08 novembro 2017

TEM QUE SER FEITO E DEVE SER FEITO, ELA É ASSASSINA: Defesa recorre contra obrigação de exame para Suzane Richthofen ir ao regime aberto

Decisão de outubro da VEC determina avaliação da presa por profissionais para embasar progressão de regime. Defensoria contesta necessidade do exame.



Por Luara Leimig, G1 Vale do Paraíba e região
08/11/2017 11h21 

Suzane deixa a prisão em Tremembé na saída temporária de Dia das Crianças; no regime semiaberto ela tem direito
a cinco 'saidinhas' no ano (Foto: Reprodução/TV Vanguarda)



defesa da detenta Suzane von Richthofen, condenada a 39 anos de prisão pela morte dos pais, entrou com um recurso no Tribunal de Justiça (TJ-SP) para que a presa seja autorizada a progredir para o regime aberto sem a necessidade de ser submetida a um exame criminológico. Ela cumpre pena no semiaberto em uma penitenciária em Tremembé (SP) e pleiteia desde junho o cumprimento do resto da pena em liberdade.

O exame, pedido pelo Ministério Publico (MP) e acolhido no último mês pela juíza Wania Rangel, da Vara de Execuções Criminais (VEC) de Taubaté (SP), tem como objetivo atestar as condições de Suzane retomar o convívio fora do sistema prisional. O prazo para que ela fosse submetida à avaliação era de 60 dias.

Suzane deveria, segundo e decisão da juíza, ser avaliada por psicólogos, assistente social e médico psiquiatra indicados pelo judiciário. O laudo feito pelos profissionais serviria para embasar a decisão da Justiça sobre o pedido de progressão de regime.

Conforme apurou o G1, a defesa dela sustenta no agravo que ela poderia progredir imediatamente ao regime aberto, sem a necessidade do exame. Isso porque a detenta já cumpriu todos os requisitos necessários para ter direito ao benefício - entre eles tempo mínimo de pena cumprido, o chamado 'lapso temporal', além do 'ótimo' comportamento da presa no cárcere.

A Defensoria Pública, que atua na defesa da presidiária, foi procurada e não retornou até a publicação desta reportagem.

Processo

Com o agravo, o processo de Suzane vai ser submetido novamente ao promotor Paulo de Palma, do MP, para que o órgão se manifeste sobre o recurso da defesa.

Ele foi procurado pela reportagem, mas não comentou o assunto alegando que o caso está em segredo de Justiça. O Tribunal de Justiça também respondeu que não comentaria.

A Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) foi procurada pelo G1 e também alegou que não se manifestaria por causa do segredo de Justiça.


Fonte: G1