Munições de calibres 22 e 38 foram encontradas na sala do Centro de Detenção Provisória (CDP) de Americana, interior de São Paulo.
Marcus Pontes
16/02/2026
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Centro de Detenção Provisória (CDP) "AEVP Renato Gonçalves Rodrigues" de Americana conta com uma população carcerária de 1.196 presos, mas com capacidade para 639 detentos segundo a SAP - Imagem: Reprodução |
Um coldre e munições de calibres 22 e 38 foram encontrados, na sexta-feira (13/2), em uma sala utilizada para guardar pertences de presos no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Americana, interior de São Paulo. A Polícia Civil investiga as circunstâncias.
A denúncia sobre a presença dos objetos no local foi enviada ao Sindicato dos Policiais Penais do Estado de São Paulo (Sinppenal).
Nela, o denunciante também revela que, na ocasião do encontro, as chaves da sala tinham sido entregues para um grupo de presos, que tinham como meta a organização do local.
A Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) investiga o fato e diz que a unidade segue padrões de segurança e disciplina. A pasta reforçou que uma revista geral foi feita como medida preventiva, mas não revelou se algum item ilícito foi localizado durante o trabalho investigativo.
O presidente do Sinppenal, Fábio Cesar Ferreira, conhecido como Fábio Jabá, afirma que aguarda uma investigação transparente sobre a descoberta. “É um fato gravíssimo, e envolve risco direto à vida de servidores, presos e da população. Isto exige uma apuração imediata, rigorosa e transparente.”
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O CDP de Americana já foi interditado pela Justiça no ano de 2013, e alvo também da Defensoria Pública por conta de superlotação em mais de 137% no ano de 2019 - Imagem: Google Maps |
O que diz o Sinppenal
A DENÚNCIA CHEGOU AO SINPPENAL — e agora ganhou repercussão.
O sindicato recebeu a informação, encaminhou e acompanhou o caso, que já está sob investigação. Isso evidencia duas coisas:
1) A gravidade do que está acontecendo quando surgem indícios de munição/coldre dentro de uma unidade prisional.
2) A confiança da categoria no SINPPENAL e a coragem dos Policiais Penais, que mesmo diante de riscos diários não se calam e fazem o que é certo.
Denunciar não é “criar problema”. Denunciar é evitar tragédia.
É proteger a vida de quem trabalha, de quem está custodiado e da população.
Importante: as munições foram encontradas numa sala anexa à inclusão, dentro da carceragem. Um local sensível e estratégico, o que reforça ainda mais a gravidade e a necessidade de apuração rigorosa.
A SAP respondeu ao repórter que houve blitz (revista geral) na unidade.
Mas servidores relatam que não houve blitz e que, no sábado e domingo, os visitantes entraram normalmente na unidade.
O SINPPENAL segue fazendo o que sempre fez: receber denúncias, acolher a categoria, cobrar providências e acompanhar cada passo.
A força da Polícia Penal está também na coragem de denunciar para quem resolve.
Fonte: METRÓPOLES
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