostra Jardel, que é conhecido como "Dedel" e "Vrau Nelas", mostrando a jovens como bater nas mãos com pedaço de madeira durante uma tortura. O vídeo foi postado com a legenda "Aqui o chicote estala". (Veja o vídeo acima).

Dedel foi preso em Roraima em 2021 por recrutar adolescentes para uma facção criminosa, durante uma operação da Polícia Federal. A investigação apontou que ele publicava fotos nas redes sociais fazendo um gesto com três dedos, em referência ao PCC. Atualmente, Jardel está solto.

Depois de preso, Jardel deu entrada no maior presídio do estado, a Penitenciária Agrícola do Monte Cristo (Pamc). Em 2022, foi julgado e condenado a oito anos em regime semiaberto.

Jardel recebeu o benefício da saída temporária em maio de 2023. Em outubro, não retornou à Pamc, e em dezembro, foi preso no município de Marabá, no Pará.

Fonte: Jornal O Globo

Câmeras registram briga e momento em que médico mata outros dois médicos a tiros em Alphaville, Grande SP; vídeo

Crime ocorreu após discussão dentro do estabelecimento em Alphaville Plus, bairro de Barueri; médico Carlos Alberto Azevedo Silva Filho foi preso em flagrante com arma, dinheiro e documentos.

Por Walace Lara, Paola Patriarca, TV Globo e g1 SP

17/01/2026 

Câmeras de segurança registraram o momento em que médico Carlos Alberto Azevedo Silva Filho,
de 44 anos, discutiu com outros dois médicos e os matou a tiros - Imagem: Reprodução
Câmeras de segurança registraram o momento em que médico Carlos Alberto Azevedo Silva Filho, de 44 anos, discutiu com outros dois médicos e os matou a tiros em frente a um restaurante em Alphaville, bairro de Barueri, na Grande São Paulo, na noite desta sexta-feira (16).

Luís Roberto Pellegrini Gomes, de 43 anos, Vinicius dos Santos Oliveira, de 35 anos, chegaram a ser socorridos, mas não resistiram aos ferimentos. Carlos foi preso em flagrante por homicídio. Em 2025, ele chegou a ser preso por racismo e agressão contra funcionários de hotel em Aracaju, mas foi solto após pagar fiança.

Câmera de segurança registrou briga entre médicos momentos antes do homicídio em Barueri - Imagem: Reprodução/TV Globo
Nas imagens, obtidas pela TV Globo, é possível ver as vítimas sentadas em uma mesa do restaurante, quando Carlos se aproxima e as cumprimenta. Ele, então, passa a conversar com Luís Roberto, que fica em pé por um momento.

Contudo, momentos após se sentar, Carlos o agride. Em seguida, Vinicius se levanta e troca socos com Carlos. Funcionários do restaurante, então, tentaram separar os três

Em outro vídeo, é possível ver Luís e Vinicius já na frente do restaurante após a briga. Quando os dois começam a andar para ir embora, Carlos aparece armado e efetua dezenas de tiros contra os dois. Agentes da Guarda Civil, que estavam no local, correm, rendem o médico e o algemam.


Médico é preso por matar outros dois médicos a tiros em Barueri - Imagem: Reprodução/TV Globo

Crime

O caso ocorreu por volta das 22h. De acordo com a polícia, Luís Roberto, Vinicius e Carlos Alberto se conheciam e se encontraram por acaso no restaurante.

Em determinado momento, os três se envolveram em uma discussão no interior do estabelecimento e uma equipe da Guarda Civil foi acionada. O motivo da discussão ainda não se sabe.

A situação, inicialmente, foi contida com a chegada dos agentes, que questionaram se Carlos estava armado, mas ele negou.

Contudo, momentos depois, quando Luis Roberto e Vinicius saíram do estabelecimento, Carlos foi atrás deles, sacou uma pistola 9 mm que estava dentro de uma maleta e os baleou.

Luis Roberto foi atingido por 8 tiros. Ele trabalhava como cardiologista em um hospital municipal de Barueri. Vinicius foi atingido por dois tiros e trabalhava em unidades de saúde de Cotia. Eles chegaram a ser socorridos, mas morreram no pronto-socorro.

De acordo com o boletim de ocorrência, Carlos Alberto foi preso em flagrante por homicídio, e a Justiça acatou o pedido de prisão preventiva.

A arma de fogo, cápsulas deflagradas, uma bolsa, documento diversos e R$ 16 mil foram apreendidos e serão periciados.

Médico é preso por matar outros dois médicos a tiros em Barueri - Imagem: Reprodução/TV Globo

Depoimento de testemunhas

No boletim de ocorrência consta que os guardas civis que foram acionados para a ocorrência informaram que chegaram a fazer buscas na cintura do médico Carlos, mas não encontraram arma com ele.

Contudo, eles alegaram que foi constatado depois que uma mulher foi quem deu a bolsa com a arma para Carlos, que atirou contra as vítimas.

Em depoimento, um funcionário que trabalha como manobrista no restaurante afirmou também que ouviu uma discussão extremamente acalorada na área de fumantes, acompanhada de barulho característico de vidros quebrando.

Médico é preso por matar outros dois médicos a tiros em Barueri - Imagem: Reprodução/TV Globo
Segundo ele, não conseguiu ver quem participava da discussão nem discernir o conteúdo das falas, quando viu uma pessoa com uma arma de fogo na mão, caminhando em passos acelerados e visivelmente transtornada.

Pouco tempo depois, ele ouviu aproximadamente 10 disparos de arma de fogo. Com medo, correu para se abrigar em um local seguro.

Outra testemunha, também manobrista, declarou que estava trabalhando quando foi avisado de que havia uma briga no estabelecimento.

Ao caminhar até o restaurante, viu um homem conversando com guardas civis na área de fumantes. Cerca de três minutos depois, observou os dois médicos deixando o local em direção à rua. Nesse momento, percebeu que “Dr. Carlos” viu os dois e passou a segui-los, retirando uma arma de fogo de dentro de uma bolsa e caminhando na direção deles.

Médico Vinicius dos Santos Oliveira, de 35 anos, morreu baleado em Barueri - Imagem: Divulgação/Prefeitura de Cotia

Nota de pesar

A Prefeitura de Cotia, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, lamentou a morte do médico Vinicius dos Santos Oliveira, de 35 anos.

Conforme a prefeitura, o profissional atuava no município desde 2019, com passagem pelas Unidades Básicas de Saúde do Atalaia, Caucaia do Alto e Portão, além do Pronto Atendimento de Caucaia do Alto.

"Médico dedicado, também atuou no hospital de campanha durante a Covid-19. Vinícius era reconhecido pelo comprometimento com o serviço público, pelo carinho com os pacientes e pela boa relação com as equipes de trabalho. Ele deixa esposa e um filho de 1 ano e meio", diz a nota.

A mãe de Vinicius publicou um texto nas redes sociais se despedindo do filho. "Meu filho, você se foi… cedo demais. Deus pediu que você regressasse à condição de anjo. Suas lembranças do filho maravilhoso e exemplar que você foi eu encontro algum conforto. Meu filho, dói muito a sua ausência, o saber que jamais vou voltar a ver seu sorriso, que jamais vou ouvir sua voz. Mas mesmo já não estando entre nós, para sempre será meu filho, e para sempre amarei você".

O médico Luis Roberto Pellegrini Gomes, de 43 anos, morto a tiros por outro médico em frente a
um restaurante de luxo em Barueri, será velado e enterrado no Velório Municipal de Rafard (SP)
neste domingo (18) — Foto: Arquivo pessoal/Reprodução TV Globo
Fonte: G1

16 janeiro 2026

Delegada de SP recém empossada é presa sob suspeita de ligação com o PCC

Segundo o Gaeco, ela mantinha vínculo pessoal e profissional com integrantes da facção e chegou a atuar como advogada de alguns deles mesmo depois de empossada. Operação cumpriu sete mandados de busca em São Paulo e no Pará nesta sexta-feira (16)

Tulio Kruse

16.jan.2026 

Delegada Layla Lima Ayub, presa em operação do Gaeco e da Corregedoria da Polícia Civil - Reprodução/Layla Ayub no Instagram
Os dois teriam se conhecido no ano passado numa penitenciária em Marabá (PA), onde Dedel estava preso. Antes de passar no concurso de delegada, Ayub era advogada em Marabá, considerado um dos poucos redutos do PCC no Pará.

Formalmente, ela ainda é casada com um delegado de Polícia Civil paraense. Teria se separado dele após conhecer o preso, com quem teria iniciado um relacionamento amoroso.

O que mais chamou atenção dos investigadores é que, após tomar posse como delegada de polícia, Ayub atuou irregularmente como advogada numa audiência de custódia no dia 28 de dezembro.

A ocorrência envolvia quatro presos em flagrante, que são suspeitos de integrarem o Comando Vermelho. Eles foram presos no Pará, e Ayub participou de forma virtual. Ela já havia pedido o cancelamento de sua carteira da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) mas o registro na subseção de Marabá seguia ativo, segundo a Promotoria.

Ayub foi empossada como delegada em dezembro de 2025, em cerimônia no Palácio dos Bandeirantes, na zona sul da capital paulista, com a presença do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). Na ocasião, 524 novos delegados foram nomeados.

Dedel —que é membro declarado do PCC, segundo informações repassadas pela Secretaria de Administração Penitenciária do Pará a autoridades paulistas— estava na cerimônia.

Layla tomou posse em dezembro de 2025, durante solenidade no Palácio dos Bandeirantes Imagem: Montagem/g1/Reprodução

Ao autorizar a prisão temporária da delegada Layla Ayub, o juiz Paulo Fernando Deroma de Melo, da 2ª Vara de Crimes Tributários, Organização Criminosa e Lavagem de Bens e Valores da Capital, apontou que ela agiu com “deboche” e “ousadia absurda” ao levar o namorado, apontado como integrante do Primeiro Comando da Capital (PCC), à cerimônia da própria posse no Palácio dos Bandeirantes.

“Se o fato já não fosse de extrema gravidade, poucas vezes vistas, Causando surpresa até àqueles que laboram na Justiça Criminal há anos, se comprovado, demonstra uma ousadia absurda e um total deboche das autoridades públicas quando um suposto integrante do alto escalão do PCC, com condenações criminais, suspeito de ser responsável por possíveis atentados contra a vida de juízes e outros agentes da Segurança Pública, comparece à cerimônia de posse de sua companheira como Delegada de Polícia do Estado de São Paulo que, novamente, em tese, estaria atuando em conjunto com o crime organizado”, escreve o magistrado na decisão.

Segundo o juiz, é necessário o aprofundamento das investigações, mas os indícios “são mais do que veementes, com gravações, termos de audiência, fotografias, dentre outros elementos”, que demonstram a relação dos dois.

Uma investigação do Ministério Público de Roraima já apontou que Dedel teve papel importante na expansão do PCC na região Norte do país. Uma tatuagem com o símbolo da facção, o ying-yang, também corrobora a filiação dele, segundo o MPSP.

Ele cumpria pena por integrar organização criminosa e tráfico de drogas, e estava em liberdade condicional desde novembro. Dedel e Ayub viajaram juntos de ônibus de Marabá a São Paulo no dia 4 de dezembro. A viagem motivou o pedido de prisão contra ele, já que uma das condições para a liberdade era ficar na comarca de Marabá e só sair da região com autorização do juiz.

Registros do setor de inteligência da Secretaria de Administração Penitenciária do Pará indicam que, como advogada, Ayub fazia visitas a vários outros presos do PCC —que não eram seus clientes, o que para a Promotoria é indício de que ela pode trabalhar em prol da facção.

Delegado Nico, secretário de Segurança Pública do Estado de São Paulo, fala da importância
de se cortar na própria carne - Imagem: SSP/SP
A delegada foi presa em São Paulo e levada para a Corregedoria da Polícia Civil. A reportagem tenta contato com a defesa dela.

"Essa ação mostra que a gente não hesita em cortar na própria carne", disse o secretário estadual de Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves.

O secretário ressaltou que a advogada não tinha nenhum antecedente criminal ou qualquer histórico que a desqualificasse para o concurso, motivo pelo qual acredita que não houve falha das autoridades de segurança.

Integrantes do Ministério Público afirmam que não encontraram indícios, ao menos por enquanto, que alguma facção criminosa tenha financiado os estudos dela no curso de Direito ou para o concurso público.

Promotor do Ministério Público se referiu à presença de Jardel no evento como um "demonstrativo de audácia". "Ela é advogada, ciente de que ele está descumprindo o sistema de livramento condicional dele e ciente de que ele é um autodenominado membro da facção. Mesmo assim, leva ele na posse dela no Palácio dos Bandeirantes. Parece um deboche", afirmou ao UOL Carlos Gaya, do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado).

Layla Ayub, advogada que havia sido recém-empossada delegada, foi presa por suspeita 
de ligação com o PC — Imagem: Reprodução/Redes sociais
Em suas redes sociais, Layla diz que já atuou como policial militar no Espírito Santo e como consultora jurídica. Como havia sido nomeada em dezembro, ela ainda fazia o curso de fomação de delegados, que tem duração de seis meses.

A operação também cumpriu sete mandados de busca e apreensão nas cidades de São Paulo e de Marabá (PA), expedidos pela 2ª Vara Especializada de Crime Organizado da Capital.

As autoridades também receberam informações de que Dedel e Ayub estavam em tratativas para tornarem-se sócios de uma padaria em Itaquera, na zona leste de São Paulo. O Gaeco investiga essa possível aquisição e se havia intenção de usar a empresa para lavagem de dinheiro.

"Além da economia formal, o crime organizado tem também se infiltrado em carreiras públicas e estruturas de Estado. Mas em São Paulo, graças aos setores de inteligência, isso tem sido coibido", disse o Procurador-geral de Justiça, Paulo Sérgio Oliveira e Costa, em nota.

Fonte: Jornal Folha de São Paulo/G1/O Globo

Como fraudes em acesso a sistemas do Judiciário permitiram soltura de presos e liberdade da 'Dama do Crime'

Criminosos usam credenciais de magistrados e servidores para acessar sistema de mandados de prisão e emitir alvarás de soltura fraudulentos.

Por g1 Minas — Belo Horizonte

16/01/2026 

Fotos mostram Ricardo Lopes de Araujo, Wanderson Henrique Lucena Salomão e Nikolas Henrique
de Paiva Silva, que deixaram prisão pela porta da frente após fraudarem ordens de soltura — Foto: Divulgação/Sejusp-MG
Duas prisões realizadas nos últimos dias expuseram fragilidades em sistemas do poder judiciário. Nesta quarta-feira (14), a Polícia Civil de MG capturou o líder de uma organização criminosa que emitia alvarás de soltura de forma fraudulenta.

Na terça-feira (13), tinha sido a vez da prisão de Anne Cristina Casaes, conhecida como "Dama do Crime", que passou meses foragida devido a uma fraude no sistema que emite mandados de prisão.

Mas como as fraudes beneficiaram os criminosos?

A Polícia Civil de Minas Gerais prendeu, na quarta-feira (14), no Rio de Janeiro, o hacker
suspeito de fraudar alvarás de soltura Ricardo Lopes de Araújo - Imagem: Reprodução

Organização criminosas acessava sistema do Judiciário

Ricardo Lopes de Araujo, que foi preso nesta quarta-feira, é apontado pela Polícia Civil como chefe de uma organização criminosa especializada em acessar de forma ilegal o sistema do Judiciário. Ele e outros 10 suspeitos foram presos no dia 10 de dezembro durante uma operação da instituição.

De acordo com as investigações, os criminosos usavam credenciais, ou seja, logins e senhas, de juízes para acessar o sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Além da emissão fraudulenta de alvarás de soltura, eles são investigados por:

*alteração de mandados de prisão

*desbloqueio de valores retidos pela Justiça

*liberação de veículos apreendidos

"Eles entravam nos sistemas informatizados do poder judiciário e lá inseriam dados com senhas de magistrados e através disso conseguiam alvarás de soltura, liberação de automóveis, liberação de valores", explicou o delegado Marcus Vinícius Lobo, chefe da divisão especializada operacional do Departamento de Operações Especiais (Deoesp).

No dia 20 de dezembro, Ricardo Araujo deixou o Ceresp Gameleira, na Região Oeste de Belo Horizonte, onde estava preso, pela porta da frente, com um alvará de soltura emitido de forma fraudulenta. Na ocasião, outros três criminosos deixaram a prisão da mesma forma. Somente um deles tinha sido recapturado no dia seguinte.

Na época, o CNJ afirmou que não houve invasão ou falha estrutural em seus sistemas. Segundo o órgão, ocorreu, na verdade, o uso fraudulento de credenciais verdadeiras, e todas as decisões falsas foram identificadas e canceladas em menos de 24 horas.

O CNJ apontou, ainda, que não foi identificado qualquer indício de falha sistêmica ou do envolvimento funcional de servidores.

Anne Casaes, identificada como a Dama do Crime - Imagem: Arquivo Pessoal

'Dama do Crime'

A Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro prendeu Anne Cristina Casaes, conhecida como "Dama do Crime", em Armação dos Búzios, na Região dos Lagos, na terça-feira (13). Ela já tinha sido presa e colocada em liberdade em seguida, mas depois passou a constar como foragida.

Segundo a Agência Central de Inteligência (AGCI) de Minas Gerais, uma fraude no sistema do CNJ fez com que a "Dama do Crime" constasse como presa mesmo estando em liberdade, o que permitiu a ela ficar meses foragida.

Ainda conforme a pasta, o registro indevido do mandado de prisão só foi possível com o uso irregular de credenciais funcionais de um servidor do sistema prisional mineiro. O governo do estado não deu detalhes sobre como os acessos foram obtidos indevidamente.

Anne Cristina é apontada como uma das principais articuladoras do Comando Vermelho. Segundo as investigações, ela exercia um papel estratégico dentro da facção, sendo responsável por manter a comunicação entre diferentes estados.

Em julho de 2025, Anne foi detida em Belo Horizonte durante uma operação contra lavagem de dinheiro e articulação criminosa, mas foi solta no mesmo dia por ser mãe de uma criança que estava acamada.

Sobre a fraude que envolveu a liberdade de Anne, o CNJ afirmou que o Banco Nacional de Medidas Penais e Prisão possui camadas de segurança e autenticação, mas que, em situações de comprometimento integral das credenciais institucionais de usuários, acessos podem ser utilizados de forma ilícita, sem que isso caracterize invasão ou falha do sistema.

O CNJ informou também que acompanha e registra esses episódios e adota medidas contínuas de monitoramento, rastreabilidade e aprimoramento da segurança dos sistemas.

Para especialista, sistema do Judiciário precisa de investimento

Na avaliação do advogado especialista em direito digital e professor Dierle Nunes, o sistema de dados da Justiça brasileira é robusto, mas precisa de investimentos constantes em tecnologia e em treinamento dos servidores envolvidos.

"O sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) é bem rígido, é um sistema adequado, mas obviamente ele precisa ser cada vez mais sofisticado. [É preciso] ampliar a governança do seu uso, ampliar o investimento e o treinamento das pessoas para, inclusive, inibir que esses ataques obtenham êxito, porque eles continuarão ocorrendo e vão ficar cada vez mais sofisticados", afirmou.

Fonte: G1