Ele evitou relacionar o anúncio à preparação para disputar o Planalto, justificando que busca fazer balanços em todo fim de ano.
JOELMIR TAVARES
DE SÃO PAULO
27/12/2017 14h15
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| O governador Geraldo Alckmin ao anunciar medidas do Estado que geraram economia de R$ 1 bi. As custas do sangue e da miséria em que se encontra os servidores públicos do Estado de São Paulo |
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O governador Geraldo Alckmin (PSDB-SP) anunciou nesta quarta-feira (27) economia acumulada nos últimos três anos de quase R$ 1 bilhão nas contas do Estado, reforçando o discurso de responsabilidade fiscal que deve ser adotado em sua provável campanha à Presidência.
"Acho que nós precisamos mudar a cultura. Margaret Thatcher dizia: não há dinheiro público, há dinheiro das famílias. [Dinheiro] que é retirado da mesa, do lazer da família. Essa questão fiscal é hoje o centro da crise para a qual o Brasil foi levado", afirmou.
Apesar da menção à ex-primeira-ministra britânica conhecida pela austeridade, o tucano tem dito que no Brasil uma política fiscal dura tem que ser acompanhada de programas sociais eficientes.
Na entrevista coletiva no Palácio dos Bandeirantes, o governador detalhou os cortes que levaram à economia de R$ 997 milhões entre 2015 e 2017.
"O Brasil não tem mais como aumentar impostos, pelo contrário, deve reduzir a carga tributária. Só tem um caminho: melhorar a eficiência do gasto público. Fazer mais, fazer melhor, com menos dinheiro", disse Alckmin, dando um tom nacional à fala.
O resultado no Estado, segundo o governo, veio com medidas de gestão como renegociação de contratos e uso racional de recursos.
Só a redução de despesas com energia elétrica, telefonia e horas extras em diversos órgãos aliviou o caixa em R$ 424 milhões. No Poupatempo, com iniciativas para incentivar o uso do serviço na internet ou em totens, foram mais R$ 147 milhões.
Outros exemplos de ações foram a eliminação de 60 contratos de aluguel (economia de R$ 38 milhões), cortes de viagens ao exterior (poupando R$ 2,4 milhões) e a diminuição da frota usada pelo Estado (queda de R$ 57 milhões).
VOTOS
"Foi feito um trabalho importante e que não termina", afirmou Alckmin, mostrando aos repórteres um papel com o gráfico da diferença entre a arrecadação e as despesas nos últimos anos, no Brasil e em São Paulo.
"Nós tivemos uma queda de arrecadação e conseguimos passar por isso sem fazer deficit. Conseguimos fazendo o ajuste pelo lado da despesa."
O tucano confirmou o aumento das passagens de Metrô e da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), mas não estabeleceu uma data para o reajuste.
"Tem que ter [aumento]. Já há um subsídio muito alto. Será o mínimo necessário. Mas isso é decidido pelas empresas do governo, junto com a Prefeitura [de São Paulo]", disse. O reajuste anterior foi em 2016.
Ao se despedir dos jornalistas e desejar boas festas, o governador brincou: "Como dizia um amigo, votos de feliz Ano-Novo. Eu disse: 'Olha, se tiver votos, já é o suficiente'".
'SHOWMAN'
Alckmin criticou a declaração do ministro Carlos Marun, da Secretaria de Governo de Michel Temer, que nesta nesta terça-feira (26) disse que a liberação de recursos de bancos públicos em troca de apoio à reforma da Previdência não é "chantagem", mas sim uma "ação de governo".
"Não é possível", reagiu o paulista. "É um equívoco. O governo tem o dever de trabalhar pela reforma, mas não pode vincular financiamento de banco público a votação de deputado. O que nós precisamos ter é convencimento, da população e dos deputados."
Marun admitiu que está usando a liberação de dinheiro da Caixa Econômica Federal como moeda de troca com governadores para que eles pressionem deputados a aprovarem as mudanças nas regras de aposentadoria.
Pré-candidato a presidente pelo PSDB, Alckmin não quis comentar a afirmação do prefeito de Manaus, Arthur Virgílio (PSDB-AM), de que a comissão de ética do partido deveria questionar o governador paulista sobre formação de cartel em obras contratadas pelo Estado.
Virgílio também se apresenta como pré-candidato na sigla e tem rivalizado internamente com Alckmin. Na semana passada, o prefeito disse ao jornal "O Globo" que "não pode ficar essa zona cinzenta, de você não saber o que dizer se alguém te aborda" sobre o cartel.
A linha de defesa do governo é que o Estado foi vítima do esquema e que servidores que tiverem alguma responsabilidade serão punidos.
No início da manhã desta quarta-feira, Alckmin disse à rádio Jovem Pan que o Brasil não precisa de "showman", num indicativo de que não está disposto a elevar a temperatura de seu discurso durante a campanha presidencial.
"Vejo críticas de que falta carisma. Brasil não precisa de 'showman'. Se quiser vai no show do Tom Cavalcante. Brasil precisa de governo que tenha competitividade, reformas, modernizar o país, buscar competitividade. Não sou da ribalta. A coisa da discurseira é atrasada."
Fonte: Folha de SP/Via Yahoo
Contraponto: O Sr. deveria ter um pouco de vergonha na cara e afirmar que fez esta economia com o sangue dos trabalhadores que estão há quase quatro anos sem nenhum reajuste, nem mesmo os inflacionários.
Pois o Sr. é um transgressor das Leis, está previsto em Constituição Estadual e Federal a obrigação de se fazer as revisões inflacionárias anuais, e desde o ano de 2014 o Sr.não se pronuncia, porém reajustou os salários dos seus secretários, e dos servidores do Tribunal de Contas, pois está preso nas mãos deles, e o seu próprio também por duas vezes neste período, mas isso não vale a pena falar aos repórteres não é mesmo?
Será que só a sua esposa e seus filhos tem necessidades básicas, será que somente os familiares dos seus secretários tem necessidades básicas? Sr. Alckmin, tenha a humildade falar a verdade em público e pare de mentir falando que fez economia, deixando de dar os reajustes inflacionários aos servidores.
Porque neste momento não estamos mais nem mesmo falando de aumento salarial, e sim de recomposição inflacionária, pois se somarmos um sobre o outro, 2014= 8.75% de inflação, 2015= 8.50% de inflação, 2016= 10.50% de inflação já teremos uma perda maior que 30% acumulada, sem contar o ano corrente de 2017, que ainda nem mesto tempos um número oficial, mas que sabemos que foi enorme, pois somente os preços da energia, gás de cozinha e combustível elevaram de maneira altíssima o custo de vida e dos produtos, vez que impactam os preços dos transportes.
Transformando a vida de todos em um filme de terror e para os funcionários públicos do estado de São Paulo muito mais cruel, pois não têm o reconhecimento e o respeito do Governador, aliás este mesmo que vai a público e mente descaradamente que economizou, só não fala como economizou.
Porque não tem a coragem de dizer que seus servidores estão todos comprometidos com os salários em empréstimos consignados no limite máximo do Banco do Brasil?
Porque não explica aos repórteres o porque existe atualmente um aumento de suicídios entre os servidores do Estado de São Paulo, e falo principalmente entre a nossa categoria, onde muitos têm a coragem de entrar em pavilhões de assassinos e traficantes, mas não têm a coragem de dizer que está faltando dinheiro para a ceia de natal e ano novo, que não tem nem mesmo dinheiro para cumprir os compromisso já assumidos.
Tenha a sensibilidade de se colocar em nosso lugar, de pai, e de como dizer a um filho que ele não poderá mais estudar naquela escola pois o pai não tem tido os reajustes para poder pagar sua mensalidade, ou para a esposa que terão que se mudar pois o local onde moram está fora de seus padrões de vencimento. Tenha a sensibilidade de se colocar em um papel de um homem de verdade e ter que enfrentar tudo isso.






