Novo comandante da Rota defende abordagem diferente nos Jardins e na periferia de SP. Ricardo Augusto de Mello Araújo afirmou que "pessoas diferentes" transitam nas duas áreas
POR O GLOBO 24/08/2017 15:22
Atualizado 24/08/2017 15:23
SÃO PAULO - O tenente-coronel Ricardo Augusto Nascimento de Mello Araújo, novo comandante da Rota, defendeu que os policiais adotem abordagens diferentes em áreas nobres e nas periferias. A Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota), tropa de elite da Polícia Militar de São Paulo, é conhecida por ser um dos destacamentos mais violentos da corporação.
"É uma outra realidade. São pessoas diferentes que transitam por lá. A forma dele (policial) abordar tem que ser diferente. Se ele for abordar uma pessoa (na periferia) da mesma forma que ele for abordar uma pessoa aqui nos Jardins, ele vai ter dificuldade", disse Mello Araújo.
A entrevista foi concedida ao site "UOL". Segundo o novo comandante da Rota, da mesma forma, um policial que atua na perfieria também não poderia ter a mesma postura nos Jardins porque poderia ser "grosseiro com uma pessoa do Jardins que está ali, andando".
"O policial tem que se adaptar àquele meio que ele está naquele momento", disse.
Na entrevista, Mello Araújo defendeu a utilização da tropa em crimes graves, sobretudo contra uma das facções que atua dentro e fora dos presídios de São Paulo. Ontem, o comandante testou colocar todos os 700 policiais da tropa na rua ao mesmo tempo, incluindo ele mesmo.
"A Rota trabalha mais com repressão. Ela acaba fazendo o trabalho preventivo, mas trabalha muito com repressão".
Fonte: O Globo
Clique Aqui para ler a matéria completa.
Criticas dos Internautas do Pragmatismo Político:
Para internautas, a declaração do comandante da Rota reforça apenas o estereótipo de que a polícia só serve aos mais abastados, enquanto é algoz dos mais pobres.
“A ‘filosofia’ por trás disso nada tem a ver com segurança pública, e sim, com viés psicossocial. Ela parte do pressuposto de que todo mundo na periferia é suspeito e que nos Jardins é exatamente o contrário. Ou seja, um típico ‘raciocínio’ de uma Polícia a serviço de uma Classe, e não da população“, comentou um internauta.
“Em resumo, o que ele disse é: abordou ladrão de galinha na periferia, tapa na orelha. Abordou político ladrão nos jardins, é ‘vossa excelência!‘”, criticou outro.
Por fim, um outro internauta sugeriu uma reflexão ao tenente-coronel:
“Não seria o contrário? Se o policial tratasse o morador da favela com o mesmo respeito que trata da região nobre não seria respeitado? Será que a antipatia que o morador da favela tem pela polícia não vem exatamente da forma como é tratado, causando inclusive a não colaboração dos moradores que, ao meu ver, é extremamente fundamental para o trabalho policial?
Ele não quer que a polícia seja respeitada na favela, ele quer que a policia seja temida e quem tem que temer a polícia são os bandidos, não moradores de bem; moradores de bem têm que respeitar; gostar, ter gratidão pela polícia. Se o raciocínio dele está certo, então por que até hoje não deu certo?”
Contraponto: Particularmente penso que o trabalho da Rota é excepcional e de alta qualidade, que a sociedade paulista não deve nunca abrir mão de sua presença e garantia de bons serviços prestados. Porém há que se ater a seguinte realidade. ladrão é ladrão, não importa a camisa que ele vista, se é de algodão ou de seda, se o carro que ele usa é importado ou nacional.
E por esta simples constatação posso afirmar com convicção que os bandidos dos Jardins, com seus golpes prejudicam muito mais pessoas que os das favelas. Pois bandido engravatado quando da a canetada prejudica milhares, as vezes milhões de pessoas.







0 comments:
Postar um comentário
Deixe seu comentário e obrigado pela sua colaboração.