Ação apurou envolvimento de PMs em organização criminosa. Investigação começou depois de triplo homicídio na cidade, que fez três jovens da mesma família vítimas.
Por G1 Vale do Paraíba e Região
14/03/2018 11h56
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| Administração Pública deve investir pesado e investigar a fundo as facções criminosas |
Vinte policiais militares foram presos em uma ação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) em Taubaté, Pindamonhangaba, Guaratinguetá e Registro (SP). A ação foi nesta quarta-feira (14) e apurava o envolvimento dos policiais em uma organização criminosa.
Segundo o Gaeco, foram cumpridos, ao todo, 40 mandados de busca e apreensão, que resultaram no recolhimento de armas, munição, drogas, dinheiro e também de um veículo. Não foram informados detalhes do funcionamento desta organização, nem a quantidade de itens apreendidos.
As investigações que levaram à operação conjunta do Ministério Público, da PM e da Polícia Civil foram iniciadas pela Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Taubaté e pela Promotoria de Justiça, a partir da investigação de um triplo homicídio.
O Ministério Público e as Polícia Civil e Militar não informaram, até a publicação desta reportagem, os nomes dos policiais presos, nem o balanço da operação.
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| Policiais militares são presos em operação do MP em Taubaté (Foto: Wanderson Borges/ TV Vanguarda ) |
Investigação
A investigação começou depois de um triplo homicídio em Taubaté. Três jovens da mesma família foram assassinados na madrugada do dia 8 de fevereiro de 2017 no bairro Rancho Grande. Os corpos das vítimas, 21, 24 e 25 anos, foram encontrados dentro de um carro alvejado com vários tiros. Ninguém havia sido preso por este crime até esta quarta-feira.
Na época do crime a família dizia que, menos de 24 horas antes dos assassinatos, os jovens tinham sido abordados por policiais militares para uma diligência na casa onde moravam no bairro Vila das Graças. Eles foram liberados horas depois.
No dia, em nota enviada ao G1, a PM informou preliminarmente não haver indícios de que os policiais militares fizeram a abordagem aos jovens antes das mortes.
Segundo a apuração, o caso trouxe elementos suficientes que provassem a existência de uma organização criminosa compostas por policiais militares que atuavam na cidade. O homicídio teria sido cometido em uma das ações da organização.
Em nota enviada às 11h30 a PM informou que não tinha detalhes da operação, que estava em andamento e afirmou que a instituição valoriza os bons policiais e a rígida depuração interna, não compactuando com ações contrárias aos valores e deveres dos policiais militares, sendo implacável quando constatados quaisquer desvios de conduta de seus integrantes.
Fonte: G1
Imagem Polvo: Internet







