18 dezembro 2018

CORTAR NA CARNE É NECESSÁRIO : Justiça condena grupo que operava tráfico de drogas no Ceresp de Juiz de Fora/MG

Ação criminosa contava com a participação de agentes penitenciários, presidiários e parentes de detentos. Organização foi desmantelada durante a Operação ‘Pente Fino’, em agosto de 2017.







Por Fellype Alberto, G1 Zona da Mata
17/12/2018 18h50 


Grupo realizava tráfico de drogas no Ceresp de Juiz de Fora —
Foto: Reprodução/TV Integração




O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) condenou um grupo que operava o tráfico de drogas no Centro de Remanejamento do Sistema Prisional (Ceresp) de Juiz de Fora. A ação criminosa contava com a participação de agentes penitenciários, presidiários e parentes de detentos.

A organização foi desmantelada durante a Operação ‘Pente Fino’, realizada em agosto de 2017, dentro da unidade. A operação foi desencadeada pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e contou com o apoio da Polícia Militar (PM) e da equipe de Inteligência do Ceresp. Além do grupo, diversos materiais foram apreendidos.

A sentença proferida pela 3ª Vara Criminal de Juiz de Fora apontou para a condenação de três ex-agentes penitenciários, um ex-presidiário e três presos, além da mãe e da cunhada de um desses detentos, por atuarem no tráfico de drogas e na facilitação da entrada de celulares na unidade prisional.

Materiais apreendidos em celas do Ceresp em Juiz de Fora — Foto: Fellype Alberto/G1




O agente penitenciário que chefiava o grupo foi condenado a 24 anos de prisão por tráfico e associação ao tráfico, porte ilegal de armas e favorecimento. Outro agente foi sentenciado a 21 anos de prisão pelos mesmos crimes, exceto, pelo porte ilegal de armas, e o terceiro, a seis anos de detenção por associação ao tráfico, favorecimento e peculato.

A decisão também determinou a condenação de um ex-presidiário foi sentenciado a 24 anos de cadeia por tráfico, associação ao tráfico e favorecimento. O detento que negociava os produtos recebeu pena de 22 anos de prisão, e a mãe e a cunhada dele foram condenadas a 21 anos de cadeia cada uma.

Os outros dois presos, que atuavam na distribuição do material ilícito dentro do Ceresp receberam penas de 22 e 23 anos de cadeia.

Entenda o caso

Em agosto de 2017, o Grupo Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e a Promotoria de Justiça de Combate ao Crime Organizado de Juiz de Fora deflagrada a Operação “Pente Fino” para desmontar o esquema que funcionava na unidade.

Centro de Remanejamento do Sistema Prisional (Ceresp) de Juiz de Fora
( Foto: Reprodução Facebook)



Com a ação, foi constatado que um dos agentes penitenciários chefiava o esquema, contando com o auxílio dos outros dois. Um ex-presidiário do Ceresp atuava como atravessador entre o agente chefe, os presos e os familiares do detento que vendia as drogas e os celulares.

Segundo a investigação, o detento que negociava os produtos no interior do presídio encomendava as drogas e aparelhos telefônicos do ex-presidiário. Os outros dois presos resgatavam o material em locais previamente determinados pelos ex-agentes penitenciários e o entregava ao detento negociador.

A mãe e a cunhada desse detento ajudavam na compra e na entrega da droga e dos celulares ao ex-presidiário que atuava como atravessador.

Em um dos episódios apurados, os criminosos conseguiram a entrada no Ceresp, em agosto de 2017, de dois tabletes de maconha, quatro aparelhos celulares, três carregadores e cinco chips.

Durante a operação foi apreendido na casa de um dos agentes comprovantes de depósitos bancários; e de outro, três celulares, 22 cartuchos, além de capa de colete com duas placas balísticas e dois pares de algemas da Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds).

Em novembro de 2017, o MPMG ofereceu a denúncia, que foi recebida pela 3ª Vara Criminal da Comarca de Juiz de Fora, que decretou a prisão preventiva dos denunciados.




Fonte: G1

Contraponto: Quando temos a grandeza e a coragem de cortar na carne o mal que aflige a toda uma Categoria, isso faz com que saíamos maiores, purificados e livres de uma chaga. Chaga esta que tende a contaminar a todo um corpo se não não extirpado. Parabéns aos Servidores Mineiros por este livramento. 

Aqui em São Paulo, em nossa Unidade, no Instituto Penal Agrícola de Bauru, ha mais ou menos uns 10 ou 12 anos atrás os Diretores inciaram um processo similar, e vimos mais de cinco servidores sendo exonerados ou presos. 

Três deles escaparam do flagrante, mas não da exoneração, um foi flagrado mas escapou da prisão, mas não da exoneração, e dois acabaram sendo presos em flagrante e levados para Tremembé, sendo que os familiares do preso que estavam em concurso com os mesmos, assim como o próprio preso,  foram todos condenados também.