SOMOS A POLÍCIA PENAL

Profissionais invisíveis que garantes a segurança da sociedade.

QUREMOS QUE NOSSOS DIREITOS SEJAM RESPEITADOS

Arriscamos nossas vidas para garantir a segurança de todos.

SOMOS GUERREIROS E INCANSÁVEIS

Lutamos pelos direitos de todos os servidores públicos.

ACREDITAMOS NUM PAIS MENOS DESIGUAL

Não compactuamos com os demsandos dos governos.

QUEREMOS QUE HAJA JUSTIÇA SOCIAL

Somente assim haverá segurança pública real.

05 outubro 2019

AGENTES PENITENCIÁRIOS EM AÇÃO: Agentes interceptam ninja carregado na noite de sábado no CPP II de Bauru/SP

Os fato ocorreram na noite deste sábado por volta das 20:00 quando o indivíduo criminosos foi preso em flagrante invadindo a U.P.







Leandro Leandro
05/10/2019

Agentes penitenciários, fazendo mais pela segurança pública de São Paulo


No inicio desta noite de sábado, 05/10/2019, por volta das 20:00 horas, elemento mascarado e criminoso, chamado pelo epiteto de ninja no jargão penitenciário, foi surpreendido por bravos e corajosos agentes penitenciários, que, ainda que desarmados, conseguiram intercepta-lo, bem como apreende-lo juntamente com a carga que estava tentando trazer para o Centro de Progressão Penitenciária (CPP II)- "Dr. Eduardo de Oliveira Vianna" de Bauru.

O individuo foi então cercado por agentes e teve frustrado seu objetivo de levar os objetos até as ventanas das celas. Isso ocorre nos CPPs pelo fato de a SAP não colocar Agentes de Escolta e Vigilância Penitenciária ( AEVPs), para fazerem a proteção armada do perímetro das Unidades Prisionais, fatos estes que colocam em risco a segurança das próprias U.Ps., dos reeducandos ali custodiados e dos servidores penitenciários que ali laboram.

Objetos e drogas apreendidas com o criminoso

Os objetos apreendidos foram: 


2.750 quilogramas(dois quilos e setencentos e cinquenta quilogramas) de maconha(cannabis sativa)

950 gramas de cocaína

03 carregadores de celulares

02 balanças de precisão

05 serras de fita 

Duas garrafas de cachaça


Indivíduo detido foi encaminhado ao Pronto-Socorro Central da cidade Bauru, pois se machucou na concertina durante a invasão, após a alta médica foi então apresentado a Autoridade Policial, fato que está ainda em andamento, por se tratar de um flagrante delito, neste momento, por volta das 00:00 horas. E caberá a Autoridade Policial, na pessoa do Delegado de Policia de Plantão o destino do criminoso.

Parabenizamos a Equipe do Plantão Noturno, que sabemos que trabalham em número precário de servidores, se desdobrando para dar a devida proteção a Unidade Penitenciária, ainda que corram riscos, e tudo em nome não apenas da responsabilidade funcional, mas também pelo profissionalismo que ombreiam a moral destes abnegados Homens.

Que apesar do número baixissímo do efetivo não medem esforços, pois um grande número de servidores não querem de maneira alguma trabalhar nas carceragens, e também pelo fato de muitos deles estarem em idade de se aposentar e a administração não tem preenchido as vagas ociosas, ainda que tenha dois concursos em andamento, o de 2014 e o de 2017, fazendo assim com que estes valentes sofram e ninguém tome as providências necessárias.


Nota dez para os Servidores Penitenciários

Nota Zero para a Secretária de Administracão Penitenciária




Fonte: Aplicativo de Wattsapp

Parabéns a Todos os Servidores e a Equipe por este excelente trabalho realizado, que mesmo sem o reconhecimento e a falta de respeito do Governo, patrão, continuamos a demonstrar nosso profissionalismo e empenho em todos os trabalhos realizados, seja nas revistas pessoais, revistas por Body Scanner, Raio-X, de Jumbos, também por Sedex e nas muralhas, eles os governantes são passageiros, efetivos e titulares de cargos somos Nós. Não seremos irresponsáveis como ele.

Procura-se 'Sheik', 'Fuminho' e 'Maria do Pó': conheça os criminosos mais cobiçados do país

Bandidos desconhecidos estão em lista do Ministério da Justiça de mais procurados.







Camila Mattoso
Fábio Fabrini
5.out.2019 às 12h05

Fachada da casa do libanês Joseph Nour Eddine Nasrallah, em Valinhos (SP)
Imagem: Divulgação



BRASÍLIA - Os bandidos mais procurados do país não aparecem na TV, não são odiados pela maioria dos brasileiros e nem integram alguma organização como o Escritório do Crime, grupo suspeito de matar a vereadora do Rio de Janeiro Marielle Franco no caso policial mais rumoroso dos últimos anos.

A lista com os 20 mais cobiçados pelas polícias do Brasil está sendo elaborada por setores de inteligência ligados ao ministério da Justiça e tem, nas primeiras posições, gente pouco conhecida, como o libanês Joseph Nour Eddine Nasrallah, 64, o Sheik.

Ele foi preso pela Polícia Federal em 2007, na Operação Kolibra (Conexão Líbano-Brasil), suspeito de liderar uma organização que compra toneladas de cocaína na América do Sul e exporta em navios cargueiros para os EUA, Portugal, Espanha, Reino Unido, a Alemanha, a Suíça e para países do Oriente Médio.

A alcunha honorífica que passou a figurar em suas fichas policiais se deve ao luxo da mansão do libanês, em Valinhos (SP), descoberta pela Polícia Federal na época da prisão dele.

À Folha, o delegado Antonio Bonhsack descreveu na ocasião que o imóvel tinha uma banheira avaliada em US$ 60 mil (R$ 243 mil) e detalhes em ouro nas paredes de mármore.

Sheik, segundo sua defesa, tem atualmente condenações por tráfico, associação criminosa e lavagem de dinheiro.

Ele passou quase sete anos de cadeia após ser capturado pela Polícia Federal, mas em 2013 conseguiu um habeas corpus do ministro Marco Aurélio Mello, do STF (Supremo Tribunal Federal), e foi liberado. Em maio de 2016, voltou à prisão por causa da sentença, confirmada em segunda instância, que o condenou a dez anos de reclusão, em regime fechado, por associação ao tráfico transnacional.

Joseph Nour Eddine Nasrallah, 64, o Sheik, condenado a dez anos e oito meses por tráfico internacional de drogas
Imagem: Blog Sete Candeeiros Caja



Mas o ministro mandou soltá-lo novamente, argumentando que a decisão não havia transitado em julgado, ou seja, não era definitiva. No mês seguinte, a 1ª Turma do STF cassou a liminar de Marco Aurélio, mas a polícia não soube mais de Sheik.

O advogado do libanês, Luiz Eduardo de Almeida Santos Kuntz, diz que seu cliente está tecnicamente foragido: “Desde o fim de 2016, não o vejo”. “Se estivesse preso, já teria vindo me procurar de novo, para ser sincero.”

Kuntz diz que sempre tentou, nos termos da lei, obter reduções possíveis de pena e que as prisões não fossem deliberadamente antecipadas.

O top 20 do crime no Brasil ainda não está fechado e deve ser apresentado ao ministro da Justiça, Sergio Moro, nos próximos meses.

Os nomes sob avaliação foram colhidos em entrevistas com 64 autoridades policiais, país afora, com base em pontos como a extensão da rede de relacionamento do criminoso, atuação internacional, a capacidade financeira e o acesso a armamento pesado.

A metodologia ainda está em fase de elaboração, usando critérios de análises de risco para a avaliação.

A lista serve também para mostrar qual o perfil do governo na segurança pública.

Os principais focos desse primeiro ranking são pessoas relacionados a crimes violentos e ao crime organizado. Não está descartada, no entanto, a inclusão de autores de delitos de repercussão.

Gilberto Aparecido dos Santos, o Fuminho, na lista do Ministério da Justiça de mais procurados
Imagem:  Reprodução


Disputa com Sheik as primeiras posições da lista Gilberto Aparecido dos Santos, o Fuminho –que, ao contrário do que sugere o nome, é apontado com um dos maiores traficantes de cocaína da América do Sul.

Ligado ao PCC (Primeiro Comando da Capital), ele é apontado pela polícia como o responsável pelos assassinatos de Rogério Jeremias de Simone, o Gegê do Mangue, e Fabiano Alves de Souza, o Paca, ambos da mesma facção, no ano passado.

Também atribui-se a ele o financiamento do plano para resgatar o líder máximo do PCC, Marcos Williams Herbas Camacho, o Marcola, do Presídio de Presidente Venceslau, em 2018. Como mostrou a Folha em novembro do ano passado, segundo investigadores o PCC usaria dois helicópteros de guerra, lança-mísseis e metralhadoras na ação, orçada em R$ 100 milhões. Depois da descoberta do plano pelo governo paulista, Marcola foi transferido para um presídio federal.

O objetivo do Ministério da Justiça é que a sua lista de procurados tenha como público prioritário policiais, e não a população em geral.

Desenho de caminhão blindado que PCC pretendia usar para derrubar muro de prisão e resgate chefões do bando
Imagem:  Polícia Militar de SP

A pasta pretende tornar os criminosos priorizados mais conhecidos entre os próprios agentes de segurança, para facilitar a captura. Não haverá recompensa.

Segundo pessoas do ministério, milicianos do Rio, por exemplo, não vão entrar na lista porque não atendem a alguns dos critérios. Eles, em geral, não cometem crimes fora do estado, o que faz com que não tenham peso nacional.

Outro que deve ser posto sob holofotes Edvaldo Silva Santos, o Edvaldo da Manga, que não é acusado de roubar frutas, mas bancos.

Atribui-se a ele envolvimento na tentativa de assalto a um avião de transporte de valores em Salgueiro (PE), em setembro do ano passado.

Seis criminosos, armados de fuzis, acabaram mortos em troca de tiros com a polícia e nada foi levado.

Entre os nomes em estudo pelo ministério estão os de envolvidos em outros dois momentos notórios da crônica policial brasileira: os assaltos ao Banco Central em Fortaleza, em 2005; e a uma carga de ouro no Aeroporto de Guarulhos, neste ano.

Sonia Aparecia Rossi, conhecida como Maria do Pó
 Imagem: Reprodução


O rol de criminosos também tem, por enquanto, apenas uma representante do sexo feminino: Sônia Maria Rossi, a Maria do Pó, considerada a mulher mais procurada pela polícia paulista. A mulher é acusada de comandar o tráfico em favelas paulistanas.

Em 1999, ela protagonizou o maior escândalo da polícia de São Paulo na gestão Mário Covas (PSDB): o desaparecimento de 340 kg de cocaína do prédio em que funciona o complexo policial de Campinas (99 km da capital). O caso foi investigado pela CPI do Narcotráfico no Congresso, em 2000.





Fonte: FOLHA DE SÃO PAULO

AH SE FOSSE UM PÉ DE BREQUE QUALQUER: Justiça Federal substitui prisão preventiva de procurador por internação no H. C. de SP

Segundo a decisão, Matheus Carneiro Assunção que tentou matar a juiza federal deverá ser submetido a tratamento psiquiátrico no HC.







Por Anderson Colombo, TV Globo — São Paulo
05/10/2019 13h17  


Procurador Matheus Carneiro Assunção foi preso após o ataque
Foto: TV Globo/Reprodução



A Justiça Federal acatou o pedido da defesa do procurador da Fazenda Matheus Carneiro Assunção, preso nesta quinta-feira (3) após esfaquear a juíza Louise Filgueiras na sede Tribunal Regional Federal da 3ª Região, na Avenida Paulista, e decidiu substituir a prisão preventiva pela "internação provisória do autuado no Hospital das Clínicas aos cuidados da equipe de psiquiatria responsável".

A decisão à qual o G1 teve acesso foi tomada na madrugada deste sábado (5) pelo juiz plantonista e indica que a Polícia Federal deve escoltar o procurador até o Hospital da Clínicas, na região central de São Paulo. Diz ainda que é "dispensável a manutenção dos agentes no local após a entrega do autuado".

Ele estava preso na sede da Polícia Federal na Lapa, Zona Oeste da capital paulista, e já foi transferido para o Hospital das Clínicas, segundo a assessoria da Justiça Federal. "Na segunda feira (7), o processo volta para juíza que deu a decisão para análise", diz a assessoria.

Na sexta-feira (4), Assunção passou por audiência de custódia e a Justiça Federal tinha decidido converter a prisão em flagrante em prisão preventiva, ou seja, mantê-lo preso por tentativa de homicídio. Ele seria encaminhado para o Hospital de Custódia e Tratamento Psiquiátrico Dr. Arnaldo Amado Ferreira, em Taubaté, interior de São Paulo, mas não pode ser levado ao presídio por ser preso provisório, de acordo com a Lei Antimanicomial.


O ataque

De acordo com o Tribunal Federal da 3ª Região, o procurador entrou no prédio na quinta-feira para participar de um congresso de combate à corrupção à administração pública. Para entrar no prédio, ele apresentou sua carteira funcional.

Por volta das 18h, após deixar o evento, ele usou as escadas e entrou em diversos gabinetes de desembargadores federais. Um dos gabinetes que o procurador entrou foi do desembargador Paulo Fontes, onde estava a juíza federal Louise Filgueiras. A juíza tinha sido convocada para cobrir as férias do desembargador.

Ataque ocorreu na sede do TRF-3, na avenida Paulista

O procurador atacou a juíza várias vezes com a faca. Ela conseguiu desviar da maior parte dos golpes. Em seguida, o agressor foi contido por um servidor, que acionou a Secretaria de Segurança Institucional do TRF e a Polícia Federal.

O procurador foi preso em flagrante por tentativa de homicídio qualificado e levado para a sede da Polícia Federal na Lapa, Zona Oeste de São Paulo.

A juíza sofreu um corte superficial no pescoço e foi atendida pelos médicos do próprio Tribunal. Ela passa bem.Testemunhas disseram que o procurador estava transtornado e que gritava que estava lá para acabar com a corrupção.

Em nota divulgada na quinta-feira, o TRF3 disse que “lamenta profundamente o ocorrido, reitera seu comprometimento com a segurança de todos os seus magistrados, servidores, colaboradores em geral e público externo e irá tomar todas as medidas necessárias para a minuciosa apuração do ocorrido.”

A Advocacia-Geral da União também informou em nota que "referente à prisão do procurador da Fazenda Nacional acusado de tentativa de homicídio contra juíza federal, o advogado-geral da União determinou a imediata abertura de sindicância investigativa no âmbito da instituição."

"A Advocacia-Geral da União lamenta o ocorrido, registra irrestrita solidariedade à magistrada e repudia todo e qualquer ato de violência", cita o comunicado.

As associações dos juízes federais do Brasil e de São Paulo divulgaram nota manifestando solidariedade à juíza e pedindo apuração rigorosa dos fatos.




Fonte: G1

Contraponto:

Decididamente o Brasil não é para os fracos, que a Justiça age com indiferença em relação aos mais fracos e humildes é público e notório, mas chegar a um ponto tal de públicamente demonstrar isso de forma visceral chega a ser dolorido.

Se fosse um simples trabalhador que lá estivesse e de fato tivesse motivos para tanto, haja vista as injustiças cometidas com os mais pobres e desválidos de recursos, este com certeza estaria agora amargando a tragédia sem tamanhos que assola o país e fazendo parte da icônica estatistica do encarceramento em massa, pois na verdade teria sido preso em flagrante por tentativa de homicídio de um representate público da Justica Pública Federal. 

Mas não é o que ocorre quando estes têm recursos para se defenderem e contratarem versáteis, rápidos e cheios de recursos jurisconsultos, cujos valores de seus honorários, chegariam a saltar os olhos da cara de um desses representantes do populacho. E assim caminha a humanidade e este pobre país sem conserto.........e sem democracia, onde voce vale o que voce tem, e os seus direitos.......ah, o que é isso mesmo e para que serve???

País onde o Princípio da Isonomia é espezinhado diuturnamente, e que consta na Constituição Federal, apenas para, como dizia os antigos escravagistas em relação a "Lei Áurea", que libertou os escravos no Brasil.... "Isso é apenas para inglês ver".

LUTO : Agente Penitenciário comete auto- extermínio na Unidade Prisional de Vespasiano/MG

O caso aconteceu nesta tarde de sexta feira 04/10/2019 na Unidade Prisional de Vespasiano/MG.






Diana Maia
Jornalismo Imparcial


Sistema penitenciário mineiro e nacional lamenta a perda de mais um agente penitenciário


Na tarde desta sexta-feira (04.10), o agente penitenciário Isaac Corrêia de Assis, de Montes Claros que tinha sido removido para a Unidade prisional em Vespasiano, cometeu auto extermínio, com um tiro de arma de fogo, na frente dos seus colegas na unidade onde trabalhava.

O agente estava à um mês na Unidade em Vespasiano, e foi transferido ex officio para unidade, ou seja, contra sua vontade. A notícia abalou a família do Sistema Prisional no Norte de Minas. O agente deixa a esposa e uma filha menor.


O agente  penitenciário Correia, tinha acabado de ser aprovado em um concurso da Polícia Legislativa de Brasília e estava fazendo os demais exames.

Prestamos nossas condolências a todos os familiares e amigos.

Que Deus conforte a família enlutada, neste momento de dor.

Transferância Ex-Officio que pode ter sido o motivo do suícidio do agente penitenciário


Os agentes  mineiros indignados escreveram algumas palavras em relação ao tratamento dispensado a categoria de Minas Gerais


Governador Zema, Secretário Mário Lúcio


A omissão dos senhores ao não promoverem ações de combate ao autoextermínio entres os operadores de segurança pública é de uma covardia ímpar. 

A tropa está doente e parte dessa culpa é  de vocês.

 O Estado é contumaz em não promover políticas de saúde pública para o combate ao auto-extermínio entre os profissionais de Segurança pública, assim vocês  gestores deveriam vir a público fazer o mea culpa, pois essas mortes poderiam ter sido evitadas. 

Vocês acham que somos meros números, mas saibam que temos famílias que se importam com nossas vidas, embora os senhores que detêm poder de mando não nos dão o valor que merecemos.

Asp indignado!

Vídeo do sepultamento do companheiro de trabalho:







Fonte: Jornalismo Imparcial
Vídeo: Aplicativo de Wattsapp

Em reunião do Consej, Moro afirma que pode aprofundar uso da Força-Tarefa de Intervenção Penitenciária

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, disse hoje (4), que planeja “aprofundar” o emprego da Força-Tarefa de Intervenção Penitenciária, coordenada pelo Departamento Penitenciário Nacional, para auxiliar os estados que enfrentem crise no sistema carcerário.






Por Alex Rodrigues - Repórter da Agência Brasil  Brasília
Edição: Kleber Sampaio
Publicado em 05/10/2019 

Com apresença do ministro Sergio Moro o governador Carlos Massa Ratinho Junior abriu nesta sexta-feira (04)
 a reunião do Conselho Nacional dos Secretários de Estado da Justiça, da Cidadania, Direitos Humanos
 e Administração Penitenciária (Consej), realizada no Palácio Iguaçu, em Curitiba -
Foto: RODRIGO FELIX LEAL


“Onde a força tem atuado temos visto uma grande diferença”, disse o ministro, ao participar de reunião do Conselho Nacional dos Secretários de Estado da Justiça, da Cidadania, Direitos Humanos e Administração Penitenciária (Consej), no Palácio Iguaçu, em Curitiba (PR).

“Queríamos aprofundar essa política. Nossa ideia é utilizar esta força de intervenção para uma atuação até mais preventiva que reativa em algumas penitenciárias conhecidas por suas dificuldades e tentarmos retomar o controle de maneira mais rápida”, acrescentou.

Criada em janeiro de 2017, durante o governo Temer, a força-tarefa é composta por agentes federais de execução penal, além de agentes penitenciários cedidos pelos estados e pelo Distrito Federal, e atua mediante a solicitação dos governos locais em situações extraordinárias para controlar distúrbios e resolver outros problemas.

Diretor geral do DEPEN/ministério da Justiça, Fabiano Bordignon esteve presente,Curitiba, 04-10-19
Foto: Arnaldo Alves / AEN.


Espírito de solidariedade


“Sei que isto tem um custo para a administração penitenciária dos estados, mas este é o espírito de solidariedade. Temos que trabalhar juntos para vencer os problemas criminais”, disse Moro, afirmando que as estatísticas sugerem que o enfrentamento às organizações criminosas dentro das unidades carcerárias tende a se refletir em uma redução da criminalidade nas ruas.

“Temos observado uma correlação clara entre a melhoria do sistema carcerário, no sentido da retomada do controle, com a melhoria das taxas de crimes do lado de fora. Ou seja, quando o Estado intervém, impõem seu controle sobre o que acontece dentro dos presídios, isto normalmente se reflete em um menor número de crimes fora dos presídios”, declarou o ministro, admitindo que a retomada do controle dos presídios passa também por melhorar a infraestrutura das penitenciárias e oferecer aos presos melhores condições de cumprimento das penas, incluindo a oportunidade de trabalhar para, assim, reduzir suas penas.

Participaram do Encontro do Conselho Nacional de Secretários de Estado da Justiça, Cidadania,
Direitos Humanos e Administração Penitenciária - Foto: Arnaldo Alves / AEN.



Desbloqueio de dinheiro


Sergio Moro lembrou que, na semana passada, o Ministério da Economia liberou parte dos recursos do Fundo Penitenciário Nacional (Funpen), o que permitirá ao governo federal repassar recursos para os estados investirem no sistema prisional.

Após reconhecer que, ainda assim, os recursos para a segurança pública como um todo ainda são insuficientes, Moro comentou que nem sempre o Ministério da Justiça e Segurança Pública consegue executar todo o seu orçamento.

“Às vezes há dinheiro, mas não há projetos e capacidade de executar os orçamentos existentes”, disse, repetindo algo que é dito há anos e que, inclusive, já motivou seus antecessores a destinarem recursos à qualificação de técnicos estaduais responsáveis por elaborar projetos.

“Não adianta apontar para os estados, nem para o governo federal. Ambos são responsáveis. Às vezes falham os estados, às vezes o governo federal que não tem capacidade de ajudar os estados a fazer estes projetos”, disse Moro,mencionando que, para contornar o problema, a Medida Provisória 885, que trata de disposições relacionadas à agilização da venda de ativos vinculados ao tráfico de drogas e a permissão da utilização imediata dos valores decorrentes destas vendas, prevê a autorização para o ministério contratar engenheiros temporários. A MP 885 já foi aprovada na Câmara dos Deputados e está sendo analisada no Senado.

Secretários puderam explanar sobre as precariedades do sistema penitenciário em seus estados
Foto: Arnaldo Alves / AEN.



Pacote anticrime

O ministro da Justiça ainda aproveitou a presença do governador Carlos Massa Ratinho Júnior e de representantes da área de segurança pública de 22 unidades da federação para pedir apoio à aprovação de seu pacote anticrime. Ele lembrou que o projeto, submetido ao Congresso Nacional, prevê, entre outros pontos, o endurecimento do combate às organizações criminosos.

“Temos que isolar as lideranças criminosas”, disse Moro, ao detalhar a proposta de ampliar de um para três anos o tempo que presos de alta periculosidade podem ficar internados em presídios federais.

“Temos oferecido [aos estados] o apoio dos presídios federais, mas é importante que somente os presos de elevada periculosidade sejam enviados para os presídios federais. Este crivo é de responsabilidade dos estados. Porque se forem mandados presos que não se encaixam neste perfil, o pior risco é eles ficarem um tempo por lá e voltarem pior, aí sim como lideranças”, comentou, afirmando achar um ano tempo insuficiente para isolar líderes de facções criminosas.

“Tem que ficar mais tempo. Um ano é pouco tempo para a transferência ter qualquer eficácia. É perda de tempo. E embora a legislação já permita que, se necessário, prorroguemos ano após ano, isso gera problemas burocráticos e também disposição indevida da administração penitenciária, do Ministério Público e dos juízes que têm que tomar essas decisões”, finalizou o ministro da Justiça.

No encontro, o Consej emitiu a Carta de Curitiba, que inclui a moção de apoio ao pacote anticrime proposto pelo governo federal, por meio Ministério da Justiça e Segurança Pública, e que tramita no Congresso Nacional. “Esse colegiado apoia as medidas que foram encaminhadas ao Congresso”, disse o presidente do Consej, Pedro Eurico de Barros e Silva.

Entre as medidas está uma formalização assinada por todos os secretários participantes oficiando o presidente da Câmara Federal Rodrigo Maia, acerca da necessidade da aprovação da PEC 372/17, que cria Policia Penal.

Secretário da Segurança Pública, cel. Romulo Marinho Soares do Paraná fala durante o evento
Foto: Arnaldo Alves / AEN.






Participantes do Consej

PRESENÇAS – Participaram do encontro o vice-governador Darci Piana; o diretor-geral do Departamento Penitenciário Nacional, Fabiano Bordignon; o secretário da Segurança Pública do Paraná, Romulo Marinho Soares; o diretor-adjunto do Depen-PR, Thostein Ferraz; o diretor da Polícia Científica, Leon Grupenmacher, além de representantes do Poder Judiciário, além de secretários e representantes de outros 21 estados da federação: Acre; Alagoas; Amapá; Amazonas; Bahia; Espírito Santo; Goiás; Mato Grosso; Minas Gerais; Pará; Paraíba; Pernambuco; Rio Grande do Sul; Rio de Janeiro; Rondônia; Roraima; Santa Catarina; Sergipe; Tocantins e Piauí.





Fonte: AGÊNCIA BRASIL/EBC

04 outubro 2019

E A NÓS PAULISTAS AS MIGALHAS, OU A MISÉRIA! São Paulo poupará R$ 2,3 bi ao ano com decisão que desobriga reajuste a servidor

Decisão do STF que vale para todos os âmbitos da administração pública autoriza congelamento salarial.








Bernardo Caram
William Castanho
4.out.2019 às 14h32

Ministros não pensaram na condição de miserabilidade que poderão jogas os servidores públicos
Pedro Ladeira/Folhapress


BRASÍLIA - Decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) que desobriga o Poder Executivo a conceder reajustes a servidores públicos vai gerar uma economia potencial de R$ 2,3 bilhões ao ano para o estado de São Paulo.

A corte decidiu na última semana que os rendimentos dos servidores podem ficar congelados, desde que o chefe do Executivo apresente uma justificativa ao Legislativo.

Os cálculos da Secretaria de Fazenda de São Paulo, estado envolvido na ação, mostram uma pequena parcela do impacto, já que a decisão tem repercussão geral e, portanto, vale para a União, estados e municípios.

O resultado vem em um momento de crise fiscal na União e nos governos regionais, que buscam medidas para conter gastos com pessoal.

O processo, que tramitava no STF há 12 anos, avaliava o direito de servidores do estado de São Paulo a serem indenizados por não terem recebido reajuste anual de salários.

Por seis votos a quatro, a maioria dos ministros entendeu que o não encaminhamento de projeto de lei para reajustar os rendimentos dos servidores não gera direito a indenização. Para isso, o governo precisa apresentar, de forma fundamentada, as razões para a não concessão do aumento.

Embora o caso tratasse especificamente de reajustes cobrados por policiais militares paulistas, a repercussão geral amplia os efeitos para todo o país. Eventual resultado no sentido contrário poderia gerar um efeito em cascata que levaria à concessão de reajustes retroativos na União, estados e municípios em um momento de forte aperto nas contas.

Em 2018, 12 estados ultrapassaram o limite máximo de despesas com pessoal autorizado pela Lei de Responsabilidade Fiscal, de 60% da receita corrente líquida.

De acordo com o Tesouro Nacional, entre 2011 e 2018, a despesa bruta com pessoal dos estados cresceu, em média, 39% acima da inflação.

Maior parte dos estados ultrapassou ou está muito próximo de estourar o limite de gastos com pessoal: 

Fonte: Tesouro Nacional



No caso de São Paulo, se o veredito fosse pela obrigatoriedade do reajuste para recomposição da inflação, o gasto adicional com a folha de pagamento de servidores ativos, inativos e pensionistas seria de R$ 2,3 bilhões ao ano. A conta não leva em consideração os salários nas universidades.

O governo de São Paulo tem um setor que faz revisões anuais do nível salarial das categorias. A avaliação leva em conta as demandas setoriais e a situação fiscal no período. O estado não segue um padrão nos reajustes e já passou mais de um ano sem dar aumento aos servidores.

No âmbito federal, o governo prepara uma reforma administrativa para tentar controlar o gasto com pessoal. Entre as medidas em estudo, estão o fim da estabilidade para a maior parte dos cargos, a redução dos salários de entrada e um aprimoramento nas avaliações de desempenho e progressões.

Para o ano que vem, não há autorização para reajustes no governo federal, exceto para os militares.

A Constituição diz que é assegurada “revisão geral anual” da remuneração de servidores públicos na União, estados e municípios.

Corte decidiu que os rendimentos dos servidores podem ficar congelados, desde que o chefe do Executivo
 apresente uma justificativa ao Legislativo - Pedro Ladeira/Folhapress




Ao votar contra a obrigatoriedade do reajuste, o ministro Edison Fachin disse que, da forma como está colocada na Constituição, a revisão dos vencimentos pode significar reajuste, recomposição ou até a impossibilidade do aumento.

Também contrário à indenização, o presidente do Supremo, ministro Dias Toffoli, argumentou que deve ser respeitada a competência do chefe do Executivo que, em conjunto com o Legislativo, toma a decisão que considera adequada em relação à revisão de salários.

Na avaliação de Toffoli, reajustes salariais de servidores devem levar em conta a responsabilidade fiscal e devem estar condicionados a uma avaliação concreta de cada período, com debate entre servidores, sociedade e governo.

“As questões fiscais e orçamentárias nos impõem certos limites”, disse. “Neste ano mesmo, em agosto, quando nos deparamos com a proposta orçamentária para o Poder Judiciário do ano que vem, nós não enviamos proposta de revisão de recomposição inflacionária”.

O ministro Marco Aurélio Mello se posicionou a favor do reajuste obrigatório e da indenização em caso de indefinição por parte do governo.

“No caso concreto, a conclusão do plenário não beneficia o servidor, beneficia mais uma vez o todo poderoso Estado”, afirmou.




Fonte: FOLHA DE SÃO PAULO

Câmara será notificada por Conselho Federal a pautar PEC 372/17 que cria Policia Penal

Conselho Nacional de Secretários da Justiça, Cidadania, Direitos Humanos e Administração Penitenciária resolvem, em unanimidade, oficiar Rodrigo Maia, pautando a aprovação da PEC 372/2017, que cria a Polícia Penal!







Leandro Leandro
04/10/2019


Reunião ocorreu na cidade de Curitiba/PR




A Agepen-Brasil acompanhou nesta sexta (04.10), o encerramento da reunião do Conselho Nacional de Secretários de Justiça e Segurança Pública, ocorrida em Curitiba.


Diretor da Agepen esteve presente no encontro dos Secretários



José Roberto Neves, diretor de Previdência da entidade e vice presidente do Sindarspen Agentes Penitenciários acompanhou o fim dos trabalhos e conversou com alguns dos secretários participantes.

Documento foi elaborado e assinado pelos secretários

Além disso, teve acesso ao documento oficial elaborado durante a reunião onde por unanimidade os secretários resolveram oficiar o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, pautando a aprovação da Polícia Penal!

O apoio dos secretários é um apoio preponderante a necessidade
da votação da PEC 372/17






Fonte: Agepen Brasil

VÍDEO POLICIA PENAL JÁ!: Ministro da Justiça e Segurança Pública Sergio Moro apóia a criação da Policia Penal

Também o ex senador Cássio Cunha Lima, autor da proposta que criou a Lei aprovada em unânimidade no Senado Federal fala sobre o assunto.







Leandro Leandro
04/10/2019

Fala do Ministro foi durante reunião do Conselho Nacional de
Sercretários de Justiça e Segurança Pública


Ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, apóia a aprovação da PEC 372/17 que cria as Polícias Penais da União, dos Estados e do DF.

Fala aconteceu na reunião do Conselho Nacional de Secretários de Justiça e Segurança Pública que ocorre em Curitiba neste dia 03/10/2019.

Confira no vídeo.



Ex-Cássio Cunha Lima


O ex- senador Cássio Cunha Lima também em entrevista discorre sobre a necessidade urgente de aprovar a Policia Penal na Câmara Federal em apoio a própria Segurança Pública do país.

Confira o vídeo:






Fonte vídeos: Aplicativo de Wattsapp

EXCELENTE IDÉIA: Rio quer compensar gasto com servidor com corte na alimentação de presos

A ideia é equilibrar o aumento de gastos com pessoal provocada por uma reestruturação de carreira com cortes nos custos da alimentação de presidiários.








Por Estadão Conteúdo
access_time3 out 2019, 20h06

Presídios: custo da alimentação de detidos no sistema prisional seria cortado para compensar gastos com servidores
(Mario Tama/Getty Images)




O governo do Estado do Rio propôs nesta quinta-feira, ao Conselho de Supervisão do Regime de Recuperação Fiscal (RRF), compensar a elevação de gastos com pessoal provocada por uma reestruturação de carreira de servidores da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) com cortes nos custos da alimentação de presidiários detidos no sistema estadual.

O governo fluminense tinha até esta quinta-feira para propor essa medida compensatória. O Conselho de Supervisão exigiu a apresentação da medida compensatória em uma resolução de 4 de setembro, sob pena de recomendar ao Ministério da Economia a expulsão do Rio do RRF, como mostrou o Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado. A expulsão do RRF obrigaria o Rio a arcar com dívida de R$ 32,5 bilhões.

O Rio foi pioneiro na adesão ao RRF, em setembro de 2017, depois de um quadro de falência das finanças que levou a atrasos no pagamento de salários dos servidores e caos na oferta de serviços de segurança, saúde e educação. Mesmo favorecido pela melhoria de receitas advinda dos royalties de petróleo ao longo deste ano, o Estado não está conseguindo fazer o “dever de casa” do lado das despesas, mantendo uma situação de insustentabilidade.

Segundo o Conselho de Supervisão, a reestruturação de carreiras na Uerj descumpriria o RRF. Nas contas da Secretaria de Estado de Fazenda do Rio, a reestruturação, aprovada em lei sancionada nos últimos dias do mandato de Luiz Fernando Pezão (MDB), não gera impacto nos servidores ativos durante a vigência do plano de recuperação fiscal, até 2023, mas há impactos financeiros sobre a despesa com inativos.

“Cálculos do Rioprevidência apontam que, durante a vigência do Regime de Recuperação Fiscal, haverá aumento da despesa de pessoal no valor de R$ 217,1 milhões até 2023, com 824 aposentados até o referido ano. O impacto médio por servidor por mês será de R$ 5.071,21 em 2023. O Rioprevidência ainda não aplicou os efeitos da lei, pois não está juridicamente pacificada”, informou a Secretaria de Fazenda, em nota divulgada nesta quinta-feira.

Para compensar essa elevação de gastos, a Fazenda estadual projeta economizar de R$ 312 milhões a R$ 389 milhões, no período de junho de 2019 a dezembro de 2023, com a “renovação de todos os contratos de alimentação de apenados do sistema penitenciário”. “Como nem todas as licitações ainda foram homologadas, para fins de compensação só foram consideradas aquelas já homologadas”, diz a nota da secretaria, destacando que, mesmo assim, a economia projetada é superior à elevação do gasto.






Fonte: REVISTA EXAME/ COM ESTADÃO CONTEÚDO

EXPLOSIVOS EM PENITENCIÁRIA: Esquadrão antibombas está a caminho de Umuarama/PR

Os explosivos foram encontrados durante revista às celas nessa quinta-feira (3).  Os agentes penitenciários tinham recebido a informação que presos planejavam uma fuga.






Por Luciana Peña 
em 04/10/2019 - 08:25

Os explosivos foram encontrados durante revistas nas celas/ Foto: PC


No começo da noite dessa quinta-feira, uma equipe do SOE, o Setor de Operações Especiais, do Depen, Departamento Penitenciário do Paraná, foi acionada e seguiu para Umuarama, no noroeste do Paraná. Os agentes tinham a informação de que dentro das celas havia explosivos.

Durante a revista às celas foram encontrados 60 cm de emulsão de dinamite, 60 cm de cordel detonante e uma espoleta com pavio.  Os explosivos estão em duas salas da unidade prisional e os agentes penitenciários aguardam a chegada do esquadrão antibombas do Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar de Curitiba, diz o coordenador regional do Depen, Luciano Brito.

Agentes penitenciários no Paraná cumprem jornadas de trabalho também nas cadeias pública
(FOTO: REPRODUÇÃO/GOOGLE STREET VIEW)


Não foi a primeira vez que os agentes encontraram explosivos na cadeia. Os presos que  pretendiam usar os explosivos para fugir já foram transferidos da cadeia.

O esquadrão antibombas deve chegar a Umuarama no período da tarde.





Fonte: CBN/ MARINGÁ

03 outubro 2019

E O CARA DANDO PALESTRAS CONTRA A CORRUPÇÃO!: Justiça encontra R$ 11 milhões em conta de mãe de auditor da Receita preso no RJ

Família é apontada pelo Ministério Público Federal como responsável por esquema de 'lavagem cruzada'.







Italo Nogueira
03.out.2019 às 17h17

 Equipe da Policia Federal faz batida em casa de câmbio que funciona em posto de gasolina(Posto da Torre),
no Distrito Federal. Mandado cumprido no local deu origem a Operação Lava Jato, em 17 de março de 2014
Beto Barata-17.mar.2014/Folhapress



RIO DE JANEIRO - O Banco Central informou ao juiz Marcelo Bretas que o auditor fiscal Daniel Gentil e sua mãe, Sueli Gentil, presos nesta quarta-feira (2) na Operação Armadeira, têm R$ 13,9 milhões depositados em 11 contas bancárias.

Desse montante, R$ 10,9 milhões foram encontrados na conta de Sueli. Os outros R$ 3 milhões, na conta de Daniel. Os valores foram bloqueados por determinação de Bretas.

A família Gentil é apontada pelo Ministério Público Federal como a responsável pelo intrincado esquema de lavagem de dinheiro de suspeitos no esquema, entre eles Marco Aurélio Canal, supervisor nacional da Equipe Especial de Programação da Lava Jato —grupo responsável por aplicar multas aos acusados da operação por sonegação fiscal. Daniel Gentil era subordinado a esse setor.

O grupo foi preso sob suspeita de extorquir dinheiro de investigados na Lava Jato. Em troca, eles anulariam multas por sonegação fiscal decorrentes de fatos descobertos pela operação.

Canal é suspeito de ter atuado na cobrança de propina de R$ 4 milhões junto à Fetranspor (federação das empresas de ônibus do Rio de Janeiro) e no recebimento de € 50 mil de Ricardo Siqueira Rodrigues, acusado na Operação Rizoma.

O advogado Fernando Martins, que representa Canal, pediu ao juiz Marcelo Bretas para que o investigado não seja levado para Bangu 8, onde ficam os réus da Lava Jato, em razão de sua atuação nos procedimentos da operação.

Ao longo da de 2014, a Lava Jato prendeu alguns dos diretores da Petrobrás: Netor Cerveró foi um deles
Sergio Lima-02.des.2014/Folhapress



O Ministério Público Federal apontou indícios de que bens usados pela família de Canal estão em nome de empresas ligadas a outros auditores, especialmente Daniel Gentil.

É o caso da cobertura em que, segundo a investigação, a família mora na avenida Lúcio Costa, orla da Barra da Tijuca. O imóvel está em nome da empresa B. Magts, cuja única sócia é Sueli. A Polícia Federal afirma não ter identificado pagamento de aluguel aos proprietários.

A empresa ligada à família Gentil também é proprietária de dois veículos (Honda Fit e Mitsubishi Outlander) usados pela filha e pela mulher de Canal, segundo a investigação. O carro Volkswagen Golf, utilizado pelo ex-supervisor da Receita, está em nome de uma empresa de um amigo dele.

A Procuradoria afirma que os investigados utilizaram uma técnica de "lavagem cruzada" a fim de dificultar as investigações.

Em apurações anteriores, o crime de lavagem de dinheiro costumava ser cometido em nome de parentes. As informações sobre os reais proprietários dos bens só foram colhidas após monitoramento de agentes da Polícia Federal.

Dinheiro apreendido na casa do ex-auditor Elizeu Marinho - Divulgação


"É claro que sendo muitos dos membros da organização criminosa experientes funcionários da Receita Federal, havendo diversos auditores fiscais, por exemplo, com amplo conhecimento técnico dos parâmetros de fiscalização de Imposto de Renda, o esquema de lavagem de valores por eles empreendido mescla uma série de tipologias possíveis e sofisticados engendramentos", afirmam os procuradores no pedido de prisão.

Nas contas bancárias de Canal foram encontrados apenas R$ 2.400, e nas de sua mulher, R$ 45 mil.

As investigações indicam ainda o envolvimento de outro auditor fiscal na lavagem de dinheiro, Fábio Cury, preso temporariamente. O Ministério Público aponta a compra de um notebook como indício de que os auditores Cury, Gentil e Canal têm bens cruzados.

Em um email de Cury para tratar da aquisição, o auditor envia a uma pessoa o cartão de crédito de Gentil para pagar o computador adquirido pelo filho de Canal.

"Aparentemente, o que foi comprado pelo filho de Marco Aurélio Canal e pago por Daniel Gentil foi um laptop no valor de US$ 6.276,71, conforme observado em um formulário de autorização de compra anexado a um correio eletrônico encaminhado pelo filho de Canal a Fábio Cury", diz a Procuradoria.

Além disso, um ex-cunhado de Cury vendeu imóveis às empresas ligadas a Gentil, o que levantou a suspeita de procuradores.

Imagens obtidas pelo Ministério Público Federal, a partir do circuito interno de vigilância dos estabelecimentos
onde ocorreram as reuniões entre o delator Ricardo Siqueira Rodrigues e um analista tributário
da Receita, Marcial Pereira de Souza - Reprodução



Os procuradores suspeitam ainda que Canal tenha lavado dinheiro na construção de um shopping em Itaguaí (a 72 km do Rio de Janeiro), na qual uma empresa em nome de sua mulher tem participação.

O advogado Fernando Martins, responsável pela defesa de Marco Aurélio Canal, declarou em nota que a prisão é ilegal. Ele não quis comentar especificamente as suspeitas sobre lavagem de dinheiro.

"Trata-se de mais uma prisão ilegal praticada no âmbito da denominada Operação Lava Jato, eis que de viés exclusivamente político, atribuindo a Marco Canal responsabilidades e condutas estranhas a sua atribuição funcional e pautada exclusivamente em supostas informações obtidas através de 'ouvi dizer' de delatores", diz Martins.

Em depoimento à Polícia Federal, Cury não foi questionado sobre a compra de laptop. Sobre as transações imobiliárias entre seu ex-cunhado e Gentil, ele afirmou que apenas apresentou os dois, sem ter participado da transação.

O advogado Bruno Rodrigues, que defende Cury, afirmou que ele nega as suspeitas de envolvimento com crimes.

A Folha tentou contato com o advogado André Barreto, que representa Gentil, mas não obteve retorno.





Fonte: FOLHA DE SÃO PAULO

ESCOLA JANOT, PRESO EM FLAGRANTE: Procurador da Fazenda esfaqueia juíza dentro do TRF-3

O procurador da Fazenda Nacional Matheus Carneiro Assunção foi preso nesta quinta-feira (3/10) depois de tentar matar uma juíza na sede do Tribunal Regional Federal da 3ª Região, na avenida Paulista.







Paulo Canário - Conjur
3 de outubro de 2019, 19h50

Sede do TRF-3, na avenida Paulista



Ele invadiu o gabinete da juíza Louise Filgueiras, convocada para substituir o desembargador Paulo Fontes, em férias, e chegou a acertar uma facada no pescoço dela, mas o ferimento foi leve.

Antes de se descontrolar totalmente, o procurador despachara com a desembargadora Cecilia Marcondes, quando já se mostrou alterado. Assunção então foi ao gabinete do desembargador Fábio Prieto, no 22º andar. Ele presidia uma sessão de julgamento e não estava no gabinete no momento.

O procurador, então, desceu as escadas e invadiu a sala que fica imediatamente abaixo, de Paulo Fontes, mas ocupado por Filgueiras durante suas férias.

A juíza trabalhava em sua mesa e foi surpreendida pela invasão do procurador, mas conseguiu se afastar dele —as mesas dos desembargadores são bastante amplas, o que dificultou o acesso de Assunção à vítima.

Diante do insucesso, ele ainda tentou jogar uma jarra de vidro na direção da magistrada, mas errou. O barulho da jarra quebrando foi o que chamou a atenção dos assessores. E o procurador foi imobilizado pelas pessoas que estavam dentro do gabinete durante a ação.

Assunção foi preso em flagrante e no momento aguarda a chegada da Polícia Federal para ser levado da sede do tribunal, na região central de São Paulo. Ele ainda não tem advogado constituído.

Quem viu o procurador se movimentar pelo tribunal comentou que ele parecia em estado de surto e intercalava frases sem sentido com de efeito sobre "acabar com a corrupção no Brasil". Ao ser imobilizado, o procurador se mostrou confuso. Segundo os seguranças que o detiveram, Assunção afirmou que deveria ter entrado armado no tribunal, “para fazer o que Janot deixou de fazer”.

Neste momento, enquanto a Polícia Federal chega no prédio do tribunal para dar voz de prisão ao agressor, a segurança do TRF está mapeando a sua andança pelo prédio.

Repercussão


"Não bastasse a notícia recentemente divulgada de que um Procurador da República pensou em atentar contra a vida de um ministro do STF, agora temos uma infeliz ocorrência no TRF de São Paulo. Para além de lamentar o ocorrido e se solidarizar com a vítima e todos os colegas do tribunal, urge mais uma vez repensar os níveis de segurança das cortes e dos fóruns, em todo o país”, lamentou Jayme de Oliveira, presidente da Associação dos Magistrados do Brasil (AMB).

Para Fernando Mendes, presidente da Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe), não pode se admitir qualquer ataque à magistratura. "A magistratura vem sendo atacada simbolicamente nos últimos tempos, e essa campanha nefasta na tentativa de desacreditar a instituição acaba estimulando o comportamento criminoso de indivíduos. Temos de dar um basta a isso."

Segundo Marcos da Costa, ex-presidente da OAB-SP, "não podemos admitir que se estabeleça um clima de ódio dentro do ambiente que deveria ser marcado pelo respeito entre aqueles que estão a dedicar suas vidas em prol da justiça".





Fonte: Revista Consultor Jurídico

PC conclui inquérito sobre cartas do PCC para matar autoridades e indicia três ex-detentos da Penitenciária de Junqueirópolis/SP

Investigação foi finalizada com o indiciamento de três homens que cumpriam pena na Penitenciária de Junqueirópolis, onde as correspondências foram encontradas.








Por G1 Presidente Prudente
03/10/2019 17h59 

Cartas foram apreendidas na Penitenciária de Junqueirópolis (SP)
 Foto: Reprodução/TV Fronteira




A Polícia Civil concluiu nesta quinta-feira (3) o inquérito policial que investigou cartas da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) apreendidas na Penitenciária de Junqueirópolis (SP) e que possuíam ameaças de morte contra o promotor de Justiça do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público Estadual (MPE), Lincoln Gakiya, o coordenador de presídios Roberto Medina e outros profissionais ligados à Secretaria da Administração Penitenciária do Estado de São Paulo (SAP).

Três homens, todos presos, foram indiciados pelos crimes de organização criminosa e ameaça.

O delegado responsável pela investigação, Eliandro Renato dos Santos, informou ao G1 que foram apreendidas em janeiro deste ano três cartas relacionadas à facção criminosa na Penitenciária de Junqueirópolis.

“Todas elas [cartas] continham ameaças, inclusive, com mapas e procedimentos a serem adotados para tirar a vida dos agentes públicos”, afirmou Santos ao G1.

Com a conclusão, o inquérito foi encaminhado para o Fórum da Comarca de Junqueirópolis para manifestação do Ministério Público e análise do Poder Judiciário sobre o caso.

Atualmente, dois dos indiciados encontram-se presos no Centro de Readaptação Penitenciária (CRP), em Presidente Bernardes (SP), onde funciona o Regime Disciplinar Diferenciado (RDD). Já o terceiro envolvido, está na Penitenciária 2 de Mirandópolis (SP), segundo a SAP.

Carta apreendida com integrantes de facção tem ameaças a promotor
Foto: Reprodução




Outras cartas

O promotor Lincoln Gakiya foi o autor do pedido que levou à transferência, em fevereiro deste ano, de 22 líderes da maior facção criminosa paulista, entre eles Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, de unidades prisionais do Estado de São Paulo para presídios federais de segurança máxima.

A operação inédita foi realizada depois que o Ministério Público descobriu um plano da facção para resgatar os principais líderes que estavam presos na Penitenciária 2 de Presidente Venceslau (SP).

Em dezembro do ano passado, a Polícia Militar também apreendeu cartas do PCC que revelavam um plano para matar o promotor que combate a facção no interior de São Paulo e o coordenador dos presídios da região oeste do Estado.

As cartas escritas de forma codificada foram interceptadas com duas mulheres de presos no dia 8 de dezembro em Presidente Venceslau.

Após tais ameaças, a segurança pessoal do promotor Lincoln Gakiya foi reforçada.

Carta foi apreendida na Penitenciária de Junqueirópolis (SP)
 Foto: Reprodução


Em uma das cartas apreendidas em Junqueirópolis, os criminosos explicam como deve ser o planejamento para atacar o coordenador de presídios Roberto Medina e o diretor Luiz Bizzoto.

"Eu entendi tudo sobre o mapa, mas voces têm que montar por ordem: placam cor do carro, horários, rua, número da casa. É a mesma fita, monta o maoa e manda pros responsável [sic]", diz trecho de um dos manuscritos.

Sobre o diretor Maurício Souza, a carta diz: "já tá tudo no pente, é só executar. Esse cara tá tirando, tá duvidando das nossas forças, pode pá matando ele. Os outros não vão pagar pra ver".




Fonte: G1

02 outubro 2019

GATE ministra curso de ações táticas a agentes do CDP de Caiuá

O grupo abordou técnicas de intervenção, explosivos e tiros táticos no estande de tiro da PI de Presidente Venceslau.







Eliane Borges - Croeste
02/10/2019
Clique nas imagens para ampliar
Tropa de elite da PM abordou técnicas de intervenção em presídios



Pela primeira vez na Região Oeste, o Grupo de Ações Táticas Especiais (GATE) da Polícia Militar ministrou curso para 40 agentes de segurança penitenciária (ASP) e de escolta e vigilância penitenciária (AEVP), do Centro de Detenção Provisória (CDP) de Caiuá, os quais atuam na Célula de Intervenção Rápida (CIR) do presídio.

Turma Alpha foi uma das equipes treinadas no local


Considerada a tropa de elite da Policia Militar, o GATE trouxe conhecimentos específicos aos agentes por meio de curso com foco em “Técnicas de primeiro interventor em estabelecimentos prisionais, explosivos com ênfase nas ocorrências em prisões e tiro tático”.

Turma Bravo formou outra equipe para quatro dias de curso


O objetivo maior foi preparar os servidores para enfretamento de situações críticas no local de trabalho, dentre as quais, aquelas envolvendo artefatos explosivos e ocorrências com reféns.

Aula prática de tiro tático foi realizado na P1 de Presidente Venceslau



Com o apoio da Escola de Administração Penitenciária “Dr. Luiz Camargo Wolfmann” (EAP), o curso foi desenvolvido no estande de tiro da Penitenciária I “Zwinglio Ferreira” de Presidente Venceslau, entre os dias 16 e 19/09.

Curso foi viabilizado com apoio da EAP



Durante os quatro dias, ASPs e AEVPs se dividiram em duas turmas e participaram de aulas teóricas e práticas envolvendo disciplinas como gerenciamento de crise e munição de impacto.

Uma das disciplinas abordou munições de impacto


“O GATE é referência nacional em ações táticas especiais e pertence ao 4º Batalhão de Polícia de Choque. Essa especialização, além de motivar os agentes prisionais, torna a equipe mais técnica, buscando a excelência da atuação na intervenção penitenciária.

Aulas teóricas envolveram segurança, legislação e gerenciamento de crise



Aproveitamos para agradecer ao Coronel Nivaldo Cesar Restivo e ao coordenador de unidades prisionais, Roberto Medina, que proporcionou essa oportunidade ímpar aos nossos agentes”, conclui o diretor do CDP de Caiuá, Rodrigo Santos Andrade.





Fonte: SAP