04 janeiro 2018

RETRATO DE NOSSO CONGRESSO, O QUE PODEMOS ESPERAR? Suplente de Cristiane Brasil na Câmara é ex-presidiário e irmão de Garotinho

Nelson Nahim (PSD-RJ), que deve assumir a vaga da deputada após ela tomar posse como ministra do Trabalho, foi preso em junho de 2016 sob acusação de participar de uma rede de exploração sexual de crianças e adolescentes



       
Julia Lindner, O Estado de S.Paulo
03 Janeiro 2018 | 19h43
Condenado por estupro, irmão de Garotinho vira deputado federal



BRASÍLIA – Irmão do ex-governador do Rio de Janeiro Anthony Garotinho, o suplente parlamentar Nelson Nahim (PSD-RJ) deve assumir a vaga da deputada Cristiane Brasil (PTB-RJ) na Câmara após ela tomar posse como ministra do Trabalho, na próxima semana.

A informação foi confirmada pela Secretaria-Geral da Mesa Diretora da Casa. Assim como Garotinho, que ficou preso por cerca de um mês no final do ano passado por crimes eleitorais, Nahin também é ex-presidiário.

Ele foi preso com outras 12 pessoas, em junho de 2016, numa ação da Polícia Civil e do Ministério Público, sob a acusação de participar de uma rede de exploração sexual de crianças e adolescentes, em Campos de Goytacazes (RJ).

Na época da prisão, Nahim negou envolvimento no crime. Ele foi solto quatro meses depois, após habeas corpus concedido pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Substituto de Cristiane Brasil (foto) na Câmara, Nahim já assumiu mandato de deputado federal por duas vezes,
em dezembro de 2015, por apenas um dia, e em janeiro de 2017, por cerca de duas semanas.
Foto: Maryanna Oliveira/Agência Câmara



Como suplente, na atual legislatura, Nahim já assumiu mandato de deputado federal por duas vezes, em dezembro de 2015, por apenas um dia, e em janeiro de 2017, por cerca de duas semanas.


Na mesma coligação, ele também seria o eventual substituto do deputado Celso Jacob (PMDB-RJ), que cumpre pena em regime semiaberto por falsificação de documento público e dispensa indevida de licitação para construção de creche na época em que comandou a prefeitura de Três Rios (RJ), em 2002.


Fonte: Estadão