Participantes do curso de aprimoramento consideraram o trabalho com cães ‘indispensável para a segurança pública’
Lucas Mendes- Imagens e vídeo
Texto : Lucas Mendes/LeandroLeandro
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| Canil esta localizado em área estratégica, ao lado da muralha |
Aliados dos seres humanos em muitas funções ao longo da história, os cachorros também são uma parte fundamental na rotina das unidades prisionais. A importância deles é tão grande que motivou um curso de aprimoramento em cinotecnia – a ciência da criação de cães, na Penitenciária II “Gilmar Monteiro de Souza”, em Balbinos.
| Canil em local estratégico, limpo e muito bem cuidado |
Coordenado pela EAP (Escola de Administração Penitenciária) da SAP, o curso tem 110 horas de aula. As disciplinas vão desde a parte operacional, que é aquela de treinamento, guarda e proteção, até a parte administrativa, de gestão de canil, organização e prevenção de doenças.
Em Balbinos são 10 agentes penitenciários participando das aulas, por vontade própria, no intuito de se aperfeiçoarem e adquirirem novos conhecimentos No meio da turma tem servidores de várias unidades e até mesmo dois agentes de Brasília-DF.
| Curso conta com participantes inclusive de Brasilia |
Fabrício conta que os cachorros são usados em dias de blitz e na revista geral do presídio, a fim de dar maior segurança aos funcionários. “Por conta do contingente populacional carcerário ser muito superior ao número de agentes e demais servidores, então nessa parte ajuda bastante”, diz.
Membros da equipe
A veterinária Patrícia Inforzato Grejo estava dando a aula de manejo profilático no dia que a reportagem do Blog do Leandro visitou a unidade. Ela explicava a importância da prevenção de doenças nos cachorros, para evitar ao máximo a necessidade de um veterinário.
“A gente fala muito sobre controle de carrapatos, limpeza dos canis, alimentação, digestão, qual a melhor ração, tudo que envolve a sanidade dos animais. Os cachorros também são membros da equipe”, conta.
Na PII de Balbinos são 6 cachorros – 2 rottweilers e 4 pastores alemães, que “dão conta do recado”, segundo os funcionários. Na média, o tempo de serviço dos cachorros é de 7 a 8 anos. Após esse tempo, eles precisam ser aposentados.
São Paulo é referência
Vindo de Brasília, no Distrito Federal, junto com mais um colega, Francisco de Assis Soares da Silva reconhece que o estado de São Paulo é referência para outros estados no quesito cinotecnia.
“Sabemos que o estado de São Paulo tem um trabalho já de algum tempo na utilização de cães dentro do sistema penitenciário, e nós viemos atrás desses conhecimentos para levar até o Distrito Federal.
| Atentos as aulas para o perfeito manejo e entrosamento com os animais, resultando um trabalho eficiente e profissional |
Lá nós já temos o uso de cães, mas não está tão desenvolvido como em São Paulo”, comenta.
Para Francisco, é “fundamental” esse tipo de trabalho. “É impensável a segurança pública sem o trabalho em cinotecnia”, confessa.
O curso em Balbinos foi resultado da articulação da diretoria da unidade com a Coordenadoria da Região Noroeste (CRN) e a EAP. Mas a iniciativa não teria sido possível sem o envolvimento, interesse e participação dos funcionários.
“Eu percebo a motivação dos funcionários. Eles foram visitar a P1 de Venceslau e já me trouxeram uma planta de melhorias [para o canil], e eu prometi que assim que tiver uma verba específica nós vamos melhorar, conta Gislaine Fernandes Constante, diretora geral da PII de Balbinos. “O que deixa contente é que eles mesmos se propõem a fazer essas melhorias, porque às vezes você não tem mão-de-obra”, salienta.
| Agradecemos a gentileza da Dra. Gislaine Fernandes Constante e da Supervisora Andreia pela recepção e atenção dispensadas |
Fonte: Blog LeandroLeandro





