09 março 2023

Policial penal recusa propina de R$ 100 mil de detento na CPP de Aparecida de Goiânia/GO

Carta escrita à mão foi entregue ao agente durante ronda pelas celas da Casa de Prisão Provisória (CPP), em Aparecida de Goiânia.

DGAP/Goiás

9 de março de 2023

Detento também deve responder por calúnia devido ter xingado o policial -Imagem: Divulgação/DGAP
Um policial penal recusou propina oferecida por um custodiado dentro da Casa de Prisão Provisória, no Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia, na última terça-feira (7). Por meio de uma carta escrita à mão, o detento de 26 anos ofereceu aproximadamente R$ 100 mil ao servidor para ter acesso a celulares. O preso, que já responde por receptação, recebeu voz de prisão por corrupção ativa e sofrerá sanções disciplinares internas.

“Vamos ganhar um dinheiro juntos? É só o senhor falar a forma que o senhor faz acontecer, que nos organiza. Dá uma atenção”, diz trecho do recado escrito pelo preso.

A tentativa de suborno ocorreu no bloco 4 da CPP. Durante ronda pelas celas, o policial penal de 45 anos foi chamado pelo custodiado, que entregou a carta em mãos. Ao ler o conteúdo do texto, o servidor não teve dúvidas: deu voz de prisão e encaminhou o fato à supervisão de segurança da unidade prisional. O preso foi levado à Delegacia de Polícia Civil de Aparecida de Goiânia para lavratura do flagrante, e voltou para a CPP.

Além de corrupção ativa, o preso, revoltado por não ter sido “atendido”, proferiu palavras de baixo calão contra a honra e a moral do servidor penitenciário na hora do flagrante, e também responderá por calúnia.

Fato ocorreu na Casa de Prisão Provisória, no Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia - Imagem: DGAP

Niquelândia

Em setembro do ano passado, em Niquelândia, no Norte do Estado, um preso escreveu uma carta e entregou a um vigilante penitenciário temporário (VPT) de 22 anos. A tentativa de suborno era de R$ 5 mil por dois celulares. O preso, que já respondia por homicídio, também foi autuado por corrupção ativa (artigo 333 do Código Penal), cuja pena de reclusão vai de 2 a 12 anos.

Veja um trecho da carta entregue ao VPT: “Quer ganhar um dinheiro no mais absoluto sigilo possível? Se você se interessar, faz o sinal de legal com o dedo, que eu te passo o número da minha esposa, pra nós não ficar se falando (sic), para o povo não ficar de olho. Você tá ligado que a cadeia está sossegada.”

Fonte: Comunicação Setorial de Diretoria-Geral de Administração Penitenciária - DGAP

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