05 fevereiro 2026

El Cid: Chefe da Restrita Final do PCC, que driblou a Justiça de São Paulo é preso no Ceará, vídeo

A Polícia Militar do Ceará prendeu Sidney Rodrigo Aparecido Piovesan, 43, o El Cid, integrante da facção PCC (Primeiro Comando da Capital) que havia saído da prisão em 2022.

Josmar Jozino e Giovanna Galvani

Colunista do UOL e em colaboração para o UOL, em São Paulo

04/02/2026

Liderança do PCC em São Paulo, Sidney Rodrigo Aparecido, o "El Cid", foi preso na cidade de Eusébio (CE) - Imagem: Reprodução
Prisão ocorreu após abordagem de rotina em estrada. Segundo a PM-CE, ele foi identificado após a esposa ter sido presa por falsidade ideológica durante uma parada solicitada pelo Batalhão de Polícia de Trânsito Urbano e Rodoviário Estadual na madrugada. Ela estava indo para São Paulo, e foi presa em Iguatu.

A polícia cruzou dados de inteligência e encontrou onde a mulher morava. El Cid estava próximo à casa do casal, localizada em um condomínio de luxo cidade de Eusébio (CE). O BOPE e equipes do 15º Batalhão de Polícia Militar articularam a operação e capturaram o foragido, que também estava com documentos falsos.

Liderança do PCC em São Paulo, Sidney Rodrigo Aparecido, o "El Cid", foi preso na cidade de Eusébio (CE) - Imagem: Reprodução
El Cid possuía dois mandados de prisão em aberto e tem longa ficha criminal. Os mandados, por homicídio e regressão cautelar por associação para o tráfico de drogas, foram expedidos pelo Tribunal de Justiça de São Paulo. 

Antes disso, ele já havia sido acusado de tráfico de drogas e por tentar matar cinco PMs na zona sul paulista em março de 2014.

Ele foi entregue à Polícia Federal. O governador do Ceará, Elmano de Freitas (PT), comemorou a prisão nas redes sociais: "um dos bandidos mais perigosos do país", escreveu. "Parabéns a nossa polícia".

El Cid é um dos principais chefes da célula conhecida como "restrita final" do PCC. A célula é responsável por planejar e executar atentados contra agentes públicos. Na lista de alvos da restrita figuram nomes como o do promotor de Justiça de São Paulo, Lincoln Gakiya, e do coordenador dos presídios da região oeste de São Paulo, Roberto Medina. Ele também é investigado como um dos mentores do plano de sequestro contra o senador Sergio Moro (União Brasil-PR).

Polícia Civil de Presidente Prudente descobriu em julho do ano passado um plano para matar Gakyia e Medina. Uma operação foi deflagrada para desarticular os envolvidos no caso, conforme divulgado pelo UOL. Os agentes apuravam se El Cid foi quem deu a ordem dos ataques.

Penitenciária "Dr. Geraldo de Andrade Vieira", conhecida como P1 de São Vicente -Imagem: Divulgação/SAP/SP

Saiu pela porta da frente da PI de São Vicente

Ele saiu pela porta da frente da prisão em 2022. Em 22 de agosto de 2022, o Ministério Público pediu a preventiva dele pelos crimes de março de 2014. No entanto, ele foi liberado após o DEECRIM-7 (Departamento Estadual das Execuções Criminais da Região 7-Santos), deferir a progressão para o regime aberto devido a um boletim de ocorrência falso que supostamente demonstraria sua inocência. Quando a Justiça percebeu pedido de prisão preventiva formulado pelo Ministério Público contra El Cid, já era tarde

El Cid foi processado por tráfico de drogas em 2010, mas saiu em liberdade em 11 de julho de 2011. Meses depois, acabou condenado a três anos e 10 meses. Mas ficou solto por 11 anos.

Ele é acusado de tentar matar cinco PMs na zona sul paulista em 28 de março de 2014. Em 2020, quando ainda estava livre, o Ministério Público o denunciou pelos ataques. A Polícia Federal de Santos o capturou e ele foi levado à P1 de São Vicente para cumprir o restante da pena por tráfico de drogas.

Em 22 de agosto de 2022, o Ministério Público pediu a preventiva dele pelos crimes de março de 2014. Mesmo assim, El Cid foi libertado quatro dias depois 

A libertação ocorreu porque o DEECRIM-7 (Departamento Estadual das Execuções Criminais da Região 7-Santos), deferiu a progressão para o regime aberto ao preso. Agentes penitenciários da P1 de São Vicente cumpriram o alvará de soltura.

Quando a Justiça percebeu pedido de prisão preventiva formulado pelo Ministério Público contra El Cid, já era tarde. Segundo investigações da PF, logo depois de sair em liberdade, o criminoso assumiu a célula restrita do PCC, criada para planejar atentados contra autoridades e agentes públicos.

Fonte: UOL

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