Na data em que se comemora o Dia Internacional da Mulher, a reportagem da TV TEM foi conhecer a história de algumas dessas mulheres que vivem na penitenciária da cidade.
Por G1 Bauru e Marília
08/03/2018 07h00
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| Penitenciária tem uma ala separada para gestantes e mães com bebês em Pirajuí (Foto: TV TEM/Reprodução ) |
A Penitenciária de Pirajuí (SP) tem hoje 77 presas que podem ser beneficiadas pelo habeas corpus coletivo aprovado pelo Supremo Tribunal Federal no dia 20 de fevereiro. Pela decisão, a prisão domiciliar vale para grávidas e mulheres com filhos de até 12 anos e que ainda não tenham sido condenadas.
Na data em que é comemorado o Dia Internacional da Mulher, a equipe de reportagem da TV TEM foi conhecer a realidade dessas presas que podem receber o benefício em breve.
A penitenciária de Pirajuí abriga atualmente 1.270 presas de regimes fechado e semiaberto. Dezoito delas estão grávidas e 13 tiveram filhos na cadeia, para essas há uma área separada chamada ala da amamentação.
No local, tem uma sala de televisão, uma copa e 12 celas em torno do jardim. As presas são recolhidas apenas durante a noite. Apesar do espaço, a penitenciária também vive o problema da superlotação. São quase 400 detentas acima da capacidade.
No espaço reservado às mães, as reeducandas ficam em contato com os bebês o tempo todo. O espaço abriga hoje 16 mulheres e 14 bebês. Daiane Porto da Silva, de 21 anos, é uma delas.
Ela já está na reta final da gestação, por isso foi transferida de outro pavilhão para a ala da amamentação. Presa por tráfico de drogas, ela espera um menino.
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| Daiane Porto pode ser beneficiada pelo habeas corpus coletivo (Foto: TV TEM/Reprodução ) |
“Nós temos a assistência médica, os medicamentos, a única coisa mais complicada é em relação às coisas do bebê, roupinhas, fraldas, é tudo de doação. Algumas mães que os filhos vão embora deixam para gente, ou no hospital.”
As gestantes fazem pré-natal na prisão e são levadas até unidades de saúde de Pirajuí para exames. Os bebês ficam na prisão com a mãe até os seis meses, depois é preciso entregá-los para a família.
Momento este que está chegando para a Patrícia Batista Leal, de 25 anos, outra que foi presa por tráfico de drogas. O filho dela tem 3 meses.
“Tem dois lados: um bom porque estou na amamentação e com o meu filho e ruim porque ele está aqui e não tem culpa de nada.”
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| Patrícia vive na penitenciária com o filho de 3 meses (Foto: TV TEM/Reprodução) |
As duas presas ainda aguardam a sentença e não praticaram crimes com violência ou grave ameaça, por isso podem ser beneficiadas pelo habeas corpus coletivo aprovado pelo Supremo Tribunal Federal.
A decisão é para evitar condições degradantes para filhos de presas, uma realidade que, segundo Graziella Costa, diretora da penitenciária, não é registrada em Pirajuí.
“Não é fácil uma mãe estar presa e o seu filho nessa condição também, preso, mas a gente procurar nesse período, até os seis meses que esse bebê receba todos os cuidados necessários. Ele passa pelo atendimento com o pediatra todo mês, se tem alguma emergência é encaminhado. Então a gente tenta suprir essas necessidades”, ressalta Graziella.
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| Espaço na penitenciária é voltado para as grávidas e mães com bebês (Foto: TV TEM / Reprodução ) |
Fonte: G1









