A Justiça condenou ontem (9) sete integrantes da cúpula do PCC (Primeiro Comando da Capital), por associação à organização criminosa.
Josmar Jozino
Colunista do UOL
10/10/2023
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| Os integrantes da chamada "sintonia final" do PCC, que ordenou uma série de crimes de dentro da prisão, segundo o MP - Imagem: Divulgação/MP-SP |
Cláudio Barbará da Silva, o Barbará; Almir Rodrigues Ferreira, o Nenê do Simeone; Rogério Araújo Taschini, o Taschini; Reginaldo do Nascimento, o Jatobá; Célio Marcelo da Silva, o Bin Laden; Cristiano Dias Gangi, o Cris; e José de Arimatéia Pereira Faria de Carvalho, o Pequeno, foram condenados a 12 anos de prisão cada um.
A sentença é do juiz Deyvison Herberth dos Reis, da 3ª Vara Criminal de Presidente Venceslau. A reportagem não conseguiu contato com os advogados dos réus — este texto será atualizado se houver manifestação das defesas. Cabe recurso contra a decisão.
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| No ano que se iniciou as investigações, todos os presos se encontravam custodiados na Penitenciária II"Maurício Henrique Guimarães Pereira" de Presidente Venceslau |
Os agentes apuraram que os acusados escreveram bilhetes orientando os parceiros nas ruas a praticar homicídios, organizar rebeliões e ataques a fóruns, distribuir armas e drogas, cometer atentados contra agentes públicos e órgãos do estado e fomentar guerra entre facções em vários estados.
Os presos começaram a ser investigados em 8 de março de 2017, quando agentes penitenciários apreenderam vários manuscritos na galeria de esgoto da P-2 de Venceslau. De acordo com o MP-SP, os bilhetes foram dispensados pelos detentos, mas encontrados em fiscalização de rotina.
O MP-SP diz ainda que os agentes fizeram a secagem e desinfecção dos bilhetes e que peritos do IC (Instituto de Criminalística) realizaram exames grafotécnicos e constataram que as mensagens foram escritas pelos sete acusados.
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| Entenda a mudança de estrutura no Primeiro Comandano da Capital e descoberta pelo MP-SP |
Réus alegam inocência
Ouvidos em juízo, os réus foram unânimes em afirmar que não escreveram os bilhetes, não pertencem a facção criminosa e, portanto, jamais integraram a "sintonia final" do PCC ou qualquer outra célula da organização. Todos acrescentaram ser inocentes.
Os sete presos foram denunciados na Operação Echelon, deflagrada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial e de Combate ao Crime Organizado, subordinado ao MPSP), que desmantelou a célula do PCC chamada de "sintonia dos estados e países".
Na ocasião foram cumpridos 75 mandados de busca e apreensão e presas 51 pessoas. A célula tinha atuação em 14 estados e países vizinhos, como Paraguai e Bolívia. As ordens para a prática dos crimes — diz o MP — partia dos sete integrantes da "sintonia final".
Na sentença, o juiz Deyvison Herberth dos Reis observou que "ficou demonstrado o envolvimento dos réus com a organização criminosa PCC, que possui em sua estrutura o "tribunal do crime", que julga e mata os indivíduos considerados traidores da facção".
Na avaliação do magistrado, os réus têm péssimos antecedentes e "integram organização que configura verdadeiro estado paralelo, atuando severamente na prática de diversos crimes graves, como roubos, tráfico de drogas, homicídios, latrocínios (roubos seguidos de morte) e sequestros".
Fonte: UOL









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