28 fevereiro 2026

Justiça condena mais um acusado de tentar assassinar promotor Gakiya e coordenador Medina em Presidente Bernardes/SP

O bando alugou um imóvel perto da residência dele. A Polícia Civil apurou que os criminosos utilizaram até drones para monitorar todos os passos do promotor de Justiça.

Josmar Jozino

Colunista do UOL

28/02/2026 

Welisson Rodrigo Bispo de Almeida, criminoso faccionado conhecido como Corintinha - Imagem: Divulgação
O juiz Vinícius Peretti Giongo, da Comarca de Presidente Bernardes (SP), condenou por tráfico de drogas Welisson Rodrigo Bispo de Almeida, 44, o Corintinha, acusado de envolvimento em um plano para matar o promotor de Justiça Lincoln Gakiya e o coordenador de presídios Roberto Medina.

Esta é a segunda condenação em 10 dias de réus apontados como integrantes do PCC (Primeiro Comando da Capital), acusados de monitorar Gakiya e Medina, a mando da célula "sintonia restrita" da organização criminosa, responsável por planejar atentados contra autoridades e agentes públicos.

No último dia 16, a juíza Sizara Corral de Arêa Leão, da 3ª Vara Criminal de Presidente Prudente, havia condenado a cinco anos, também por tráfico de drogas, Victor Hugo da Silva, 20, o Falcão. Ele tinha os endereços e detalhes da rotina dos dois alvos jurados de morte pelo PCC.

Victor Hugo da Silva, o Falcão, em seu aparelho foram encontradas mensagens, áudios, vídeos e
mapas com endereços de Gakiya e Medina e dos trajetos feitos por ambos no dia a dia - Imagem: Reprodução
Segundo a Polícia Civil, em 5 de agosto de 2025, Corintinha guardava 04 kg de maconha em uma caminhonete em uma chácara alugada em Presidente Bernardes. O réu disse em juízo que PMs da Força Tática "intrujaram" a droga e alegou não ter mais envolvimento com o crime nem com o PCC.

O magistrado aplicou ao réu uma pena de oito anos e sete meses de reclusão em regime fechado. Na sentença, o juiz Giongo observou que o "conjunto probatório aponta para a ocorrência de traficância". Corintinha não poderá apelar da sentença em liberdade.

Os dados extraídos do celular de Falcão, preso em julho de 2025, levaram a Polícia Civil a identificar e a prender outros integrantes do PCC envolvidos no plano de atentado. Uma operação foi deflagrada em outubro, quando foram cumpridos os mandados de buscas, apreensões e prisões.

Imagens de drone monitoraram a casa de Gakiya, segundo o próprio promotor - Imagem: GloboNews/Reprodução

Escolta policial

Os equipamentos móveis foram periciados em São Paulo e neles foram encontradas informações sobre a rotina do promotor de Justiça, como mapas do trajeto da casa dele para o trabalho e vice-versa. Gakiya anda todos os dias escoltado por policiais militares fortemente armados.

O bando alugou um imóvel perto da residência dele. A Polícia Civil apurou que os criminosos utilizaram até drones para monitorar todos os passos do promotor de Justiça.

Roberto Medina também passou a contar com escolta policial. Assim como Gakiya, há vários anos o servidor vem sofrendo ameaças de morte por parte do PCC. Os presídios dirigidos por ele têm, em sua maioria, detentos ligados à maior organização criminosa do Brasil.

A suspeita das forças de segurança é de que as ações seriam orquestradas por criminosos subordinados à "restrita final" do PCC. Um organograma divulgado recentemente pela Polícia Civil diz que um dos líderes dessa célula é o preso Carlos Alberto Damásio, o Marlboro, condenado justamente por planejar as mortes de Gakiya e Medina. Ele alegou inocência.

A reportagem não conseguiu contato com os advogados de Welisson Rodrigo.

Fonte: UOL

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