Um ex-servidor do Departamento Penitenciário Federal deve se arrepender amargamente do dia em que resolveu furtar dois “espargidores de spray de pimenta” da Penitenciária Federal de Campo Grande.
By Richelieu de Carlo
08/04/2023
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| Fatos ocorreram no ano de 2018, demissão se confirmou em 2019, e a última derrota do agente foi em 30/03/2023, condenado a pagar multa e serviços comunitários - Imagem: Depen |
Esta é a segunda derrota do ex-agente federal de execução penal, já que em março de 2019 foi demitido devido ao mesmo caso. A demissão foi publicada em Diário Oficial da União, assinada pelo então ministro da Justiça e Segurança Pública Sergio Moro.
O crime aconteceu em 11 de setembro de 2018, quando o policial penal federal Phelipe Batista Silva, na condição de membro da comissão de inventário, tentou furtar os sprays de pimenta. Originalmente, ele era lotado na sede do Depen em Brasília (DF), mas estava em missão no presídio da Capital.
De acordo com a denúncia do Ministério Público Federal (MPF), Phelipe foi designado para integrar uma comissão de patrimônio responsável por inventariar os bens da Penitenciária Federal de Campo Grande. O furto ocorreu ao realizar uma conferência de materiais. Toda a ação foi gravada pelas câmeras de segurança.
Após Phelipe passar por um detector de metais, o equipamento acusou “massa metálica” em sua posse, o que ele disse serem chaves. O agente responsável, então, pediu para que as tirasse do bolso. Seguindo pela penitenciária, chegou a mais um detector de metais, quando o denunciado afirmou ter esquecido as chaves no equipamento anterior.
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| Penitenciária Fedeeral de Campo Grande, onde atuava o policial penal condenado a perda do cargo ao pagamento de multa e a prestação de serviços comunitários - Imagem: Depen |
Ao verificarem as câmeras de segurança, foi possível ver Phelipe entrar em uma sala de controle da vivência, pegar o spray, o esconder embaixo da prancheta e se dirigir ao banheiro fora da área de vigilância da filmadora. O processo se repete, mas em uma outra sala. O acusado sai do banheiro com os espargidores no bolso da calça, conforme relatado na denúncia. Depoimentos de testemunhas confirmaram os fatos.
Em depoimento à Justiça, o então agente penitenciário reconheceu ter pego os sprays de pimenta pertencentes à penitenciária federal. Mas afirmou que não foi no intuito de furtá-los do órgão público, mas sim para sua defesa e “integridade física” dentro do estabelecimento prisional.
Condenação por peculato
A juíza Julia Cavalcante Silva Barbosa, da 3ª Vara Federal de Campo Grande, em sua sentença, afirma que a versão do acusado “carece de qualquer verossimilhança”, porque “o servidor não tinha a posse dos espargidores em razão do cargo. Não se tratava de bens que lhe coubesse empregar nas funções que estava desempenhando, de conferência dos bens armazenados em uma unidade que nem era a de sua lotação”.
“Assim, por essa mesma razão, carece de qualquer verossimilhança a versão do réu de que teria pego os espargidores para sua defesa pessoal. A uma, porque sequer estava desempenhando atividades que implicassem contato com os presos. A duas, porque não se consegue vislumbrar situação em que, em uma única visita a uma unidade penitenciária de segurança máxima, ele pudesse usar todo o conteúdo de DOIS espargidores de pimenta. A três, porque nem mesmo faria sentido, para fins do serviço que ele estava a desempenhar, retirar bens que acabaram de ser inventariados”, fundamenta a magistrada.
“A própria dinâmica dos fatos relatados pelas testemunhas e confirmados pelas gravações de câmeras internas desmentem a versão do réu, tendo sido registrado em imagens que ele pegou os bens e procurou ocultá-los debaixo de uma prancheta e depois entrou no banheiro para escondê-los na calça. Ora, caso se tratasse do regular uso de material de trabalho no exercício de função pública, não haveria necessidade de tais artimanhas para ocultar a posse dos objetos”, completa.
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Por fim, a juíza Julia Cavalcante Silva Barbosa, em sentença do dia 30 de março, condenou Phelipe Batista Silva por peculato, quando um funcionário público apropria-se ou desvia, em favor próprio, de dinheiro, valor, ou qualquer outro bem móvel que se encontra em posse do servidor em razão de seu cargo.
As penas foram de um ano, um mês e 15 dias de prisão em regime aberto e pagamento de 5 dias-multa, que foram convertidos em prestação de serviços à comunidade, à razão de uma hora de serviço por dia de condenação, e pagamento de R$ 1 mil reais a uma instituição de caridade.
Demissão
Antes desta condenação, Phelipe Batista Silva foi demitido do cargo de agente federal de execução penal do quadro de pessoal do Departamento Penitenciário Nacional pelo então ministro da Justiça, Sergio Moro, que hoje é senador pelo União Brasil.
A decisão foi publicada no Diário Oficial da União de 27 de março de 2019, após conclusão de processo administrativo e ser considerado culpado por cometer improbidade administrativa.
Fonte: O Jacaré








Asp vai continuar na tranca jjkkkkkkkk acharam que iriam fazer escoltas kkkkk um monte perguntando pro jabá na live eu racho de rir.
ResponderExcluirPrimeiramente, ridículo as duas classes mais baixas do funcionalismo público estadual brigarem pra ver qual é a menos pior.
ExcluirSegundo, em quase vinte anos de carreira NUNCA vi essa de ASP querer ser da escolta. Assim como nunca vi quem é do muro querer ser zelador. Tem aqueles que adoram dar passeio pra fugir da carceragem, mas essa fantasia do "colega" é mero fetiche seu, não é realidade e não acontece. Tentativa forçada e risível de querer inverter algo. Pra quem é do sistema, não cola. Fraco.
Assim como quem está habituado (e prestou concurso pra isso) a ficar na radial não quer fazer serviço externo, quem está habituado a ficar na muralha sem fazer nada e não ter contato com preso (prestou concurso pra isso) não quer entrar pra dentro da cadeia.
Cada um no seu cada qual. Uns se arriscam mais, ganham mais, outros trabalham menos, ganham menos.
Por conta desse tipo " agentes" a classe só fica desunida cada vez mais , um quer tirar o outro mas quem perde é a polícia penal ... Pessoas assim dá vergonha da nossa classe. Comentario um tirando o outro, por não ir pra escolta e outro tirando por limpar vtr... Cabeça carunchada, como passou no psicólogo ???
ResponderExcluirPriiii piiiiiii piiiii priiii piiiiiii piiiii priiii piiiiiii piiiii priiii piiiiiii piiiii priiii piiiiiii piiiii
ResponderExcluirLamentável, o que passa na cabeça de um ser destes?
ResponderExcluirA condenação administrativa e penal jamais permitirão que seja aprovado em um concurso público novamente.
Estava lotado em Brasília, ganhando diárias gordas e viajando para vários Estados de avião, com tudo pago.
Colocou tudo a perder por spray de pimenta, que custa 50 reais no mercado livre? Inexplicável!
Lamentável atitude que envergonha a classe.
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