Segundo a Secretaria de Segurança Pública, policiais conseguiram recuperar cinco metralhadoras .50 e outras quatro de calibre 7,62. Operação teve troca de tiros com criminosos, que conseguiram fugir
Por Wesley Bischoff, Kleber Tomaz, Leonardo Rinaldi, Johan Carlos, Lucas Jozino, Anderson Colombo, g1 SP e TV Globo — São Paulo
21/10/2023
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| Nove armas foram encontradas na lama em São Roque, interior paulista, segundo a polícia - Foto: Divulgação/Polícia Civil |
Mais oito armas já tinham sido localizadas na última quinta-feira (19) pela Polícia Civil no Rio de Janeiro. Das 17 metralhadoras recuperadas, outras quatro continuam desaparecidas e são procuradas pelas autoridades.
O furto de 13 metralhadoras calibre .50 e de oito metralhadoras calibre 7,62 do Arsenal de Guerra São Paulo (AGSP), em Barueri, só foi verificado pelo Exército no último dia 10 de outubro.
Desde então, o órgão passou a investigar internamente e sozinho o desaparecimento delas e impediu a saída da tropa do quartel. Inicialmente, cerca de 480 militares foram impedidos de irem para casa e tiveram seus celulares confiscados. Mas 320 foram liberados e até este final de semana, 160 continuavam "aquartelados".
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| Armas foram encontradas pela Polícia Civil na Grande São Paulo - Foto: Johan Carlos/TV Globo |
As informações foram divulgadas pelo secretário de Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite.
"Desse trabalho de investigação é que surgiu a informação de que ontem haveria um carregamento de armas naquele local. Nós fizemos a diligência rapidamente e confirmamos. Os indivíduos nos receberam já armados. Efetuaram disparos contra os policiais que estavam na viatura. Os policiais revidaram. A viatura foi bastante alvejada por disparos de arma de fogo e esses indivíduos acabaram fugindo, num lugar bem ermo, escuro, à noite, numa estrada de terra", disse ao g1 o delegado Marcelo Prado, titular do 1º Distrito Policial (DP) de Carapicuíba.
O furto das armas foi descoberto no último dia 10 de outubro. De acordo com o Exército, os militares notaram, durante inspeção, o sumiço de 13 metralhadoras calibre .50 e de outras 8 metralhadoras de calibre 7,62. As metralhadoras .50 são conhecidas por terem poder de fogo e alcance para derrubar até aeronaves.
Na última quinta-feira (19), 8 metralhadoras foram localizadas na entrada da Gardênia Azul, na Zona Oeste do Rio.
Até a última atualização da reportagem, ao todo foram encontradas 17 metralhadoras. Ainda são procuradas 4 armas de .50.
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| Nove armas furtadas do Exército são encontradas na Grande SP - Foto: Divulgação/Polícia Civil |
"São cinco armas .50, e quatro calibre 7,62. Somadas com as que foram encontradas no Rio de Janeiro, pelas nossas contas, faltam quatro .50 a serem encontradas. As investigações continuam", disse Derrite.
As armas foram recolhidas pela polícia e levadas até a delegacia de Carapicuíba. Uma equipe do Exército checou o material e confirmou que o armamento faz parte do arsenal furtado em Barueri.
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| Armas furtadas do Exército foram recuperadas na Grande São Paulo - Foto: SSP-SP/Divulgação |
O Exército ressaltou que a localização do armamento foi "fruto de uma ação integrada do Exército Brasileiro com a Polícia Civil do Estado de São Paulo".
Policiais localizam armas abandonadas em poça de lama após troca de tiros com criminosos
"Todos os esforços estão sendo envidados para a recuperação total dos armamentos subtraídos", finaliza a nota.Em entrevista à TV Globo, o general Maurício General de Brigada Maurício Vieira Gama, chefe do Estado-Maior do Comando Militar do Sudeste, disse que as metralhadoras voltarão para o Exército após perícia da polícia.
O general ainda afirmou que não será feito um esquema especial para proteção das armas, já que sistema do quartel já permite.
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| Fachada da Delegacia de Carapicuiba que encontrou nove armas furtadas do Exército -Imagem: Divulgação Polícia Civil |
Investigação
O Exército investiga se pelo menos três militares do quartel de Barueri, na Grande São Paulo, participaram do furto das 21 metralhadoras de guerra a pedido de facções e se o crime foi cometido a partir do feriado de 7 de setembro e se continou nos dias seguintes.
As informações acima foram confirmadas pela TV Globo e g1 com fontes ligadas à investigação e também parentes dos militares que continuam impedidos de sair do Arsenal de Guerra depois que o desaparecimento delas foi confirmado.
Até a última atualização desta reportagem, cerca de 160 militares estavam "aquartelados" no quartel desde a semana passada. Todos tiveram seus celulares confiscados e estavam trabalhando entre os dias 6, 7 e 8 de setembro.
Antes, aproximadamente 480 tinham sido "retidos" inicialmente. Mas na terça-feira (16) 320 deles foram "soltos" para voltarem para suas casas. Mais de 50 militares já foram ouvidos pelo Exército no Inquérito Policial Militar (IPM).
Exoneração
Após o sumiço das metralhadoras, o tenente-coronel Rivelino Barata de Sousa Batista, diretor do Arsenal de Guerra, foi exonerado, conforme publicação do Diário Oficial da União.
Em seu lugar, assume o novo diretor, o coronel Mário Victor Vargas Júnior, de 48 anos, que comandará o quartel.
A exoneração de Rivelino havia sido anunciada na quinta (19) pelo general de Brigada Maurício Vieira Gama, chefe do Estado-Maior do Comando Militar do Sudeste (CMSE) durante entrevista coletiva com jornalistas na sede do órgão, na capital paulista.
Fonte: G1
Vídeos: Twitter: @DerriteSP/Metrópoles












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