Após remoção de lideranças negativas da penitenciária de Avanhandava presos se rebelaram; situação já controlada sem reféns.
Leandro Leandro
20/10/2023
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| Penitenciária "Valdic Junio Alves Primo" de Avanhandava tem capacidade para 811 presos, mas tem atualmente segundo a SAP, 1.181 custodiados |
Foi acionado então algumas Células de Intervenção Rápida (CIR) que com o apoio da Equipe do Canil e do Gir -9 conseguiram reestabelecer a Ordem e a Disciplina na Unidade Prisional.
Também estiveram presentes no local Equipes do Batalhão de Açoes Especiais (BAEP) da Polícia Militar do Estado de São Paulo para dar apoio e suporte se necessário de contenção, porém não foi necessário a ação da Tropa. Nenhum funcionário foi feito de refém ou se feriu durante o incidente.
No sábado e domingo seguindo as ordens do Secretário Marcelo Streifinger haveŕa visita normal e somente o raio amotinado não receberá visitas.
Outra queixa dos policiais penais é do grande número de atendimentos sem os procedimentos de segurança adequados. Segundo os funcionários é comum vários presos circularem na galeria para atendimentos sem a quantidade necessária de Policiais Penais no acompanhamento.
Avanhandava reflete a situação do Sistema Prisional de São Paulo: redução no fornecimento de itens essenciais o que eleva a tensão nas unidades, superlotação, baixo número de funcionários e alto número de atendimentos, e instalações inadequadas.
Na segunda-feira o GIR retornará a unidade para completar os procedimentos de segurança e disciplinares com a remoção e transferência dos amotinados.
É profundamente preocupante a atitude do governo do Estado de São Paulo em relação ao sistema prisional, especialmente a postura do governador, que parece tratar a questão carcerária com um desdém alarmante. Os acontecimentos recentes, como o incidente na Penitenciária de Avanhandava, nesta tarde, expõem as graves deficiências do sistema e a necessidade urgente de uma abordagem mais responsável e comprometida.
O governo mantém uma inércia prejudicial em relação à causa do sistema prisional, muitas vezes retratando-o como uma creche ou um lugar utópico e muito distante, quando, na verdade, é um ambiente complexo e desafiador, composto por indivíduos com uma ampla gama de personalidades e, em alguns casos, tendências psicopáticas. A falta de investimento adequado, de pessoal qualificado e de medidas eficazes de reabilitação transformou o sistema penitenciário em um barril de pólvora.
É notório que o governo tem recorrido ao assédio como uma tática para manter os funcionários prisionais em cheque. Esta abordagem é profundamente prejudicial, pois mina a moral e a eficiência dos profissionais que desempenham um papel fundamental na manutenção da segurança e da ordem nas prisões. A hostilidade direcionada aos servidores, que estão trabalhando em condições precárias, é inaceitável e contribui para o agravamento da situação nas unidades prisionais.
É urgente a necessidade de novos concursos para preencher o déficit no quadro de pessoal das prisões paulistas, pois o excesso de trabalho e a falta de pessoal tornam as condições ainda mais instáveis e perigosas.
É essencial que o governo de São Paulo mude sua postura em relação ao sistema prisional, reconhecendo a gravidade da situação e agindo com seriedade para resolver os problemas existentes. Ignorar ou minimizar a crise nas prisões é um desserviço tanto para os funcionários prisionais quanto para os detentos, e só servirá para agravar uma situação já precária.
O governo deve adotar uma abordagem mais humana e construtiva, priorizando a segurança e a reforma do sistema prisional em vez de criar divisões e hostilidades desnecessárias.









Que secretariozinho mais chulo, não teve peito nem pra barrar a visita na cadeia, barrou apenas o pavilhão especifico. Que cara zuado, estamos fodidos!
ResponderExcluirpior
Excluirachávamos que estava ruim com o Lourival Gomes, de lá pra cá só piorou, por incrível que pareça
Por coerência é melhor não criticar o Gestor de São Paulo e seu Secretariado, o mesmo teve apoio de 90% da categoria...
ResponderExcluirEu sou os 10%
ExcluirInfelizmente, sai governo e entra governo, e somos tratados como lixos da maquina publica, para o governo, fazemos parte da ralé funcional, aquela categoria que não tem importância alguma, é muito mais fácil negociar com outros poderes do que cumprir com própria palavra, ele ja dizia antes mesmo de conseguir a cadeira, que queria privatizar as unidades penitenciarias, só ainda não fez porque é contra a lei, não consegue nem cumprir com a merda de uma misera promessa, o bônus, alem de enxugar o maximo para dar o minimo, ainda sim não consegue cumprir, pra mim ja era, direita numca mais, cavaram a própria cova.
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