24 julho 2017

PRESOS COLOCAM FOGO EM COLCHÕES DURANTE REBELIÃO NO CADEIÃO DE PINHEIROS

No local ficam detentos provisórios, ainda sem condenação, na capital paulista. Unidade abriga 1.383 presos, enquanto sua capacidade é de 521.


Por G1 SP
24/07/2017 12h34  Atualizado há menos de 1 minuto

Cadeião de Pinheiros pega fogo( imagens Globo)















Presos colocaram fogo em colchões no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Pinheiros, na Zona Oeste de São Paulo. Segundo a Polícia Militar, os detentos iniciaram uma rebelião no presídio onde ficam os detentos provisórios, ainda sem condenação, na capital paulista.

Quatro equipes do Corpo de Bombeiros foram enviadas para lá e controlaram o fogo. Imagens aéreas do GloboCop mostraram os presos jogando colchões e camisetas no fogo, que atingiu dois pátios.

Em nota, a Secretaria de Administração Penitenciária informou que "presos do Centro de Detenção provisória de Pinheiros I se envolveram em uma ato de indisciplina, ateando fogo em colchões". Às 13h20 os detentos tinham sido levados para um dos pátios e foram contados.

Policiais e integrantes do Grupo de Intervenção Rápida (GIR), compostos por agentes da SAP, foram acionados. Segundo a pasta, o grupo "entrou na unidade para restabelecer a ordem". "Não há reféns e por enquanto não há informações de feridos", completa o comunicado.

O CDP fica ao lado da Marginal Pinheiros. Segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), a pista local foi bloqueada por causa do incêndio. A PM informa que foi feito um cerco no local e não havia o registro de fugas.

O CDP Pinheiros I está superlotado. Dados do site da SAP indicam que a unidade abriga 1.383 detentos, enquanto sua capacidade é de 521. Ou seja, o CDP I opera 165,5% acima do normal.

Transferência




Presos jogam colchões em fogo(imagens Globo)

















Em janeiro, o governo de São Paulo transferiu 70 detentos de facções rivais ao Primeiro Comando da Capital (PCC), que lidera o comércio de drogas no estado. A medida teve como objetivo evitar possíveis conflitos, segundo a Secretaria da Administração Penitenciária (SAP).

A determinação foi dada pelo titular da pasta, Lourival Gomes, e ocorreu após rebeliões no Amazonas e em Roraima deixarem diversos mortos. Os assassinatos ocorreram devido à disputa entre e o PCC e a facção rival carioca, Comando Vermelho (CV), pelo controle dos presídios e do tráfico de drogas no país.


Fonte: G1

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