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08 maio 2021

PCC movimentou R$ 3 bi com o tráfico, diz promotor Lincoln Gakiya, do Gaeco

A delação do piloto de helicóptero Felipe Ramos Morais foi o que permitiu aos federais descobrir quem era o Tio, o doleiro misterioso detectado pela primeira vez na Operação Shark.

Marcelo Godoy, O Estado de S.Paulo

08 de maio de 2021 

1, 5 toneladas de cocaína apreendida em Santa Catarina, escoamento da droga para Europa usa os portos brasileiros
Feita pelo grupo de Atuação Especial e repressão ao Crime Organizado de São Paulo (Gaeco), ela encontrou planilhas que indicavam a movimentação de R$ 1,2 bilhão pelo PCC com o tráfico de drogas. Trata-se de um valor hoje considerado ultrapassado pelos investigadores, depois que o “Banco do Crime” foi desvendado pela PF.

“Com os dados da Operação Tempestade e da Operação Sharks, ficou claro que o PCC mantinha operações para movimentar dinheiro do tráfico entre a Holanda, o Paraguai e o Brasil. Juntas, somam cerca de R$ 3 bilhões com o tráfico doméstico e o internacional”, diz o promotor Lincoln Gakiya, do Gaeco. Para ele, esse é o caminho do dinheiro da organização criminosa. “Não se trata de dinheiro particular dos narcotraficantes que a integram”, afirma.

Como a investigação da PF chegou a um personagem central num crime que abalou a cúpula da facção-Imagem-Revista Piauí
O piloto teve a sua colaboração homologada pela 6.ª Vara Criminal Federal de São Paulo. Ele foi preso sob a acusação de ter participado dos assassinatos de Rogério Jeremias de Simone, o Gegê do Mangue, e Fabiano Alves de Souza, o Paca, em 2018. 

Morais era o piloto da aeronave que levou os dois lideres do PCC para uma armadilha, no Ceará, sob as ordens de Wagner Ferreira da Silva, o Cabelo Duro, então responsável pelos contatos do PCC com a ’Ndragheta e com a máfia sérvia para o envio de drogas para a Europa. Gegê e Paca foram mortos a mando da cúpula da facção, que suspeitava estar sendo passada para trás pelos dois. Dias mais tarde, Cabelo Duro também foi assassinado em uma queima de arquivo. Preso, o piloto decidiu colaborar.

Morais contou que conhecia Cabelo Duro da Baixada Santista e sabia das dificuldades dele para receber o dinheiro do pagamento da droga exportada parta a Europa. O piloto apresentou o traficante ao empresário Caio Neman, filho do dono do Grupo Neman, Dalton Baptista Neman. 

Forças de Segurança tem atuado em combate maciço as atividades ilícitas do PCC
O piloto conhecia Caio do Guarujá. De acordo com a PF, “os investigados tinham pleno conhecimento de que estavam envolvidos em atividades ilícitas, em especial dando suporte à lavagem de dinheiro do tráfico internacional de drogas”. Segundo o piloto, o doleiro Wilson Decaria Júnior, o Tio, ligado ao grupo dos Nemans, teria sido o responsável por cuidar da movimentação do dinheiro do PCC.

Cabelo Duro foi para a Holanda conhecer o esquema. O dinheiro era entregue em espécie a um emissário do Tio, que tinha um código de confirmação do número de série de uma nota, que servia de senha para identificar quem ia receber o dinheiro, normalmente, em hotéis. O dinheiro era depositado na Europa e transferido dali para a China. 

Transferências de líderes do PCC foi fundamental para o combate a Orcrim
“A transferência ocorria mediante esquema de doleiros chineses ligados ao comércio da Rua 25 de Março, de São Paulo”, contou o piloto. A PF conseguiu acessar arquivos dos investigados, confirmando as remessas. Também obteve diálogos em aplicativos de mensagens entre os Nemans e Morais.

“Sem a colaboração de Felipe (Morais), os dados extraídos dos arquivos de nuvem seriam ininteligíveis, pois dificilmente conseguir-se-ia dar sentido aos mesmos, portanto podemos afirmar a eficiência de Felipe no que tange à participação de Neman em operação de lavagem de ativos ilícitos.”

Fonte: O Estado de São Paulo

Banco do Crime, do PCC, é suspeito de lavar dinheiro desviado do combate à covid no Rio

Operação Tempestade, da Polícia Federal, investiga se o esquema de lavagem de dinheiro do tráfico montado pelo Primeiro Comando da Capital (PCC) teria ajudado a movimentar verbas desviadas durante a gestão do governador cassado Wilson Witzel.

Marcelo Godoy, O Estado de S.Paulo

08 de maio de 2021 

"Banco do Crime" foi desvendado após diversas Operações desencadeadas pela PF
O 'Banco do Crime', o esquema de lavagem de dinheiro usado pelo Primeiro Comando da Capital (PCC) para movimentar o dinheiro do tráfico de drogas, é investigado pela Polícia Federal (PF) sob a suspeita de movimentar recursos desviados de hospitais de campanha para a covid-19 no Rio, na gestão do governador cassado Wilson Witzel. Essa é uma das principais revelações da Operação Tempestade, deflagrada pela PF nesta semana.

Um dos doleiros acusados - Wilson Decaria Junior, o Tio - é ainda o elo entre a apuração da PF e a Operação Sharks (Mais informações abaixo). De acordo com os investigadores, são dois os principais esquemas de lavagem de dinheiro do PCC. Um deles envolve uma doleira identificada pelos criminosos como “Veia”. 

O outro é o esquema detectado pela Operação Tempestade, que usava pelo menos duas empresas como bancos: o “Banco Neman” e a Bidu Cobranças, Investimentos, Transportes e Participações.

Operários em obra no Maracanã para construção de hospital de campanha. Foto: Wilton Junior/ Estadão
Segundo relatório da PF assinado pelos delegados Rodrigo de Campos Costa e Adriano Mendes Barbosa, da Delegacia Regional de Combate ao Crime Organizado, os investigados criaram estrutura própria para o “branqueamento de capitais por meio do uso de empresas fictícias e de laranjas conscientes”, emitindo notas fiscais frias para justificar a prestação de serviços inexistentes. 

O empresário Dalton Baptista Neman é apontado como o líder do esquema criminoso - que incluiria ainda seu filho. A ação contaria ainda com a participação de Decaria Júnior.

Neman e Decaria foram identificados pela PF na Operação Laços de Família, em 2016, que apurou o envolvimento do ex-presidente do Paraguai Horácio Cartes com o contrabando de cigarros para o Brasil. Neman manteria contato com outras divisões da organização criminosa, como o chamado Núcleo Canadense. É aqui que surgiram as suspeitas da PF de ligações entre o Banco do Crime e os desvios dos recursos pata o combate à covid-19.

Polícia Federal deflagrou a operação Laços de Família em junho de 2018

Lobista

De acordo com a PF, o advogado e lobista Roberto Bertholdo seria a peça que uniria os dois esquemas. Ele é investigado por suposto envolvimento em desvio de recursos de hospitais de campanha para a covid-19 no Rio. A PF chegou a pedir à Justiça a prisão temporária de Bertholdo, mas ela foi negada pela 6.ª Vara da Justiça Federal de São Paulo.

De acordo com a o relatório da PF, Bertholdo “ficou conhecido como o homem que grampeou Sérgio Moro”. Os federais destacaram os contatos políticos do advogado, cujo escritório fica em Brasília, no MDB e no PP. Durante as investigações, os federais encontraram R$ 700 mil transferidos da conta do escritório de Bertholdo para a empresa Bidu Importação e Exportação Eirelli, dos Nemans. Bertholdo seria representante do Iabas (Instituto de Atenção Básica e Avançada da Saúde), que foi contratado pelo governo do Rio para construir os hospitais de campanha.

Em pelos menos uma oportunidade, os federais registraram o transporte de dinheiro de São Paulo para o Rio. Era 3 de fevereiro de 2020, quando os federais flagraram um intermediário recebendo dinheiro dos Nemans em um hangar do aeroporto de Jacarepaguá, no Rio.

Em uma conta bancária ligada a Bertholdo, os federais afirmaram terem encontrado nove depósitos feitos pelo Iabas no valor de R$ 6,5 milhões e quatro outros feitos por Bertholdo à Bidu, no valor de R$ 2,4 milhões. Ao todo, Roberto Bertholdo teria movimentado por meio de uma empresa r$ 77 milhões. Já os Nemans teriam movimentado cerca de R$ 220 milhões. “Há indícios fortíssimos que levam à possibilidade de que os valores transportados pelos Nemans, fisicamente, possam ter como destino o pagamento de propina a membros do governo daquele Estado (Rio)”.

A delação do piloto de helicóptero Felipe Ramos Morais foi o que permitiu a PF descobrir quem
 era o Tio, o doleiro misterioso detectado pela primeira vez na Operação Shark
O Núcleo Canadense usaria o banco do crime para “se beneficiar de recursos públicos, em tese, oriundos de fraudes em licitações e contratos superfaturados”. De acordo ainda com os delegados da PF, os “clientes dos Nemans” já foram investigados na Operação Prato Feito (um ex-prefeito), que apurou o desvio de merenda escolar em São Paulo, e na Operação Zelotes, sobre fraudes no Conselho de Administração de Recursos Fiscais (Carf).

“A desfaçatez do grupo é tamanha que criou uma instituição financeira, o Banco Neman, com um único objetivo: lavagem de ativos ilícitos de qualquer atividade criminosa”, escreveram os delegados. Durante a Operação Tempestade, a PF cumpriu cinco mandados de prisão, quatro preventivas e uma temporária - os delegados haviam pedido cinco preventivas e seis temporárias. A PF não revelou os nomes dos presos.

Os agentes fizeram 22 buscas em endereços de São Paulo, Tietê (SP), Guarujá (SP), Rio e Brasília. Entre os alvos vasculhados estavam residências, empresas e dois escritórios de advocacia. O Coaf identificou movimentações atípicas de R$ 699 milhões, “que hoje estão integrados no mercado econômico, como se lícitos fossem, cujos beneficiários são criminosos tanto do colarinho branco como de facções criminosas, incluindo o PCC”.

O Estadão procurou Neman, Bertholdo e Decaria Junior bem como as empresas citadas, mas não conseguiu encontrar os acusados ou os seus representantes legais. Decaria Junior está foragido desde julho de 2020, depois que recebeu um habeas corpus para responder em liberdade à acusação de ter assassinado o advogado, segundo a PF, “por supostamente ter relação a uma cobrança de dívida referente a criptomoeda”.

Fonte: O Estado de São Paulo

06 maio 2021

Policiais penais flagram drone entregando drogas em presídio da Grande BH; vídeo

Polícia Penal flagrou a ação e chegou a trocar tiros com suspeitos durante operação em Ribeirão das Neves (MG).

BALANÇO GERAL MG

06/05/2021 

Criminosos foram flagrados por policiais penais em Ribeirão das Neves, região metropolitana de BH/MG
Integrantes de uma quadrilha usaram drones para entregar drogas na penitenciária José Maria Alkimin, em Ribeirão das Neves, na região metropolitana de Belo Horizonte. 

A ação foi flagrada pela Polícia Penal, que trocou tiros com suspeitos durante a operação, na madrugada desta quarta-feira (5).

Vejam o vídeo

Fonte: Notícias R7

"Ninjas" invadem e abastecem presos com armas, drogas e celulares no CPP de Tremembé/SP

As fugas e evasões são rotineiras devido à falta de vigilância no presídio, que é de conhecimento da população carcerária", observou a Juíza Sueli Zeraik.

Josmar Jozino

Colunista do UOL

06/05/2021

Celulares, drogas e armas arremessados por "ninjas" em cadeia em Tremembé (SP) - Imagem: Reprodução
Desde setembro de 2020, o Centro de Progressão Penitenciária Edgard Magalhães Noronha, conhecido como "Pemano", em Tremembé, no Vale do Paraíba (SP), é invadido pelos "ninjas", como são chamados os indivíduos que arremessam centenas de telefones celulares, além de drogas e armas para os presos. 

Segundo a juíza Sueli Zeraik de Oliveira Armani, do Deecrim-9 (Departamento Estadual de Execução Criminal), de São José dos Campos, "as ocorrências se tornaram corriqueiras e fazem parte do cotidiano da unidade prisional, inclusive com disparos de arma de fogo".

Na avaliação da magistrada, "a situação vem comprometendo sobremaneira a manutenção da segurança e disciplina no interior do presídio, além de causar insatisfação no âmbito de quadro de funcionários". Na unidade cumprem pena os presos em regime semiaberto. 

De acordo com Sueli Zeraik, no início de janeiro de 2021 foram apreendidos 187 aparelhos de telefone celular durante uma blitz no período da saída temporária de final do ano dos prisioneiros. Os equipamentos entraram na unidade graças à ação dos "ninjas", que segundo a juíza, tem se intensificado.

SAP faz apreensão recorde no Pemano ao barrar 26 kg de droga e mais de 600 itens eletrônicos em 28/10/2020
No mês passado, a estratégia se repetiu em quase todos os dias, com apreensões de grande quantidade de droga e inúmeros aparelhos de telefonia celular, carregadores e chips. 

Muitos "ninjas" foram presos em flagrante e outros conseguiram fugir. A Delegacia Seccional de Taubaté registrou centenas de ocorrências. Na avaliação de Sueli Zeraik, as ações são orquestradas e bem-coordenadas, envolvendo integrantes de facção criminosa dentro e fora das muralhas do presídio.

Em 20 de outubro de outubro do ano passado, agentes apreenderam 162 telefones celulares, 191 baterias, 68 carregadores, 46 tabletes, 105 chips, 52 fones de ouvido, 49 cabos de entrada UBS, 46 tabletes de maconha, cinco papelotes de cocaína e dois de haxixe. Três "ninjas" conseguiram fugir. 

SAP faz apreensão recorde no Pemano ao barrar 26 kg de droga e mais de 600 itens eletrônicos em 28/10/2020
Agentes penitenciários fizeram outra grande apreensão em 10 de setembro de 2020. Foram encontrados 160 telefones celulares, 217 carregadores, 189 fones de ouvido, 58 baterias, 63 chips, 100 comprimidos de ecstasy e porções de maconha e cocaína. Dois "ninjas" foram presos em flagrante.

No dia 16 de janeiro deste ano, outro "ninja" perdeu os equipamentos que tentava entregar. Ele e cinco comparsas pularam o alambrado da unidade, mas a mochila, com 25 aparelhos de telefone celular, 34 carregadores, dois chips e até uma arma, ficou enroscada no arame da cerca.

Um agente penitenciário flagrou a ação. Os criminosos atiraram em direção ao funcionário, mas ele escapou ileso. Um "ninja" ficou com o pé preso no alambrado e foi detido. Ele revelou à polícia que receberia R$ 2.000,00 pelo "serviço". Os parceiros dele fugiram e deixaram uma arma para trás.

A falta de agentes penitenciários no "Pemano" também foi apontada pela juíza Sueli Zeraik, em ofício pedindo providências à Secretaria Estadual da Administração Penitenciária quanto ao déficit de servidores e à falta de segurança na unidade.

19 quilos de maconha, 01 de cocaína e drogas sintéticas foram apreendidos em 16/08/2020 na Pemano em Tremembé -Foto: SAP
Funcionários ouvidos pelo MPE-SP (Ministério Público Estadual de São Paulo) afirmaram que o presídio abrigava ao menos 3.000 presos e que em muitas ocasiões havia um agente para tomar conta de três ou quatro pavilhões, cada um deles com pelo menos 150 prisioneiros.

Os agentes disseram ainda que as torres de segurança da unidade ficam desguarnecidas por causa da defasagem de servidores. "As fugas e evasões são rotineiras devido à falta de vigilância no presídio, que é de conhecimento da população carcerária", observou Sueli Zeraik.

O presídio abrigava nessa quarta-feira (5), 2.917 detentos e a capacidade é para 2.672. O Ministério Público defende a redução da população carcerária no local para 1.672 ou seja, mil a menos do total de vagas. Sindicalistas cobram incessantemente a SAP em relação ao déficit funcional, mas esta não responde e não faz as contratações, segundo eles..

Policiais penais apreendem mais de 100 celulares e 27 kg de maconha no Pemano em Tremembé em 01/10/2020-Foto: SAP 
Em nota enviada ao UOL, a Secretaria Estadual da Administração Penitenciária afirmou que, para reforçar a segurança na unidade, o GIR (Grupo de Intervenção Rápida) realiza rondas periódicas nas imediações do presídio.

A pasta informou que foi intensificada parceria com a Polícia Civil com operações para coibir a entrada de ilícitos. A nota diz que a unidade conta com cerca elétrica, sensores de presença, alarme e canil. Segundo a secretaria, no momento não há funcionários afastados por covid-19.

A SAP acrescentou que as unidades de regime semiaberto não dispõem de vigilância armada porque os presos saem para trabalhar. "Elas são cercadas por alambrados. A permanência do preso no semiaberto se caracteriza pelo senso de autodisciplina e autorresponsabilidade do que propriamente dito por mecanismo de contenção contra evasão", finaliza a nota.   

Fonte: UOL

04 maio 2021

SAP Ceará inova e se moderniza com administração de Mauro Albuquerque

Agentes do GAP passam por treinamento de manuseio do novo armamento, além de receberem também novos coturnos.

Assecom/SAP

29 DE ABRIL DE 2021 - 16:00

Servidores do Grupo de Ações Penitenciárias recebem treinamento com novos armamentos
Policiais penais do Grupo de Ações Penitenciárias (GAP) recebem treinamento de manuseio do novo armamento adquirido pela Secretaria da Administração Penitenciária. Trata-se das armas Benelli M3 entregues pelo secretário Mauro Albuquerque, na última segunda-feira (26).

O treinamento realizado foi dividido em aulas teóricas e práticas e conta com a participação de 10 agentes do grupo tático.

Treinamento é intenso e constante para que os servidores estejam aptos para atuar a qualquer momento
O curso foi ministrado pelo tenente coronel Sergio Harumi Nishi da Polícia Militar do Estado de São Paulo (PMESP) que possui experiência na área de defesa, com ênfase em segurança pública. Os policiais tiveram aulas de conhecimentos sobre o sistema de funcionamento, montagem e desmontagem, regras de segurança, manutenção e limpeza. Além disso, receberam instrução de manuseio do armamento no estande de tiro.

Para o mestre Sergio Harumi, o treinamento favorece os policiais que aprendem de forma segura o manuseio do novo armamento. "A secretaria adquiriu um equipamento de primeiro mundo e isso requer uma atualização dos conhecimentos e de um novo treinamento. Os profissionais estão muito motivados e em busca de repassar esse aprendizado aos outros colegas de trabalho", conclui.
Viaturas novas para uso da Secretária de Administração Penitenciária - Clique para ampliar
O aluno Lucas Maikon, supervisor do núcleo de treinamentos do GAP, enfatiza a importância do treinamento e do investimento nos equipamentos. “Toda essa ação influencia diretamente nas ações do grupo tático com a aquisição dessa nova Benelli M3. Com ela, nós temos a versatilidade de utilizar tanto em operações de escolta como também dentro das unidades. O servidor estar trabalhando com equipamento de ponta, historicamente isso está sendo um marco no sistema prisional”, afirma.

O secretário executivo de planejamento e gestão interna, Maiquel Mendes, ressalta a valorização do Governo do Estado do Ceará e da secretaria com seus servidores para prestar um serviço de qualidade a sociedade. “Esse equipamento é de ponta, usado por policiais no mundo todo. É muito importante dar continuidade a essa capacitação e investimento para que possamos proteger a sociedade e combater o crime.”

Mauro Albuquerque com um olhar técnico e inovador concretiza a profissionalização dos servidores

O novo armamento

A Secretaria da Administração Penitenciária recebeu um lote com 86 armas Benelli M3. O armamento foi apresentado ao secretário Mauro Albuquerque e em seguida destinado aos grupos táticos da SAP.

A Benelli M3 é conhecida mundialmente e se destaca por dar a opção de tiro semiautomático ou de ação de bombeamento (pump action). O armamento é confiável e versátil, pois permite o disparo de projéteis menos poderosos, como balas de borracha , que não geram recuo suficiente para operar o mecanismo semiautomático.

Armas italianas com alta tecnologia foram adquiridas pela SAP- CE

Com essa nova entrega de armas, Marciano Lopes, do Grupo de Ações Penitenciárias (GAP), enfatiza o compromisso do Secretário com os profissionais que trabalham dentro das unidades prisionais. “O armamento é de primeira linha. Gostaria de agradecer essa nova gestão que está investindo em nossa categoria e dizer que o nosso sistema só se fortalece com o apoio do secretário Mauro. Força e honra!”, afirma.

O Secretário Mauro Albuquerque reforça a importância de capacitar e modernizar os equipamentos do efetivo dos grupos especiais. “Todo o sistema vai ser beneficiado, pois este armamento vai servir para os policiais dentro das unidades prisionais fazerem as rondas, escoltas e pra sua própria proteção”, conclui.

Benelli M3, arma de referência em sua linha, altamente confiável e mundialmente conhecida -clique para ampliar

Novos materiais de uso pessoal e de alta qualidade aos servidores

A Secretaria da Administração Penitenciária entregou também novas botas táticas para os policiais penais.

Ao todo foram recebidos 3750 pares de botas táticas, o que contempla todos os policiais penais do Estado.

A empresa fornecedora dos coturnos foi a Kalluci. Os calçados são feitos de material de alta qualidade, bem acolchoados, colados e costurados para proporcionar maior conforto aos agentes e durabilidade maior do calçado.

Botas táticas de alta qualidade entregue para os servidores, assim como as armas individuais 
O secretário Mauro Albuquerque enfatizou a valorização do Governador com a categoria do policial penal. “Brevemente teremos também a entrega de novos uniformes. É muito importante esse investimento no servidor para a reformulação total do Sistema Penitenciário do Estado do Ceará”, conclui.

Para receber o coturno, os policiais penais que atuam em unidades prisionais da Região Metropolitana de Fortaleza deveriam apenas realizar o agendamento online através do link: http://siag.sap.ce.gov.br (disponível na Intranet) e comparecer no horário e na data selecionada. 

Armas novas para serem entregues aos servidores e todas acauteladas individualmente

A entrega dos coturnos para policiais penais locados nas Cadeias Públicas do Interior do Estado do Ceará será realizada posteriormente.

Fonte: SAP/CE

Polícia Federal e Polícia Penal (Depen), deflagram operação de combate à lavagem de dinheiro do tráfico de drogas

PF e Depen deflagram a Operação Tempestade, segunda fase da Operação Rei do Crime, em São Paulo, para desarticular núcleo financeiro responsável por lavagem de dinheiro do tráfico de drogas.

Assecom/PF/Depen

04/05/2021

Polícia Federal e Departamento Penitenciário Federal trabalhando juntos em combate ao crime organizado
Brasília, 03/05/2021- A Policia Federal e o Departamento Penitenciário Nacional (Depen) participaram, nesta segunda-feira (03), da Operação Tempestade, segunda fase da Operação Rei do Crime, deflagrada pela Polícia Federal (PF), que teve como objetivo desarticular núcleo financeiro responsável pela lavagem de dinheiro do tráfico de drogas e da corrupção. 

Desde início da Operação, o Depen participa das investigações articulando toda parte de levantamento de informações prisionais, dados de presos entre outras informações pertinentes ao sistema penitenciário. 

A investigação possibilitou a identificação, localização e sequestro de valores no total aproximado de R$ 30 milhões, reunidos em imóveis e veículos; além da interdição de 6 empresas; e do bloqueio de valores em contas das pessoas físicas e jurídicas no limite de R$ 225 milhões de reais. 

Numerário apreendido durante a Operação tempestade desencadeada pela Polícia Federal e Depen/MJ
Além do sequestro patrimonial e bloqueio de valores, foram cumpridos 4 mandados de prisão preventiva, 1 mandado de prisão temporária, impedimento judicial de 6 empresas, 22 mandados de busca e apreensão, distribuídos entre São Paulo, Tietê, Guarujá, Rio de Janeiro e Brasília, além da interdição de atividade de um contador. A investigação tramita na 6ª. Vara Criminal Federal de São Paulo.

A Operação Tempestade é mais uma resposta das forças de segurança contra as ações planejadas por facções criminosas no país, à medida em que isola as lideranças nas penitenciárias federais e tramita informações de inteligência para instrução de investigações criminais. 

O Depen também atua na gestão das cinco penitenciárias federais e é o responsável pela gestão da inteligência penitenciária de todo sistema prisional brasileiro, em especial, do Sistema Penitenciário Federal.

Fonte: Comunicação Social da Polícia Federal em São Paulo

Ministério da Justiça entrega veículos adaptados para reforçar sistema prisional do Rio de Janeiro

Viaturas foram adquiridas com recursos federais do Fundo Penitenciário Nacional ( Funpen) por meio do Depen.

POR O DIA

04/05/2021 09:00

Ministério da Justiça e Segurança Pública entrega seis ônibus adaptados para reforçar sistema prisional do Rio - Divulgação
Rio - O ministro da Justiça e Segurança Pública, Anderson Torres, oficializou a entrega de seis ônibus e um furgão, nesta terça-feira, para renovar a frota e aprimorar os serviços realizados pelos policiais penais do sistema penitenciário do Estado. A entrega será em um ato simbólico em São Paulo. 

Os veículos atendem às resoluções do Conselho Nacional de Política Criminal e Segurança Pública (CNPCP) e Conselho Nacional de Trânsito (Contran) e foram adquiridos pelo Departamento Penitenciário Nacional (Depen) com recursos do Fundo Penitenciário Nacional (Funpen). 

Os ônibus possuem capacidade para 28 presos e os furgões para 8 detentos. Ambos são equipados com sistema de CFTV, sistema de sinalização acústica e visual e ar-condicionado em todos os ambientes, além de adaptações no compartimento de escolta, permitindo melhor posicionamento dos policiais penais e melhor acompanhamento dos deslocamentos.

Em 2020, o estado do Rio de Janeiro já havia recebido quatro ônibus e 17 furgões doados pelo Depen. A distribuição das viaturas foi definida conforme o número de estabelecimentos penais, população carcerária e demanda indicada pelo estado. O valor total de investimento do Governo Federal foi de R$ 7.080.599,00 com recursos do Funpen.


Fonte: O DIA

Quadrilha que assaltou empresa de valores é condenada a quase 600 anos de prisão em penas somadas

Crime foi registrado em outubro de 2017, em Araçatuba (SP); policial civil foi morto durante ação. Na época, os criminosos explodiram o prédio da empresa e roubaram R$ 8 milhões.

Por TV TEM

03/05/2021 19h38

Sede da Protege foi atacada por ladrões em 2017 — Foto: Arquivo Pessoal
Oito pessoas acusadas de integrarem a quadrilha responsável pelo mega-assalto a uma empresa de valores de Araçatuba (SP), em outubro de 2017, foram condenadas nesta segunda-feira (3) a quase 600 anos de prisão com as penas de todos somadas.

Na época, os criminosos, armados com um arsenal de guerra, interditaram a rodovia Marechal Rondon, explodiram o prédio da empresa e roubaram R$ 8 milhões. Um policial civil morreu durante a ação.

De acordo com a decisão judicial, os réus foram condenados por latrocínio, tentativa de latrocínio, explosão e incêndio. Eles não poderão recorrer em liberdade.

Parte de prédio da empresa de valores Protege ficou destruída — Foto: Arquivo pessoal
Ainda de acordo com a decisão, as sentenças de três deles foram de 82 anos de prisão pela participação do mega-assalto.

Outros dois receberam sentenças de 70 anos de reclusão, seguidos por outro homem condenado a 69 anos. Além disso, foram condenados a 58 anos de prisão outros dois envolvidos no crime.

Conforme a decisão, duas pessoas foram absolvidas por falta de provas.

Em setembro de 2020, a Justiça já tinha sentenciado três pessoas por envolvimento no caso. Uma delas foi pegou 82 anos de prisão, já os outros dois réus serão julgados. Outros três integrantes da quadrilha permanecem foragidos.

Empresa de valores de Araçatuba ficou destruída — Foto: Reprodução/TV TEM

Crime

O assalto aconteceu na madrugada do dia 16 de outubro de 2017. Cerca de 30 criminosos incendiaram veículos para bloquear a saída de viaturas do quartel da Polícia Militar, que fica perto do local do roubo.

Os suspeitos também atiraram contra a entrada do quartel para impedir a saída dos policiais, e houve troca de tiros. Na sequência, outro grupo foi até a empresa de valores e usou dinamite para explodir o prédio.

O policial civil André Luís Ferro da Silva, do Grupo de Operações Especiais (GOE), estava de folga no dia e foi baleado durante a ação e morreu. Além do policial, duas mulheres ficaram feridas durante a ação atingidas por estilhaços de balas.

infográfico de mega-assalto a empresa de valores em Araçatuba - Foto: G1/Arte/Clique nas imagens para ampliar 
Os criminosos também usaram um caminhão canavieiro para bloquear a pista da Rodovia Marechal Rondon, no sentido Birigui (SP) a Araçatuba. O grupo rendeu o motorista e deixou o veículo atravessado na pista, depois o incendiaram, impedindo a chegada da polícia.

O Ministério Público denunciou em 27 de agosto de 2018 um total de 18 pessoas, sendo que 15 por latrocínio consumado, latrocínios tentados, incêndio e explosão. Outros três, além desses crimes, por associação criminosa.

Criminosos atearam fogo em veículos na frente de quartel da PM — Foto: Arquivo Pessoal

Fonte: G1

Policiais penais recapturam o traficante foragido "Russo" na Baixada Fluminense/RJ

Policiais penais prenderam, na tarde desta segunda-feira, Luciano Galvão, vulgo Russo, na cidade de Belford Roxo, na Baixada Fluminense.

Redação: EXTRA

04/05/21 

Russo é conduzido por policial penal para a delegacia após ser preso Foto: Reprodução
Segundo informações da Secretaria de Administração Penitenciária, contra ele havia um mandado de prisão pelo crime de tráfico de drogas.

A prisão foi realizada por policiai penais da Divisão de Buscas e Recapturas. Russo havia sido preso em flagrante por tráfico em 2012, mas ganhou o direito a responder pelo crime em liberdade. 

Divisão de Busca e Recaptura da Policia Penal do estado do Rio de Janeiro
Sua prisão voltou a ser decretada após condenação a cinco anos de prisão no processo criminal na 1ª Vara Criminal de Nova Iguaçu, em maio do ano passado. Desde então, ele estava foragido.

Ainda de acordo com informações da Seap, Russo tem anotações criminais pelos crimes de estelionato e tráfico de drogas. Após ser recapturado, o preso foi levado para a 39ª DP (Pavuna).

Fonte: EXTRA

03 maio 2021

Argentina vai extraditar traficante Sarará, compadre de Marcola e sogro de Fuminho

O narcotraficante estava com a namorada, boliviana, no Hotel Hilton, na capital argentina, quando foi capturado. Ele se hospedou usando documento falso em nome de Júlio César Cardozo.

Josmar Jozino

Colunista do UOL

03/05/2021

Orlando Marques dos Santos, o Sarará, integrante do PCC - Imagem: Reprodução
Orlando Marques dos Santos, 60, o Sarará, apontado pela Polícia Federal como um dos dez maiores narcotraficantes brasileiros, ligado ao PCC (Primeiro Comando da Capital) e atualmente preso na Argentina, deve ser extraditado para o Brasil ainda neste mês.

Sarará está preso no pavilhão de segurança máxima do Complexo Penitenciário Federal de Ezeiza, na Grande Buenos Aires. Ele foi preso pela Interpol (Polícia Internacional) em 18 de dezembro de 2019.

O narcotraficante estava com a namorada, boliviana, no Hotel Hilton, na capital argentina, quando foi capturado. Ele se hospedou usando documento falso em nome de Júlio César Cardozo.

Fachada do Complexo Penitenciário Federal de Ezeiza, na Grande Buenos Aires, onde Sarará está preso Imagem: Arquivo La Nacion
O processo de extradição está sob pendência do juiz federal argentino Sebastián Ramos. A Justiça argentina acredita que o caso deve ter um desfecho já nos próximos dias. 

O UOL não conseguiu contato com o advogado do preso em Buenos Aires, Fernando Burlando. Na semana passada, o defensor solicitou à Justiça da Argentina o benefício da prisão domiciliar para o cliente, por conta da covid-19, mas o pedido foi indeferido sob o argumento de "risco de fuga".

Burlando sustenta que o prisioneiro tem problemas cardíacos e pode contrair coronavírus. Segundo a imprensa argentina, Sarará é dono de um apartamento no 33º andar de um dos prédios das Torres Mulieris, um luxuoso condomínio localizado na Azucena VillaFlor, 489, no bairro Puerto Madero. 

Torres Muliéres, prédios de alto padrão no elegante bairro Puerto Madero, em Buenos Aires,
onde Sarará é proprietário de um apartamento
O residencial conta com piscinas externa e interna, sauna, vestiários, área para lavar carros e elevadores de alta velocidade. A intenção de Sarará era cumprir a prisão domiciliar no condomínio em companhia da namorada boliviana.

O prisioneiro brasileiro tinha ido a Buenos Aires para fazer exames médicos. Em 2015, ele operou o coração no Hospital Italiano, na capital argentina. E sempre usava o mesmo documento falso para entrar no país vizinho e realizar os periódicos check-ups. 

No Brasil, Sarará é condenado a 34 anos pelos crimes de homicídio, tráfico de drogas, associação ao tráfico e lavagem de dinheiro. 

Piscina do prédio onde Sabará tem apartamento, em Puerto Madero, em Buenos Aires Imagem: Reprodução
Ele estava foragido desde 6 de fevereiro de 2014, quando escapou de um presídio de Franco da Rocha, na Grande São Paulo, onde cumpria pena em regime semiaberto.

A chance de Sarará ser removido para um presídio federal no Brasil é grande. Caso seja transferido para a Penitenciária Federal de Catanduvas (PR), ele ficará mais próximo do genro e também narcotraficante Gilberto Aparecido dos Santos, o Fuminho, preso em abril de 2020 em Moçambique, na África, e mandado de volta para o Brasil. 

A filha de Sarará é casada com Fuminho, considerado o braço direito de Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, apontado pelo Ministério Público do estado de São Paulo como líder máximo do PCC.

Segundo a Polícia Federal e a Polícia Civil de São Paulo, Sarará é "compadre" de Marcola e ambos já cumpriram pena juntos em uma penitenciária estadual no interior paulista. 

Tudo em família, braço direito de Marcola, Fuminho é genro de Sarará, que por sua vez é compadre de Marcola
Sarará já passou por diversas prisões no Brasil. Em 2001, quando ficou recolhido na CPP (Casa de Prisão Provisória), no interior de Goiás, o criminoso tinha até a chave da cela do presídio.

Ele também costumava sair da prisão para fazer viagens a "negócios do tráfico" e usava um avião particular. As viagens eram geralmente para o Maranhão, Pará, Piauí, Tocantins e São Paulo.

Em um dos voos, o diretor da CPP viajou a bordo da aeronave, ao lado de Sarará, para a cidade de Palmeirópolis, no Tocantins, como divulgou o UOL em reportagem publicada em 8 de outubro do ano passado. 

Fonte: UOL