Briga entre facções teria motivado morte no sistema prisional de Alagoas
Por Jonathas Maresia | Portal Gazetaweb.com
28/08/2017 14h44
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| Assassinato foi logo após a visita do Governador Renan Filho a Unidade |
A Secretaria de Ressocialização e Inclusão Social (Seris) informou, na tarde desta segunda-feira (28), que uma "rixa externa" teria motivado a morte do reeducando Carlos Júnior dos Santos, ocorrida na manhã desta segunda-feira (28), na Casa de Custódia de Maceió, o Cadeião.
Assassinato de detento dentro da casa de custódia com requintes de crueldade https://goo.gl/y3xPLq
Carlos Júnior cumpre por roubo e foi morto enquanto o governador Renan Filho (PMDB) assinava a ordem de serviço para instalação do Centro de Telepresença no sistema prisional.
De acordo com a Seris, as informações iniciais dão conta de que a morte foi motivada por uma "desavença que surgira fora da unidade prisional", o que resultou na morte do preso quando de seu ingresso no sistema prisional.
O Sindicato dos Agentes Penitenciários (Sindapen), por sua vez, atribuiu a morte ao fato de a vítima fazer parte de uma facção rival, que dominava a cela e o pavilhão em que Carlos Júnior dos Santos se encontrava.
O ato de selvageria lembra a prática adotada por facções criminosas em unidades prisionais de vários estados do país, em janeiro deste ano.
A Seris assegurou, ainda, que todas as medidas necessárias contra os responsáveis pela morte serão tomadas. Carlos Júnior foi morto com golpes de arma branca. Após ser degolado, teve a cabeça foi colocada dentro de sua barriga.
Agentes evitaram chacina, diz Sindapen
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O Sindapen informou também que o propósito dos responsáveis pelo ataque seria exterminar seis detentos, sendo que os agentes penitenciários conseguiram salvar os outros cinco, que teriam gritado para pedir socorro.
O grupo que seria morto integra uma facção que domina o Rio de Janeiro, enquanto a outra nasceu em presídios paulistas.
E além de cortar a cabeça e colocá-la na barriga da vítima, os presos também arrancaram as vísceras de Carlos Júnior, espalhando-as pelo interior da cela. A cena foi registrada por colegas de cela e divulgadas em redes sociais.
Demonstração de Poder
Mais cedo, o vice-presidente do Sindicato dos Agentes Penitenciários, Kleyton Anderson, disse à imprensa que alguns detentos ouviram conversas de que um grupo seria assassinado no Cadeião. Eles chegaram a ver reeducandos amolando facas e ficaram atentos à movimentação.
Na manhã de hoje, os reeducandos que estariam “marcados para morrer”, por integrarem um grupo rival, denunciaram o caso aos agentes. O vice-presidente disse ainda que ao chegarem na cela 18, já encontraram Carlos Junior morto, nas condições descritas, mas conseguiram evitar que outros cinco reeducandos fossem mortos.
Os agentes confirmaram que os presos envolvidos no crime de hoje são integrantes da mesma facção criminosa que teria ameaçado os servidores do sistema prisional, na semana passada. Eles estariam programando uma série de ações criminosas em alusão ao “aniversário” da tal facção.
Fonte: Portal GazetaWeb








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