25 julho 2017

PROPOSTA DE PDV DO GOVERNO FEDERAL ESTA "FADADA AO FRACASSO", AFIRMA SINDICATO

Segundo Condsef, há carência de servidores, refletindo na baixa eficácia das políticas públicas, principalmente nas áreas de saúde, educação e segurança

Por Brasil Econômico | 25/07/2017 18:16
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Dyogo Oliveira, ministro do Planejamento, afirmou esperar a adesão de ao menos cinco mil servidores ao PDV















O Programa de Desligamento Voluntário (PDV) do governo foi criticado pela Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef). O diretor da Condsef, Válter Cézar Dias Figueiredo, disse que a proposta “está fadada ao fracasso” e que a entidade vai orientar os servidores a não aderirem.

 O plano de desligamento voluntário e redução da jornada de trabalho como uma medida para gerar economia tornou-se público na última segunda-feira (24) pelo Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão.

Segundo a confederação, existe uma carência de servidores públicos. Esta situação tem refletido na baixa eficácia das políticas públicas, principalmente na área de saúde, educação e segurança. Para Figueiredo, o argumento do governo sobre o PDV é contraditório.

“De uma forma geral nós somos contra qualquer plano de demissão, até mesmo porque o governo fala que está fazendo reforma para gerar emprego e ele é o primeiro a promover o desemprego. Então há uma contradição muito grande nisso”, afirmou Figueiredo.

Ainda de acordo com o sindicalista, uma iniciativa parecida foi adotada pelo governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e, na ocasião, foi baixa a adesão dos servidores. O representante dos servidores disse também que a medida pode contribuir para o “desmonte do Estado”, com o fechamento e privatização de órgãos.

O diretor da Condsef diz que maioria dos servidores que poderiam ser contemplados estão mais interessados em se aposentar. “A população de servidores públicos nos últimos anos envelheceu, a população acima de 50 anos de trabalhadores do serviço público cresceu. Então, é claro, a pessoa que está nessa idade está querendo é se aposentar e não entrar em PDV", afirmou Figueiredo.































O Congresso receberá a proposta por Medida Provisória para aprovação dos parlamentares. Para o vice-líder do governo na Câmara, deputado Darcísio Perondi (PMDB-RS), a medida é necessária para compensar o atraso na aprovação da reforma da Previdência e para conter o “peso da folha de pagamento” do serviço público federal.

Além disso, o deputado também discorda que a medida pode estimular o desemprego e reduzir a importância do serviço público. “É importante registrar que é voluntário, o funcionário fará se quiser. Então a confederação poderia respeitar a individualidade de cada funcionário”, rebateu Perondi.

A proposta, segundo o Ministério do Planejamento , visa aumentar a eficiência no serviço público e gerar uma economia de cerca de R$ 1 bilhão. Os servidores que aderirem ao plano serão indenizados com o montante referente a 125% de sua remuneração, calculada entre a data da exoneração e multiplicada pelo número de anos de efetivo exercício no serviço público.

De acordo com as regras definidas até o momento, o PDV prevê ainda que os servidores possam solicitar a redução da jornada de trabalho de oito para quatro horas diárias, com remuneração proporcional sobre o total da remuneração.


Fonte: Ig

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