PF apontou riscos à integridade física do dono do Banco Master em presídio estadual no interior de SP.
Por Mariana Muniz — Brasília
05/03/2026
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| Ministro atendeu pedido da proópia Polícia Federal que vislumbrou que o custodiado poderia correr riscos a sua ibntegridade fisíca na Unidade Prsional de Potim - Imagem: Senappen |
Na decisão, Mendonça afirmou que o pedido se enquadra nas hipóteses previstas na Lei nº 11.671/2008, que permite a inclusão de presos provisórios ou condenados em presídios federais quando a medida se justifica no interesse da segurança pública ou do próprio custodiado.
“Presente, in casu, a hipótese descrita no citado dispositivo legal, acolho o pedido formulado e determino a imediata transferência do investigado preso Daniel Bueno Vorcaro para a penitenciária federal indicada pela Polícia Federal”, escreveu o ministro.
Vorcaro foi preso no âmbito das investigações relacionadas ao chamado caso Master. Ao solicitar a transferência, a PF afirmou que o investigado possui “significativa capacidade de articulação e influência” em diferentes esferas do poder público e do setor privado, o que poderia gerar riscos à condução das apurações e ao cumprimento de determinações judiciais.
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| Daniel Vorcaro será transferido em medida de segurança para Penitenciária Federal de Brasília — Imagem: Ana Paula Paiva/Valor |
Mendonça determinou que a Polícia Federal coordene, em diálogo com as direções das unidades prisionais envolvidas, a adoção das medidas necessárias para viabilizar a transferência com segurança. A Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), a Procuradoria-Geral da República e a defesa do investigado também foram notificadas da decisão.
A investigação da Polícia Federal que levou à prisão de Vorcaro apura um suposto esquema bilionário de fraudes no sistema financeiro, com suspeitas de crimes como gestão fraudulenta de instituição financeira, corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
Segundo investigadores, o esquema teria utilizado estruturas do mercado financeiro para captar recursos e movimentar ativos de alto risco ou de baixa liquidez, além de operações que teriam servido para ocultar prejuízos e desviar recursos. A decisão também cita suspeitas de interlocução com servidores públicos e tentativas de interferir nas investigações.
A operação, chamada de Compliance Zero, já teve três fases. A primeira, deflagrada em novembro de 2025, investigou a suspeita de venda de carteiras de crédito sem lastro a outras instituições financeiras. A segunda, em janeiro deste ano, ampliou o foco para o uso de fundos de investimento ligados à gestora Reag para a circulação de recursos e aquisição de ativos considerados problemáticos. Já a terceira fase, autorizada agora pelo STF, inclui novas prisões e medidas cautelares contra investigados ligados ao caso.
Fonte: Jornal O GLOBO








Eita, ministro indicado pelo Miiiinto dizendo que a SAP é incapaz de guardar um único criminoso? Pode isso, Arnaldo?
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