Flagrante aconteceu quando advogada visitava cliente, na terça (19), no Presídio Policial Penal Leonardo Lago, no Complexo do Curado. Ela alegou uso pessoal e foi liberada.
Por g1 Pernambuco
22/01/2026
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| Presídio Policial Penal Leonardo Lago (PPPLL), no Recife — Imagem: Hesíodo Góes/Divulgação |
Conforme a Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização (Seap), a advogada Aline Vilarim do Nascimento, de 35 anos, estava com "substância, possivelmente cocaína", que foi encontrada durante uma "abordagem da profissional no final do expediente advocatício".
Segundo a Polícia Civil, a advogada estava no presídio para visitar um de seus clientes. Ela foi liberada ainda na terça-feira.
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| Viatura da Polícia Penal no Recife em apresentação da advogada na Delegacia de Polícia Cívil— Foto: Joab Alves/TV Globo |
"A substância encontrada era ínfima, sem indícios de comercialização, fracionamento, habitualidade, organização ou obtenção de vantagem econômica. Não havia dinheiro, anotações, contatos ou qualquer circunstância que sustentasse, técnica ou juridicamente, a narrativa de tráfico", disse a advogada.
Aline Vilarim afirmou, ainda, que categorizar a ocorrência como crime de tráfico de drogas é "juridicamente errado e intelectualmente desonesto".
Também informou que vai adotar medidas cabíveis contra "informações irresponsáveis, levianas e até mesmo criminosas propagadas" sobre ela nas redes sociais.
Caso investigado
Conforme a Polícia Civil, o caso foi registrado por meio da Central de Plantões da Capital (Ceplanc) e um inquérito policial foi instaurado para apurar as circunstâncias do fato.
O boletim de ocorrência do caso, ao qual o g1 teve acesso, descreve como foi a abordagem à advogada. Na tarde da terça-feira (19), por volta das 16h30, os policiais penais encontraram um "pó branco semelhante a cocaína" entre os pertences de Aline Vilarim.
Ao ser questionada sobre o entorpecente, a advogada disse ser usuária. Ela foi encaminhada à delegacia e, após analisar a ocorrência, a autoridade policial de plantão "decidiu que o fato fosse apurado através de portaria".
Na noite da terça-feira (19), a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) mobilizou representantes da Comissão de Prerrogativas – que fiscaliza o respeito e o exercício livre da advocacia – para acompanhar a ocorrência.
De acordo com a presidente da comissão, Tássia Perruci, a "OAB acompanha a situação e adotará as medidas cabíveis, no âmbito das suas atribuições, respeitando a atuação das autoridades competentes na apuração dos fatos".
Fonte: G1








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