06 setembro 2017

MATOU OS PAIS FRIAMENTE POR DINHEIRO, CUMPRIU POUCO MAIS DE 1/3 DA PENA, QUER A LIBERDADE. COMO CRER EM UMA JUSTIÇA BENEVOLENTE COMO ESTA EM NOSSO PAÍS?

Ministério Público pede novo exame criminológico de Suzane Richthofen
Promotoria quer resultado de exame antes de dar parecer sobre pedido dela para terminar de cumprir a pena em liberdade. Não há prazo para Justiça avaliar o pedido.



Por Luara Leimig, G1 Vale do Paraíba e região
06/09/2017 12h18  Atualizado há 2 horas


Após infração, Justiça suspende semiaberto de Suzane Richthofen (Foto: Reprodução/TV Globo)




Ministério Público pediu um novo exame criminológico da detenta Suzane von Richthofen antes de dar um parecer sobre o pedido dela para ir ao regime aberto. Ela está presa na penitenciária em Tremembé (SP), onde cumpre pena no regime semiaberto desde 2015.

Suzane, condenada a 39 anos de prisão pela morte dos pais, pediu em junho à Justiça para terminar de cumprir a pena em liberdade.

O exame é realizado por um psiquiatra, psicólogo ou assistente social do sistema prisional nomeado pela Justiça. O objetivo é ajudar o MP a identificar se Suzane tem condições de terminar de cumprir a pena em liberdade. O último exame criminológico dela é de 2014, quando a detenta pediu para ir do regime fechado para o semiaberto. O exame foi desconsiderado pela Justiça na análise do pedido.

O MP quer que o exame seja realizado por um profissional que não atue na penitenciária em que ela está, para garantir a imparcialidade do resultado. A realização do exame não é obrigatória para anteceder uma decisão de progressão de regime, como é o caso de Suzane. No entanto, a medida pode ser aplicada se a Justiça entender necessário.

O pedido foi encaminhado pela promotoria à Justiça nesta semana. Não há prazo para que seja julgado. A Justiça pode atender o Ministério Público e solicitar o exame ou pode julgar o pedido de Suzane, mesmo sem o exame, e decidir pela ida ou não dela para o regime aberto.

A detenta cumpre pena em regime semiaberto, com direito a cinco saídas temporárias por ano.

O promotor Paulo de Palma, que fez o pedido do exame, foi procurado pela reportagem, mas preferiu não comentar o assunto porque o caso está em segredo de Justiça, assim como a Secretaria da Administração Penitenciária (SAP). A pasta também informou que somente cumpre as decisões da Justiça.

A Defensoria também argumentou que por estar em segredo de Justiça, não pode prestar qualquer informação ou comentário a respeito do caso.

Regime aberto


Proprietário de confecção de roupas em Angatuba diz que não tem problema em contratar
 Suzane para trabalhar (Foto: Reprodução/TV TEM)



Suzane já cumpriu o tempo mínimo de pena previsto em lei para a concessão do regime aberto - um sexto da pena.

A Defensoria Pública, que representa a detenta, aponta que, além de ter cumprido esse tempo, ela tem bom comportamento e poderá, em liberdade, contar com uma vaga de emprego de costureira em uma confecção em Angatuba (SP) - cidade onde vive o namorado da presa.

No regime aberto, ela poderá deixar a prisão para viver em liberdade desde que tenha endereço fixo, trabalho e compareça em datas determinadas pela Justiça na Vara de Execuções Criminais (VEC).

Cravinhos

Suzane e os irmãos Daniel e Cristian Cravinhos de Paula e Silva foram submetidos a júri popular em 2006 e condenados pelo assassinato dos pais dela, Manfred e Marísia Richthofen, na casa da família, na zona sul de São Paulo. O crime foi em 2002. Os pais de Suzane eram contra o namoro da filha com Daniel Cravinhos.

Casal foi fria e violentamente assassinados






Cristian, que cumpria pena também em Tremembé, obteve uma decisão da Justiça para cumprir o resto da pena em regime aberto e deixou a penitenciária no dia 23 de agosto.

Daniel cumpre pena na mesma cidade em regime semiaberto e tenta, assim como Suzane, ir para o regime aberto.


Fonte: G1