24 setembro 2017

ARMAS, DROGAS E CELULARES SÃO ENCONTRADOS EM TUBULAÇÃO DE ESGOTO DE PRESÍDIO NO AMAPÁ

Apreensão ocorreu no sábado (23) no no pavilhão F4 do Iapen.Material estava escondido em esgoto de cela, informou a direção do instituto.



Por Jéssica Alves, G1 AP, Macapá
24/09/2017 

Armas, drogas e celulares foram apreendidos durante vistoria no Iapen (Foto: Divulgação/Iapen)



Cerca de 30 papelotes de drogas, 12 facas, 6 celulares e uma arma de fogo foram apreendidos durante uma vistoria feita na noite de sábado (23) em um pavilhão do Instituto de Administração Penitenciária do Amapá (Iapen), na Zona Oeste de Macapá. O material estava escondido em uma tubulação de esgoto de uma cela, segundo os agentes que fizeram a ação.

A vistoria ocorreu por volta das 22h, segundo o Iapen e o material foi encontrado no pavilhão F4, onde ficam os presos condenados. Além das drogas e armas, munições foram apreendidas na cela 3A. Nenhum detento informou a quem pertencia os produtos.

A direção do instituto informou que apura a origem do material. “Eles enterraram bem fundo para passar longe da vistoria, mas os agentes fizeram a localização. Vamos apurar mais sobre a origem desses objetos”, disse o diretor Lucivaldo Costa.

Esta é a segunda apreensão de drogas ocorridas no Iapen em uma semana. No dia 18 de setembro, 22 celulares e 236 papelotes de substâncias entorpecentes que estavam escondidos em quatro celas foram localizadas pelos agentes.

Celulares e drogas foram apreendidos em quatro celas no Iapen
(Foto: Anderson Silwan/Arquivo Pessoal)

A vistoria ocorreu por volta das 10h, segundo o Iapen e o material foi encontrado no pavilhão F1, onde ficam os presos em regime fechado. O delegado Anderson Silwan, titular da Delegacia de Crimes Contra o Patrimônio (DCCP) informou que a entrada de drogas no presídio pode estar ligadas a facções criminosas.

"Fizemos essa operação com o apoio do Iapen, porque a inteligência do DCCP vem detectando atividades dos internos via telefone e rede social. Eles estão ligados à facção PCC [Primeiro Comando da Capital], que realiza um comércio de drogas dentro do instituto", ressaltou.


Fonte: G1