Acusado de tentativa de homicídio o policial penal Gilson Junior dos Santos pode ser demitido por abandono de cargo.
POR ALCYR NETTO
21/04/2026
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| Individuo que já seria um desafeto antigo de Gilson, provocou de todas as maneiras o polícial penal dentro do supermercado - Imagem: Reprodução |
A Polícia Penal do Estado de São Paulo confirmou a medida administrativa e informou que o servidor responde a um processo que pode resultar em demissão. Desde 16 de novembro de 2025 — dia seguinte ao tiroteio no interior do estabelecimento — Gilson não comparece ao posto de trabalho na unidade prisional de Getulina.
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| O policial penal Gilson junior dos Santos foi indentificado como sendo o atirador - Imagem: Redes Sociais |
Além de responder na esfera criminal, o agente enfrenta consequências administrativas. A Secretaria de Administração Penitenciária (SAP) informou que a apuração disciplinar está em andamento e que, ao final do processo, podem ser aplicadas penalidades previstas em lei, “inclusive eventual demissão por abandono de cargo.”
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| Policiais militares chegaram ao local poucos minutos após o crime Imagem: Carlos Rodrigues/Marília Notícia |
Tentativa de homicídio
A tentativa de homicídio foi registrada na noite de 15 de novembro de 2025, em um supermercado localizado na avenida República, na zona norte de Marília. Gilson efetuou três disparos contra o vizinho, Johnny da Silva Sarmento, que foi atingido no abdome e nas costas.
Imagens de câmeras de segurança registraram pânico entre clientes e funcionários. Após os disparos, o policial penal ainda teria chutado a vítima, que já estava caída, antes de fugir de carro. Johnny foi socorrido em estado grave e submetido a cirurgia de urgência no Hospital das Clínicas de Marília. O crime teria sido motivado por uma rixa antiga entre os vizinhos, que acumulavam mais de 10 anos de desentendimentos e ameaças mútuas.
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| Jonny Silva Sarmento, de 35 anos, foi baleado três vezes, sendo duas no abdômen e uma nas costas, no interior do supermercado – Reprodução/Redes Sociais |
Denúncia do MP
O Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP) denunciou o policial por tentativa de homicídio qualificado, com quatro agravantes: motivo fútil, perigo comum (devido ao uso de arma de fogo em local com intensa circulação de pessoas), recurso que dificultou a defesa da vítima e uso de arma de fogo de uso restrito, uma pistola nove milímetros.
A Justiça decretou a prisão preventiva de Gilson, mas as diligências para localizá-lo não tiveram sucesso até o momento.
Vídeo da ocorrência dentro do supermercado
Outro lado
O advogado de Gilson, Jader Gaudêncio Filho, contesta a denúncia do Ministério Público e sustenta que as imagens de segurança indicam que não houve tentativa de homicídio. Segundo a defesa, o policial agiu em legítima defesa após voltar a ser ameaçado e provocado pela vítima dentro do supermercado, com registros prévios de boletins de ocorrência por ameaça.
O defensor argumenta que a última imagem do episódio é esclarecedora: se o agente realmente quisesse matar a vítima, teria efetuado mais disparos enquanto ela estava no chão, e não apenas desferido um chute antes de fugir.
Fonte: Marília Notícias






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