19 março 2018

Acusado de planejar execução de agente penitenciário é condenado a 21 anos de prisão em Ribeirão Preto

Paulo César Souza foi morto com seis tiros enquanto trabalhava como vigia em posto de combustível. Outros quatro foram condenados pelo mesmo crime, em setembro de 2012.




Por G1 Ribeirão e Franca
19/03/2018 15h56  

Agente penitenciário foi morto em posto de combustível no Jardim Interlagos em Ribeirão Preto
 (Foto: Chico Escolano/EPTV/Arquivo)



Apontado pela Polícia Civil e pelo Ministério Público como o mandante do assassinato de um agente penitenciário em setembro de 2012, em Ribeirão Preto (SP), Silvio Roberto Gonçalves foi condenado a 21 anos de prisão em regime fechado.

A defesa recorreu da decisão no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP).

O júri acatou a tese de que Paulo César da Silva Souza, de 42 anos, foi executado por ordem de uma facção criminosa que age dentro e fora dos presídios paulistas.

Souza foi morto com seis tiros em um posto de combustível no Jardim Interlagos, onde trabalhava como segurança nas horas de vagas. O crime foi registrado pelas câmeras de segurança do local (veja vídeo).

Um supervisor de 45 anos e um escriturário, de 47, que estavam no posto, também foram atingidos pelos disparos, mas sobreviveram.


Condenação

Em julgamento no dia 6 de março, os jurados condenaram Silvio Roberto Gonçalves, de 38 anos, por crime de homicídio qualificado, em relação ao agente, e tentativa de homicídio, em relação às demais vítimas, além de formação de quadrilha.

Gonçalves havia sido preso em 11 de setembro de 2012, no bairro Solar Boa Vista, e foi apontado pela polícia como o mandante do crime. A juíza Marta Rodrigues Maffeis Moreira negou o direito de o réu recorrer da pena em liberdade.

O mesmo júri absolveu Thiago Luis Tonasso Galvani, de 32 anos, dos crimes de homicídio e tentativa de homicídio. Preso desde 11 de setembro de 2012, Galvani foi condenado a três anos de prisão em regime semiaberto por formação de quadrilha.

Outros condenados

Gonçalves e Galvani foram os últimos a serem julgados pela morte do agente penitenciário, porque os processos contra eles foram desmembrados do original. Outros três, presos um dia depois do crime, já haviam sido condenados em dezembro de 2016.

Apontado pela polícia como o motorista do carro usado pela quadrilha na noite do crime, Alisson Gabriel da Silva, de 28 anos, foi condenado a 34 anos de prisão por homicídio qualificado – motivo torpe e recurso que dificultou a defesa da vítima – e formação de quadrilha.
Câmera de segurança registra desespero de clientes durante tiroteio em posto de combustível em Ribeirão Preto
(Foto: Reprodução)



Bruno Evair da Costa e Paulo Henrique Capriotto receberam penas de 28 e 29 anos de prisão, respectivamente. Os dois e Silva foram absolvidos da acusação de tentativa de homicídio em relação ao supervisor e ao escriturário baleados no posto.

As defesas de Silva, Costa e Capriotto recorreram das decisões no TJ-SP, mas os recursos ainda não foram julgados.




Fonte: G1