15 fevereiro 2026

Policial penal é vítima de golpe ao tentar comprar celular pela internet na cidade de Marília/SP

A vítima teve prejuízo de R$ 3.555,00 com um perfil de uma falsa loja de aparelhos na rede social Instagram.

Por Izabel Dias

15/02/2026

Com o avanço da tecnologia e a popularização dos smartphones, as compras por meio de aplicativos
se tornaram uma rotina, no entanto, embora ofereçam comodidade, as compras em aplicativos
também apresentam desafios e preocupações em relação à segurança e proteção - Imagem: Reprodução
Um policial penal de Marília registrou boletim de ocorrência na Polícia Civil na sexta-feira onde afirma ter sido vítima de golpe ao tentar comprar um aparelho celular pela internet. Ele teve prejuízo de R$ 3.555. 

Segundo a vítima, o fato aconteceu no último dia 9. Enquanto navegava na rede social Instagram, ele visualizou anúncio publicitário referente à venda de aparelho celular da marca Xiaomi, modelo “Poco 7”, divulgado por suposta loja denominada “JR Celulares”, que segundo constava no perfil, possuía endereço físico e indicava estar há alguns anos atuando no mercado.

Diante da aparente credibilidade do anúncio, manteve contato com o suposto estabelecimento comercial por meio do aplicativo Messenger do Instagram, ocasião em que foram informados os valores do produto, ajustando-se a quantia de R$ 1.499,00 pelo aparelho, acrescida de R$ 57,00 do frete.

Após a negociação, a vítima efetuou o pagamento via PIX, totalizando R$ 1.556,00. Segundo a vítima, posteriormente o suposto vendedor encaminhou contrato de uma alegada transportadora responsável pela entrega do produto.

Os golpes na internet estão cada vez mais comuns e a proteção de dados tem que ser uma
preocupação de todos os usuários - Imagem:ZinetroN - Shutterstock
Em seguida uma pessoa que se identificou como representante dessa transportadora entrou em contato com a vítima, orientando-a a baixar um aplicativo, sob a justificativa de que seriam coletados dados para viabilizar a entrega.

A vítima informou que após instalar o referido aplicativo e permanecer em contato telefônico com os interlocutores, percebeu que seu aparelho celular passou a apresentar travamentos, não conseguindo encerrar a ligação.

Nesse espaço de tempo foi orientada a realizar um novo pagamento via PIX, no valor de R$ 1,99 sob o argumento de que tal quantia seria necessária para liberação da entrega, o que foi por ela realizado. Contudo durante a chamada, os interlocutores solicitaram que a vítima realizasse reconhecimento facial para supostamente liberar o produto.

Nesse momento a vítima visualizou na tela do aparelho um fundo amarelo, que identificou como sendo da instituição financeira Banco do Brasil, passando a suspeitar que terceiros estariam tentando efetuar transações bancárias em seu nome. Com dificuldade, conseguiu desligar o aparelho, momento em que a ligação foi encerrada.

No dia seguinte ao verificar extrato bancário, constatou que além do valor pago pelo suposto aparelho celular, havia sido realizado em sua conta um PIX no valor de R$ 1.999,00 sem sua autorização. Diante disso, entrou imediatamente em contato com a instituição bancária, comunicou os fatos, providenciou o cancelamento de senhas e cartões, bem como formalizou contestação dos valores transferidos indevidamente. 

Fonte: JORNAL DA MANHÃ/MARÍLIA

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