A funcionária pública trabalha na unidade há 7 anos como Analista Executivo de Defesa Social Pedagoga, Responsável pelo Núcleo de Ensino e Profissionalização da Penitenciária de Formiga.
Por Lorene Pedrosa - 93 Play
Publicada em 13/11/21
| Penitenciária Regional de Formiga — Foto: Departamento Penitenciário/Divulgação |
Familiares de detentos trataram o ato como tortura e represália após pedidos por água e comida, que estariam em falta na unidade. E os apelos para que o caso seja investigado e responsáveis punidos chegaram ao Senado Federal e nas câmaras legislativas.
Por outro lado, informações repassadas ao jornal da 93 Play pelo Diretor Regional da 7ª Região Integrada de Segurança Pública, Sérgio Evaristo de Souza, dão conta de que todo o procedimento foi protocolar, com o objetivo de evitar danos à saúde e integridade física dos presos que foram retirados das celas sem nenhum ferimento.
| Penitenciária Regional de Formiga — Foto: Departamento Penitenciário/Divulgação |
"Há dois tipos de intervenção. A que chamados de pente-fino, são as rotineiras revistas nas celas, em que há tempo para revistar cada um dos detentos que vão vestidos para o pátio enquanto o procedimento ocorre. Outra situação é a de momentos de motim. Naquele dia, colchões foram incendiados e as celas estavam sendo depredadas. Neste momento, não há tempo de revista e é necessário esvaziar as celas o quanto antes para que ninguém se queime ou sufoque com as chamas. Por isso as vestimentas são retiradas. Não houve nenhum tipo de excesso e este mesmo protocolo é seguido em todo o país em momentos semelhantes", explicou o diretor que informou que será investigado o vazamento das fotos.
O Departamento Penitenciário de Minas Gerais (Depen-MG) informou que um procedimento interno foi instaurado para apurar a motivação da realização das imagens e da veiculação.
"O Depen-MG ressalta que não compactua com qualquer desvio de conduta dos seus servidores e que todas as denúncias são apuradas, respeitando a ampla defesa e o contraditório", informou por meio de nota.
Como consequência da repercussão do caso e vazamento das fotos que são tiradas em todo o procedimento interno da penitenciária, justamente para comprovar que não ocorreram ilegalidades, o então Diretor-Geral da unidade, Ronaldo Antônio Gomides foi afastado do cargo que agora foi assumido interinamente pelo Diretor Regional, Sérgio Evaristo.
Além disso, uma carta aberta da servidora Letícia Meireles Lopes Castro, que presenciou o fato, foi divulgada neste sábado (13). Ela trabalha na unidade há sete anos como Analista Executivo de Defesa Social e Pedagoga, Responsável pelo Núcleo de Ensino e Profissionalização da Penitenciária de Formiga e nega qualquer excesso no ocorrido e trata das questões de alimentação e fornecimento de água aos detentos:
| Policiais penais da Unidade Prisional de Formiga em treinamento com Drones |
CONFIRA A ÍNTEGRA DA NOTA:
"Nota de quem está ali, se dedicando a ressocialização há quase 7 anos.
Sei que a imagem choca. Não estou aqui para romantizar o cárcere. Estou aqui para mostrar o outro lado.
Todos os dias eu saio de casa para entregar o meu melhor, enquanto servidora pública que escolheu se dedicar ao cárcere e a difícil tarefa de ressocializar indivíduos privados de liberdade. Cadeia não é o paraíso da santidade.
Junto a mim existe uma equipe técnica e administrativa que se dedica a atender os IPLs da forma mais humana e respeitosa.
Dentro daquilo que nos cabe, acolhemos também as famílias.
Quantas vezes acalmamos mães e filhos que nos ligam diariamente? Quantas vezes atendi telefonemas de mães chorando e disse a elas: se acalme! Seu filho não está desamparado e eu estou aqui para te atender também.
Temos médicos, enfermeiras, psicólogas e advogados. Todos os dias entregamos nas celas os medicamentos prescritos. A maioria fornecida pelo Estado.
São fornecidas 4 refeições diárias: café da manhã, almoço com sobremesa, café da tarde e jantar (e eu digo com propriedade porque estou ali, e eu como o mesmo que é servido aos IPLs).
Falta água. E vejo Policiais Penais girando manualmente os registros de água e controlando tudo para não faltar nada. Vejo diretor geral subindo na caixa d'água para fazer manutenção junto com detento do trabalho interno. Vejo diretora de finanças e servidor do almoxarifado solicitando caminhão pipa. Vejo técnico de enfermagem saindo às pressas para encontrar um torneiro mecânico para abrir rosca em canos de metal: porque não pode faltar água!
Mas falando sobre as fotos, que chocam a qualquer um que observa, digo que eu estava na minha sala. Senti o cheiro dos colchões queimando, vi toda equipe do GIR se preparando, vi diretor de segurança voltando das férias às pressas, vi servidor correndo pra conter chamas ( e vi servidor de dedicação exclusiva, em dia de folga, se recusar a atender demandas).
Ninguém gosta disso. Até quem trabalha naquele lugar há tanto tempo ainda se sente apreensivo. A gente tem medo de que algo ruim aconteça no motim (com quem trabalha e com quem cumpre pena).
Naquele procedimento não houve feridos. Todos os protocolos de segurança foram seguidos, inclusive a obrigação do uso de máscaras para evitar COVID-19. Como eu disse, cadeia não é paraíso da santidade. Protocolos de segurança em momento de motim chocam a quem vive e a quem não vive ali.
Mas o que mais me choca é a faísca. Não digo da faísca que deu ínicio ao incêndio. Digo da faísca do servidor público (inimigo da direção e dos próprios colegas de trabalho) que fez o desserviço de expor procedimento padrão e pessoas (IPLs e servidores). As pessoas expostas tem família, e como eu já disse dia de intervenção deixa todo mundo apreensivo.
Cadeia não é paraíso da santidade. Dói. Dói pra quem cumpre pena, dói pra quem tem familiar cumprindo pena, dói pra quem trabalha sem recursos, dói pra quem faz das tripas coração por quase 20 anos e é afastado de suas atribuições ao fazer o que é obrigação.
Sinto muito por cada família. Sinto muito por cada pessoa exposta. E sinto também por quem foi afastado do cargo.
Digo que nós, da equipe técnica e administrativa, estamos na Unidade Prisional atendendo cada ligação da forma mais humanizada possível (e confesso que nos falta linha telefônica e servidores, mas isso vocês já sabem, né?).
Sinto muito.
(Escrevo e me identifico, porque minhas palavras possuem verdade)
Letícia Meireles Lopes Castro/MASP 1361801-2
Analista Executivo de Defesa Social
Pedagoga, Responsável pelo Núcleo de Ensino e Profissionalização da Penitenciária de Formiga"
Fonte: FM 93Play






Foi dificil ler o tezto todo,eu me senti,inserido no contesto,pois senti.a.dor.
ResponderExcluirAsp éinterno,aevp é externo,mais uma lágrima incistil em rolar,nao pude conter o.cholo.
Ass. Concurseiro.
O que o concurseiro é na SAP?!?!?!?!?!?!?!?!?
ResponderExcluirOPERACIONAL
ExcluirNóssa...
ResponderExcluirQue nóssa...
Se o reiducando fujir,ele perde o direito a remissãu de pêna?
ResponderExcluirAss. Concurseiro.
Frases mais comuns dos apoios:
ResponderExcluirOnde é o qto?
Dá p fazer o três meia ai?
Onde é o qto?
O que o preso tem?
Cadê o asp acompanhante?
Onde é o qto?
Tem algema ai?
Qual seu romeu golfe?
Onde é o qto?
Tem q entrar na unidade p embarcar?
Esse preso é bandido?
Onde é o qto?
SENSACIONAL!!!
ExcluirKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK
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KK
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Asp é..Tem ovo frito
ExcluirOvo cadê ovo kkkkkkkkk
Que horas é almoço ,o café, a janta e a ceia assim diz o asp faustão 👉🥚🥖🍞🍉🥚🍳🎂🧋🤣🤪
ExcluirFrases mais comuns do ASP penal.
ResponderExcluirHj tem pudim ladrão???
Priiii priiii piii
Hj vai sair um bandeco nervoso
Priiiii piiii
Abre a 306 fecha a 207
Priiiiiiii piiii
Sobrou uma bolacha na gaiola 3
Priiiii pii priiii
Vai sair um bonde quem é o mais obeso vai hj
Priiiii pii priiii
Kkkkkkkkkkkkkkkkc
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