O CDP 2 de Pinheiros abriga detentos acusados por crimes sexuais e feminicídios, além de policiais, ex-policiais e parentes de agentes públicos.
Josmar Jozino
Colunista do UOL
28/02/2026
Dois dias depois de espancar e enforcar a mãe Angelina Maria Ramos, 58, na zona oeste de São Paulo, Washington Ramos Brito, 32, foi assassinado e teve a cabeça decepada no CDP 2 (Centro de Detenção Provisória) de Pinheiros, na zona sul paulistana.
Complexo Prisional de Pinheiros se localiza às margens do Rio Pinheiros, na Marginal de mesmo
nome, e o CDP II é o segundo da esquerda para a direita - Imagem: Reprodução Arquivo Pessoal
Segundo fontes do sistema prisional, o presidiário estava no raio 1 da unidade e foi morto por detentos a golpes de faca. Ele teve o corpo todo estraçalhado e depois as orelhas e a cabeça arrancada. A SAP (Secretaria Estadual da Administração Penitenciária) foi procurada pela reportagem, mas ainda não se manifestou. Funcionários do CDP confirmaram a morte.
Os presos envolvidos no assassinato de Washington foram encaminhados ao 91º Distrito Policial (Ceasa). O CDP 2 de Pinheiros abriga detentos acusados por crimes sexuais e feminicídios, além de policiais e ex-policiais e parentes de agentes públicos.
Com passagem anterior por tráfico de drogas, Washington foi preso em flagrante na última quarta-feira (25). Após matar a mãe, na região do Campo Limpo, zona sul paulistana, ele seguiu até o DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa) e se entregou.
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| Washington Ramos Brito, 32 assassinou a própria mãe enforcada - Imagem: Reprodução |
Se entregou e confessou
Policiais civis estranharam o comportamento dele na portaria do prédio do departamento e decidiram abordá-lo. Washington então confessou o crime. Ele contou à polícia que Angelina, uma diarista, lhe deu um tapa no rosto, o chamou de vagabundo e disse que o sustentava e por isso ele a espancou e a enforcou.
Na sede do DHPP, Washington reafirmou que após a mãe lhe dar um tapa no rosto, ele a trancou no quarto e a enforcou. Acrescentou que foi para o centro da cidade, tomou muita bebida alcoólica e depois seguiu até o departamento com a intenção mesmo de se entregar.
O crime aconteceu na rua José Maria Pinto Zilli, 13, viela da City, no Campo Limpo. O corpo da diarista foi encontrado no dia seguinte pelo filho Renan Ramos Brito, 28, auxiliar de almoxarifado. Ele morava com a mãe e o irmão assassino.
Renan contou à polícia que estava trabalhando e foi informado por vizinhos sobre uma intensa discussão na casa dele entre a mãe e o irmão Washington. Ao retornar à residência encontrou Angelina morta no quarto. O caso foi registrado no 89º DP (Portal do Morumbi).
Segundo Renan, Angelina e o irmão brigavam muito. Ele afirmou que Washington tinha saído de casa, mas voltou. As brigas, no entanto, aumentaram e o irmão dele estava cada dia mais agressivo.
Fonte: UOL







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