Roberto Sá esteve no enterro de soldado morto ao levar um tiro no rosto
POR PEDRO ZUAZO 12/08/2017 18:15 /
atualizado 12/08/2017 20:04
RIO — O secretário de Segurança do Rio, Roberto Sá, esteve no enterro do soldado Samir da Silva Oliveira, de 37 anos, neste sábado, no cemitério Jardim da Saudade, em Sulacap, na Zona Oeste da cidade. Ele fez questão de manifestar solidariedade à família e a todos os agentes mortos em serviço.
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| O País inteiro sangra, seus policiais estão sendo assassinados e não se vê reação , medidas não são tomadas |
— Vim prestar uma homenagem a todos os policiais civis e militares que têm tombado em combate. Tenho muito orgulho dessa polícia que está sangrando. Quando a polícia sangra, a sociedade sangra. É um ataque à democracia — afirmou.
Samir morreu na noite desta sexta-feira, ao levar um tiro no rosto, depois de abordar um veículo suspeito, na Rua 24 de Maio, no Méier, Zona Norte. Dentro do carro estavam quatro criminosos armados com três pistolas e um fuzil.
— O soldado estava saindo de serviço, quando foi avisado pelo rádio que havia um cerco de um carro suspeito de roubo e foi auxiliar. Somos policiais por amor, por vocação. Nós não vamos desistir. Vamos continuar a cada minuto em busca de criminosos e em busca de livrar a sociedade da violência — garantiu Roberto Sá.
O secretário não esconde o assombro pelo número alto de agentes mortos: já são 97 no estado do Rio de Janeiro.
— É um número alarmante, que nos deixa perplexos. São heróis que estão morrendo. Não tenham dúvida que a gente mergulha nas nossas estratégias, nos nossos protocolos para melhorar. Mas é preciso haver uma reforma criminal. Colocar essa carga toda só sobre a polícia não me parece justo. Basta fazer a comparação com outros estados sobre como se trata o criminoso que tira a vida de alguém. Temos a missão de proteger, mas temos que trabalhar com um sistema nos respalde — atentou.
Dezenas de colegas de farda de Samir acompanharam consternados a cerimônia, que aconteceu às 17h10 e teve três salvas de tiro e marcha fúnebre tocada pela banda da PM. Muito abalada, a família não quis se manifestar. O PM era lotado na UPP São João e estava na corporação desde 2013. Ele era casado e deixa uma filha de 7 anos.







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