10 janeiro 2026

Foragido e sem trabalhar, policial penal que atirou em desafeto em Marília, tem salário bloqueado

Após tiros em supermercado, policial não compareceu mais ao trabalho e responde a processo administrativo.

POR ALCYR NETTO

10/janeiro/026

Indivíduo provocou de todas as maneiras o polícial penal dentro do supermercado na cidade de Marília  - Imagem: Reprodução
O policial penal Gilson Junior dos Santos, acusado de envolvimento em uma de homicídio dentro de um supermercado em Marília, está foragido da Justiça e não comparece ao trabalho desde o dia seguinte ao crime.

Diante da ausência prolongada, a Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) instaurou procedimento administrativo disciplinar e solicitou o bloqueio dos vencimentos do servidor.

O policial penal Gilson está foragido e não se apresenta para trabalhar desde o dia
seguinte aos fatos ocorridos dentro de um supermercado da cidade de Marília - Imagem: Redes Sociais
Segundo a SAP, Gilson não se apresenta para desempenhar suas funções desde 16 de novembro, um dia após o episódio violento registrado no bairro Palmital. Lotado na unidade prisional de Getulina, o policial penal passou a ser considerado em ausência funcional injustificada, o que motivou a abertura de apuração interna para avaliar sua conduta e eventual aplicação de sanções administrativas, que podem incluir a demissão.

Conforme prevê a legislação estadual, servidores que acumulam faltas sem justificativa legal podem ter o pagamento suspenso. Assim, além de responder na esfera criminal pela tentativa de homicídio, Gilson também enfrenta consequências administrativas pelo abandono de cargo, infração considerada grave e passível de demissão após a conclusão do processo administrativo.

Veja o vídeo do ocorrido

Crime em supermercado

A tentativa de homicídio ocorreu na noite de 15 de novembro de 2025, em um supermercado localizado na avenida República, em Marília. De acordo com a denuncia apresentada pelo Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP), Gilson teria efetuado três disparos contra o vizinho, Johnny da Silva Sarmento, atingindo-o no abdômen e nas costas.

Imagens do sistema de segurança do estabelecimento registraram momentos de pânico entre clientes e funcionários, que correram para se proteger após os tiros em um ambiente fechado e com grande circulação de pessoas. Ainda segundo a acusação, após os disparos, o policial penal teria chutado a vítima, que já estava caída no chão, antes de fugir do local em seu veículo.

Johnny foi socorrido em estado grave e submetido a uma cirurgia de urgência no Hospital das Clínicas de Marília, onde permaneceu internado.

Jonny Silva Sarmento, de 35 anos, foi baleado três vezes, sendo duas no abdômen e uma nas costas,
no interior do supermercado em Marília – Reprodução/Redes Sociais

Denúncia e qualificadoras

O MP-SP denunciou Gilson Junior dos Santos por tentativa de homicídio qualificado, apontando quatro agravantes: motivo fútil, em razão de um desentendimento considerado desproporcional; perigo comum, pelo uso de arma de fogo em local movimentado; recurso que dificultou a defesa da vítima, que teria sido surpreendida; e uso de arma de fogo de uso restrito, uma pistola calibre nove milímetros.

Diante da gravidade do caso, a Justiça decretou a prisão preventiva do acusado. Até o momento, o acusado não foi localizado e segue sendo procurado.

Fonte: Marília Noticias

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