Transição está em estudo na SAP, mas já desperta medo e insegurança nos moradores, penitenciária está localizada no bairros São Bernardo, região central da cidade.
Alenita Ramirez / alenita.ramirez@rac.com.br
12/06/2022
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| Penitenciária Feminina de Campinas tem capacidade de 556 vagas, e conta com uma população de 461 custodiadas |
Apesar de a Pasta não confirmar a mudança, na última semana o Governo do Estado publicou no Diário Oficial do Estado (DOE) o remanejamento de mais de 40 agentes penitenciários masculinos para o local, o que reforça a suspeita dos moradores. Atualmente, cerca de 10 agentes masculinos atuam na vigilância externa e muralha.
A SAP justifica o estudo de transição devido à redução da população prisional feminina nos últimos anos e o déficit de vagas para presos do sexo masculino. “Assim, iniciamos estudos para avaliar a possibilidade de transformação da Penitenciária Feminina de Campinas em um presídio masculino. O perfil dos presos que seriam recebidos na unidade ainda não está definido. O presídio seria destinado ao regime fechado, com vigilância armada fazendo a segurança”, frisou em nota a Pasta.
As onze penitenciárias femininas do Estado dispõem de capacidade para 6.955 presas, mas, atualmente, elas abrigam 5.069 encarceradas. Na unidade de Campinas, a capacidade é para 556 presas. Até o último dia 8, havia 465 detentas. A unidade no Estado com o maior número de vagas é a de Sant’Ana, com 2.696, cuja ocupação hoje é de 1.734 presas.
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| Populaçao residente ao entorno da U.P., esta preocupada, pois quando era uma Unidade Masculina sempre foi motivo de tensão para a vizinhança, segundo os moradores mais antigos do bairro São Bernado |
Ao contrário dela, alguns moradores entrevistados pelo Correio Popular na semana passada afirmaram desconhecer a informação de mudança, mas se mostraram preocupados. “Não pode ser. A gente já conviveu com momentos tensos quando era masculina e só aliviou quando passou a ser feminina. Não é justo voltar a ser masculina”, comentou um morador há pelo menos 40 anos no bairro, que pediu para não ser identificado.
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| CPP (Centro de Progressão Pentienciária) "Professor Ataliba Nogueira" de Campinas com população carcerária de 2.428 presos e com capacidade para 2.058 |
Impacto
A presidente da Comissão de Direito Penal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), em Campinas, Carolina Defilippi, informou que a entidade ainda não foi oficializada da troca, mas, assim que for informada, vai entender os estudos e pedir todas as medidas para que nem a população em volta nem as presas e seus familiares sejam prejudicados. “Se realmente voltar a ser destinada a presos do sexo masculino, haverá impacto, mas aí temos que estudar uma forma para que ele seja o menor possível”, disse a advogada.
De acordo com a representante da OAB, o Direito Penal garante ao preso direito a ressocialização, o que inclui a manutenção dos vínculos familiares. Assim, caso se pense em uma transição, será necessário estudar uma logística que beneficie não apenas seus parentes e família. “Uma presa, moradora de Campinas, por exemplo, não pode ser levada a Presidente Prudente, visto que isso traria reflexos à situação econômica da família dela, afetando o direito de manter os vínculos familiares. Toda mudança mexe com a questão da ressocialização”, frisou a advogada.
A cadeia do São Bernado, atual Penitenciária Feminina, foi inaugurada em 1976 para abrigar presos do sexo masculino que foram trasnferidos de outras unidades prisionais do Estado. Em março de 2005, o prédio passou por uma reforma para receber presas vindas das penitenciárias femininas do Tatuapé e Franco da Rocha, ambas desativadas.
Enquanto ela abrigava presos do sexo masculino, a unidade registrou rebeliões e fugas, que impuseram o terror nos moradores. “Vira e Mexe acontecia algo ali. Quando não era fuga, era rebelião. Vivia cheio de policiais. Lembro-me de como era e temo que o local volte a ser como era”, mencionou um morador que vive em um prédio nas imediações da penitenciária. “Depois que foi transformada em uma unidade feminina, ficou tranquilo”.![]() |
| Complexo Campinas - Hortolândia, mais conhecido como Carandiru Caipira, região metropolitana de Campinas conta com mais de 10.000 presos em todos os regimes |
“O presídio feminino acaba sendo de menor periculosidade, porque a maioria das detentas é condenada por tráfico de drogas, que, embora seja um crime grave, não enseja a violência contra a pessoa. Já entre os presos homens, a porcentagem de crimes violentos é bem maior”, observou.
População carcerária
Em todo o Estado de São Paulo existem 88 penitenciárias, tanto masculinas como femininas, além dos Centro de Ressocialização, de Progressão, de Readaptação, de Detenção Provisória e Hospital, contemplando ambos os gêneros. A população carcerária em geral é de 198.533 detentos. Nas quatro cidades que integram a Região Metropolitana de Campinas (RMC) – Campinas, Hortolândia, Sumaré e Americana – existem 7.267 vagas para presos masculinos e a população chega a 10.204 presos.
Fonte: Correio Popular










Trocaram as PPKs pelos pipocos.RUIIIIIIIIIMMM.
ResponderExcluirO Estado deve fazer o melhor para o interesse coletivo. Não dá para ficar ajeitando o lado de um ou de outro.
ResponderExcluirGuerreiros essa vocês não podem perder, aevp que sumir com 6 armas ou mais do corpo da guarda, sem o companheiro perceber, vai ganhar na hora uma visita da DIG em sua casa!!! E mais!!! Se qualquer arma for encontrada com vagabundo na rua tem bônus hein, acredita que a sorte chega
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