O problema central não é o subsídio em si, mas o jeito como o governo Tarcísio arquitetou e executou o modelo: como armadilha fiscal e política, não como instrumento de valorização.
Por Flit Paralisante
16/12/2025
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| Tarcísio quer ver a Polícia Civil também de nadegas lisas para carcar até o talo, a Penal ele já operou- Imagem: Reprodução |
O regime de subsídio (parcela única) nasce no direito brasileiro com a Emenda Constitucional 19/1998, que ampliou o art. 39 da Constituição para prever que certas carreiras de Estado – como magistrados, membros do Ministério Público, ministros, parlamentares e, depois, policiais – passariam a ser remunerados por uma única parcela fixa, vedado o acréscimo de gratificações e adicionais permanentes; a ideia original era moralizar e dar transparência às remunerações, evitando “penduricalhos” e distorções entre carreiras similares. Mas na prática o modelo foi politicamente distorcido : em carreiras fortes, serviu para consolidar padrões remuneratórios elevados; em carreiras fracas ou consideradas destinadas aos fracassados tem sido usado para extinguir direitos individualmente adquiridos e facilitar o arrocho salarial ao longo do tempo.
Um raio-X da anatomia do poder estadual
Teoricamente, o subsídio poderia ser algo positivo:
*Simplifica a estrutura de vencimentos.
*Pode reduzir penduricalhos e manobras.
*Permite, se bem desenhado, reduzir a diferença entre quem está começando e quem está no topo.
O que torna o modelo perverso não é a existência do subsídio, mas:
*Tabela pensada para “nivelar por baixo”;
*Criação de vantagens pessoais (tipo VPS) para congelar quem já acumulou direitos;
*Ausência de paridade/integralidade para os mais novos, transformando o subsídio em armadilha previdenciária, não em proteção ao servidor.
Poema: "Uma polícia desarmada"
Por que começou pela Polícia Penal
Escolher a Polícia Penal como “projeto piloto” não foi ao acaso, e sim desenho diabólico :
Polícia desarmada não é polícia !
*Carreira com pouco reconhecimento social, recém-criada constitucionalmente , são guardas de presos , com má reputação de corruptos e violentos , pouca visibilidade do difícil trabalho diuturno e praticamente sem nenhum lobby de alto nível. Um caso que comprova que alterar o nome não muda a essência da coisa. Nada tem de identitário!
*Servidores dispersos pelo Estado , sem comunicação , com dificuldade de mobilização e pressão política. Sem líderes da própria carreira , sujeitos , ainda, a coronéis da PM bajuladores do governo de plantão. E a Juízes e Promotores corregedores que, literalmente, cagam e andam para o efetivo cumprimento da Lei de Execução Penal .
*Atualmente , que só conhecem prisões por videoconferência.
*Facilidade de vender para a opinião pública a narrativa de “modernização do sistema prisional”.
Um alerta: quem fala em modernização trata aposentados e pessoas idosas como sucatas .
Uma vez consolidado o modelo, Tarcísio de Freitas , caso seja reeleito , tentará replicar a lógica em outras carreiras muito frágeis : como a Polícia Civil e a sua Superintendência de polícia técnico-científica. São todos policiais civis !
O objetivo real: arrocho diabolicamente maquinado por militares e membros da PGE
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| A polícia penal de São Paulo, diferente dos demais Estados da União, é uma polícia desarmada, já cantada em verso e prosa pelo nosso famoso "Poeta". |
Se o objetivo fosse valorização, o governo teria:
*Fixado o subsídio tomando como base o maior vencimento real da classe, protegendo quem tem mais tempo de casa.
*Reduzido os degraus entre início e topo, como se fez na magistratura.
*Vinculado reajustes anuais aos índices objetivos, garantindo recomposição automática.
O que se vê é o contrário:
*Subsídio calculado para gerar saldo positivo no orçamento impondo o fim de ganhos reais individualizados ; não é para corrigir distorções históricas.
*Vantagens pessoais artificialmente criadas ( VPS ) para congelar direitos adquiridos e ir comendo esses valores com os ilusórios reajustes futuros.
*Foco em carreiras com pouca força política (Polícia Penal, e agora a base operacional da Polícia Civil), preservando segmentos mais organizados e próximos do poder.
*Digo base operacional da Polícia Civil pelo contingente expressivo de ativos e aposentados.
*A carreira de delegado de polícia não tem nenhum prestígio social , político e jurídico.
*Um agente penitenciário diretor de penitenciária se tornou mais importante para o atual governo do que um delegado DIRETOR DE DEPARTAMENTO. Não me perguntem o motivo , pois os processos judiciais são quase certos …Aliás, da parte dos diretores de penitenciárias.
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| Depois de ferrar com a Polícia Penal, Tarcísio agora mira os glúteos dos Políciais Civis do Estado de São Paulo, na ânsia de torna-los imberbes - Imagem: Reprodução |
O recado para as carreiras “menores”
A mensagem implícita é clara:
*Subsídio não para somar, mas para substituir e, com o tempo, reduzir.
*Carreiras sem peso político servem de laboratório para arrocho, enquanto as de prestígio ( PM , PGE , Defensoria , Fiscais da Fazenda ) mantêm mecanismos próprios de proteção.
*Quem vive exclusivamente do salário e não tem “atalhos” (bico, esquema, cargo de confiança ) é justamente quem mais apanha.
Jeito pederasta de ser , na melhor definição do Flit , começando a “enfiar no cu” da Polícia Penal e mirando, em seguida, o rabo da Polícia Civil …
O resto vem depois , menos para a PM, PGE, Defensoria e a corrupta Fazenda .
Tarcísio – não se deixem enganar – além de querer comer o teu cu quer que você se depile!
Fonte: Flit Paralisante










https://site.guardasmunicipaisbrasil.com.br/noticia/tarcisio-anuncia-r-1-bilhao-para-criacao-de-novas-guardas-municipais-em-sp/
ResponderExcluirEnquanto a polícia penal , não tem uniforme, não tem alimentação digna, não tem salário digno !
Excluirsó tem apito tático e simulacro de madeira compensada
ExcluirGoverno que faz acordo com o crime tem seu braço político ney.santos principal integrante do PCC no estado. A SAP por sua vez tem um coronel desprezado pelo oficialato e um dgpp inerte um boi de piranha.
ResponderExcluirFalou tudo!!!
ExcluirBônus 13 de fevereiro. fechou a data
ResponderExcluirTem uma candidata a deputada que retirou o vídeo dela com Tarcísio do Instagram e face..Dizendo que ele iria dar valor para área meio. Dar valor na categoria para segurar na SAP Policiais com seus respectivos talentos .. Volta Dória!
ResponderExcluirQue Bom que estão entendendo o porque que o governador recusou o bolachão da Polícia Penal . "Vai sair do forno, vem coisa boa" alguém lembra. rsrsr
ResponderExcluir99% dos policiais civis votaram no bolsoDória e depois fizeram o T.
ResponderExcluir99% dos agentes penitenciários votaram no bolsoDória e depois fizeram o T.
Agora se dizem todos surpresos!
Ano que vem toda essa turma votará de novo no Tarxísio.
E depois irão xingar muito no twitter.
Todo castigo pra corno manso é pouco.
Enquanto os sindicatos não entenderam que tem que exteriorizar o que está acontecendo nas U.P.s , levar para imprensa e judicializar desde a falta de efetivo, alimentação precária dos P.P.s ,escolta sem devido treinamento, etc... O governo vai ficar mentindo para a população e vai continuar tudo na mesma!
ResponderExcluirSindicatos pelegos nada resolvem... se virasse as cadeias e a mídia viesse, aí sim poderiamos escancarar a realidade e talvez recebessemos a valorização devida
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