Principal
razão do motim foi a suspensão das visitas e a superlotação. Construída para
900 presos, CPPL 3 tem 1.280 internos
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| Presos incendiaram as dependências |
Oito detentos da unidade e quatro
agentes de segurança (dois policiais militares, um bombeiro e um agente
prisional) saíram com ferimentos leves. Os agentes de segurança foram
encaminhados à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e os presos foram atendidos
dentro da unidade. Todos os feridos passam bem.
A rebelião foi controlada por
volta das 10 horas. Durante a madrugada, os internos colocaram fogo em colchões
e quebraram as grades das celas. Pela manhã, cerca de 50 mulheres, entre
esposas e mães de presos, fizeram protesto em frente ao complexo penitenciário.
Com elas, estavam algumas crianças. As mulheres informaram que o motivo do
confronto foi a suspensão das visitas, que pararam há dois fins de semana sem
motivo, conforme elas. De acordo com a assessoria de imprensa da Secretaria da
Justiça do Ceará (Sejus), porém, a suspensão foi motivada pela descoberta de um
túnel. As mulheres pediram ainda condições “mais humanas” no presídio. A CPPL
tem capacidade para 900 presos, mas abriga 1.280 internos.
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| Familiares de presos protestaram em frente ao complexo durante a manhã- FABIO LIMA |
O presidente do Sindicato dos
Agentes e Servidores do Sistema Penitenciário do Ceará (Sindasp), Valdemiro
Barbosa, disse que o cancelamento das visitas foi necessário para que houvesse
uma avaliação da unidade. “Estamos trabalhando com nove agentes prisionais para
custodiar 1.800 presos”, citou. O governador Camilo Santana (PT) anunciou
concurso para contratar mais mil agentes.
Luciana Teixeira, juíza
corregedora da 2ª Vara de Execuções Penais de Fortaleza, está de férias, mas
esteve no presídio ontem para acompanhar o andamento do conflito. Ela chegou à
unidade quando a situação já estava controlada. A suspensão da visita, de
acordo com a juíza, foi o grande motivador da rebelião. “Os problemas começam
pela superlotação e passam pela estrutura física do sistema, que nunca foi
olhada com profundidade”, analisou. Além disso, ela cita como problema a falta
de ocupação dos presos.
Conforme a juíza, pela Lei de
Execução Penal, seria necessário separar o preso provisório do preso já
condenado. “Se torna mais difícil já que as unidades estão separadas por
facções e a quantidade de vagas é insuficiente. Isso inviabiliza qualquer
divisão”, comentou, acrescentando que, desde que assumiu a função, a separação
de presos nunca existiu. A ala que foi quebrada, ainda segundo a juíza, foi justamente a parte recém-inaugurada da CPP
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| Presos protestam internamente |
Saiba mais
Fugas,
tentativas de fugas e túneis descobertos em 2017
1º/1 - A
transferência de 400 presos da Penitenciária Francisco Hélio Viana, em
Pacatuba, para o Centro de Execução Penal e Integração Social Vasco Damasceno
Weyne, em Itaitinga, em novembro de 2016, teria gerado insatisfação entre os
internos e causou protesto de esposas na BR-116.
3/1 - Mais de
4 mil presos começam a ser transferidos entre os presídios cearenses por conta
de rebeliões e mortes ocorridas no Amazonas. Líderes e presos vinculados a
facções são transferidos.
20/1 -
Criminosos tentam resgatar presos da CPPL 3, em Itaitinga. Um dos detentos
morreu e um policial foi ferido.
11/3 - Onze
presos fogem da CPPL 3.
12/3 -
Quatro túneis são encontrados na CPPL 3.
15/3 - Outros
dois túneis são descobertos na CPPL 3.
23/4 -
Túnel é encontrado na CPPL 3 antes de presos fugirem.
30/4 -
Quarenta e quatro presos fogem da CPPL 3; 13 são recapturados.
13/5 -
Um preso quebra a parede e foge da CPPL 3.
18/5 -
Fuga de três presos durante resgate na CPPL 3.
27/5 -
Treze presos fogem da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), em
Fortaleza.
17/6 -
Dois túneis são descobertos na CPPL 3.
18/6 -
Túnel é descoberto na CPPL 1, em Itaitinga.
Fonte: O Povo online.









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