Presos colocaram fogo em colchões no local, no dia 24 de julho, e familiares não puderam visitar os detentos desde a data.
02/08/2017 19h18 Atualizado há 10 minutos
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| Cadeião de Pinheiros pega fogo (Foto: Reprodução/TV Globo) |
A Amparar (Associação de Amigos e Familiares de Presos), o Condepe (Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana do Estado de São Paulo), o Movimento Negro Unificado e familiares de presos do CDP 1 de Pinheiros apresentaram, nesta quarta-feira (2), uma representação no Ministério Público (MP) de São Paulo, no Fórum da Barra Funda, sobre o impedimento de visitas dos familiares na unidade.
O documento foi apresentado na promotoria de Execuções Criminais do MP e relata o impedimento de atendimento dos advogados, de defensores públicos e das vistorias de entidades de direitos humanos, como a Pastoral Carcerária, e de instituições como o próprio Condepe, vinculado à Secretaria de Justiça do Governo do Estado.
Marisa informou, no depoimento, que desde o dia da rebelião no CDP 1 de Pinheiros a direção está impedindo o acesso aos presos. "Os detentos estão incomunicáveis, o que contraria a Constituição Federal e a lei de execuções penais."
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| Manifestantes protestam por mais informações sobre detentos no CDP de Pinheiros (Foto: Glauco Araújo/G1) |
No dia 25 de julho, representantes do Condepe também foram impedidos de entrar no interior dos presídios e de ter contato com os presos.
"A lei estadual 7576 de 91, de criação do Condepe, prevê que os conselheiros devem ter total acesso a unidades prisionais ou qualquer local ou estabelecimento de privação de liberdade. Essas violações por parte do diretor e do Secretário de Administração Penitenciária podem configurar os crimes abuso de autoridade, improbidade administrativa e prevaricação", disse Ariel de Castro Alves, conselheiro do Conselho Estadual de Direitos Humanos.
A reportagem do G1 procurou a Secretaria de Administração Penitenciária para comentar a representação apresentada ao MP e aguarda o posicionamento.
Rebelião
Presos colocaram fogo em colchões no CDP de Pinheiros, no dia 24 de julho, quatro equipes do Corpo de Bombeiros foram enviadas para lá e controlaram o fogo. Imagens aéreas do GloboCop mostraram os presos jogando colchões e camisetas no fogo, que atingiu dois pátios.
Em nota, a Secretaria de Administração Penitenciária (SAP) informou que "presos do Centro de Detenção provisória de Pinheiros I se envolveram em uma ato de indisciplina, ateando fogo em colchões". A SAP informou que “abriu procedimento para investigar a rebelião”.
Fonte: G1
Contraponto: A Unidade foi quase que totalmente destruída, foi divulgado amplamente pala mídia as extensões da destruição ocorrida no dia da rebelião, então se não existem meios de Administração acomodar com segurança as visitas dos detentos, porque não aguardar as reformas e ai sim fazer sua visita de maneira segura?








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