Em oitiva, Marcello Streifinger, chefe da pasta de Administração Penitenciária, afirmou que não há previsão para recomposição inflacionária, mas destacou planos de qualificação e progressão.
Fernanda Franco - Fotos: Bruna Sampaio
09/04/2026
Na abertura da reunião, o secretário afirmou que, desde a criação da polícia penal estadual, em 2024, a gestão tem buscado valorizar a categoria. "A administração penitenciária vem corroborando, desenvolvendo e fortalecendo o trabalho da polícia penal", declarou.
Streifinger também destacou avanços na carreira ao longo do último ano com ações da Coordenadoria de Ensino, voltadas à qualificação e progressão desses profissionais.
Os parlamentares demonstraram ampla preocupação com a atual situação dos policiais penais, uma vez que a categoria não foi contemplada no projeto de valorização das forças de segurança, que recebeu um reajuste de 10%. Também evidenciaram a insatisfação dos policiais penais e pressionaram por medidas que garantam melhores condições de trabalho e valorização.
![]() |
| A Comissão de Segurança Pública e Assuntos Penitenciários se reuniu no Plenário Jose Bonifácio - Imagem: Alesp |
Desvalorização da categoria
O deputado Major Mecca (PL), presidente da Comissão, pontuou que a categoria está frustrada e insatisfeita com a atual gestão. "O governador não cumpriu os compromissos que assumiu com os policiais e isso é um exemplo claro de má gestão dos recursos públicos", criticou.
Para o deputado Reis (PT), a situação configura uma decisão política. "O governo fez uma escolha ao atender a polícia civil e militar", afirmou. Ele destacou a baixa atratividade da carreira, pois "o concurso exige ensino superior, mas o salário não é atrativo".
Nesse sentido, o deputado Capitão Telhada (PP) sugeriu que haja uma valorização da meritocracia no plano de carreira a longo prazo. Atualmente, todos os cargos de diretoria são feitos por indicação. "A ideia é que o policial penal vá progredindo na carreira. A cadeia é um ambiente tenso e de risco. Ser policial penal é uma das funções mais difíceis de lidar no dia a dia", disse.
Já a deputada Mônica Seixas do Movimento Pretas (Psol) chamou atenção para as condições de trabalho. "Os trabalhadores prisionais reclamam de jornadas extenuantes, falta de folga e cansaço extremo", disse.
Segundo o secretário, o déficit atual de policiais penais é de cerca de 30% - com 24 mil policiais penais em atividade frente a uma necessidade de 34 mil. Considerando áreas administrativas e de saúde, esse número pode chegar a 40%.
"Nas atividades de saúde, queremos complementar com contratações de grupos multidisciplinares que estão nas unidades. Quanto à administração, estamos buscando uma lei que permita que policiais penais aposentados possam trabalhar no setor", justificou.
Sobre a ausência de reajuste salarial, Streifinger disse que não há previsão de recomposição inflacionária. "Essa é uma situação técnica que submergiu em face da falta de condições de estender os 10% para todos. Os policiais penais não tiveram reajuste salarial por uma questão de limitação orçamentária", declarou.
Quanto a progressão da carreira para cargos de diretoria, o secretário explicou que a própria polícia, por meio da sua coordenadoria de ensino, oferecerá uma pós-graduação lato sensu para formar gestores do sistema prisional. "Esse curso vai ser um avanço muito positivo na profissionalização da polícia penal, porque vai dar base para gerenciar um sistema prisional", disse.
Assista à reunião, na íntegra, na transmissão feita pela TV Alesp:
Fonte: Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo/Alesp
Contraponto:
Chuva de mentiras e omissões
Tal decisão mostrou à todos que está pouco se lixando para os servidores públicos, e isso se reflete na ausência de previsão orçamentaria para que seja necessário a concessão de reajustes e de recomposições inflacionárias aos servidores, pois tal quantia é nada mais, nada menos que quase 1/4 de todo o orçamento anual do Estado de São Paulo.
Omissões porque não foi falado de forma clara e objetiva aos deputados a situação que se encontra de fato o quadro de servidores do 8º maior Sistema Prisional do Planeta Terra, e o maior de toda a América do Sul. Omitido a situação de sua falta de equipamentos, viaturas, armas curtas e longas, uniformes, munições, coletes a prova de balas, alimentação decente, unidades prisionais com estruturas decadentes, precarizadas e em sua maioria sem as devidas manutenções, assim como suas viaturas equase tudo o mais que la se encontra.
A única saida plausivel para todos os servidores do sistema prisional, bem como de toda a segurança pública, é tirar a ideologia política de suas vidas, pois isso acabamos de comprovar que não coloca comida na mesa de nossos familiares, e sim, mudar o disco e tentarmos eleger qualquer candidato que tenha de fato um compromisso progressista com os trabalhadores.O amor por políticos nos levou a decepção, humilhação e vergonha de ser tratados como lixos, mesmo tendo cada um de nós dado o melhor para a Secretaria, e isso sempre iremos fazer de qualquer maneira, pois somos pessoas de caráter e com objetivos claros, cumprir com a missão a qualquer custo. Mas isso não nos obriga a manter no Bandeirantes, uma pessoa que faz escolhas preferenciais e trata os iguais com desigualdades, que não valoriza a Polícia Penal e nem a respeita!
Só para lembrar, tanto Streifinger, quanto seu Adjunto receberam os 10% dados a PMSP.
![]() |
| Imaginem isso com mais os 10% dados retroativos a 1º de abril de 2026, tá preocupado com os salários da PP? Fala sério.....Imagem: Transparência/SP |
Fora Streifinger
Fora Severo
Fora Todos os Coronéis e Oficias da SAP
Leandro Leandro.







.jpg)



Pós graduação lato sensu,para formar gestores no sistema prisional, pelo menos uma boa notícia né.
ResponderExcluirA SAPO, Sendo SAPO, Não adianta dar mil beijos se nao trocar o príncipe das trevas !!!!!
ResponderExcluirSerá que ainda existem aqueles galões de oleo de Peroba !!!!!