14 fevereiro 2026

Ex PM preso no CDP de Guarulhos ameaça cortar cabeça de jurados e de Juíza e júri é anulado ; vídeo

Sessão ocorreu na quinta-feira (12), em São José do Rio Preto (SP). Eduardo José de Andrade confessou o assassinato de Tiago de Paula, de 32 anos, a tiros, e disse que pretende voltar a matar outras pessoas.

Por g1 Rio Preto e Araçatuba

14/02/2026

Júri de ex-policial militar é anulado após ele ameaçar cortar a cabeça da juíza - Imagem: Reprodução

A Justiça anulou o júri popular do ex-policial militar Eduardo José de Andrade, de 24 anos, após ele ameaçar cortar as cabeças da juíza e dos jurados. A sessão ocorreu por meio de videoconferência, na quinta-feira (12), em São José do Rio Preto (SP).

Durante a audiência, Eduardo confessa o assassinato a tiros de Tiago de Paula, de 32 anos, em Cedral (SP), em novembro de 2022. "Eu matei, não me arrependo. Quando eu sair para a rua, vou continuar matando", declarou o réu no interrogatório. Assista ao vídeo abaixo.

A advogada Nayara Thibes, que representa Eduardo, informou ao g1 que, após o interrogatório, fez um requerimento para a instauração de incidente de insanidade mental do acusado, pedido que foi deferido pelo juízo.

Segundo a defensora, as palavras proferidas por Andrade decorrem de uma questão psiquiátrica, que precisa ser analisada e tratada em local adequado. A defesa aguarda agora a designação de perícia oficial por parte do estado.

Durante a audiência, o acusado também fez graves ameaças de morte aos jurados responsáveis pela condenação anterior, em fevereiro de 2025, quando recebeu a pena de 29 anos de prisão pelo assassinato de João Gonçalves Filho, de 39 anos. Relembre abaixo.

Em seguida, Eduardo afirmou que cortaria as cabeças de três homens e quatro mulheres que estavam na sessão de quinta-feira.

"Eu vou cortar a cabeça de um por um e vou mandar na casa deles no dia em que eu sair daqui. Eu vou cortar a cabeça da doutora [juíza] porque eu tenho autorização para isso [...]", declarou Eduardo.

Diante da intimidação, a juíza interrompeu a sessão ao questionar os jurados do atual júri se tinham condições de permanecer ou se sentiam ameaçados. O primeiro jurado logo respondeu que não se sentia apto a continuar. Com isso, o julgamento foi anulado.

Não há data para o novo júri. Ele responde ao processo preso, no Centro de Detenção Provisória (CDP) Guarulhos II.

Júri popular

Segundo a sentença de pronúncia, emitida em junho do ano passado, Eduardo foi denunciado por homicídio qualificado por motivo fútil e recurso que dificultou a defesa da vítima.

Na ocasião do crime, o acusado estava de folga da Polícia Militar, mas usou uma arma da corporação para assassinar Tiago, que estava sentado na calçada em frente de casa, com pelo menos sete tiros.

Condenação anterior

A investigação apontou que, em dezembro de 2022, Eduardo e Pierre Henrique de Souza mataram João Gonçalves Filho, de 39 anos, em Cedral, com um tiro na cabeça. O mandante do crime foi Eduardo, motivado por uma dívida de drogas.

Eduardo foi condenado no ano passado a 29 anos de prisão em regime fechado por homicídio duplamente qualificado por motivo torpe e recurso que dificultou a defesa da vítima, além de ocultação de cadáver.

Quatro meses depois do desaparecimento da vítima, a polícia encontrou a ossada de João, em abril de 2023. Também em razão de uma dívida com o policial, Pierre foi convencido a participar do homicídio.

Eduardo já foi condenado por tráfico de drogas. Com a sentença, a Justiça determinou a perda do cargo de policial militar e, consequentemente, da função pública exercida por ele.

Fonte: G1

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