A Justiça do Ceará indeferiu o pedido de revogação da prisão preventiva do narcotraficante Gilberto Aparecido dos Santos, 50, o Fuminho.
Josmar Jozino
Colunista do UOL
08/01/2021
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| Gilberto Aparecido dos Santos, o Fuminho, ao ser preso em Moçambique -13.abr.2020/Imagem: Arquivo pessoal |
Ambos eram da alta cúpula do PCC (Primeiro Comando da Capital) e foram mortos a tiros em 15 de fevereiro de 2018 na aldeia indígena de Aquiraz, região metropolitana de Fortaleza.
A defesa de Fuminho alegou no pedido judicial que, antes de ser preso, "ele era um homem trabalhador, possuía atividade lícita e atuava desde junho de 2019 no terceiro setor como voluntário em uma ONG (Organização Não Governamental) na África do Sul".Bilhete apreendido na PII de Venceslau aponta que chefes do PCC foram mortos a mando de comparsa
A ONG mencionada é a Chinmaya Seva Trust. Trata-se de uma entidade sem fins lucrativos que auxilia a população carente de países do continente africano. A instituição de caridade tem sede nas principais cidades do mundo.
Três juízes da 1ª Vara da Comarca de Aquiraz indeferiram o pedido formulado pela defesa de Fuminho, argumentando que o preso "é desprovido do mínimo de idoneidade necessária para a convivência social e que a liberdade dele representa real e constante ameaça à ordem pública".
Prisão do "Fuminho" em Moçambique
Fuminho é acusado de tentar expandir atividade do PCC para a África
Para o MP-SP (Ministério Público do Estado de São Paulo), Fuminho jamais exerceu atividade lícita, muito menos como voluntário em uma instituição de caridade estrangeira.
Segundo promotores de Justiça do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), órgão do MP-SP, Fuminho ficou durante anos escondido na Bolívia, onde comandava para o PCC o tráfico de toneladas de cocaína, e depois fugiu para a África do Sul.
A polícia moçambicana apurou que o criminoso deu entrada naquele país em março de 2020, usando documentos falsos. Ele também foi acusado de controlar o tráfico de drogas em Moçambique e de abastecer o mercado sul-africano de entorpecentes.
As investigações da Polícia Federal do Brasil apontaram que Fuminho vivia na África do Sul com a mulher Maria Caroline Marques Gonzaga, 26, formada em medicina na Bolívia. Agentes descobriram que ela retornou ao Brasil em 25 de fevereiro de 2020.
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| Preso em Moçambique, Fuminho planejava controlar tráfico na África com conexões na Europa |
Mulher do traficante é filha de outra figura importante do tráfico, Sarará
Quatro dias após a prisão de Fuminho, policiais federais cumpriram mandado de busca e apreensão no apartamento de Maria Caroline, no Tatuapé, zona leste de São Paulo. Foram apreendidos quatro aparelhos de telefone celular; R$ 34.700; US$ 125; 200 euros; 2.450 rands (moeda sul-africana), documento da Universidade de Pretória; cartão com a inscrição "Money Group" e papéis contendo diversas anotações.
Para a Polícia Federal a busca e a apreensão eram necessárias porque Maria Caroline "mantém relacionamento afetivo com Fuminho, e por ser pessoa da confiança dele, poderia estar na posse de informações que contribuam para a elucidação das mortes de Gegê do Mangue e de Paca".
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| Orlando Marques dos Santos, o Sarará, integrante do PCC - Imagem: Reprodução |
Maria Caroline é filha de Orlando Marques dos Santos, 59, o Sarará, considerado um dos maiores traficantes de drogas do Brasil, e de Antonia Gonzaga, 51. O casal foi processado em 2007 por lavagem de dinheiro. Sarará já cumpriu pena com Marcola.
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| Quem "era" Fuminho no organograma da facção criminosa |
Fuga com Marcola
Apontado como braço direito de Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, considerado o número 1 do PCC, Fuminho escapou da Casa de Detenção, no Carandiru, zona norte de SP, em 12 de janeiro de 1999. Segundo a Polícia Civil de São Paulo, ambos fugiram juntos.
Marcola foi definitivamente preso em julho do mesmo ano, mas Fuminho permaneceu foragido durante 21 anos. O narcotraficante foi recapturado em 13 de abril de 2020 em Maputo (Moçambique). Ele foi deportado para o Brasil e está preso na Penitenciária Federal de Catanduvas (PR).
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| Tudo em família, uma a uma as torres estão caindo, após trama para matar Gegê do Mangue e Paca |
Fonte: UOL











Nóis aqui dus interiô, além di votá no psdb qui é bom dimais... num tâmu dando conta di acompanhá us posts...
ResponderExcluirSi continuá assim, nóis gumita...
Kkkkkkkkk
ExcluirParabéns aos juízes de Aquiraz, Não são como aquelas prostitutas de toga do STF!!!
ResponderExcluirEsses indivíduos são como um cancer.Aonde quer que vão, causam morte, desgraça e destruição.Tem mais é que ficar enjaulados, para que o ciclo de violência termine.
ResponderExcluirnão chegou o pagamento entao fica na cadeia.
ResponderExcluirNa hora que o processo for para o STF ele vai para a rua ...né março Aurélio, Alexandre Moraes,toffilli,Gilmar Mendes,rosa e outros todos do comando ....
ResponderExcluirCara, conecta um teclado nesse seu celular...
ExcluirTá horrível sua digitação.
Esse é o tipo de excelência nos comentários, que devemos esperar de você?
Tinha que ter prisão perpétua para um tipo desses.Imaginem quantas vidas esse criminoso já destruiu.100 penas de prisão perpétua para esse facínora ainda é pouco!!!
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