Homem envolvido na morte de delegados da PF é indiciado por estupro de vulnerável
'É difícil precisar a data, mas o crime teria ocorrido mais de uma vez', diz delegado.
Por G1 SC28/08/2017 13h17 Atualizado há 1 hora
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| Nilton foi indiciado por estupro de vulnerável após investigação por mortes de delegados da PF (Foto: Reprodução/NSC TV) |
Polícia Civil indiciou Nilton César de Souza Júnior, baleado durante o conflito que resultou na morte de dois delegados da Polícia Federal na madrugada de 31 de maio em Florianópolis, por estupro de vulnerável. O crime teria ocorrido mais de uma vez, segundo o delegado que investiga o caso, Paulo Caixeta. O inquérito foi concluído na sexta-feira (25).
Nilton está no presídio da Agronômica desde 29 de julho, quando foi detido suspeito do estupro. A defesa informou que entrou com pedido de habeas corpus para que ele aguarde o julgamento em liberdade. Por enquanto, o pedido não foi julgado, conforme a NSC TV.
Em nota, o advogado dele, Marcos Paulo, afirmou que a polícia "agiu de forma precipitada e desproporcional. Primeiro prendeu para depois realizar diligências na busca de eventual prova concreta do crime – que não existe", disse. "Deixando-se influenciar, pelo que tudo indica, pelo recente episódio envolvendo Nilton e dois delegados federais", destacou.
Investigação
"O investigado foi indiciado por estupro de vulnerável e representamos pela conversão da prisão temporária em preventiva. O juizado de violência doméstica contra a mulher acatou a representação e ele continuará preso, aguardando julgamento", diz o delegado da Delegacia de Proteção à Criança, ao Adolescente, à Mulher e ao Idoso (Dpcami).
Segundo Caixeta, o crime teria ocorrido mais de uma vez.
“Infelizmente não podemos passar detalhes da investigação, mas indicamos pois havia robustos indícios da prática do crime. É difícil precisar a data, mas teria ocorrido de forma reiterada”.
Estupro de vulnerável é classificado quando a vítima tem menos de 14 anos. Pela idade da vítima, este caso teria ocorrido há mais de três anos.
O inquérito foi instaurado em 24 de julho após a Polícia Federal "tomar ciência do caso" e encaminhar para o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), que remeteu para a Dpcami.
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| Delegados do RJ foram mortos em Florianópolis (Foto: Reprodução/NSC TV) |
A suspeita surgiu a partir de outra investigação, que não está relacionada com o caso. Em 31 de maio, Nilton se envolveu em um tiroteio com dois delegados da Polícia Federal em uma casa de prostituição em Florianópolis. Os dois delegados morreram.
Após a conclusão de dois laudos pelo Instituto Geral de Perícias (IGP), o MPSC pediu novos depoimentos sobre a morte dos delegados.
O delegado Ênio de Oliveira Matos, da Delegacia de Homicídios, informou ao G1 nesta segunda-feira (28) que por enquanto não há data prevista para ouvir novamente as testemunhas.
O delegado Elias Escobar foi atingido por duas armas diferentes - a sua própria e a pistola de Nilton Cesar de Souza Junior, dono de um trailer de cachorro-quente envolvido na troca de tiros.
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| Delegados foram mortos no bairro Estreito (Foto: Julio Ettore/NSC TV) |
Segundo o delegado Matos, o laudo da reconstituição do crime sugere a participação de um quarto atirador.
O outro delegado morto no tiroteio foi Adriano Antônio Soares. Conforme o laudo do local da morte, ele foi atingido por um disparo, também da arma de Nilton.
Fonte: G1/SC









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