15 agosto 2017

FUTUROS ADULTOS MARGINAIS E HÓSPEDES DE PENITENCIÁRIAS: NÃO EXISTE POLÍTICA DE RESSOCIALIZAÇÃO ESTA É A VERDADE

Alas de Centro Socioeducativo estão interditadas após rebeliões em Luziânia
Menores infratores abriram buracos em paredes dos alojamentos e portas de metal. Agentes que trabalham na unidade reclamam da fragilidade da estrutura.


Por Vitor Santana, G1 GO
15/08/2017 11h26  Atualizado há menos de 1 minuto

Ala do Case de Luziânia ficou destruída após rebelião (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)

Três alas do Centro de Atendimento Socioeducativo (Case) de Luziânia estão interditados após rebeliões. Menores infratores quebraram paredes e destruíram as portas dos alojamentos. Agentes reclamam da fragilidade da estrutura.

A última rebelião aconteceu no domingo (13). Os internos destruíram os alojamentos de uma das alas, mas não houve fuga. A Secretaria Cidadã, responsável pela unidade, informou que está tomando todas as providências para apurar o que levo à rebelião.

Abriram buracos nas paredes com mais de 1.00m de diâmetro


Após a rebelião, os internos foram transferidos para outras alas, onde dividirão os alojamentos com outros adolescentes, o que, segundo os agentes, não é o correto. “Antes, você abria um alojamento e só tinha um adolescente.

Então era uma preocupação. Hoje, quando você abre um alojamento, são dois, então você dobra sua atenção, sua preocupação, porque você não sabe o que vai sair de lá”, disse o agente José Mesquita Lima.

Destruição quase que total, materiais extremamente frágeis















O Case tem seis alas, mas metade delas foi danificada em rebeliões. Em fevereiro deste ano, outras duas áreas foram destruídas. Na época, seis menores foram transferidos para outras unidades e outros internos, liberados pela Justiça.

Quem trabalha no local diz que a estrutura do prédio não é adequada. “Todas as reformas de todas as estruturas aqui da unidade são feitas com materiais extremamente frágeis. A gente não é especialista, mas não há um conserto, um reparo contínuo. A unidade funciona de forma muito precária”, disse a diretora do sindicato dos agentes socioeducativos, Larissa Fonseca.



Materiais usados de péssima qualidade






Sem as reformas nas alas, a capacidade do Case passou de 60 para 40 vagas. “É uma estrutura muito precária, arcaica, que não contempla nem um pouco o que diz a legislação”, completou a diretora.

Em nota, a Secretaria Cidadã explicou que ainda não há prazo para começar a reforma na unidade, que depende de processo de licitação da Agetop. Atualmente o Case tem 35 internos. Eles continuarão nos alojamentos até o início das obras.



Fonte: G1

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