Presidiário estava internado em centro hospitalar na capital desde o início de abril; ele estava preso havia 40 anos.
Rogério Pagnan
10.mai.2021 às 9h57
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| José Márcio Felício, conhecido como Geleião, em foto de novembro de 2005 Foto: Nilton Fukuda/Estadão Conteúdo/Arquivo |
Ele era o último dos fundadores do grupo ainda vivo e, desde 2002, havia se tornado inimigo da facção liderada atualmente, segundo a polícia, por Marco Camacho, o Marcola.
Felício estava no sistema prisional havia mais de 40 anos, por diferentes condenações, incluindo crimes cometidos no cárcere. Ele, que era hipertenso, foi internado no centro da capital em 9 de abril após ter comprometimento pulmonar de 50%. O quadro, que inspirava cuidados, se agravou; ele foi intubado, mas acabou morrendo às 6h30.
Segundo dados da Secretaria da Administração Penitenciária, até a última sexta-feira (7) 50 presos haviam morrido após complicações da Covid-19. Já entre os funcionários, a quantidade de óbitos era quase o dobro: 99 vítimas. O sistema paulista tem atualmente cerca de 212 mil presos.
A transferência de Felício para que recebesse tratamento contra a Covid-19 ocorreu sob forte esquema de segurança policial, por equipes do Baep (ações especiais), porque o criminoso era jurado de morte pela cúpula da facção, desde ter sido expulso da quadrilha, em 2002, e desde então vinha sendo caçado.
O PCC chegou a contratar rivais para matá-lo, quando ele esteve no presídio federal de Campo Grande (MS). Uma das tentativas, interceptadas pelos serviços de inteligência do governo paulista, aconteceria quando ele se encontrava na enfermaria do presídio.
Antes de sua transferência para o hospital, Felício cumpria pena em Iaras, interior de São Paulo (285 km da capital), unidade penitenciária destinada a abrigar a pessoas ameaçadas de morte no sistema prisional, como condenados por crimes sexuais, pedófilos e estupradores.
"Sabia que Marcola era informante da polícia", diz fundador do PCC
De acordo com integrantes do Ministério Público e da Polícia Civil, a expulsão de Felício coincidiu com a ascensão ao poder de Marcola, atualmente na Penitenciária Federal de Brasília.
Depois de ser expulso do PCC, Geleião fundou outra facção criminosa, o TCC (Terceiro Comando da Capital), com César Augusto Roriz Silva, o Cesinha, outro ex-fundador do PCC e morto por companheiros de prisão em 2006.
De acordo com o procurador Márcio Sérgio Christino, autor do livro “Laços de Sangue – A História Secreta do PCC”, Geleião foi um dos principais chefes do PCC e, depois de expulso, contribuiu para a condenação de Marcola, ao revelar os bastidores da facção.
"Ele foi o idealizador e principal criador do PCC, sigla que ele inventou", disse Christino à Folha quando da internação de Felício. "Carismático, inteligente, fisicamente intimidante (quase 1,90), foi preso logo após completar a maioridade", frisou. Ainda segundo o procurador, a delação premiada de Felício foi a primeira de que se tem notícia, colhida "quando uma legislação precária mal tinha sido criada".
Fonte: Folha de São Paulo







Depois dessa excelente notícia, vou no hot dog do Marquinhos comemorar.
ResponderExcluirHA HA HA MAS EU TÔ RINDO A TOA
ResponderExcluirE sobre os remanescentes de 2008, alguma informação sobre as nomeações?
ResponderExcluirQNN ZE
ExcluirKkkkkkkk
ExcluirTá dando risada pq Ze?
ExcluirVixi...que enquadro na hiena
ExcluirComo diz a música: "Adolf Hitler sorri no inferno"
ResponderExcluirO PSDB com seus políticos, principalmente o atual governador fez muito mais maldades a são Paulo, e a seu povo que o detento morto, essa é minha opinião. A nós servidores nos tirou a esperança e boa parte dos nossos salários, ato que reverteu em menos comida, remédios e a nossa expectativa de vida.
ResponderExcluirAinda não me tornei irracional o suficiente para comemorar a morte de ninguém, independente de ser amigo ou inimigo.
ResponderExcluirConcordo com vc Edson José de Oliveira e tbm com o anônimo que comentou às 13:50... Mas cada um cada um né...
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